21 de novembro de 2013

Genoino sofre princípio de infarto

Será que vai precisar o Genoino morrer para o presidente do STF deferir o pedido e mandá-lo para casa?
Genoino sofre princípio de infarto e é levado para o Incor, diz advogado

"O ex-presidente do PT José Genoino passou mal na manhã desta quinta-feira (21) e, segundo o seu advogado Luiz Fernando Pacheco, deixou o Complexo Penitenciário da Papuda e foi levado para o Incor (Instituto do Coração) em Brasília.

De acordo com Pacheco, Genoino teria sofrido um princípio de infarto. Pacheco informou que o político está sendo submetido a exames no hospital.


Ontem, Genoino já havia passado mal durante à noite. Segundo seu advogado, Genoino teve que ser atendido dentro do presídio da Papuda. O ex-presidente do PT, que está na ala reservada aos presos do regime semiaberto, fez um eletrocardiograma que demonstrou "alterações". Ainda de acordo com o advogado, o médico fez um pedido para a realização de exames complementares num hospital fora do presídio, o que foi negado pelo juiz de execuções penais.

O ex-presidente do PT, que sofre de problemas cardíacos e passou por um procedimento cirúrgico em julho, aguarda uma decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, sobre um pedido de prisão domiciliar."


Greenpeace e Wladimir Putin: A Carta de Paul McCartney

Sir Paul McCartney, ele mesmo, dos Beatles, escreveu uma carta ao Presidente da Rússia, Wladimir Putin solicitando a libertação dos ativistas do Greenpeace.
Não é pouca coisa.
A carta foi escrita em outubro e divulgado recentemente pelo próprio Paul.
Vejam abaixo as palavras do eterno Beatle e a seguir a íntegra da carta.
Em tempo: a frase citada na carta, do "Álbum Branco" (de 1969), é da música "Back in the U.R.S.S." e uma tradução aproximada seria: "Estive longe por tanto tempo que eu mal conhecia o lugar, caramba, é bom estar de volta para casa".
"Leiam abaixo a minha carta ao presidente Vladimir Putin, ainda não respondida. O embaixador russo gentilmente me comunicou que a situação “não é corretamente apresentada na mídia mundial .

    Seria ótimo se esse mal-entendido pode ser resolvido e os manifestantes pudessem estar em casa com suas famílias, em tempo para o Natal . Vivemos na esperança."

    Paul McCartney

A carta enviada a Putin:

    14 de outubro de 2013

Querido Vladimir,
    Espero que esta carta o encontre bem. Faz mais de dez anos que eu toquei na Praça Vermelha, mas acredite que muitas vezes penso na Rússia e nos russos.
    Escrevo-lhe sobre os 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas detidos em Murmansk. Espero que você não se oponha a que eu comente o caso.
    Eu ouço dos meus amigos russos que os manifestantes estão sendo retratados em seu país como sendo contra a Rússia, que eles estavam fazendo o jogo dos governos ocidentais, e que ameaçaram a segurança das pessoas que trabalham na plataforma de petróleo do Ártico.
    Estou escrevendo para garantir que o Greenpeace não é certamente uma organização anti-Rússia. Na minha experiência, eles tendem a irritar todos os governos. E eles nunca pedem recursos a nenhum governo ou corporação de qualquer lugar do mundo.
    E acima de tudo, eles são pacíficos . Na minha experiência, a não-violência uma parte central de sua atuação.
    Leio que você disse que eles não são piratas – bem, isso é algo que todo mundo pode concordar. Tão importante quanto isso, é o fato de que eles não pensam que estão acima da lei. Eles dizem que estão dispostos a responder por aquilo que realmente fizeram, então não poderia haver alguma forma de deixá-los livres?
    Vladimir, milhões de pessoas em dezenas de países seriam muito gratas se você interviesse para pôr fim a este caso. Eu entendo, claro, que os tribunais russos e a Presidência da Rússia são entidades distintas. No entanto, pergunto-me se você não poderia usar sua influência a fim de reunir os detentos com suas famílias.
    Quarenta e cinco anos atrás, eu escrevi uma canção sobre a Rússia para o Álbum Branco, bem na época em que não era moda dizer coisas boas sobre o seu país. Essa música tinha uma das minhas frases favoritas dos Beatles: “Been away so long I hardly knew the place, gee it’s good to be back home.”
    Você poderia fazer isso se tornar realidade para os prisioneiros do Greenpeace?
    Espero que, quando nossas agendas permitam, possamos nos encontrar novamente em Moscou.
    Atenciosamente,
    Paul McCartney

Humor de Quinta: Pornô Moderno

Raivosos, Vingativos, Hipócritas e Incautos

O JÚBILO E A HIPOCRISIA
"O Ministro Joaquim Barbosa escolheu a data de 15 de novembro, Proclamação da República, para ordenar a prisão e a transferência para Brasília, em pleno feriado, e sem carta de sentença, de parte dos réus condenados pela Ação-470.
O simples fato de saber que os “mensaleiros” - como foram batizados pela grande mídia - viajaram algemados e em silêncio; que estão presos em regime fechado, tomando banho com água gelada, e comendo de marmita, encheu de regozijo parte das redes sociais.
É notável o ensandecido júbilo, principalmente nos sites e portais frequentados por certa minoria que se intitula genericamente de “classe média”, e se abriga nas colunas de comentários da mídia mais conservadora.
Parte da população, a menos informada, é levada a comemorar a prisão do grupo detido neste fim de semana como se tratasse de uma verdadeira Queda da Bastilha, com a ida de “políticos” “corruptos” para a cadeia.
Outros, menos ingênuos e mais solertes, saboreiam  seu ódio e tripudiam sobre cidadãos condenados sob as sombras do “domínio do fato”, quando sabem muito bem que  dezenas, centenas de corruptos de outros matizes políticos - alguns comprovadamente envolvidos com crimes cometidos anos antes desse processo – continuam soltos, sem nenhuma perspectiva de julgamento.
Esses, para enganar os incautos, já anteveem a queda da democracia. Propõem a formação de grupos de “caça aos corruptos”, desde que esses  tenham alguma ligação com o governo. Sugerem que cidadãos se armem. Apelam para intervenções golpistas. Torcem para que os presos de ontem, que estejam doentes morram, ou que sejam agredidos por outros presos.
Ora, não existe justiça sem isonomia. Já que não se pode exigir equilíbrio e isenção de quem vive de manipular a opinião pública, espera-se que a própria população se manifeste, para que, na pior das hipóteses, o furor condenatório e punitivo de certos juízes caía, com a sutileza de um raio lançado por Zeus, sobre a cabeça de outros pecadores.
Há casos dez, vinte vezes maiores, que precisam ser investigados e julgados. Escândalos que envolvem inclusive a justiça de outros países, milionários e recentes ou que se arrastam desde a época da aprovação do instituto da reeleição - sempre ao abrigo de gavetas amigas, ou sucessivas manobras e protelações, destinadas a distorcer o tempo e a razão, como se estivéssemos em órbita de um buraco negro.

Seria bom, no entanto, que tudo isso se fizesse garantindo o mais amplo direito de defesa, no  exclusivo interesse da Justiça. Ou a justiça se faz de forma equânime, desinteressada, equilibrada, justa, digna e contida, ou não pode ser chamada de Justiça."
Por Mauro Santayana

19 de novembro de 2013

Séries

Eu não tenho tido tempo de ver TV. Mas gosto.
Quando sobra tempo, recorro aos programas gravados, que incluem filmes novos e antigos e alguns programas interessantes que deixo programados para gravar.
Exemplos: "Casa Brasileira" (GNT), "O Som do Vinil" (Canal Brasil), alguns documentários e shows do Canal Bis, etc.
Com a queda de qualidade das novelas da TV aberta, muita gente está migrando para as séries exibidas nas TVs por assinatura.
Essas eu não vejo por falta de tempo também. As que consegui ver foi porque comprei os pacotes de DVD. "House" e "Galactica" são exemplos.
Um exceção que acompanhei semanalmente foi a série aristocrática inglesa "Downtown Abbey", que durou três temporadas.
Mas sei que tem muita coisa interessante que muitas vezes superam até bons filmes.
Atualmente estão passando algumas que gostaria de assistir mas acho que não vai dar não. Até coloco para gravar mas, como sabem, temos que priorizar e aí ficam lá gravados os episódios por meses...
Ouvi falar bem de "Master of Sex" (HBO), produzido pela Showtime e de "Under the dome" (TNT), série baseada em obra homônima de Stephen King e produzida por Steven Spielberg.
Mas existem dezenas em cartaz, incluindo aquelas já clássicas que estão na sexta, sétima, oitava e até décima temporada.
Uma boa notícia é que começam a surgir boas séries produzidas fora do circuito Estados Unidos-Inglaterra, desde obras da Escandinávia até França, passando pela Ásia e Oriente Médio. Esperamos que cheguem por aqui.




