Sustentabilidade Planetária, Politica, Educação, Musica, Cultura, Arte e Etica.
10 de junho de 2009
Para ouvir no feriado
Bom 'feriadão' a todos!
Força Nacional no Festival (1)
Eles ainda não entenderam...
por Luiz Carlos Azenha
Em alguns minutos o blog da Petrobras terá mil seguidores no Twitter.
Se metade deles "repercutir" as manchetes enviadas pela empresa para sua própria rede de seguidores, esse número se multiplica em segundos.
Ou seja, a mensagem que a Petrobras manda para mil pessoas tem o potencial de chegar a 10 mil. Ou mais.
Se dessas 10 mil pessoas, 5 mil passarem a frequentar o blog da Petrobras diariamente, a empresa poderá vender anúncios no blog.
Ou seja: terá construído uma ferramenta de qualidade para se comunicar com o público, pode reduzir os custos com propaganda e ainda faz um dinheiro.
Uma excelente notícia para os acionistas da Petrobras.
Uma péssima notícia para os donos de jornais, de redes de TV e de emissoras de rádio.
Eles perdem dinheiro e autoridade.
Qual é a vantagem de você ter uma rede de TV se não pode extrair DINHEIRO E PODER dela?
Em tese, os empresários do ramo poderiam argumentar que "prestam um serviço público". Mas é preciso combinar com o público.
Isso me faz lembrar dos donos de jornais de antigamente, especialmente no interior. Que costumavam ameaçar com manchetes destruidoras quem não aceitasse pagar pedágio.
Quem diria que os Marinho, os Mesquita e os Frias chegariam a esse ponto?
Tenho 37 anos de Jornalismo, 29 de televisão. De todas as reclamações que li sobre o blog da Petrobras, só uma faz algum sentido: se a empresa tem ou não o direito de divulgar as perguntas e respostas feitas por jornalistas ANTES da publicação das reportagens pelos jornais que fizeram as perguntas.
A relação entre entrevistado-entrevistador é de confiança. Se o entrevistado não tem plena confiança de que será tratado de maneira correta pelo entrevistador, acho justíssimo que divulgue as respostas. Antes ou depois, já que considero que as respostas pertencem ao entrevistado.
Mas, sinceramente, acredito que isso é acessório. O essencial é a mudança de qualidade no relacionamento entre a mídia e as fontes, que vai pelo mesmo caminho da relação entre a mídia e os leitores/ouvintes/telespectadores.
Estou na internet desde o distante 2003. Aprendi muito com vocês, caros leitores. Aprendi que essa relação que travamos é, essencialmente, uma relação de respeito, mesmo quando há profunda diferença de opiniões.
Aprendi que o texto que publico às 6 da manhã será completamente distinto às 10 da noite, quando acrescido dos comentários dos leitores.
Serei corrigido. Contestado. Um leitor sugerirá novos links. Outro agregará argumentos. Um terceiro apontará para outro texto, dizendo algo muito distinto do que acabei de escrever. É da natureza da rede.
Que é exatamente o meu ponto: os Marinho, os Frias e os Mesquita ainda não entenderam a natureza da internet, nem do jornalismo colaborativo.
Eles acreditam que é possível preservar, no mundo digital, o mesmo tipo de relação de autoridade que existe na "mídia tradicional".
De um lado, as "otoridades": os donos da mídia e os jornalistas devidamente diplomados e com registro no Ministério do Trabalho.
Do outro lado, os pobres coitados: leitores, telespectadores e ouvintes cuja única tarefa no mundo é ouvir, acreditar e obedecer.
Sinceramente, não estranho que isso escape aos barões da mídia. Sou jornalista e convivo com jornalistas. E diria, sem medo de errar, que 90% dos jornalistas acreditam que farão Jornalismo amanhã da mesma forma que fizeram ontem. Eles não tem a mínima noção do que está mudando e do que virá.
