É quase unanimidade que o arquipélago de
Bora-Bora, pertencente à Polinésia Francesa no Taiti, é um dos pontos
turísticos mais bonitos e interessantes do planeta. Sobretudo para quem
gosta de mar.
Pena que os únicos hotéis que tem por lá não são nada baratos.
Mas não custa admirarmos um pouco mais a
beleza deste lugar através de fantásticas fotos, além de um pouco de
informação sobre local tão remoto, interessante e curioso.
Detalhe: é um dos destinos preferidos para casais em lua de mel. Desde que tenham muita grana, que fique bem claro.
"A Polinésia Francesa (em francês: Polynésie française e em taitiano
Pōrīnetia Farāni) é um território da Polinésia dependente da França, com
o estatuto de coletividade de ultramar. Localiza-se no oceano Pacífico
sul, a aproximadamente 6000 quilómetros a leste da Austrália. É um dos
mais vastos territórios do Pacífico, com 4.167 km², se considerada a
área marítima ocupada, a Polinésia Francesa inclui cinco arquipélagos, o
das Marquesas, o de Tuamotu, o de Gambier, o das Austrais e o da
Sociedade (dividido em dois grupos, o das Ilhas de Barlavento e da Ilhas
de Sotavento), além de algumas ilhotas exteriores a estes grupos."
"Bora Bora é uma ilha do grupo das Ilhas de Sotavento do arquipélago de
Sociedade na Polinésia Francesa, um território ultramarino francês
localizado no Oceano Pacífico.
A ilha é um atol, situado a cerca de 230 quilómetros a noroeste de
Papeete (Taiti), encontra-se rodeada por uma laguna delimitada por um
recife de coral de onde sobressaem algumas pequenas ilhotas, os motus.
No interior deste arco erguem-se dois picos, o Monte Pahia e o Monte
Otemanu, este último com 727 m de altitude (o ponto mais alto da ilha),
reminiscências de um vulcão entretanto extinto. O nome original da ilha
em língua taitiana, Pora Pora, pode ser traduzido como nascida primeiro.
Administrativamente a ilha faz parte da comuna (municipalidade) de
Bora-Bora, pertencendo esta à divisão administrativa das Ilhas de
Sotavento. Em Agosto de 2007 a sua população rondava as 8 880 pessoas. A
povoação principal, Vaitapé, situa-se na parte ocidental da ilha, em
oposição ao principal canal de entrada na laguna. Os produtos insulares
estão limitados ao que pode ser obtido do oceano e aos coqueiros,
historicamente de grande importância económica."
(*) Publicado no início de 2013 - Da série retrospectiva comemorativa dos cinco anos do blog.
Sustentabilidade Planetária, Politica, Educação, Musica, Cultura, Arte e Etica.
11 de julho de 2014
Musa da Semana (2): mais uma alemã, desta vez torcedora
Um amigo viu o post abaixo e me enviou esta foto dizendo "para mim, essa foi a campeã da Copa".
Realmente o colega demonstrou bom gosto e senso de observação, não há como negar.
Realmente o colega demonstrou bom gosto e senso de observação, não há como negar.
Musa da Semana: as alemãs
Por falta de tempo não ia ter a tradicional seção 'Musa da Semana' das sextas-feiras.
No entanto, algum leitor gaiato do blog sugeriu (ou desafiou) que colocássemos uma alemã hoje. Por que será?
Bem, aceitamos o desafio e, ao invés de uma, resolvemos passear pela diversidade daquele país - bem mais restrita que a brasileira, é óbvio - e selecionamos capas recentes da Playboy alemã com o objetivo de dar uma visão geral do panorama 'musístico' (como diria o Odorico) da Alemanha, também conhecida como Germany ou Deutschland.
Genießen Sie und ein schönes Wochenende!
No entanto, algum leitor gaiato do blog sugeriu (ou desafiou) que colocássemos uma alemã hoje. Por que será?
Bem, aceitamos o desafio e, ao invés de uma, resolvemos passear pela diversidade daquele país - bem mais restrita que a brasileira, é óbvio - e selecionamos capas recentes da Playboy alemã com o objetivo de dar uma visão geral do panorama 'musístico' (como diria o Odorico) da Alemanha, também conhecida como Germany ou Deutschland.
Genießen Sie und ein schönes Wochenende!
10 de julho de 2014
A ótima entrevista do craque alemão que há um ano já mostrava os problemas do futebol brasileiro
Dica do Viomundo.
Este programa da ESPN Brasil é ótimo e esta entrevista, reveladora.
Com vocês, Paul Breitner.
Este programa da ESPN Brasil é ótimo e esta entrevista, reveladora.
Com vocês, Paul Breitner.
Humor de Quinta: Brasil x Alemanha
Ainda bem que, além de bons coquetéis (como a óbvia caipirinha) gostamos também de uma cerveja bem gelada.
Se "rir é o melhor remédio", vamos levar a coisa com um pouco de humor para aliviar.
Ou tomar todos os coquetéis e chopps possíveis.
Ou as dois coisas.
Le Monde diplomatique: O verdadeiro programa da direita
"É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.
Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.
Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.
A crítica ao governo federal deve ser feita, mas os problemas apontados precisam ser enfrentados na raiz, isto é, na própria forma como o sistema de representação política brasileira foi capturado pelo poder econômico. Nas últimas eleições para o Congresso Nacional, 230 parlamentares eleitos foram financiados majoritariamente por menos de 5% das empresas que se engajaram em algum financiamento eleitoral.
O presidencialismo de coalizão cobra seu preço e as distorções no nosso sistema político representativo são reais. Mas o que se vê é a manipulação da opinião pública. Ocorre que a verdadeira agenda da direita concentradora tem de ficar escondida do eleitorado. Como ela ganharia a eleição prometendo privatizações, arrocho salarial e desemprego? Como os verdadeiros interesses não podem ser apresentados, o foco passa a ser o combate à corrupção, a necessidade de honestidade, o compromisso com o interesse público, a maior capacidade de gestão para aperfeiçoar o desempenho do Estado. É o mesmo que não dizer nada. E os recursos públicos, serão aplicados onde?
Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam. A balança comercial vai para o vermelho. O investimento caiu. Os ativos na Bolsa de Valores e as taxas de juros caíram. Os aumentos reais de salários e o maior investimento nas políticas sociais pressionam os custos. O superávit primário está ameaçado e o país caminha para um cenário de baixo crescimento que precisa ser evitado. Esse é o discurso formulado pelo capital, especialmente pelo setor rentista.
A proposta, na realidade, em primeiro lugar, é aumentar os juros da dívida pública e o superávit primário. Isso para atender ao setor rentista. Depois, reduzir salários e os benefícios previdenciários, e flexibilizar os contratos de trabalho, destituindo direitos. O aumento do desemprego para pressionar os salários é desejável. Haverá também privatizações, aumento nas tarifas públicas e cortes no orçamento das políticas sociais, abrindo espaço para as empresas privadas ampliarem sua presença no setor. Como anunciado, o novo governo eleito assinará tratados de livre-comércio para internacionalizar nossa economia, isto é, abrir o mercado brasileiro ainda mais para as grandes corporações transnacionais, destruindo a indústria nacional, o pequeno e médio empresário. Essa abertura envolve a redução de tarifas de importação e a livre circulação dos fluxos de capitais, tão a gosto do capital especulativo financeiro.