"Estaríamos vivendo uma nova era de ouro da TV? A frase foi dita por várias pessoas durante a premiação do Emmy 2013, o maior troféu da TV americana que aconteceu no último domingo em Los Angeles. Sem dúvida nunca na história da TV se viu tanto talento em plena ebulição. A festa do Emmy 2013 mostrou que a indústria audiovisual americana está desbravando novos caminhos e passa por um dos momentos mais criativos de todos os tempos, seja do ponto de vista do talento artístico como também do lado da inovação de meios. A presença do canal de streaming Netflix entre os produtores de séries indicadas é o maior exemplo dessa enorme revolução pela qual passa a TV hoje.


Este ano concorreram seriados com visões sofisticadas e que fogem aos clichês em assuntos como política (House of Cards, Scandal, Homeland, Newsroom e Veep) e seriados que encaram de frente assuntos controversos como as drogas (Breaking Bad) e o homossexualismo (Orange is the New Black, Modern Family). A onda de talento renovado, experimentação e aposta em produtos sofisticados vai continuar na nova temporada da TV americana que está começando este mês nos Estados Unidos com estreias que também acontecem no Brasil.

Um seriado novo que está causando polêmica é Masters of Sex. No Brasil estreiou na HBO dia 7 de outubro.   
Masters of Sex conta a história verdadeira do médico William Masters, interpretado por Michael Sheen (A Rainha, Frost/Nixon). Em parceria com a psicóloga Virgínia Johnson, interpretada por Lizzy Caplan (True Blood, Party Down), o médico elaborou os relatórios Masters&Johnson, editados nos anos 60 e que estão entre os mais importantes documentos de investigação científica e laboratorial sobre o ato sexual. Os críticos que já assistiram alguns episódios do seriado afirmam que, apesar do assunto, Masters of Sex é inovador, audacioso e realista."

Começam as revelações sobre fatos mantidos sob sigilo na ação do Mensalão

Deu no Correio do Brasil ontem e hoje:

Pizzolato revela na Itália dossiê que embaraça julgamento de Barbosa
"O pior pesadelo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que tem dado repetidas mostras de interesse pela vida política, começa a se transformar em realidade nas próximas horas, em Roma. O ex-diretor do Banco do Brasil Francisco Pizzolato fará chegar às mãos de seus advogados italianos o relatório de perto de mil páginas, que o Correio do Brasil divulga, com exclusividade, no qual apresenta provas de que o dinheiro que deu origem à Ação Penal 470 no STF origina-se em uma empresa privada e não de um ente público, como afirma o relatório de Barbosa.

Para ocultar este fato, que coloca por terra o argumento que levou os réus na AP 470 ao Complexo Penitenciário da Papuda, segundo o dossiê apresentado por Pizzolato, que tem cidadania italiana, o então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza e o ministro Joaquim Barbosa criaram, em 2006, e mantiveram sob segredo de Justiça dois procedimentos judiciais paralelos à Ação Penal 470. Por esses dois outros procedimentos passaram parte das investigações do chamado caso do ‘mensalão’."
(....)
"Ainda segundo o relatório que Pizzolato apresentará, em sua defesa, na corte italiana, um tribunal de exceção foi montado no Brasil com o único objetivo de desmoralizar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma clara tentativa de apeá-lo do poder antes do tempo. Embora o estratagema tenha funcionado ao contrário, com mais um mandato popular surgido das urnas ao líder petista, que em seguida elegeu a sucessora, Dilma Rousseff, o STF seguiu adiante e conseguiu que o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino (PT-SP) fossem conduzidos à prisão.

Pizzolato relata, em detalhes, as operações realizadas na campanha política de 2002 e suas ações na diretoria de Marketing do Banco do Brasil. No dossiê, ele contesta os documentos acatados como verdadeiros na AP 470."

Leiam a matéria completa no Correio do Brasil.

Supertramp: "Fool's Overture"



O grupo inglês Supertramp é praticamente unanimidade entre os amantes de boa música.
Esta é a clássica "Fool's Overture" inserida originalmente no álbum "Even in the Quietest Moments" de 1977.
Como a banda já se desfez, esta é uma apresentação mais recente do vocalista e tecladista da banda, Roger Hodgson, acompanhado de orquestra e coral.
Para abrir esta terça-feira.

18 de novembro de 2013

Ibope: Dilma aumenta a vantagem sobre os adversários de 2014

Apesar da luta insana do P.I.G., como diria o Ibrahim, os cães ladram a caravana passa...

Em nova pesquisa do Ibope, Dilma aumenta vantagem sobre Aécio e Campos
Presidenta teria 42% ou 43% dos votos, conforme o adversário

São Paulo – Pesquisa do Ibope mantém vantagem da presidenta Dilma Rousseff, que venceria no primeiro turno se a eleição fosse realizada hoje. Em um cenário com o senador Aécio Neves (PSDB) e com o governador Eduardo Campos (PSB), ela teria 43% dos votos, ante 14% do tucano e 7% do pernambucano. Segundo o instituto, em um mês a diferença aumentou de 17 para 22 pontos percentuais. Os votos em branco ou nulos somam 21%.

Com Marina Silva no lugar de Campos, os resultados apresentam alguma diferença, mas sem alterar a tendência. Dilma fica com 42%, Marina aparece com 16% e Aécio, com 13%. Nesse caso, a diferença sobe de cinco para 13 pontos. Os votos em branco ou nulos somam 21%. Em branco ou nulos totalizam 22%.

Na pesquisa espontânea, Dilma aparece com 23%. O segundo colocado é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 8%. Em seguida, vêm Aécio Neves e José Serra (PSDB), ambos com 5%, Marina (3%) e Campos (1%). Votos em branco ou nulos atingem 13%, enquanto 40% disseram não saber ou não responderam.

No caso de um segundo turno, Dilma venceria Aécio por 47% a 18% e Marina Silva por 44% a 24%.

O instituto apresentou algumas frases sobre o futuro presidente, e a que teve mais escolhas (38%) foi a de que “mantivesse só alguns programas, mas mudasse muita coisa”. Outros 24% escolheram que “mudasse totalmente o governo do país”, 23%, que “fizesse poucas mudanças e desse continuidade para muita coisa”, e 12%, que “desse total continuidade ao governo atual”.

Na avaliação do governo Dilma, os que acham “ótimo” ou “bom” passaram de 38%, em outubro, para 39%, enquanto os que responderam “ruim” ou “péssimo” foram de 26% para 24% e o “regular”, de 35% para 36%. A taxa de aprovação oscilou levemente para cima, de 53% para 55%. A taxa de confiança foi de 49% para 51%.

Em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo e as Organizações Globo, a pesquisa foi feita entre os dias 7 e 11, ouvindo 2.002 eleitores em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Fonte: Rede Brasil Atual

"Nada abafará o sentimento de orgulho, hoje misturado à dor, de estar ao lado de um guerreiro como José Genoíno"

Temos reproduzido aqui, textos publicados em outros blogs que condizem com nossa forma de pensar e que traduzem muito melhor que nós a nossa indignação e preocupação com o futuro.
Nesta linha segue mais um post, este de autoria do jornalista Miguel do Rosário do blog O Cafezinho.

Quem vai pagar por essa dor?
Por Miguel do Rosário em 18/11/2013

"Uma coisa é a dor causada pela injustiça social, que tem raízes históricas e causas múltiplas e complexas. Outra coisa é o arbítrio, a covardia, a maldade. O que estamos testemunhando, perplexos e impotentes, é o final de uma tragédia encenada durante vários anos.

Genoíno é inocente. A sua dor, contudo, vai muito além do sentimento pessoal de ter sido injustiçado. A sua dor ganhou feições bíblicas. É a dor do homem. Os medíocres nunca vão entender. Nem desejam entender, porque eles, no fundo, temem a história. Eles sabem que a história os julgará com parâmetros muito diferentes de sua ética de covardes e pusilânimes.