Da importância do jornalismo colaborativo, do jornalismo feito para as redes de relacionamento, do poder propagador do twitter e das novas ferramentas que surgem todo dia.
Costumo contar duas histórias quando dou palestras sobre esse tema.
Numa, comparo preços. Quando fui para Nova York como correspondente da TV Manchete, em 1985, o preço de dez minutos de transmissão de satélite era de mil e quinhentos dólares. Hoje, essa mesma transmissão de imagens pode ser feita pela internet, de graça.
Na outra, pergunto a profissão de alguns dos presentes. Em geral há professores, médicos, engenheiros, pedreiros, marceneiros, bibliotecários e muitos outros profissionais na platéia. Depois de listar as profissões, interesses e aptidões de todos, faço uma pergunta simples: imaginem o blog do Azenha feito apenas pelo Azenha. Agora imaginem o blog do Azenha feito pelo Azenha e mais todos os presentes na platéia.
Qual será mais rico? Mais variado? Melhor informado? Qual vai errar menos?
Mas é mais do que isso. Se eu conseguir juntar todas essas pessoas em um blog E desenvolver uma relação de respeito mútuo e de parceria, temos um salto de qualidade, que vocês podem chamar de jornalismo colaborativo.
Que a Petrobras tenha aprendido a fazer isso ANTES que os jornalões é sintoma de que há algo de muito errado com nossos jornais. Ou de muito certo com a Petrobras. Ou ambos.
Ouça a palestra mais recente do professor Sergio Amadeu, quando falamos sobre internet para trabalhadores do setor de educação.
PS: O Jornalismo não acabou. Simplesmente ficou mais dificil enganar os incautos.
PS2: O blog da Petrobras só deu certo por penetrar no fosso que existe entre os jornais e os leitores. Quem cavou o fosso?
PS3: O blog obriga a Petrobras a assumir um compromisso de transparência não só com os jornais, mas diretamente com todos os leitores do blog. É um passo que poucas empresas são capazes de assumir. Vocês já imaginaram um blog da Folha em que a Folha responda sobre seu envolvimento com a ditadura militar? Ou o blog do Globo em que o jornal discuta seu apoio ao golpe de 64?
Porque o Blog da Petrobras e o Festival de Música?
9 de junho de 2009
New Face of Jazz
Carta da Associação Brasileira de Imprensa sobre os ataques ao Blog da Petrobras
A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.
O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.
Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
Maurício Azêdo, Presidente”
8 de junho de 2009
Spyro Gyra: Jazz / Rock / Pop / New Age
Mais...
"Nassif, caríssimo:
Eu estou acompanhado em detalhes a movimentação há 72 horas. Eu lhe digo: blogo há cinco anos e nunca vi nada igual. No Twitter, o @blogpetrobras acumulou miilhares de citações em umas poucas horas. O blog propriamente dito, em 12 horas, sem link de nenhum portal, recebeu 25.000 visitas (às 5 da manhã, eles estavam em 62.000; agora, em 87.000).
Uma rápida busca do Google Blog Search mostra uma proliferação de links absolutamente inaudita. As reações da grande mídia, inventando jabuticabas como a “pergunta em off” — que você desconstruiu muito bem — caem no ridículo até mesmo para pessoas muito simples.
De novo, o porteiro do meu prédio comentou: “uai, o jornalão quer segredo agora”? Uma leitora do Biscoito (a Aline, do excelente blog “Até aqui tudo bem”) notou o insólito fato de que um blog chapa-branca (um blog que se assume como chapa-branca, ou seja, a voz de uma empresa) tenha sido defendido e celebrado por uma legião de internautas independentes, e tenha mais credibilidade que os veículos da mídia.
Quando você for escrever o próximo livro sobre a evolução da imprensa brasileira, Nassif, este terá que ser um capítulo tratado com destaque. Porque eu nunca vi nada igual. Deixo o link para meu post, onde faço referência à sua brilhante desconstrução da jabuticaba da “pergunta em off”:
http://www.idelberavelar.com/archives/2009/06/o_blog_da_petrobras_e_o_desespero_da_midia.php"
Mais sobre o Blog da Petrobras
"O PiG (*) sempre quis destruir a Petrobrás.