E para tudo isso é necessário ganhar as eleições e assegurar o controle do Estado.
Essas propostas estão sendo aplicadas na Grécia, na Espanha e na Itália, e não têm nada de original. Elas obedecem aos interesses e ao comando das grandes corporações transnacionais e da acumulação financeira. Qualquer veleidade de autonomia ou de projeto de desenvolvimento deve ser engavetada.
Mas, como veremos nesta edição, e contrariando a análise precedente, o brasileiro vai melhor do que antes, há mais empregos, seu salário melhorou, as políticas sociais melhoraram. O motor da economia é, e sempre foi, o mercado interno. A novidade não está no andar de cima, com seu consumo de elite. A novidade está no ingresso de dezenas de milhões de brasileiros no mundo do consumo, alimentando um mercado de produtos de massa, circuitos curtos de produção e consumo, gerando emprego e bem-estar. Tudo isso implicou a redução do ganho dos rentistas.
Então, neste caso, a economia vai mal para quem?"
Por Silvio Caccia Bava
Diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil
9 de julho de 2014
A Copa e os Sádicos
Os Sádicos se Regozijam
Por Miguel do Rosário em seu blog O Cafezinho"Dá até medo pensar nas manchetes e nos editoriais de nossos jornalões. Todo o ódio que mantiveram represado nas últimas semanas, por conta da alegria avassaladora dos brasileiros, voltou com força total.
Vergonha! Vexame! Humilhação! Dizem as manchetes.
Há anos não víamos fontes tão garrafais.
Exatamente os sentimentos que eles querem impor ao povo.
Nenhum esforço para aliviar as dores da nação, para levantar o astral.
Sadismo puro e exclusivo!
Que ridículo!
É como se eles quisessem se vingar da alegria que sentimos.
“Vocês vão pagar pela esperança que tiveram na seleção! Vão pagar por essa alegria criminosa que alimentaram!”, é o que dizem essas manchetes loucas.
Quando a Petrobrás anuncia o recorde de 500 mil barris diários apenas no pré-sal, a notícia vem escondida no miolo dos jornais, sem chamada na capa. Sem manchetes, sem editoriais.
Quando a seleção brasileira perde um jogo, é isso que vemos.
Agindo assim, porém, eles apenas revelam o seu conhecido sadismo. Só estão satisfeitos quando acham que podem humilhar o povo.
Só que o povo é mais inteligente do que eles pensam. A alegria do futebol é um encantamento lúdico. Uma emoção passageira.
A Copa está pertinho do final agora. Só restam três jogos. Em alguns dias, tudo terá terminado.
Mas fizemos a nossa parte. Como outros países do mundo (Alemanha, África do Sul, Coréia do Sul & Japão), sediamos uma Copa, e conseguimos divulgar uma excelente imagem do nosso país.
O retorno em turismo, em negócios, ou simplesmente em troca de experiências, é incalculável.
Até mesmo a derrota da seleção foi uma experiência que tínhamos que viver. Para entendermos melhor o papel da emoção em nossas vidas, por exemplo.
Para compreender o tamanho dos desafios que temos pela frente.
O futebol é uma grande brincadeira, e mesmo assim a gente põe o coração nele.
A vida, porém, não é uma brincadeira. É um jogo de vida e morte, que os brasileiros jogam todos os dias, trabalhando duro.
Pela mesma razão, a felicidade que a vida nos traz, através da família, do amor, da arte, do trabalho, tem muito mais profundidade que a inocente alegria de uma vitória de seu time ou da seleção.
A seleção brasileira sofreu uma derrota histórica no futebol.
Mas o povo brasileiro experimenta uma vitória igualmente histórica. Nos últimos 12 anos, a evolução do nosso país foi muito mais grandiosa do que qualquer desempenho futebolístico.
Ainda há muito o que realizar, naturalmente.
Enfrentaremos ainda muitos percalços no caminho. Cada um deles, porém, servirá para nos fazer mais fortes e mais conscientes.
Esses que aí estão, se regozijando com a tristeza de um povo, tentando espezinhá-lo ao invés de consolá-lo. Falando em humilhação, vexame e vergonha, quando o bom senso pede apenas serenidade. Esses aí mais uma vez mostram de que lado estão.
É até uma piada achar que estão tristes com a derrota da seleção.
Querem apenas enfraquecer o povo, diminuir sua alegria, deixá-lo triste, com ódio, para que reaja apenas com suas emoções baixas, não com seu bom senso.
São verdadeiros abutres, esperando ver o povo prostrar-se, deprimido, no chão, para lhe comer os olhos.
Será engraçado, todavia, ver suas caras quando o povo conscientizar-se do que acontece, e responder-lhes não com o mesmo gesto de raiva deles, mas com um sorriso maroto.
Um sorriso de quem conhece seus opressores há séculos, quiçá há milênios. E sente aquela comichão no estômago pela perspectiva de vê-lo, o opressor, perdendo a orgulhosa serenidade que o caracterizava.
Ao apelar para este sensacionalismo sádico e derrotista, a mídia brasileira revela seu desequilíbrio emocional. O mesmo que fez a seleção fazer um jogo tão feio.
Ou melhor, não o mesmo, porque não é o desequilíbrio de quem fica nervoso, sob pressão, mas o desequilíbrio que nasce da mais louca arrogância.
Então a gente ganha a partida. E se não ganhar, não tem importância. A gente joga de novo, indefinidamente, porque a única luta que se perde, como diziam os anarquistas, é aquela que se abandona!"
Sete motivos para agradecer à Alemanha pela goleada
Um pouco de piada, cinismo e verdade no artigo publicado na Rede Brasil Atual.
Foi terrível, um vexame. Uma vergonha inesquecível e irreparável. Mas há motivos para o Brasil agradecer à Alemanha.
Por Nicolau
É cínica a lista que vem a seguir. Mas, além do
humor, é preciso outros recursos para lidar com a frustração e a
tristeza de ter tomado uma surra homérica, histórica, implacável. Perder
de 7 x 1 é ruim. Ver os adversários marcarem 6 x 0 sem comemorar o
sexto tento é humilhante. É ser tratado como time pequeno.
Mas perdermos. O revés sem precedentes nem paralelos redime muita gente, aumenta a média de gols, força o futebol brasileiro a mudar... Há aspectos positivos.
Todo mundo aqui preferiria um 1 x 0 honesto. Mas já que apanhamos de chinela...
1) Barbosa é inocente
Que o goleiro da seleção brasileira na primeira copa realizada no Brasil, a de 1950, foi bode expiatório do Maracanazzo, quase todo mundo sabe. Mas os 7 x 1 foram a pior derrota da história do futebol brasileiro. Disparadamente. Não foi na final, foi nas semifinais. Mas foi a maior goleada em copas e igualou-se à pior goleada fora de copas (6 x 0 imposto pelo Uruguai em 1920). O culpado pela derrota mais dura e marcante do Brasil em copas não é Barbosa porque a mais terrível e dolorosa derrota brasileira não é mais a da Copa de 1950. Outros algozes de desclassificações, como Toninho Cerezzo, em 1982, Carlos, em 1986, também estão todos isentos.