Entretanto, a mídia conseguiu. Despertou numa parcela da população os instintos mais baixos, mais conservadores, mais vingativos. Um leitor me escreveu dizendo que o que mais queria era ver Dirceu na Barão de Mesquita, centro de tortura do regime militar.

Reproduzo o que ele escreveu, para vocês entenderem o que a mídia despertou:

    “Prezado Miguel do Rosario

    Como carioca me causou espanto conhecer seu blog e em determinados momentos ter a certeza que você aina tem a ousadia de defender pessoas como este , desculpe-me vou te que digitar o nome “Josè Dirceu e sua quadrilha” quando vi levantar o punho só lamentei não poder mandar ele na hora ali para digamos rua barão de mesquita na tijuca , Miguel sinceramente você é o primeiro carioca que vi defendendo bandido, lamento gostaria tanto de me tornar seu leitor.”

Depois que eu lhe respondi com alguns bons palavrões, o sujeito caiu em si e tentou se desculpar, que preferia a democracia à ditadura, mas não adianta mais. O centro de tortura da Barão de Mesquita foi um dos maiores centros de tortura de presos políticos do país. Desejar isso para seu adversário político é a prova de que o ovo da serpente, defintiivamente, já chocou.

A tortura de Genoíno, é bom lembrar, não começou agora. Começou quando a mídia passou a chancelar uma farsa. A sociedade foi enganada.

Hoje, ao ler a capa das principais revistas, eu tive muito nojo da imprensa brasileira. Usando a velha tática dos fariseus, ela manipulou os preconceitos populares contra seus adversários políticos. Genoíno passa a representar o “primeiro poderoso” a ser preso por corrupção… Genoíno? Não é Demóstentes Torres. Não é Arruda. Não é Serra. Não é FHC. É José Genoíno.

Nessas horas, porém, a gente sente um orgulho doído de, ao menos, saber de que lado estamos. Isso é nossa pequena e definitiva vitória. Eles ganharam muitas coisas, muitas pessoas, mas não a nossa consciência!

Podem nos xingar à vontade. Nos caluniar. Nos processar. Podem tentar nos destruir. Nada abafará o sentimento de orgulho, hoje misturado à dor, de estar ao lado de um guerreiro como José Genoíno.

No blog, tenho me deparado com muitos outros comentários sádicos, de gente que se compraz com a desgraça alheia. É assim que eles vêem a política, com os olhos de um carrasco. Não acham necessário ganhar na base da argumentação. Não conseguem ganhar no voto. Então querem ganhar na força física. No golpe. No tapetão judiciário.

Entretanto, eles esquecem que todas as grandes ideologias sociais nascem da dor. Mais tarde, essa dor é assimilada pela mente de cientistas e revolucionários e se converte em ações.

A mídia conseguiu dar seu último golpe. Despertaram o demônio dos linchamentos, e o jogaram contra seus adversários políticos.

O que acontecerá agora? Qual a próxima novidade?

A novidade é que prenderam um inocente. Vários inocentes. Essa é a pauta da qual eles dificilmente conseguirão fugir, porque iremos repeti-la todos os dias. A justiça produz equilíbrio e se consome em si mesma. A justiça é linda e estéril. A injustiça, por outro lado, gera filhos, desdobra-se em energia, em revolta, em luta."

O ódio a José Dirceu

Por que Zé Dirceu é tão odiado pela direita?

"Ele é ainda mais odiado que Lula, o que não é pouco.

Tenho minha tese.

De Lula era esperado, mesmo, que estivesse do lado oposto ao da direita. Operário, nordestino, nove dedos, pouca oportunidade de estudar.

Seria uma aberração Lula se alinhar ao 1%, para usar a grande terminologia do movimento Ocupe Wall Street.

Mas Dirceu não.

Ele tinha todos os atributos para figurar no 1% que fez o país ser o que é, um dos campeões mundiais de iniquidade, a terra das poucas mansões e das tantas favelas.

Articulado, inteligente, dado a leituras. Bem apessoado. Na ótica do 1%, pessoas como Zé Dirceu são catalogadas como traidoras, e devem ser punidas exemplarmente para que outras do mesmo gênero, ou se preferirem da mesma classe, não sigam seu exemplo.

Na França revolucionária, a aristocracia entendia que os Marats, os Desmoullins, os Héberts  pregassem a morte do velho regime, mas jamais conseguiu compreender o que levou o Duque de Orleans a também lutar pela liberdade, pela igualdade e pela fraternidade.

O 1% brasileiro, na história recente, soube sempre atrair equivalentes a Dirceu. Carlos Lacerda, por exemplo, era de esquerda na juventude.

Depois, se tornou um direitista fanático. Segundo relatos de quem o conheceu, ele se cansou da vida dura reservada aos esquerdistas em seus dias e foi para onde o dinheiro estava.

O 1% recompensa bem. Nos dias de hoje, se você defende os privilégios, acaba falando na CBN, aparecendo em entrevistas na Globonews, tendo coluna em jornais e revistas, dando palestras muito bem pagas. E, com a carteira abastecida, ainda pode posar de ‘corajoso’ defensor da ‘imprensa livre’.

Dirceu não fez a trajetória de Lacerda. Não abjurou suas crenças.

E então virou o demônio.

Quem o demonizou foram exatamente aqueles que o adulariam se ele se vendesse. A imagem que a mídia construiu de Zé Dirceu concentrou num único homem todos os defeitos possíveis: vaidoso, arrogante, corrupto, inescrupuloso, maquiavélico.

Um monstro, enfim.

Pegou essa imagem? Menos do que o 1% gostaria, provavelmente. Quem não se lembra de Serra, num debate com Haddad, repetidas vezes tentar encurralar seu oponente com a acusação de que era “amigo do Dirceu”?

Haddad reconheceu tranquilamente a amizade, e quem terminou eleito não foi Serra.

Na mídia tradicional, a campanha contra Dirceu desconhece limites jornalísticos e, pior que isso, legais.

Um repórter tenta invadir criminosamente o quarto do hotel que ele ocupa, e ainda assim é Dirceu que aparece como o vilão do caso.

Quem conhece o Dirceu real, com seus defeitos e virtudes, grandezas e misérias, são aqueles poucos de seu círculo íntimo. Para eles não faz efeito o noticiário que o sataniza. (Caso interesse a alguém, nunca votei em Dirceu e não o conheço pessoalmente.)

De resto, esse noticiário – ou propaganda – não é feito para eles, mas para os chamados ‘inocentes úteis’, aqueles que em outras épocas acreditaram no “Mar de Lama” de Getúlio Vargas ou no “perigo comunista” representado por João Goulart.

É a imagem demoníaca de Dirceu construída pela mídia que, nestes dias, é utilizada pela maioria dos juízes do Supremo no julgamento do Mensalão.

Não chega a ser surpresa. A justiça brasileira tradicionalmente foi uma extensão do 1%.

Estudiosos já notaram a diferença da atuação da justiça no Brasil e na Argentina na época das duas ditaduras militares.

No Brasil, a justiça foi servil aos militares. Na Argentina, a justiça desafiou frequentemente os militares ao declarar inocentes muitos acusados de “subversivos”.

Isso acabou levando os militares argentinos a simplesmente matar milhares de opositores sem que fossem julgados.

Fundamentalmente, Dirceu paga o preço de sua opção teimosa pelo 99%.

Mas quem vai julgá-lo perante a história não é o 1%, representado por uma mídia que defende seus próprios privilégios e finge se bater pelo interesse público. E nem uma corte em cuja história a tradição é o alinhamento alegremente pomposo com o 1%.

Ele deve saber disso, e imagino que isso o conforte em horas duras como esta."

Por Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundo

17 de novembro de 2013

Prisões de José Genoíno e José Dirceu: alimentação da desumanidade e a contínua tentativa de manipulação do pensamento do povão

"Nesta situação, para tentar entender e avaliar o que se passou no julgamento, a maioria dos brasileiros só pode interpretar a coreografia do tribunal.
Não faz ideia de que juristas de valor reconhecido têm críticas a seus resultados e questionam boa parte das condenações. Não compreende que existem argumentos sólidos, que permitem acreditar na inocência absoluta dos condenados em relação aos crimes pelos quais foram condenados."