O pai de todos os colonistas (**) do PiG foi Roberto Campos, também conhecido como Bob Fields.
Bob Fields ganhou a vida como ideólogo da venda da Petrobrás ao capital estrangeiro.
Hoje, o PiG e o PSDB querem vender aos estrangeiros o pré-sal.
O objetivo é o mesmo.
Só muda a mercadoria.
Este é o fim da CPI da Petrobrás, que o Conversa Afiada chama de CPI da Privatização da Petrobrás.
O PiG (*) faz perguntas à Petrobrás com o objetivo de destruir a Petrobrás.
Como a Petrobrás não é Lula, a Petrobrás recorreu ao expediente de toda pessoa sensata que dá entrevista ao PiG e já sabe que o PiG distorcerá o que diz.
A Petrobrás responde por e-mail. E, como a Petrobrás não é o Lula, a Petrobrás criou um site na internet e divulga a íntegra das respostas que dá ao PiG.
E, assim, torna públicos a íntegra e o sentido da resposta.
A deliberada distorção do PiG fica mais difícil.
Para divulgar a resposta, a Petrobrás tem que divulgar a pergunta.
É o óbvio ululante, diria o Nelson Rodrigues.
Como o PiG foi apanhado com a boca na botija, se estrebuchou."
Leia aqui a nota da associação que reúne o PiG:
“A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta seu repúdio pela atitude antiética e esquiva com que a Petrobras vem tratando os questionamentos que lhe são dirigidos pelos jornais brasileiros, em particular por O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que nas últimas semanas publicaram reportagens sobre evidências de irregularidades e de favorecimento político em contratos assinados pela estatal e suas controladas.
Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog no qual divulga as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem, numa inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes.
Como se não bastasse essa prática contrária aos princípios universais de liberdade de imprensa, os e-mails de resposta da assessoria incluem ameaças de processo no caso de suas informações não receberem um “tratamento adequado”.
Tal advertência intimidatória, mais que um desrespeito aos profissionais de imprensa, configura uma violação do direito da sociedade a ser livremente informada, pois evidencia uma política de comunicação que visa a tutelar a opinião pública, negando-se ao democrático escrutínio de seus atos.
Júlio César Mesquita, vice-presidente da ANJ e responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão”
"(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Se refere à “colônia”, dá a idéia de pessoa “colonizada”, submetida ao pensamento hegemônico que se originou na Metrópole e se fortaleceu nos epígonos coloniais. Epígonos esses que, na maioria dos casos, não têm a menor idéia de como a Metrópole funciona, mas a “copiam” como se a ela pertencessem."
Entrevista
Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
"Todos os anos, quando se aproxima o feriado de Corpus Christi, é impossível não ficar ansioso com a chegada do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O evento é data circulada no calendário dos amantes de jazz e blues, e neste ano, em sua sétima edição, acontecerá entre os dias 10 e 14 de junho. Os shows acontecerão nos palcos montados na Cidade do Jazz & Blues, em Costazul, na Praia da Tartaruga e na Lagoa do Iriry.O festival é o maior do país no segmento e surpreende por sua organização e estrutura. Para termos uma noção da importância do evento, a respeitada revista Down Beat qualificou o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival como o maior festival do gênero no país e um dos 50 maiores do mundo. O mais surpreendente disso tudo: o público prestigia os melhores músicos de jazz e blues da atualidade com conforto e segurança, sem pagar um centavo por isso. Isso mesmo: o festival é de graça, e, acima de tudo, democrático.Por essas e outras, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival só poderia ser um sucesso de público e crítica. Mas qual é o segredo para tal? Talvez não haja, mas nada melhor do que conversar com Stenio Mattos, o produtor que está à frente da organização do festival para esclarecermos essas dúvidas. Nesta entrevista exclusiva, Stenio fala sobre como surgiu o festival, como é a organização, as dificuldades para montar um evento deste porte e comenta sobre as atrações deste ano. Confira!