2) Mudar tudo é inevitável
Treinadores brasileiros não conseguem aproveitar o potencial individual dos talentos que ainda existem -- em quantidades menores do que no passado, mas ainda em volume relevante. A organização da CBF, a forma como a preparação para a copa é feita, a formação de atletas... É hora de mudar tudo no âmbito do futebol. Isso é uma constatação inegável.
3) Felipão e Parreira nunca mais pisam no banco da seleção
Luiz Felipe Scolari deixou o Palmeiras, rebaixado em 2012, para assumir a seleção. É um técnico ultrapassado taticamente. Carlos Alberto Parreira vai na mesma linha. Eles não voltam a comandar a seleção. Isso é positivo. O time alemão é bom e mostrou consistência. Mas, diante de uma Argélia e de uma Gana montadas para pará-los, foram parados. Contra o Brasil, só Joachim Löw se preocupou em aproveitar as falhas na formação defensiva do Brasil. A comissão técnica brasileira parece não ter feito o mesmo. Olhar o adversário e adaptar o estilo de jogo a isso é o mínimo.
4) Nunca mais o Brasil vai depender tanto de um craque só
Apostar todas as fichas em um único talento (Neymar) não funciona para uma seleção como o Brasil. É necessário ter um mínimo de consistência tática para compensar a técnica que já não é tão abundante. Sem ter alternativas de criação de jogadas e de cadenciamento do jogo não dá.
5) Não haverá Maracanazo
Foi um Mineiraço, é verdade. Mas não se repetiu a história. Porque a história só se repete como farsa. Aliás, já tem gente sentindo saudades do Maracanazo.
6) Zúñiga não precisa ser linchado
O autor da entrada violenta que tirou Neymar da Copa não é o responsável pela eliminação do Brasil. Porque um massacre de 7 x 1 não é fruto da ausência de um jogador (ou dois, considerando a suspensão de Thiago Silva). É culpa da falta de tudo. E de méritos do adversário.
7) 2014 já é a segunda copa com mais gols marcados da história
Na fase de grupos, era uma pujança de gols marcados. Goleadas, viradas... Nas oitavas, uma magreza, com placares apertados, o maior número de prorrogações da história desta etapa e três decisões por pênaltis. Nas quartas, ainda pior, uma média de gols de 1,25 por jogo. Os oito assinalados em apenas uma partida da semifinal representam mais do que os feitos nas quatro partidas das quartas. O total subiu para 167 e a média de gols por jogo alcançou 2,74. Em números absolutos, a Copa no Brasil passou a de 2002 e só precisa de mais quatro gols para igualar a marca de 1998. Valeu, Alemanha, por quebrar esse galho para o Brasil.
Bônus: Contrapartida do Brasil
Para deixar o placar em 7 x 1, incluímos aqui um bônus daquilo que o Brasil proporcionou para a Alemanha. Miroslav Klose ultrapassou Ronaldo, Fenômeno, em uma partida contra o Brasil e no Brasil. Ele quebrou o recorde de partidas vitoriosas em copas, antes de Cafu. Fez do time de Joachim Löw o melhor ataque disparado da competição. E por aí vai.
Não tem de quê."
Mas perdermos. O revés sem precedentes nem paralelos redime muita gente, aumenta a média de gols, força o futebol brasileiro a mudar... Há aspectos positivos.
Todo mundo aqui preferiria um 1 x 0 honesto. Mas já que apanhamos de chinela...
1) Barbosa é inocente
Que o goleiro da seleção brasileira na primeira copa realizada no Brasil, a de 1950, foi bode expiatório do Maracanazzo, quase todo mundo sabe. Mas os 7 x 1 foram a pior derrota da história do futebol brasileiro. Disparadamente. Não foi na final, foi nas semifinais. Mas foi a maior goleada em copas e igualou-se à pior goleada fora de copas (6 x 0 imposto pelo Uruguai em 1920). O culpado pela derrota mais dura e marcante do Brasil em copas não é Barbosa porque a mais terrível e dolorosa derrota brasileira não é mais a da Copa de 1950. Outros algozes de desclassificações, como Toninho Cerezzo, em 1982, Carlos, em 1986, também estão todos isentos.
2) Mudar tudo é inevitável
Treinadores brasileiros não conseguem aproveitar o potencial individual dos talentos que ainda existem -- em quantidades menores do que no passado, mas ainda em volume relevante. A organização da CBF, a forma como a preparação para a copa é feita, a formação de atletas... É hora de mudar tudo no âmbito do futebol. Isso é uma constatação inegável.
3) Felipão e Parreira nunca mais pisam no banco da seleção
Luiz Felipe Scolari deixou o Palmeiras, rebaixado em 2012, para assumir a seleção. É um técnico ultrapassado taticamente. Carlos Alberto Parreira vai na mesma linha. Eles não voltam a comandar a seleção. Isso é positivo. O time alemão é bom e mostrou consistência. Mas, diante de uma Argélia e de uma Gana montadas para pará-los, foram parados. Contra o Brasil, só Joachim Löw se preocupou em aproveitar as falhas na formação defensiva do Brasil. A comissão técnica brasileira parece não ter feito o mesmo. Olhar o adversário e adaptar o estilo de jogo a isso é o mínimo.
4) Nunca mais o Brasil vai depender tanto de um craque só
Apostar todas as fichas em um único talento (Neymar) não funciona para uma seleção como o Brasil. É necessário ter um mínimo de consistência tática para compensar a técnica que já não é tão abundante. Sem ter alternativas de criação de jogadas e de cadenciamento do jogo não dá.
5) Não haverá Maracanazo
Foi um Mineiraço, é verdade. Mas não se repetiu a história. Porque a história só se repete como farsa. Aliás, já tem gente sentindo saudades do Maracanazo.
6) Zúñiga não precisa ser linchado
O autor da entrada violenta que tirou Neymar da Copa não é o responsável pela eliminação do Brasil. Porque um massacre de 7 x 1 não é fruto da ausência de um jogador (ou dois, considerando a suspensão de Thiago Silva). É culpa da falta de tudo. E de méritos do adversário.
7) 2014 já é a segunda copa com mais gols marcados da história
Na fase de grupos, era uma pujança de gols marcados. Goleadas, viradas... Nas oitavas, uma magreza, com placares apertados, o maior número de prorrogações da história desta etapa e três decisões por pênaltis. Nas quartas, ainda pior, uma média de gols de 1,25 por jogo. Os oito assinalados em apenas uma partida da semifinal representam mais do que os feitos nas quatro partidas das quartas. O total subiu para 167 e a média de gols por jogo alcançou 2,74. Em números absolutos, a Copa no Brasil passou a de 2002 e só precisa de mais quatro gols para igualar a marca de 1998. Valeu, Alemanha, por quebrar esse galho para o Brasil.
Bônus: Contrapartida do Brasil
Para deixar o placar em 7 x 1, incluímos aqui um bônus daquilo que o Brasil proporcionou para a Alemanha. Miroslav Klose ultrapassou Ronaldo, Fenômeno, em uma partida contra o Brasil e no Brasil. Ele quebrou o recorde de partidas vitoriosas em copas, antes de Cafu. Fez do time de Joachim Löw o melhor ataque disparado da competição. E por aí vai.
Não tem de quê."