Alimentando a desumanidade
Condenados à prisão em regime semiaberto, José Genoino e José Dirceu enfrentam tratamento inadequado

"A prisão de 11 condenados do mensalão foi acompanhada de momentos preocupantes. Procurando as raízes do que está acontecendo, é possível chegar a articulações conservadoras que se mobilizavam contra os direitos humanos e garantias individuais – quando a democratização do país sequer completara seu curso. Vamos contar a história pelo começo, porém.

Os prisioneiros foram conduzidos ao presídio da Papuda, em Brasília, sem documentos que formalizem seu direito ao regime semiaberto, como definiu o STF.

A medida já provocou protestos formais dos advogados.

Em condições normais, me diz um dos advogados dos réus, uma atitude desse tipo se resolveria com um habeas-corpus, capaz de levar a libertação imediata dos prisioneiros.

Mas é difícil pensar que vivemos tempos normais quando o presidente do Supremo afirma que “quando as instituições se degradam, o País se degrada”, não é mesmo?

Outro drama envolve a saúde de Genoíno. Ele sofre de cardiopatia grave. Recentemente ficou no limite entre a vida e a morte, da qual escapou, segundo médicos, por uma questão de minutos, a bordo de uma ambulância que o conduziu a um hospital. Com base na avaliação médica, Genoíno já entrou com pedido de aposentadoria na Câmara de Deputados.

Transportado de São Paulo para Brasília, o deputado enfrentou situações complicadas, descreve uma reportagem do UOL:

“Ainda no aeroporto de Congonhas (SP), minutos antes de entrar na aeronave, o ex-presidente do PT foi examinado por um médico da PF que emitiu um laudo informando que ele tinha plenas condições de fazer a viagem.

No entanto, antes de chegar a Belo Horizonte, onde embarcaram mais sete presos, entre eles o empresário Marcos Valério, Genoíno se sentiu mal devido à pressão alta. Quando a aeronave pousou em BH, às 15h17, uma ambulância ficou estacionada na pista e Genoíno foi medicado. Por essa razão, o voo decolou para Brasília com um pequeno atraso.

Procurado para comentar o ocorrido, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do setorial jurídico do PT e um dos advogados que acompanhou Genoíno desde ontem, afirmou que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, "assumiu o risco de conduzir José Genoíno a Brasília, mesmo em virtude do estado clínico que o acomete, o que comprova os excessos na condução do mandado de prisão".

Temos, então, dois absurdos acumulados.

Para levar Genoíno a Brasília, assegurando uma nova sessão de fotos e imagens para a TV, ele foi conduzido a uma viagem em situação de risco e teve de ser medicado.

Qual a necessidade?

Do ponto de vista do cumprimento correto das penas, nenhuma. A razão é política.

O grave é que o tratamento inadequado, estimula cenas agressivas de  cidadãos contra condenados, como aconteceu no momento em que eram conduzidos em São Paulo ou Belo Horizonte, repetindo situações que já haviam ocorrido nas eleições  de 2010 e 2012, atingindo até mesmo o ministro Ricardo Lewandovski.

Não vamos entrar no mérito das conclusões do julgamento. Nem no conteúdo das denuncias que levaram a produção de penas altíssimas. Já discuti isso várias vezes.

Mas eu acho óbvio que este comportamento agressivo recebe estímulos de cima.

Num recurso de marketing primário, as prisões foram realizadas no dia da proclamação da República.

Mesmo que os condenados fossem culpados de todos os crimes que lhes são atribuídos – hipótese com a qual estou em desacordo absoluto – eles têm direito a um tratamento respeitoso.

Não é difícil associar essa situação com o ambiente criado no STF pelo presidente/relator Joaquim Barbosa. Seu comportamento agressivo e truculento em relação a colegas é um fato amplamente conhecido.

O problema é que essas reações agressivas não envolvem, apenas, uma questão de comportamento e boas maneiras. Implicam, também, num gestual pouco civilizado, de alto grau de violência – ainda que simbólica – que intimida e até silencia seus interlocutores.

Na última sessão do STF, o ministro Teori Zavaski só precisou questionar uma proposição de Joaquim Barbosa para ser acusado de cometer uma “chicana”, expressão que, conforme  Houaiss, pode ser equivalente a “tramoia”, enquanto “chicaneiro” é definido como “trapaceiro.”

No mesmo dia, numa reação típica de quem sentia-se intimidada depois de expressar uma diferença em relação às opiniões de Barbosa, uma das ministras fez questão de esclarecer  que eram divergências ínfimas.

Sendo quem é – representante de um dos poderes da República – esse comportamento se transmite, naturalmente, a várias camadas da sociedade.

Outros fatores contribuem na mesma direção. Envolvidos diretamente na produção das denuncias que alimentaram o escândalo, a maioria dos meios de comunicação tornou-se parte interessada no caso.

A dificuldade é que oito anos depois das primeiras notícias, continua apresentando os fatos da ação penal 470 como se toda a verdade se encontrasse nas manchetes de 2005. A realidade é que de lá para cá surgiram fatos novos e descobertas consistentes, que podem colocar em dúvida a versão inicial.

Para um esquema que teria desviado R$ 73,8 milhões do Banco do Brasil, uma auditoria da própria instituição assegura que não houve desvio de dinheiro público.

Contra a visão de que o esquema se baseava em empréstimos fraudados, a Polícia Federal apurou que os empréstimos do Banco Rural para o PT envolviam recursos verdadeiros, que foram usados para pagar despesas do partido e, mais tarde, quitados.

Um levantamento simples nos gastos de publicidade mostra que os próprios meios de comunicação receberam grande parte das verbas que teriam sido desviadas. Grupos como Globo, Folha, Estado, Abril e quem mais você lembrar das empresas de comunicação do país  estão entre os principais destinatários. O departamento comercial dessas empresas jamais negou o recebimento destes recursos, especialmente volumosos.

Foi assim que, enquanto as  denúncias ficaram magras, as penas permaneceram fortes. Sua base deixou de ser a prova, mas a denúncia de caráter moral.

Nesta situação, para tentar entender e avaliar o que se passou no julgamento, a maioria dos brasileiros só pode interpretar a coreografia do tribunal.

Não faz ideia de que juristas de valor reconhecido têm críticas a seus resultados e questionam boa parte das condenações. Não compreende que existem argumentos sólidos, que permitem acreditar na inocência absoluta dos condenados em relação aos crimes pelos quais foram condenados.

A truculência ajuda a criar uma novilíngua, onde o direito é visto como privilégio e toda tentativa de resistir a decisões que podem ser classificadas como  abusivas e arbitrárias não passa de um esforço para garantir uma posição superior na vida social.

Argumentos sensatos, bem fundamentados, são desqualificados e descartados como se não envolvessem um direito fundamental da existência humana, a liberdade.

Essa visão ajuda a formar a convicção popular, assinalada por Hanna Arendt ao estudar a emergência de processos totalitários na Europa dos anos 20 e 30, de que “os atos de violência podiam ser perversos, mas eram sinal de esperteza.”

Falando sobre o universo mental daquele tempo, ela assinala que “o mal, em nosso tempo, tem uma atração mórbida.”

Não é um problema novo para os brasileiros, na verdade.

Em 1987, professor Antônio Flávio Pierucci (1945-2012) fez uma pesquisa antropológica nos bairros de classe média de São Paulo, que deixou ensinamentos úteis para o Brasil de 2013.

Num texto chamado As Bases da Nova Direita, o professor assinalava que esta parcela influente de cidadãos já olhava com desconfiança para os primeiros avanços da democratização.

O país sequer havia votado em eleições diretas para presidente, a violência da tortura e das execuções de presos políticos fazia parte da memória muito recente, mas era possível registrar sinais de inconformismo com a nova situação. O motivo era uma política de direitos humanos lançada em São Paulo pelo governador Franco Montoro, um dos patronos do PSDB, num esforço para enfrentar e controlar atos da violência policial contra a população pobre e contra presos comuns.

Pierucci apontava para desvios de comportamento típicos:  um gosto especial por autoridades capazes de tomar medidas violentas e abusivas; a dificuldade de compreender que os direitos à dignidade e o respeito a lei precisam valer para todos – inclusive para pessoas condenadas pela Justiça – sob o risco de, aí sim, ser razoável falar em “degradação das instituições.”

Pesquisando a visão de mundo dessas pessoas, Pierucci anota: “Querer vê-los tendo arrepios, é pronunciar as palavras direitos humanos. Diante de uma pergunta dessas, eles e elas se inflamam, se enfurecem,” escreve.