JazzMan!: Como surgiu a idéia do festival e por que em Rio das Ostras?
Stenio Mattos: Surgiu a partir do Rio das Ostras Instrumental, que era um projeto no qual trazíamos para a cidade os melhores músicos da cena instrumental brasileira para se apresentarem uma vez por mês na praia de Costazul aos sábados, de graça, ao cair da tarde. Passaram por lá Wagner Tiso, Toninho Horta, Cama de Gato, Azimuti, Paulo Moura, Aquarela carioca, Nó em Pingo D'água, Robertinho Silva, Mauro Senise, Gilson Peranzetta, dentre muitos outros. E antes de tocar, eles faziam um workshop na escola de música da cidade. Depois de dois anos deste projeto nós propusemos à Prefeitura de Rio das Ostras realizar um festival de Jazz e Blues. Aí em 2004 demos o start. Por que em Rio das Ostras? Porque é uma cidade que acreditou na cultura e na música de boa qualidade, nos dando total liberdade para fazermos um projeto qualificado, sério e de formação de público sem interferências. Isto foi fundamental.
JM: O festival existe há sete anos, com grande sucesso de público e é considerado pela crítica da revista DownBeat como um dos 50 melhores festivais do mundo. A quais fatores você poderia atribuir este sucesso?
SM: A seriedade e o profissionalismo de como é encarado este projeto tanto do lado da Prefeitura como da produção. Quando acaba uma edição, damos um descanso de dois meses e começamos nossas viagens pelos grandes festivais do mundo (são pelos menos dois ao ano) como convidados da produção destes eventos (importante: não é com o dinheiro da Prefeitura, é a convite) e de lá tiramos idéias, nomes e, principalmente, contatos com os organizadores destes festivais. O que tem nos impressionado muito é que Rio das Ostras já é admirado por todos. Quando chegamos, nos tratam com muito carinho, nos chamam de Pretty Baby e depois nos enchem de perguntas sobre a cidade, estrutura etc... Realmente tratamos este projeto como o projeto de nossas vidas.
JM: Quando estamos no Festival, nos deparamos com muita organização e qualidade técnica. Isso surpreende muitas pessoas, sobretudo os artistas, que se perguntam como um festival desta qualidade pode ser de graça. Esta será uma proposta contínua de vocês? A idéia é sempre propor um evento acessível ao público?
SM: Com certeza, a idéia sempre foi esta: levar música de qualidade a todos. É como Milton dizia. Graças a Deus estamos conseguindo e a resposta do público não poderia ser melhor: prestigia, participa, se interessa, na maioria das vezes sem nunca ter ouvido falar daqueles músicos. É impressionante como respeitam e vibram com os shows. Isto impressiona os músicos, que saem fascinados pelo festival, também com a ajuda da nossa organização e qualidade técnica (que procura sempre se atualizar com o que há de melhor).
JM: Estamos vivendo uma onda crescente de festivais no país. Você acredita que público, prefeituras, produtoras e empresários estão descobrindo o poder do jazz?
SM: Com certeza e, sem falsa modéstia, Rio das Ostras tem dado uma contribuição muito grande para este crescimento do jazz no Brasil. As Prefeituras sabem do sucesso do projeto e nos procuram com frequência para saber mais detalhes e, sinceramente, espero que cresça cada vez mais e que tenhamos um maior número de projetos como este, que realmente tragam benefícios para as cidades como hotéis, restaurantes, comércio e façam toda a comunidade local feliz e orgulhosa de seu projeto.
JM: Quais são as maiores dificuldades para montar um festival deste porte?
SM: A grande dificuldade inicial, na realidade, é conseguir fazer com que as pessoas responsáveis acreditem no projeto. Isto já conseguimos: a Prefeitura de Rio das Ostras acredita e sabe que é um projeto turístico local, honesto e profissional e que a longo prazo coloca a cidade no mapa mundial. Além disso, hoje já é um projeto que se paga. A cidade não deixa de investir em prioridades como saneamento, educação, saúde...