8 de julho de 2014
No final salvou-se o sucesso da Copa fora de campo
Eu não vi a maioria dos gols da Alemanha. Fui na cozinha ver se o vinho já estava na temperatura adequada e quando voltei já estava 5 a 0.
A bem da verdade eu não vi nada.
Pode-se dizer que a Alemanha venceu por W.O. A outra seleção não compareceu.
Faltaram.
Ou faltou. Técnica, tática, comando, habilidade, calma.
Mas não foram os jogadores.
O futebol brasileiro está na alma do brasileiro.
E pelo bem do brasileiro há necessidade de uma renovação total.
Nos clubes, nas leis que regem o futebol, nessa velharia (falo de ideias e estratégias, não de idade) que comanda a CBF.
Não é a toa que vemos cada vez mais jovens torcendo pelo Real Madrid, Chelsea, Liverpool (terra dos Beatles!), Bayern de Munique (que cedeu sete jogadores para a seleção alemã), Paris Saint-Germain, ao invés de Flamengo, Botafogo, São Paulo, etc.
Ok, tudo passa amanhã de manhã. E é só futebol. Mas o futebol está na alma do brasileiro.
Que este seja o ponto de partida para as melhorias que todos queremos.
No final salvou-se o sucesso da Copa fora de campo. Entre as quatro linhas caímos de quatro. De quatro não. De sete.
A bem da verdade eu não vi nada.
Pode-se dizer que a Alemanha venceu por W.O. A outra seleção não compareceu.
Faltaram.
Ou faltou. Técnica, tática, comando, habilidade, calma.
Mas não foram os jogadores.
O futebol brasileiro está na alma do brasileiro.
E pelo bem do brasileiro há necessidade de uma renovação total.
Nos clubes, nas leis que regem o futebol, nessa velharia (falo de ideias e estratégias, não de idade) que comanda a CBF.
Não é a toa que vemos cada vez mais jovens torcendo pelo Real Madrid, Chelsea, Liverpool (terra dos Beatles!), Bayern de Munique (que cedeu sete jogadores para a seleção alemã), Paris Saint-Germain, ao invés de Flamengo, Botafogo, São Paulo, etc.
Ok, tudo passa amanhã de manhã. E é só futebol. Mas o futebol está na alma do brasileiro.
Que este seja o ponto de partida para as melhorias que todos queremos.
No final salvou-se o sucesso da Copa fora de campo. Entre as quatro linhas caímos de quatro. De quatro não. De sete.
Brasil x Alemanha: hoje o mundo vai parar para ver
"O jogo é hoje, às cinco em ponto da tarde no Mineirão, em Belo Horizonte, capital das Minas Gerais, terra de Tiradentes, de Paulo Mendes Campos e de Tostão.
Apenas uma vez Brasil e a Alemanha unificada jogaram um jogo valendo por Copa do Mundo.
Foi do outro lado do planeta, no Japão, pela decisão da Copa de 2002.
Deu Brasil, como se sabe, por 2 a 0, e Felipão era o técnico da Seleção.
Quiseram os deuses do futebol que a história se repetisse no Brasil, mas pela semifinais.
A Terra, que é redonda como a bola, vai parar por 90 minutos para curtir cada segundo do clássico que soma oito títulos mundiais.
Quem vencer vai se tornar o maior finalista das Copas e irá disputar a oitava final em 20 edições do torneio, o mais importante do esporte mundial.
Doze anos atrás, os alemães lamentavam a ausência, por suspensão, de seu melhor jogador, Ballack.
Hoje somos nós, brasileiros, que lamentamos a falta de Neymar.
Tudo pode acontecer nesta tarde, menos um mau jogo de futebol.
Hoje, a arte está mais do lado europeu e a força do nosso lado.
Se a arte prevalecer, aceitemos, resignados e cavalheiros, como bons anfitriões.
Se a força for mais forte, festejemos, com a nobreza dos que sabem vencer."
Por Juca Kfouri em seu blog
7 de julho de 2014
Missão (quase) impossível: sem Neymar e com arbitragem e mídia contra
Por Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania.
"Pela lógica, o Brasil passar pela Alemanha deveria ser quase impossível. Apesar da brilhante vitória contra a Colômbia – que calou a boca de uma legião de críticos cegos ou mal-intencionados –, a equipe de Felipão é inexperiente em Copas do Mundo e não contará com o astro Neymar, que participou de metade das jogadas que resultaram em gols.
Como se fosse pouco, provavelmente a Seleção ainda enfrentará outra arbitragem acovardada que irá prejudicá-la como fez em quatro dos cinco jogos da Copa de 2014. E, para completar o grau de dificuldade dessa missão quase impossível, ainda passará os próximos dias sendo triturada por uma mídia que enfiou na cabeça que Dilma só será reeleita se o Brasil for campeão.
O desfalque de Thiago Silva pode ser um problema menor. Apesar de sua boa atuação contra a Colômbia e da dita liderança que exerce no time – que fez dele capitão –, não se pode esquecer do descontrole emocional que demonstrou no jogo contra o Chile e que, em outro momento de grande tensão, poderia ressurgir.
Ainda assim, Thiago era parte do esquema que Felipão montou. Esquema que terá que ser totalmente redesenhado.
Contudo, esses garotos têm sido brilhantes, na opinião deste blog. Não é pouco o que enfrentaram até aqui, para chegar aonde chegaram. A começar pelos protestos contra a Copa. Ninguém com um mínimo de bom senso pode acreditar que os protestos não afetaram o emocional de uma equipe tão jovem e, até menos de um mês atrás, praticamente virgem em uma competição desse calibre. Muito pelo contrário.
Os protestos contra a Copa intimidaram a torcida. Pela primeira vez, o Brasil entrava numa Copa sem entusiasmo do país, sem ruas e carros enfeitados. Os garotos de Felipão sabiam que corriam o risco de, jogando em casa, serem vaiados nos estádios.
O desequilíbrio emocional da Seleção era tanto que começou o jogo contra a Croácia sofrendo um desastre inédito em sua história: marcou um gol contra.
Nessa situação de adversidade extrema, a Seleção virou o primeiro jogo da Copa. E, apesar das acusações ao juiz por ter marcado um pênalti supostamente inexistente, venceu por dois gols de diferença. Ou seja: mesmo sem esse gol dito ilegítimo, teria vencido.
(...)
Do jogo contra o Chile para o último, a Seleção deu uma aula aos críticos. Apesar de a mídia brasileira ter passado a semana desqualificando-a, debochando de seu “descontrole” e enchendo a bola colombiana, jogou muito. Só não ganhou por placar mais elástico devido ao segundo cartão amarelo de Thiago Silva e à agressão criminosa a Neymar, que fragilizou o esquema de jogo de Felipão.
A má vontade e a falta de caráter dos críticos, porém, não conhece limites. A mídia relativiza a brilhante vitória contra a Colômbia destacando que os dois gols brasileiros foram feitos por zagueiros, como que dizendo que quem tem que fazer gols são atacantes.
Muito pelo contrário. O desempenho da Seleção no último jogo foi ainda mais animador e insinua que vencer a Alemanha, apesar de todas as dificuldades, pode não ser tão “impossível”.