“É interessante e decepcionante que a associação primeira do sintagma direitos humanos seja com a ideia de ‘mordomia’ para os presos.‘’

Sempre citando palavras recolhidas junto a homens e mulheres daquela época, o professor relata que, na visão dessas pessoas, o país assistia a uma “inversão de valores.”

Elas dizem que, enquanto o bandido é “endeusado, embora seja assassino, seja estuprador, seja o diabo”, e precisa de um “banhozinho de sol, precisa de champanhe francês, precisa de mulher”, o “policial é massacrado. Se ele dá um tiro por acaso, ele é massacrado e o bandido não, é exaltado.

Já em 1987, o professor antecipava: “a nova direita prima por diagnosticar a crise do presente como uma crise primeiramente cultural, uma crise de valores e de maneiras. Crise moral.”

Afirma Pierucci, ainda: “No Brasil metropolitano, há um acúmulo de tensões de toda ordem extremamente propício à arregimentação de cruzadas moralistas.”

É curioso observar porém que, um quarto de século depois, assistimos a um lamentável nivelamento por baixo.

O país e todos os seus governos não apenas fracassaram no esforço necessário para enfrentar  abusos inaceitáveis contra a população pobre, resistindo a toda proposição capaz de democratizar o aparato policial em atividade.

Através da criminalização da atividade política a partir de uma visão moralista,  um dos traços fundamentais da ação penal 470, convive-se agora com abusos contra homens públicos, com biografia respeitável e um histórico de valor.

Mesmo que Dirceu e Genoíno fossem culpados de todos crimes que lhe são atribuídos – o que está longe de demonstrado para além de toda dúvida razoável, como define a tradição do Direito – não há motivo para justificar qualquer  falta de respeito.

Mas é isso o que acontece. Temos comentaristas pródigos na produção de frases marotas de lamento diante das oportunidades perdidas para humilhar, envergonhar e machucar – até fisicamente – os condenados. Mesmo regras, criadas pelo próprio STF, que limitam bastante o uso de algemas no momento da prisão, são criticadas, nem sempre com a sutileza que se poderia imaginar.

Os condenados não se “apresentaram” a polícia, dizem. Se “entregaram,” expressão que procura esconder toda tentativa de preservar a própria dignidade numa hora tão difícil para toda pessoa que tem a força do Estado contra si.

Como bons “chicaneiros,” apenas “querem ganhar tempo” e “protelar”.

Sempre lembrando que se vive num país onde os direitos humanos são uma meta que nunca esteve ao alcance maioria da população, o que se assiste é uma regressão histórica. Num país que não avançou o suficiente, anda-se para trás.

O abuso e a falta de respeito não apontam para o progresso. Ajudam  estimular e saciar o ressentimento.

Explicando o sentido das execuções públicas nas sociedades europeias do século XVII e XVIII, quando pessoas eram torturadas em praça pública antes de perder a vida, a historiadora Lynn Hunt explica na obra A Invenção dos Direitos Humanos que aquele  espetáculo mórbido tinha objetivos políticos claros: “as dores do corpo não pertenciam inteiramente à pessoa condenada individual. Essas dores tinham propósitos mais elevados de redenção e reparação da comunidade.”

Falando do comportamento da população, observadores  mencionados por Hunt observam que havia no rosto da plateia uma “espécie de Alegria como se o espetáculo que tinham presenciado lhes proporcionasse Prazer em vez de Dor.”

Ela também cita o jornal Morning Post que critica a “indecência extremamente desumana” de uma “multidão impiedosa”, que gritava, ria e agredia aqueles  “poucos que manifestavam uma compaixão apropriada pelas desgraças de seus semelhantes.”"
Por Paulo Moreira Leite na Istoé Independente


16 de novembro de 2013

A mulher e o cão

Serra, mar, natureza.
Nada de escritórios, apertamentos e trânsito.
No Stress.
Música "Samskeyti", do grupo islandês Sigur Rós.

15 de novembro de 2013

Lembretes

Esta semana um amigo me presenteou com um livro do Paulo Coelho.
Já li alguns livros dele. Há muito tempo. Uns achei bons, outros, mais ou menos.
Me divido entre achar que ele repete coisas ou já ditas por antigos mestres ou coisas óbvias.
Por outro lado, são justamente esses recados - em forma de histórias - que talvez precisem ser repetidas muitas vezes para que possamos, quem sabe, aplicar de verdade essas "lições" positivas em nossas vidas.
Assim, mais uma vez, selecionei alguns posts do seu blog... Desejando um bom fim de semana prolongado a todos.
"Reparem vocês como certas palavras foram construídas para nos mostrar claramente o que querem dizer, embora nem sempre aprendamos o que elas nos ensinam.
Tomemos, por exemplo, a palavra “preocupação”, e a dividamos em duas: pré e ocupação. Significa ocupar-se antecipadamente com uma coisa, antes que ela aconteça. Quem, em todo este universo, tem a capacidade de se ocupar com alguma coisa que ainda não aconteceu?
Portanto, nunca se preocupe. Esteja atento ao seu destino e ao seu caminho. Aprenda tudo o que precisa para manejar bem a espada da luz que lhe foi confiada. Repare como lutam os amigos, os mestres e os inimigos. Treine bastante, mas não cometa o pior dos erros: presumir que golpe o adversário aplicará.
A vida é o inesperado. Um Guerreiro da Luz nunca se preocupa. Conhece o manejo da espada, mas não gasta tempo e energia lutando contra a própria imaginação."
"- Quem é um homem santo? – perguntaram os discípulos a Buda.
- É aquele que está desperto para a vida – respondeu Buda.
- O que é “estar desperto para a vida?”
- Significa saber que participa do milagre de existir, e isto basta. Não há nada que dê mais prazer a um homem. Cada hora está dividida em minutos, e cada minuto se divide em segundos. Quem presta atenção a cada segundo, este é um homem santo.
- Impossível – disseram os discípulos.
- Os santos conseguem, e são pessoas iguais a vocês -respondeu Buda. – Vocês conseguirão, e serão pessoas iguais aos santos. "
"O rapaz contemplava o pôr do sol perto de um lago, quando chegou sua namorada.
- Você está perdendo um tempo precioso – disse. – Está na hora de arranjar um emprego e vencer na vida.
- O que é vencer na vida?
- É ganhar dinheiro, ter uma posição na sociedade.
- Para quê?
- Para, na velhice, poder ter um lago como este só para nós.
- E então?
- Então, podemos sentar e olhar o pôr do sol sem preocupação.
Não estou preocupado, o lago está na minha frente, e estou olhando o entardecer com você – concluiu o rapaz."
"Quem vive se lamentando dos seus próprios recursos, gasta nas palavras toda a energia que precisa para transformar sua vida.
As reclamações e a inveja são péssimas aliadas: desviam-nos de nosso verdadeiro objetivo, porque nunca se transformam em força criativa. Elas podem nos dar um momento de consolo, mas nunca nos ajudarão a chegar aonde queremos.
Diz o Midrash: “mantenha sempre a esperança e a vontade. Se você for pobre, poderá chegar a ser rico. Se for fraco, é possível que venha a ser robusto. Se estiver preso, um dia poderá ganhar a liberdade”.
Sábios de todas as épocas estão de acordo com uma coisa: para o homem inteligente, o que lhe falta é justamente aquilo que o estimula."
"Quinze anos atrás, numa época de profunda negação da minha fé, eu estava no Baixo Leblon com minha mulher e uma amiga. Havíamos bebido um pouco, quando chega à nossa mesa um velho companheiro que tinha vivido conosco nos loucos anos 60 e 70, depois entrara para um semi­nário. Começou a falar de Jesus, e nós o ironizávamos em tudo o que dizia.
Ao sair do restaurante, minha amiga apontou para uma criança que dormia na calçada. “Está vendo como Jesus se preocupa com o mundo?”, disse ela.
“Claro que estou vendo”, respondeu ele. “Aquela criança foi colocada ali por Ele, que fez questão que a visse, a fim de que você pudesse fazer alguma coisa por ela”.
Ficamos todos calados. Aquela frase foi o início do meu retorno à busca espiritual."