Explico: apesar da grande participação de Neymar nas jogadas que resultaram em gols na competição e dos quatro gols que ele marcou, no jogo contra a Colômbia foi anulado pelas pauladas. A equipe se virou sem ele, que teve atuação apagada devido ao técnico colombiano ter engendrado um esquema (violento) para anulá-lo.
No último jogo, a Seleção provou que pode vencer mesmo sem Neymar estar bem em campo. O que se imagina, portanto, é que possa vencer sem que ele sequer esteja em campo.
Lembremo-nos de que, para craques poderem explorar melhor seu potencial, os técnicos colocam as equipes a seu serviço. O craque da equipe recebe mais bolas, tem o meio de campo trabalhando para acioná-lo. A Alemanha, pois, não terá um alvo fixo como Neymar. Isso pode ser uma vantagem.
Mas a grande aposta que se faz na Seleção é nessa garra incrível que tem demonstrado. Com certeza a equipe está mais unida do que nunca e, agora, terá a vantagem de entrar em campo como azarão. As baixas que sofreu tiram boa parte da responsabilidade de seus ombros.
Um colunista da grande mídia, aliás, diz até que “Agora o Brasil terá desculpa para perder da Alemanha”. Essa é a mídia que temos. Não é nem mais vira-lata, é apátrida. Mas pode quebrar a cara ainda mais, após ter se desmoralizado pelas previsões catastrofistas sobre a organização da Copa. A marca dessa equipe é a superação."
Leiam o artigo completo aqui.
"Pela lógica, o Brasil passar pela Alemanha deveria ser quase impossível. Apesar da brilhante vitória contra a Colômbia – que calou a boca de uma legião de críticos cegos ou mal-intencionados –, a equipe de Felipão é inexperiente em Copas do Mundo e não contará com o astro Neymar, que participou de metade das jogadas que resultaram em gols.
Como se fosse pouco, provavelmente a Seleção ainda enfrentará outra arbitragem acovardada que irá prejudicá-la como fez em quatro dos cinco jogos da Copa de 2014. E, para completar o grau de dificuldade dessa missão quase impossível, ainda passará os próximos dias sendo triturada por uma mídia que enfiou na cabeça que Dilma só será reeleita se o Brasil for campeão.
O desfalque de Thiago Silva pode ser um problema menor. Apesar de sua boa atuação contra a Colômbia e da dita liderança que exerce no time – que fez dele capitão –, não se pode esquecer do descontrole emocional que demonstrou no jogo contra o Chile e que, em outro momento de grande tensão, poderia ressurgir.
Ainda assim, Thiago era parte do esquema que Felipão montou. Esquema que terá que ser totalmente redesenhado.
Contudo, esses garotos têm sido brilhantes, na opinião deste blog. Não é pouco o que enfrentaram até aqui, para chegar aonde chegaram. A começar pelos protestos contra a Copa. Ninguém com um mínimo de bom senso pode acreditar que os protestos não afetaram o emocional de uma equipe tão jovem e, até menos de um mês atrás, praticamente virgem em uma competição desse calibre. Muito pelo contrário.
Os protestos contra a Copa intimidaram a torcida. Pela primeira vez, o Brasil entrava numa Copa sem entusiasmo do país, sem ruas e carros enfeitados. Os garotos de Felipão sabiam que corriam o risco de, jogando em casa, serem vaiados nos estádios.
O desequilíbrio emocional da Seleção era tanto que começou o jogo contra a Croácia sofrendo um desastre inédito em sua história: marcou um gol contra.
Nessa situação de adversidade extrema, a Seleção virou o primeiro jogo da Copa. E, apesar das acusações ao juiz por ter marcado um pênalti supostamente inexistente, venceu por dois gols de diferença. Ou seja: mesmo sem esse gol dito ilegítimo, teria vencido.
(...)
Do jogo contra o Chile para o último, a Seleção deu uma aula aos críticos. Apesar de a mídia brasileira ter passado a semana desqualificando-a, debochando de seu “descontrole” e enchendo a bola colombiana, jogou muito. Só não ganhou por placar mais elástico devido ao segundo cartão amarelo de Thiago Silva e à agressão criminosa a Neymar, que fragilizou o esquema de jogo de Felipão.
A má vontade e a falta de caráter dos críticos, porém, não conhece limites. A mídia relativiza a brilhante vitória contra a Colômbia destacando que os dois gols brasileiros foram feitos por zagueiros, como que dizendo que quem tem que fazer gols são atacantes.
Muito pelo contrário. O desempenho da Seleção no último jogo foi ainda mais animador e insinua que vencer a Alemanha, apesar de todas as dificuldades, pode não ser tão “impossível”.
Explico: apesar da grande participação de Neymar nas jogadas que resultaram em gols na competição e dos quatro gols que ele marcou, no jogo contra a Colômbia foi anulado pelas pauladas. A equipe se virou sem ele, que teve atuação apagada devido ao técnico colombiano ter engendrado um esquema (violento) para anulá-lo.
No último jogo, a Seleção provou que pode vencer mesmo sem Neymar estar bem em campo. O que se imagina, portanto, é que possa vencer sem que ele sequer esteja em campo.
Lembremo-nos de que, para craques poderem explorar melhor seu potencial, os técnicos colocam as equipes a seu serviço. O craque da equipe recebe mais bolas, tem o meio de campo trabalhando para acioná-lo. A Alemanha, pois, não terá um alvo fixo como Neymar. Isso pode ser uma vantagem.
Mas a grande aposta que se faz na Seleção é nessa garra incrível que tem demonstrado. Com certeza a equipe está mais unida do que nunca e, agora, terá a vantagem de entrar em campo como azarão. As baixas que sofreu tiram boa parte da responsabilidade de seus ombros.
Um colunista da grande mídia, aliás, diz até que “Agora o Brasil terá desculpa para perder da Alemanha”. Essa é a mídia que temos. Não é nem mais vira-lata, é apátrida. Mas pode quebrar a cara ainda mais, após ter se desmoralizado pelas previsões catastrofistas sobre a organização da Copa. A marca dessa equipe é a superação."
Leiam o artigo completo aqui.
O sucesso da Copa e o vexame da imprensa
Nosso blog reproduz abaixo artigo publicado hoje no Jornal GGN / Luis Nassif Online, de autoria de Ricardo Amaral, analisando pesquisa Datafolha sobre a Copa.
Nos dois últimos anos fomos bombardeados com notícias alarmistas de que a Copa seria um vexame para o Brasil, isso se ela se realizasse.
O seu sucesso internacional, as catástrofes não realizadas e a aceitação da população deve servir como parâmetro para que as pessoas analisem o tipo de comportamento adotado pela grande mídia.
O Datafolha e o vexame da imprensa
Laerte (FSP)
Nos dois últimos anos fomos bombardeados com notícias alarmistas de que a Copa seria um vexame para o Brasil, isso se ela se realizasse.
O seu sucesso internacional, as catástrofes não realizadas e a aceitação da população deve servir como parâmetro para que as pessoas analisem o tipo de comportamento adotado pela grande mídia.
O Datafolha e o vexame da imprensa
Pesquisa expõe o vexame da imprensa vira-latas
Por Ricardo Amaral
"Não vejo base estatística em análises do tipo E a Copa ajuda Dilma... ou Com Copa do Mundo humor do pais melhora e Dilma cresce (Folha). Os candidatos permanecem na mesma faixa de intenções de voto desde abril, como aponta o Zé Roberto Toledo no Estadão. Diante desse Datafolha, a imprensa hegemônica deveria olhar para o espelho, não para as eleições.
A ampla aprovação da Copa e o orgulho de sediá-la no Brasil melhoram o humor geral do país, o que pode, sim, favorecer a campanha da presidenta Dilma, mas ainda não se trata de ativo realizado. Pela primeira vez em muito tempo melhoram as expectativas sobre inflação, emprego e desempenho da economia, mas é uma melhora tímida, se comparada aos novos indicadores sobre Copa.
O que o Datafolha traz de novo é a derrota espetacular da imprensa vira-lata diante dos fatos.
É isso que os jornais e a TV tentam esconder desesperadamente. Primeiro, tentaram atribuir as previsões catastróficas à imprensa estrangeira. Falso: a mídia estrangeira comeu na mão da imprensa hegemônica local, como acontece em qualquer cobertura global, seja de esportes, guerras ou eleições.
O passo seguinte é tentar botar a culpa no povo. Ontem, no Jornal Nacional, havia uma matéria sobre “o aumento do otimismo” durante a Copa. Dizia que o verde-amarelo quase não se via no início da Copa e foi tomando conta do visual ao longo da competição. “A gente não estava acreditando”, confessa uma ingênua entrevistada.
Quem jamais acreditou e torceu contra a Copa foi a imprensa vira-latas. E a sociedade brasileira foi conduzida à descrença, ao mau-humor e à crítica sem fundamento, reproduzindo os bordões e os dados falsos que via na TV e lia nos jornais (aqui vai um pequeno pacote de catástrofes que não se realizaram).
Bastaram três dias de Copa, com os estádios, os aeroportos, o transporte, a segurança e o turismo funcionando, para desmanchar a realidade virtual do “imagina na Copa”. Os fatos falaram mais alto.
Raramente se vê um choque de realidade como esse. Raramente a imprensa hegemônica de um país se vê confrontada tão cruamente com um erro monumental, de sua exclusiva responsabilidade. É desse erro gigantesco, impossível de esconder, que ela tem de prestar contas ao seu público: o Brasil não passou vergonha.
A mídia internacional percebeu o engano e rapidamente se corrigiu. Transmite ao mundo uma imagem realista do país (com exceção dos espanhóis e de uma parte dos ingleses – que passaram a amaldiçoar o Brasil pelo fiasco de suas seleções. Mas essa dor passa com o tempo).
Nossa pobre imprensa vira-latas não tem estatura para fazer autocrítica, porque nunca teve vergonha manipular a notícia. Vai continuar torturando os fatos, como fez no julgamento do mensalão e faz cotidianamente na cobertura política e econômica – a ponto de perder a razão (e muitas vezes ela a tem) por absoluta carência de credibilidade.
É cedo para afirmar qual será o efeito da Copa do Mundo sobre as eleições. Está claro, porém, que a imprensa vira-latas sofreu sua mais fragorosa derrota, desde que minha saudosa avó me ensinou a ler jornais, na altura Copa do Chile, 1962.
O tempo dirá qual foi o tamanho do estrago da operação- não-vai-ter-copa sobre o poder da mídia hegemônica no Brasil. Será proporcional à incapacidade de autocrítica dos seus proprietários e “formuladores”. Seguramente, a democracia vai sair ganhando."
6 de julho de 2014
A música de Gomer Edwin Evans
Gomer Edwin Evans é um músico e compositor que nasceu no País de Gales e mora atualmente na Alemanha.
Sua música é do tipo 'espiritual', relaxante, que busca criar uma atmosfera saudável, melodicamente pacífica.
5 de julho de 2014
Retrospectiva do blog e "Comentários sobre 'A Alma Imoral', de Nilton Bonder"
Neste ano o Blog do Luiz Felipe Muniz está completando cinco anos neste endereço.
Para registro comemorativo ao longo deste segundo semestre de 2014 selecionaremos alguns posts que fizemos ao longo deste período, sem deixar de postar temas inéditos.
Sempre que for algo já publicado de maio de 2009 para cá colocaremos um asterísco (*) como sinalização.
Além do fato comemorativo, servirá como uma visão geral do que tem sido o blog ao longo deste tempo, seu ecletismo e suas afinidades. Obviamente selecionaremos preferencialmente artigos que não soem datados.
Comentários sobre "A Alma Imoral", de Nilton Bonder
Faz tempo fui convidado pelo amigo Luiz Felipe Muniz para dividir com ele este espaço que tinha sido criado alguns anos antes.
Muitos que conhecem o blog há pouco tempo podem estranhar que o titular não aparece muito e que sou eu o "principal articulista" que mantém a dinâmica deste espaço multidisciplinar.
Não é bem assim. Quem criou e deu as diretrizes de como seria o blog que se recria de tempos em tempos foi e é o Luiz Felipe. É ele "o cara".
Na maior parte destes anos ele publicou aqui seus ótimos posts e, se anda um pouco sumido atualmente, é por conta de exigências profissionais e pessoais que o impedem de estar presente mais extensivamente aqui como é o seu desejo.
São fases da vida, que vai se modificando e as prioridades e possibilidades acompanhanhado.
Muitos que conhecem o blog há pouco tempo podem estranhar que o titular não aparece muito e que sou eu o "principal articulista" que mantém a dinâmica deste espaço multidisciplinar.
Não é bem assim. Quem criou e deu as diretrizes de como seria o blog que se recria de tempos em tempos foi e é o Luiz Felipe. É ele "o cara".
Na maior parte destes anos ele publicou aqui seus ótimos posts e, se anda um pouco sumido atualmente, é por conta de exigências profissionais e pessoais que o impedem de estar presente mais extensivamente aqui como é o seu desejo.
São fases da vida, que vai se modificando e as prioridades e possibilidades acompanhanhado.
E é justamente com um ótimo post do Luiz
Felipe - na verdade juntei dois sobre assunto semelhante - publicados
respectivamente em setembro e novembro de 2010 que iniciamos essa retrospectiva de cinco anos do blog que conta atualmente com mais de 5.000 postagens!
A evolução e a transgressão numa
permanente simbiose: "A Alma Imoral" de Nilton Bonder / Tendências do
corpo e da alma...transgressões! (*)
Por Luiz Felipe Muniz, com citações
Por Luiz Felipe Muniz, com citações
![]() |
| Nilton Bonder |
Este foi um período muitíssimo rico em minha vida e na maneira como eu estava aprendendo a rever e a ver as coisas deste mundo tão multifacetado, complexo e imprevisível dos humanos, e também dos não-humanos!
Mas nesta noite de sábado, não um sábado qualquer, mas um sábado de feriadão até terça, onde o Marquinhos Cardozo já postou preciosidades musicais e já prometeu mais neste fim-de-semana esticado, eu gostaria apenas é de tentar resgatar um pouco da atmosfera proposta pelo livro: "A Alma Imoral" do Nilton Bonder.
Num primeiro momento pode até parecer estranho um lider espiritual abordar temas espinhosos da dimensão humana como o desejo, as traições, as transgressões, o certo, o errado, as desobediências, as atrações físicas, etc, numa linguagem de puro valor e aceitação de nossa mais elementar condição humana de mutantes permanentes e de seres destinados à evolução da espécie e do eu num único e só tempo/espaço, mas nada é mais real em nós!