Musa da Semana: Jenna Jameson

E porque hoje é sexta-feira... E é feriado!
Uma amigo mandou nota dizendo que eu deveria ter postado o "Musa" ontem. Acho que ele está com a razão.
Mas de qualquer forma hoje ainda é sexta e vamos lá!
Ela tem um longo tempo de profissão.
Assim, algumas fotos aqui inseridas são de épocas distintas.
Dentro de sua respeitável carreira, foi uma das primeiras a alcançar o chamado mainstream ou seja, a grande mídia e, consequentemente, o "povão".
Mas é porque tem talento e é muito bonita, a moça.
Em 2008 deixou o trabalho para cuidar de seus filhos gêmeos que acabavam de nascer.
Ela disse que nunca mais voltaria ao seu 'ganha-pão'.
Os fãs ficaram tristes.
Esta semana, no entanto, aos 40 anos e para surpresa de todos, ela anunciou a sua "desaposentadoria", por questões financeiras, disse.
Os fãs ficaram felizes e aguardam as novas produções.
Com vocês a hipnótica Jenna Jameson.
Ah! Ia esquecendo de dizer a profissão dela. 
Atriz Pornô Classe A, para quem não sabe...
Eis a notícia bombástica da semana:
"A atriz norte-americana Jenna Jameson declarou ao site TMZ, nesta segunda-feira (11/11), que voltou a fazer filmes pornográficos para conseguir dinheiro.
"Minha motivação é cuidar da minha família. E me divertir e conhecer todos os meus fãs", afirmou, em entrevista em vídeo.
Em 2008, durante a cerimônia do Adult Video News Awards, Jameson disse que nunca mais atuaria em filmes do gênero novamente.
Segundo o TMZ, Jenna recentemente fez seu retorno para a indústria pornô como "modelo de webcam", se despindo em sites pagos." (No G1).
Por essas e por outras ela é a nossa musa da semana. 
Difícil foi achar fotos em que ela não estava atuando com a respeitável desenvoltura habitual.
Mas procuramos bastante e achamos algumas.









14 de novembro de 2013

Humor de Quinta (2): O Ponto G e A Consulta

Brincadeirinha... 
Ou, enquanto isso, no interiorrr...


No consultório médico...


Quase 50 anos depois, Jango de volta à Brasília

A homenagem do blog ao Presidente que defendeu os interesses nacionais e foi 'detonado' por isso, com apoio de muita "gente boa" que está por aí até hoje, desfrutando das benesses conquistadas na Ditadura
Corpo de João Goulart recebe honras de chefe de Estado
"A presidenta Dilma Rousseff participa nesta quinta-feira (14), às 12h, da solenidade de honra ao ex-presidente João Marques Belchior Goulart, o Jango. Ele receberá honras de chefe de Estado. A cerimônia será na Base Aérea brasileira e todos os ex-presidentes foram convidados. Essa será uma forma de homenagear o ex-presidente que, na época, não contou com esse ritual concedido aos chefes da Nação. Jango receberá as honras militares que compreendem, entre outros aspectos, salva de 21 tiros, execução do hino nacional e condução do esquife com os restos mortais por militares até o local onde será prestada a homenagem.

O corpo de Jango permanece na capital federal até 6 de dezembro. A exumação dos restos mortais do ex-presidente, que teve início nesta quarta-feira (13), no Cemitério Jardim da Paz, na cidade de São Borja (RS), foi concluída com êxito após pouco mais de 18 horas de trabalho. Concluída às 2h desta quinta, a exumação envolveu 12 profissionais do Brasil, Argentina, Cuba e Uruguai. O médico João Marcelo Goulart, neto do ex-presidente, teve participação efetiva em todo o procedimento.

Exilado pela ditadura militar na década de 60, Jango morou no Uruguai e depois na Argentina, onde veio a falecer em 6 de dezembro de 1976. A causa oficial da morte, um ataque cardíaco, nunca convenceu a família, que acusa o governo militar da época, de Ernesto Geisel, de ter envenenando o ex-presidente. Com a análise pericial dos restos mortais de Jango, a expectativa é de que os laudos periciais sejam somados às demais investigações, incluindo as documentais e testemunhais, na busca de um esclarecimento sobre as causas que levaram ao óbito do ex-presidente.

O processo de exumação teve início em 2007, por iniciativa de familiares. Com a instalação da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em maio de 2012, foi criado um grupo de trabalho que vem coordenando as investigações em torno da morte de João Goulart. O trabalho é feito, de forma conjunta, pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e pela CNV."

Do Blog do Planalto

Humor de Quinta: Porque a depressão masculina é raridade

Em reconhecimento ao público feminino que sofre com usos e costumes, hábitos e convenções sociais e algumas questões a mais, inerentes ao universo das mulheres em contraposição ao dos homens.
Com bom humor, é claro...
Porque a depressão masculina é raridade
.         Não engravidam (ok, isto por outro lado é um presente para as mulheres).
·         Os mecânicos não mentem pra eles...
·         Nunca precisam procurar outro posto de gasolina para achar um banheiro limpo.
·         Rugas são traços de caráter...
·         Barriga é prosperidade.
·         Cabelos brancos são charme...
·         Ninguém fica encarando os peitos deles quando estão falando.
·         Os sapatos não lhes machucam os pés.
·         As conversas ao telefone duram apenas 30 segundos.
·         Para férias de 5 dias, apenas precisam de uma mochila.
·         Se outro aparecer na mesma festa usando uma roupa igual, não há problema.
·         Cera quente não chega nem perto.
·         Ficam assistindo a TV com um amigo, em total silêncio, por muitas horas, sem ter que pensar: "Deve estar cansado de mim."
·         Se alguém se esquece de convidá-los para alguma festa, ainda assim vai continuar sendo seu amigo.
·         Sua roupa íntima custa no máximo 20 reais (em pacote de 3).
·         Três pares de sapatos são mais que suficientes.
·         São incapazes de perceber que a roupa está amassada.
·         Seu corte de cabelo pode ser o mesmo durante anos, aliás, décadas.
·         Meia dúzia de cervejas geladas e um jogo de futebol na televisão são o suficiente para a extrema felicidade.
·         Os shoppings não fazem falta para eles.
·         Podem deixar crescer o bigode.
·         Se um amigo chamá-lo de gordo, careca, bicha velha etc, isso não abala em nada a amizade deles . Aliás, é prova de grande amizade.
·         Podem comprar os presentes de Natal para 25 pessoas, no dia 24 de dezembro em, no máximo, 25 minutos!
·         Para um churrasco, precisam de carne, sal grosso, uma faca e uma tábua e, no máximo, uma bermuda para limpar os dedos sujos de gordura.
.         Não tem cólicas menstruais (e obviamente nunca usam os incômodos absorventes e nem tem TPM).
.         A andropausa é bem mais branda (se existir) do que a menopausa.
.         Ficam mais a vontade em escrever qualquer besteira no blog.

13 de novembro de 2013

Saúde e Sociedade: Ritalina, a droga legal que ameaça o futuro

Do Diário do Centro do Mundo.
Por Roberto Amado.
"É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.

O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.

A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem estão sendo medicadas são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.

O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancisse”. E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.

Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.

Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela."

Foreigner

Duas clássicas românticas do grupo A.O.R. (Adult Oriented Rock) Foreigner. Final dos anos 1970.
O primeiro video é da época. O segundo traz uma apresentação mais atualizada dos senhores da banda.
Para esta noite de quarta-feira.



A Veja e o Rei dos Camarotes

Na semana passada, em nossa série "Humor de Quinta" postamos dois vídeos.
O primeiro real, produzido pela Veja São Paulo, com o "Rei dos Camarotes" (nas baladas endinheiradas). Tragicômico pela ostentação desnecessária. Esse foi de quinta categoria.
O segundo foi uma chacota feito em cima do vídeo anterior. Era o "Rei do Boteco". Boa sátira. Bom humor brasileiro.
O Altamiro Borges em seu blog dá mais algumas informações e análises sobre o dispensável destaque da revista.

“Rei do camarote” e os heróis da Veja 
"A revista Veja precisa tomar mais cuidado com seus heróis e ícones. Na semana passada, a sua edição paulista, a Vejinha, deu uma patética capa para Alexander de Almeida, o “Rei dos Camarotes” – uma figurinha que se jacta de torrar R$ 50 mil por balada. Agora, o sítio G1 informa que o sujeito já espancou sua ex-mulher e sua filha. No passado, Veja elegeu o ex-senador Demóstenes Torres como “o cavaleiro da ética”. Depois, o ex-demo foi processado, preso e cassado devido às intimas ligações com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Mesmo assim, a revista não se cuida!

Segundo o sítio G1, as acusações contra Alexander de Almeida foram prestadas na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, na Zona Leste de São Paulo. A filha, então com 15 anos, informou que o pai a chamou no escritório, em 2008, e “desferiu diversos tapas, acertando-lhe o rosto, olho direito e braços, além de ter xingado a vítima”. Ela esclareceu ainda que só escapou do espancador porque o seu tio, que trabalhava no local, destravou a porta e “tirou a declarante das mãos do indiciado”. No depoimento prestado consta que a estudante ficou com “lesões corporais aparentes”.

Já a sua ex-mulher foi agredida por motivos de ciúme, em 2011. Segundo o seu relato na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher, “Alexander desferiu socos e pontapés, além de agarrá-la pelo pescoço, produzindo-lhe lesões corporais”. Ela disse ainda que o novo herói da Veja “tirou o telefone celular de sua mão para que não chamasse a polícia”. A investigação de ambos os casos não prosseguiu na polícia, o que permitiu que o “Rei dos Camarotes” continuasse a “agregar valor” nas suas baladas – virando capa da Vejinha e motivo de chacota nas redes sociais.

Antes das revelações do sítio G1, o blogueiro Fernando Brito, do Tijolaço, já havia descoberto a estranha fonte da opulência do ricaço metido. Ele é o que se chama na gíria do comércio de “zangão”. Através da sua empresa, a 3A Organização de Despachos, ele trabalha para os bancos que compram carros de pessoas que não conseguem pagar as prestações. Quanto maior a inadimplência, melhor para o despachante, que vive da desgraça alheia. “A história de Alexander de Almeida é mais cheia de buracos do que um queijo emmental”, concluiu Fernando Brito.

A Vejinha não se preocupou em apurar a história do “Rei dos Camarotes” e produziu um dos maiores lixos jornalísticos dos últimos anos. Ela fez, como afirmou o blogueiro Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo, “a apologia da idiotice” e da ostentação. Azar dela, que perde ainda mais crédito entre os leitores, e do megacoxinha, que hoje está totalmente desmoralizado!"

Fonte: Blog do Miro

12 de novembro de 2013

'Rebeldes' roqueiros brasileiros, ou, de progressistas a conservadores em 30 anos


Ou: Roqueiro velho de Direita é uma merda, se me permitem a expressão, (quase) roqueiro que sou... não tão 'velho' e de Esquerda! : )
Já abordamos este 'curioso' tema aqui.
Só voltamos a ele porque o texto do Sociólogo Wagner Iglecias - publicado no Luis Nassif Online - é muito bom.
O título poderia ser também "O vazio deixado pela oposição".
Eu já desisti de ouvir esse pessoal, tanto as suas declarações como sua música. Tenho bebido na fonte dos originais ingleses e alemães dos anos 60 e 70. Ou os contemporâneos lançamentos da ECM Records. Mas aí é outra história...
Os destaques em negrito são meus.

Decadance avec elegance?
Por Wagner Iglecias
"Um dos principais bastiões de crítica ao petismo, que está há 10 anos no poder, tem sido um grupo de senhores cinquentões, que surgiram na cena musical brasileira na década de 1980 através do chamado Rock Brasil: Lobão, Roger, Dinho Ouro Preto e outros. Há tempos eles vêm se manifestando, em diversos meios, com críticas ao governo: discursos durante seus shows, tuítes, entrevistas etc. De todos o mais crítico e de maior visibilidade é Lobão. Autor de livro, tem sido festejado pelos setores de direita por sua mira sempre apontada para a esquerda em geral e para o governo petista em particular. Acaba de estrear como colunista de Veja, batendo duro no que identifica como setores chapa-branca. É pau puro pra cima de tanta gente identificada, em maior ou menor grau, com o que se chama de esquerda. Mais ou menos aos moldes do que fez há pouco Demétrio Magnoli em sua coluna de estréia na Folha de São Paulo. A impressão que fica, tanto num caso quanto no outro, é que tendo lido a coluna de estréia já lemos todas as demais que virão no futuro.
Outros roqueiros dos anos oitenta, como Tony Belloto, Léo Jaime e João Barone, também já criticaram o petismo em algumas oportunidades. Belloto chegou a ser colunista da mesma Veja, onde batia no petismo muitas vezes. No geral faziam coro, em seus textos e tuítes, à grita da classe média anti-petista em temas como o mensalão. O mais recente a entrar no clube foi Paulo Ricardo, o menino prodígio que revolucionou o show business brasileiro com o seu RPM, ali por volta de 1985. Segundo post de hoje, na página oficial do grupo no Facebook, Paulo teria dito o seguinte, em show realizado em 08/11/2013 em Piracicaba (SP): “O Brasil precisa entender uma coisa: ditadura é algo terrível, de que lado for. Não podemos viver uma ditadura de esquerda. Precisamos de um rodízio. O Brasil precisa urgentemente de alternância no poder”.
Por “ditadura de esquerda” entenda-se: um sistema político onde o Congresso Nacional legisla, o Judiciário julga, a imprensa (de direita ou de esquerda) é livre, os sindicatos atuam, há liberdade de fé religiosa, os direitos civis e sociais são garantidos em lei, há eleições livres a cada dois anos, existem 32 partidos políticos (e outros 90 na fila esperando oficialização), um mesmo partido (PT) foi eleito 3 vezes consecutivas para comandar o país e seu principal adversário (PSDB) foi eleito 5 vezes consecutivas para comandar o principal estado da federação. Eis a nossa ditadura, segundo Paulo Ricardo do RPM. Aliás, sobre os 20 anos do principal partido de oposição no comando do mais importante estado brasileiro, nenhuma palavra.
Muitas são as hipóteses para tentar entender essa guinada à direita daqueles que foram jovens rebeldes e progressistas trinta anos atrás. Há muita gente que vê na origem social deles, todos ou quase todos bem-nascidos, a lógica de um percurso natural, da esquerda à direita, da rebeldia ao conservadorismo, à medida em que envelheceram. De garotos rebeldes teriam se tornado vetustos senhores. Uma segunda hipótese seria a de que essa geração, que cresceu durante a ditadura militar e pegou o finzinho da censura, tem e sempre terá o pé atrás com o governo, com qualquer governo. Há ainda quem ache que nestes tempos de internet, de frivolidades, consumo e descarte quase imediatos, só mesmo dando declarações bombásticas e causando polêmicas, só mesmo apostando no marketing neocon, para se manter vivo nessa máquina de moer gente que é a midia. Uma quarta hipótese tem a ver com o fato de que, por serem roqueiros, e não outro tipo de músico, todos eles estariam submetidos a uma eterna camisa-de-força. Diferentemente de um velho sambista ou de um violeiro veterano, roqueiros precisam cultivar a juventude eterna. E a polêmica, que é o motor da juventude. Em recente entrevista ao The Guardian, Lou Reed, falecido há pouco, disse que para manter a energia criativa se masturbava diariamente, aos 70 anos de idade. Pode até ser verdade. Ou pode ser sarcasmo. O que não é comum é um homem de 70 anos dizer isso numa entrevista. A não ser que ele seja um roqueiro.
Mas voltando aos roqueiros brazucas dos anos 80, quem sabe a proeminência deles no debate sobre o país nos mostre duas coisas: a quantas anda o debate sobre o país e o quanto eles só estão aí, botando seus narizes de palhaço nos shows, como Dinho, ou detonando qualquer coisa que identifique como esquerda, como Lobão, porque falte à direita brasileira, a seus partidos e a seus intelectuais, a capacidade de produzir ideias alternativas ao projeto que governa o país hoje."
Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP.


Petrobras 60 Anos: A Origem da Inspiração

Vale a pena mais um post registrando as comemorações dos 60 anos de criação da maior empresa da América Latina e que é orgulho do Brasil.
Desta vez o registro do contínuo apoio dos brasileiros através da comprovação via mídias sociais. 
No ranking do Google o vídeo "Petrobras 60 anos - A origem da Inspiração" foi assistido 3,5 milhões de vezes só em outubro!
Vejam a matéria retirada do blog Petrobras - Fatos e Dados.
E, quem não viu ainda, não deixe de assistir a interessante produção, logo a seguir.