Dois pequenos trechos para o deleite dos visitantes:
“A evolução da espécie está no silêncio do pai que ergue a faca para matar um filho por ordem divina e a detém. Um silêncio que cada homem e cada mulher conhece em sua vida pessoal e coletiva. Um silêncio desafiador, que responde a um impulso interno de sagrada desobediência, uma desobediência que o homem sonha em integrar à paz, à paz que não se fará no estabelecimento de um mundo ideal para um corpo imutável, não se fará através do clone, mas através do mutante, porque o nosso ser é um ser em transformação, tem alma e não é uma alma boazinha como nos fizeram acreditar, mas uma alma profundamente imoral e isso não tem nada de satânico. É que transformaram Satã num espantalho que nos afasta das mudanças. Satã é tudo aquilo que nos embota os sentidos e que nos embota a consciência – é que é mais fácil e conveniente apresentar Satã como um possível resultado do risco do que o apresentar também como o pesadelo da acomodação. Se os que mudam radicalmente de emprego, se os que refazem relações amorosas, se os que perdem medos, se os que rompem, se os que traem, se os que abandonam os vícios experimentam a solidão é possível que essa solidão seja quebrada no encontro com outros que conheçam essas experiências. Haverá pior solidão do que a ausência de si?”
A Necessidade de Transgredir
"Hoje, por exemplo, é muito comum as pessoas cumprirem sua "tarefa" de procriar e prover as condições mínimas de sobrevivência a seus descendentes e fazê-lo ainda em sua meia-idade. O que fazer quando os filhos estão crescidos e com um rumo próprio e os pais têm em torno de cinquenta anos? O que fazer com os trinta anos em média que restam, ou seja, com mais uma vida inteira por ser vivida? Muitas pessoas descobrem que sua sobrevida depende de novas tarefas. Alguns desfazem os laços de seus contratos passados, alguns conseguem renegociá-los. Mas os que não o fazem, os que não usam sua alma para recriar tarefas, diminuem suas chances de sobrevivência."
Isto é real para o indivíduo e também para a espécie humana. A capacidade de trair o compromisso com "tarefas" já cumpridas e a criação de novas "tarefas", definindo a relação da espécie com o seu meio ambiente, são renovações do direito à existência. Por isso procriamos e por isso também somos mutantes. A mutação estende nossos vistos de permanência na sociedade da vida, porque a própria vida é a possibilidade de definir tarefas a si mesmo.
As "lógicas da alma" revelam a intenção transcendente da questão espiritual. Essa transcendência diz respeito também à cultura e à moral. A rebeldia que a busca do espírito instaura faz da alma um instrumento para o rompimento com normas, padrões e paradigmas.
A tradição é a codificação de princípios que permitem ao ser humano compreender a realidade à sua volta e com isso aumentar suas chances de fazer o que é esperado dele. Entre o que se espera da espécie está sem dúvida sua preservação, mas também a execução da missão estabelecida por seu potencial. A tradição contém em si o grande conflito existencial humano, que exige negociações constantes entre esses dois pólos. Sua história é marcada por controvérsia e seu território se tornou arena para essa encarniçada disputa entre o que é o "bom" do momento e um outro "bom" potencial que só se concretizará com o abandono do primeiro.
A difícil tarefa da tradição - de ser o compromisso com o passado em meio às demandas do futuro - faz com que seja campo fértil para a traição."
O livro já foi adaptado para o teatro em um premiado monólogo de pele, de alma e na voz da artista Clarice Niskier:
"A atriz Clarice Niskier adaptou para o teatro, o livro de "A Alma Imoral" de Nilton Bonder, com o objetivo de mobilizar o pensamento e a emoção do espectador contemporâneo. "A Alma Imoral", descontrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização. Conceitos de corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência.
É um espetáculo que tem como base histórias do velho testamento, parábolas de sabedoria judaica, além de informações históricas e científicas. O monólogo aproxima temas como religião e biologia.
Clarice Niskier foi ganhadora do Prêmio Shell de melhor atriz - 2007, e do Prêmio qualidade Brasil de melhor atriz Drama SP 2008".
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| Clarice Niskier |
Humor no Sábado (video): O sucesso da Copa das Copas e o desespero da oposição
Mais uma paródia em cima da clássica cena de "A Queda".
4 de julho de 2014
Em um momento de alegria a tristeza de não contarmos mais com Neymar
O colombiano merece uma punição severa da FIFA, pois foi uma entrada criminosa, pior que o mordedor uruguaio.
"O choro não era à toa. Neymar sofreu uma fratura na terceira vértebra lombar após sofrer uma joelhada do colombiano Zúñiga, nas costas, pouco antes do final do segundo tempo, e está fora da Copa do Mundo. O jogo terminou com vitória do Brasil, por 2 a 1, e classificação para a semifinal, mas ficar sem o jogador para o restante do Mundial é uma grande derrota para a equipe e o torcedor brasileiro.
Apesar do drama, o jogador segue com o grupo e vai usar uma cinta. A primeira previsão seria de quatro a seis semanas necessárias para a recuperação. No entanto, ainda há a necessidade de se verificar todos os resultados dos exames feitos pelo camisa 10.
- É uma fratura que evolui. Não tem condição de jogar na próxima semana. São poucas semanas para recuperação. Terceira vértebra lombar, no processo transverso. Tempo nós vamos ver depois. Primeiro momento é fazer o diagnóstico e vamos ver o que vai acontecer. Precisamos do resultado desses exames - afirmou Rodrigo Lasmar, médico da CBF.
Primeiro, Neymar foi examinado na clínica do estádio, segundo o próprio Felipão. Depois, acabou sendo encaminhado com o doutor José Luiz Runco para uma clínica particular. Ele saiu de campo na maca, chorando bastante, sem sequer conseguir andar nos primeiros momentos, e foi avaliado no Hospital São Carlos, na zona norte de Fortaleza, onde chegou também chorando, de maca, e já com medicamento na veia.
- Sabendo agora realmente que ele está fora, é uma tristeza enorme. A gente sabe quanto o Ney queria brilhar nessa Copa, o quanto ele se sente feliz levando alegria para o povo brasileiro. Fui pego de surpresa, a tristeza é enorme e é até difícil falar, porque é um garoto espetacular. Acho que o Neymar, se tivesse que mandar um recado para a gente, diria "Galera, bola para a frente que eu quero estar lá no dia 13 com vocês". Ele é um garoto espetacular, simples e que ensina muito para a gente todo dia. Mas não estou acreditando até agora que o Ney não vai jogar na terça-feira. Se eu pudesse, queria dar um abraço e um beijo nele agora - afirmou o goleiro Julio César."
"O choro não era à toa. Neymar sofreu uma fratura na terceira vértebra lombar após sofrer uma joelhada do colombiano Zúñiga, nas costas, pouco antes do final do segundo tempo, e está fora da Copa do Mundo. O jogo terminou com vitória do Brasil, por 2 a 1, e classificação para a semifinal, mas ficar sem o jogador para o restante do Mundial é uma grande derrota para a equipe e o torcedor brasileiro.