Vídeos dos 60 anos estão entre as 10 campanhas mais assistidas no YouTube em outubro

"No mês em que celebramos nosso aniversário de 60 anos, conquistamos duas posições importantes na lista das campanhas mais assistidas do YouTube no Brasil. Dos 10 vídeos mais vistos em outubro, ficamos em 3º lugar com o filme “Petrobras 60 Anos – A origem da Inspiração” que alcançou mais de 3,5 milhões de visualizações e o 9º lugar com o filme “Missão Netuno – Chegamos lá” que foi visto mais de 758 mil vezes no mesmo período.
O ranking, lançado em junho e produzido mensalmente pelo Google, traz os dez comerciais mais vistos no YouTube, no Brasil. Ter dois vídeos entre os 10 mais assistidos é um reconhecimento de que estamos no caminho certo no que se refere à comunicação com nossos públicos de relacionamento.
“Estamos construindo uma presença sólida nas mídias sociais. Até agora, tivemos mais de 13 milhões de acessos aos nossos vídeos no YouTube, temos 89 mil seguidores no Twitter e superamos, no dia do aniversário da Petrobras, 3 de outubro, a marca de 1 milhão de fãs no Facebook”, ressalta o gerente executivo da Comunicação Institucional, Wilson Santarosa.
O vídeo “Petrobras 60 Anos – A origem da Inspiração” faz uma viagem no tempo, onde conta de trás para frente a história das nossas principais realizações, destacando os grandes marcos, da recente descoberta do pré-sal à nossa criação, fruto de um movimento popular. Há ainda outros 4 vídeos da mesma série de episódios que recebeu o nome de “A origem da Inspiração” e que podem ser assistidos no nosso canal no Youtube.
Já o filme “Missão Netuno – Chegamos lá” traz a operação que levou para o pré-sal as mensagens inspiradoras de milhares de brasileiros que participaram pela internet e em escolas de todas as regiões do Brasil. O vídeo mostra o hasteamento da Bandeira Nacional no solo da região do pré-sal, a 2 mil metros de profundidade. A cápsula contendo as mensagens será resgatada e aberta daqui a 10 anos, no nosso aniversário de 70 anos.
A interação com os fãs no YouTube, Facebook e Twitter tem rendido mais que a difusão de conteúdos. Por meio do diálogo nas plataformas sociais, é possível conhecer muitas opiniões, demandas e dúvidas do público."

11 de novembro de 2013

Bela Animação em 3D

Assistam em tela cheia.

Tuurngait from Tuurngait Team on Vimeo.

Que legal: Prefeito Democrata eleito em Nova York é filho de simpatizantes do comunismo e casado com uma mulher negra, ativista LGBT. Sua lua de mel foi em Cuba!

New York City: Ainda Meca Mundial da Direita?
Como reproduzi o texto do Mauro Santayana (post abaixo) resolvi complementar com essas duas pérolas que achei agora.
O assunto é o mesmo: o prefeito eleito de Nova York.
No primeiro, um daqueles textos irônicos típicos do Paulo Henrique Amorim, desta vez sacaneando endinheirados que tem como referência mundial Nova York.
Mas para entender melhor a ironia dele tem que conhecer o texto que deu origem: uma análise (esta séria) sobre o perfil do prefeito Bill de Blasio.
Leiam a seguir. Eu gostei da eleição do Bill. E ri com o texto do P.H.A.

DE BLASIO FAZ XIXI NOS COLONIZADOS. 
É O FIM DE NY !
73% dos novaiorquinos preferem um ex-sandinista casado com ex-lésbica.
"Amiga navegante Marília manda e-mail para dar boas risadas com os Colonizados brasileiros.
Essa turma que trata Nova York (e Miami !) como o Centro do Universo.
A referência máxima em termos de Civilização, Cultura – e Bloomingdale’s.
A Nova Roma, Paris, a nova Florença !
73% dos eleitores novaiorquinos acabam de fazer xixi na cabeça dessa turma.
Quem será a nova Meca dos Colonizados ?
San Francisco ?
Madrid ?
Cancún ?
Ou, provavelmente Londres.
Claro, será Londres !
Que se transformou numa agência bancária dos americanos.
Um grande Porto Rico !
O poodle do presidente americano (seja lá ele quem for).
Porque, daqui para a frente, segundo a Marília, não será de bom tom, no Fazano, citar Nova York como exemplo de mais nada.
Onde já se viu um prefeito casado com uma negra ex-lésbica ?
E logo um ex-sandinista !
Vade retro !
Em tempo: o mais britânico dos jornalistas britânicos, o Renato Ax viu longe! Foi para Londres antes da degradação irremediável de Nova York. Vivo fosse, o Paulo Francis também se mudaria de Nova York para Londres! Ou Veneza !"
Por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

A família unida vencedora: parabéns!
SETE FATOS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O NOVO PREFEITO DE NOVA IORQUE

Bill de Blasio é filho de simpatizantes do comunismo e casado com uma mulher negra, ativista LGBT. Sua lua de mel foi em Cuba.

Dodô Calixto, via Opera Mundi

"Os democratas venceram a eleição na terça-feira, dia 5/11, e estão de volta à prefeitura de Nova Iorque após 20 anos. O novo dirigente, Bill de Blasio, foi militante de esquerda nos anos de 1980 e projeta um plano progressista para cidade. Conheça sete fatos marcantes da trajetória do novo prefeito:

1. Pai comunista. Warren Wilhelm, pai de Bill de Blasio, teve carreira promissora como economista no Departamento de Comércio do governo norte-americano antes de servir ao Exército. No entanto, sofreu boicote de outros funcionários quando descobriram que ele e sua esposa argumentavam em favor do comunismo. Sanções e declínio profissional levaram o economista ao alcoolismo.

2. Mudança de nome. Na verdade, o nome no registro de nascimento de Bill de Blasio era Warren Wilhelm, Jr., em homenagem ao pai, que perdeu a perna esquerda na 2ª Guerra Mundial. Após seguidos casos de alcoolismo e violência, os pais de Bill de Blasio se divorciaram. Após a separação, ainda no ensino médio, o novo prefeito de Nova Iorque decidiu, na época, adotar o apelido de infância – Bill – e o sobrenome italiano da mãe – de Blasio. A alteração foi feita formalmente em cartório. “Estava bastante irritado com a separação”, disse Bill, em entrevista recente.

3. Apoio ao movimento sandinista. Um dos momentos mais marcantes da carreira política de Bill de Blasio aconteceu em 1988, quando o novo prefeito de Nova Iorque visitou a Nicarágua para entregar ajuda de uma organização de esquerda dos EUA. Naquela época, De Blasio tinha 26 anos e o governo sandinista nicaraguense enfrentava uma guerrilha apoiada pela administração de Ronald Reagan (1981-1989).

Após voltar da visita ao país, o novo prefeito manteve seu respaldo aos sandinistas colaborando com um grupo chamado Rede de Solidariedade com a Nicarágua, embora depois tenha se desvinculado progressivamente. Segundo de Blasio, ele estava desencantado pela maneira como os sandinistas tratavam oposição e imprensa.

4. Trabalho com Hillary Clinton. Bill de Blasio foi gerente de campanha de Hillary Clinton. No entanto, foi demitido sob a justificativa de ser “politicamente fraco” e “não decisivo”, na visão do casal Clinton. Na época, o jornal The New York Times chegou a escrever um artigo de opinião, condicionando a fraca campanha de Hillary à falta de poder de decisão do então gerente Bill de Blasio. Ambos, no entanto, mantiveram um bom relacionamento. Hillary inclusive organizou um evento para arrecadar fundos para as eleições de Nova Iorque no mês passado, angariando mais de US$1 milhão para campanha de Bill.

5. Casado com mulher negra e ativista de direitos LGBT. Bill é casado há 19 anos com a poeta Chirlane McCray, de 58 anos, conhecida pela atuação militante na organização radical de feministas e lésbicas negras Combahee River Collective, na década de 1970.

6. Lua de mel em Cuba. Contrariando a legislação norte-americana que proíbe viagens a Cuba, o casal de Blasio passou metade da lua de mel na Ilha. Os filhos herdaram a miscigenação da cor branca de Bill de Blasio e da cor negra de Chirlane McCray.

7. Despejo em Nova Iorque. Em 1983, graças a um problema contratual, Bill de Blasio foi expulso do apartamento em que morava em Nova Iorque. Ainda candidato, citou diversas vezes o episódio para defender uma política de moradia popular aos nova-iorquinos. A promessa é de construção de mais de 200 mil casas populares na cidade."

Com informações da Mother Jones, Agência Efe, O Político, Washington Post