Apesar do drama, o jogador segue com o grupo e vai usar uma cinta. A primeira previsão seria de quatro a seis semanas necessárias para a recuperação. No entanto, ainda há a necessidade de se verificar todos os resultados dos exames feitos pelo camisa 10.
- É uma fratura que evolui. Não tem condição de jogar na próxima semana. São poucas semanas para recuperação. Terceira vértebra lombar, no processo transverso. Tempo nós vamos ver depois. Primeiro momento é fazer o diagnóstico e vamos ver o que vai acontecer. Precisamos do resultado desses exames - afirmou Rodrigo Lasmar, médico da CBF.
Primeiro, Neymar foi examinado na clínica do estádio, segundo o próprio Felipão. Depois, acabou sendo encaminhado com o doutor José Luiz Runco para uma clínica particular. Ele saiu de campo na maca, chorando bastante, sem sequer conseguir andar nos primeiros momentos, e foi avaliado no Hospital São Carlos, na zona norte de Fortaleza, onde chegou também chorando, de maca, e já com medicamento na veia.
- Sabendo agora realmente que ele está fora, é uma tristeza enorme. A gente sabe quanto o Ney queria brilhar nessa Copa, o quanto ele se sente feliz levando alegria para o povo brasileiro. Fui pego de surpresa, a tristeza é enorme e é até difícil falar, porque é um garoto espetacular. Acho que o Neymar, se tivesse que mandar um recado para a gente, diria "Galera, bola para a frente que eu quero estar lá no dia 13 com vocês". Ele é um garoto espetacular, simples e que ensina muito para a gente todo dia. Mas não estou acreditando até agora que o Ney não vai jogar na terça-feira. Se eu pudesse, queria dar um abraço e um beijo nele agora - afirmou o goleiro Julio César."
Recomendações do blog para o jogo de hoje - Brasil x Colômbia
E começa hoje a fase de quartas de final da Copa das Copas.
As 13 horas (daqui à pouco) 'jogaço' entre dois campeões mundiais: Alemanha x França no Maracanã.
17 horas, Brasil x Colômbia no Estádio (ou Arena) Castelão em Fortaleza.
Já amanhã, sábado, é dia de Argentina x Bélgica às 13 horas no Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha) e de Holanda x Costa Rica às 17 horas na Arena Fonte Nova em Salvador.
Não se iludam, não tem jogo fácil nesta Copa. Até a Costa Rica pode assustar os holandeses.
Sendo assim, preparem-se para Brasil x Colômbia. O blog ajuda:
- Cerveja e vinho (este sobretudo se a temperatura cair) são calmantes naturais. Recomendamos. Mas não dirija depois.
- Deixe aberto na agenda de seu celular o telefone do seu cardiologista.
- Certifique-se que a clínica de emergência mais próxima tenha um cardiologista de plantão.
- E tenha convicção que tanto o seu cardiologista como o que está de plantão não tenham problemas cardíacos e se tiverem que não estejam assistindo o jogo. Nem bebendo, a não ser água com açúcar.
No mais, nossos mais sinceros votos de sobrevivência.
E que vença o melhor. Quer dizer, que vença o Brasil, melhor ou pior!
Musa da Semana: As Fotos Postadas Por Lilian
Tenho muitos 'amigos' e 'amigas' no Facebook que não conheço.
Muitos são estrangeiros.
O motivo é o Jornal Metamúsica (sobre Rock Progressivo) que publiquei na década de 1990 durante cinco anos e que ultrapassou nossas fronteiras.
Mas o que isso tem a ver com a Musa da Semana?
É que uma dessas amigas, vidrada em Rock dos anos 1970, sobretudo Pink Floyd, costuma utilizar eventualmente em suas fotos de perfil ou fotos da linha do tempo, belas imagens, algumas muito sensuais.
Não sei são dela ou registradas por ela. Algumas sei que são de outras páginas (como as da página Pink Floyd Emotions). Mas todas ótimas. Não sei também se é mesmo uma mulher (imagino que sim). Não há muitos informações no quesito "Sobre". Ou seja, uma desconhecida que gosta de boa música. Seus posts são de imagens e vídeos sobre o mesmo assunto, sem comentários. Daí nem sei de que país é.
Mas as fotos postadas valem um episódio da série Musa da Semana.
Curioso? Busque Lilian Mar Jones no Facebook e torne-se amigo dela também.
Importante: praticamente todas as imagens trazem alguma referência à capa de discos, principalmente da super-banda inglesa Pink Floyd, uma das minhas preferidas!
Muitos são estrangeiros.
O motivo é o Jornal Metamúsica (sobre Rock Progressivo) que publiquei na década de 1990 durante cinco anos e que ultrapassou nossas fronteiras.
Mas o que isso tem a ver com a Musa da Semana?
É que uma dessas amigas, vidrada em Rock dos anos 1970, sobretudo Pink Floyd, costuma utilizar eventualmente em suas fotos de perfil ou fotos da linha do tempo, belas imagens, algumas muito sensuais.
Não sei são dela ou registradas por ela. Algumas sei que são de outras páginas (como as da página Pink Floyd Emotions). Mas todas ótimas. Não sei também se é mesmo uma mulher (imagino que sim). Não há muitos informações no quesito "Sobre". Ou seja, uma desconhecida que gosta de boa música. Seus posts são de imagens e vídeos sobre o mesmo assunto, sem comentários. Daí nem sei de que país é.
Mas as fotos postadas valem um episódio da série Musa da Semana.
Curioso? Busque Lilian Mar Jones no Facebook e torne-se amigo dela também.
Importante: praticamente todas as imagens trazem alguma referência à capa de discos, principalmente da super-banda inglesa Pink Floyd, uma das minhas preferidas!
3 de julho de 2014
E, após o insulto da estréia...
Após insulto da estreia, torcida clama por Dilma
"A torcida presente no Itaquerão para a partida entre a Argentina e a Suíça pelas oitavas de final, na terça-feira, deixou uma marca bem diferente da abertura da Copa no dia 12 de junho.
Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff, presente no estádio, foi xingada em diversos momentos. O governo e o PT chegaram a atribuir a uma “elite branca” o episódio, fortemente criticado pela mídia e por outros setores da sociedade.
Desta vez, com mais camisas amarelas que azuis dos argentinos, a Arena Corinthians registrou gritos de "olé olé Dilma Dilma" em apoio à presidente da República.
Dilma pretende comparecer na final da Copa, marcada para o dia 13 de julho, no Maracanã."
Fonte: Brasil 247
"A torcida presente no Itaquerão para a partida entre a Argentina e a Suíça pelas oitavas de final, na terça-feira, deixou uma marca bem diferente da abertura da Copa no dia 12 de junho.
Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff, presente no estádio, foi xingada em diversos momentos. O governo e o PT chegaram a atribuir a uma “elite branca” o episódio, fortemente criticado pela mídia e por outros setores da sociedade.
Desta vez, com mais camisas amarelas que azuis dos argentinos, a Arena Corinthians registrou gritos de "olé olé Dilma Dilma" em apoio à presidente da República.
Dilma pretende comparecer na final da Copa, marcada para o dia 13 de julho, no Maracanã."
Copa: quebrou a cara quem apostou contra por cálculo político
Se existem comentaristas políticos sérios neste país, este é um deles.
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