JM: A crise econômica mundial atrapalhou nas negociações deste ano?
SM: Sem dúvida, tivemos que fazer cortes e nos adequar à realidade, mas felizmente, como prova de que o festival é importante para a cidade, teremos a sétima edição e com excelente qualidade.
JM: Para finalizar, fale-nos um pouco sobre o festival deste ano. O que o público pode esperar?
SM: Pode esperar um festival tão bom como os anteriores. Temos boas surpresas como o The Bad Plus e Rudder (a nova sensação dos EUA), além do ícone do jazz-pop Spyro Gira (que influenciou toda uma geração de músicos da cena instrumental). No blues, temos o lendário John Hammond e Coco Montoya e, do Brasil, o Pau Brasil com Nelson Aryes. Podem esperar muito som e muito divertimento, com certeza."
Site Oficial: http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php
Fonte: http://www.jazzmanbrasil.com/2009/05/rio-das-ostras-jazz-blues-festival-2009.html
The Bad Plus
7 de junho de 2009
Domingo: Missa
6 de junho de 2009
Sinais dos novos tempos: A Petrobras agora também tem o seu BLOG!

http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/
Sem dúvida foi uma grande sacada do pessoal da comunicação da Petrobras, criar um Blog oficial para enfrentar uma CPI fabricada em meio a grandes suspeitas de interesses políticos partidarios para manchar a imagem da maior empresa da América Latina.
Confira voce mesmo e tire as suas próprias conclusões sem depender de uma imprensa brasileira afinada aos favores e às farras com os milhões das elites para manipular a opinião pública nacional.
Veja abaixo o que o Blog " vi o mundo" do Luiz Carlos Azenha publicou sobre o assunto:
"Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?
Atualizado em 06 de junho de 2009 às 12:08 Publicado em 06 de junho de 2009 às 11:59
por Luiz Carlos Azenha
1) Porque perdem o "monopólio da informação" e, com isso, autoridade sobre o público;
2) Porque os leitores agora podem saber quais são TODAS AS PERGUNTAS feitas pelos jornais à Petrobras;
3) Porque comparando todas as perguntas feitas pelos jornais e todas as respostas dadas pela Petrobras com o que é efetivamente publicado os leitores podem descobrir as manipulações feitas com as respostas no processo de edição;
4) Porque essa comparação permite ao público descobrir quais as respostas da Petrobras serão simplesmente omitidas do jornal impresso para não "atrapalhar" a pauta;
5) Porque comparando as perguntas feitas pelos diferentes jornais, o público pode entender que há gente alimentando simultaneamente os jornais com informações em busca de levantar a bola para a CPI;
6) Porque as perguntas fornecem pistas sobre quem está alimentando os jornais com o objetivo de criar o "escândalo" necessário ao sucesso do palanque eleitoral da CPI;
7) Porque essas pistas poderão levar o público a descobrir que os jornais são usados em campanhas eleitorais ou com objetivos inconfessáveis, como o de entregar o pré-sal a empresas estrangeiras;
8) Porque o blog da Petrobras desloca público do jornal impresso para a internet, onde o público poderá receber informações, por exemplo, sobre como a grande imprensa brasileira atacou Getúlio Vargas quando ele criou a Petrobras;
9) Porque todo esse processo pode deixar claro que a grande imprensa não é isenta, nem imparcial, nem honesta; que diz não ter lado, mas tem; que está a serviço de "uma causa", assim como esteve quando fez campanha contra a criação da Petrobras ou em favor do golpe militar de 1964;
10) Porque eles ainda não sairam do século 20.
Vá ao blog da Petrobras e contribua com a investigação dos jornais
É por isso que o Viomundo apóia o controle social dos gastos de publicidade de governos, órgãos e empresas públicas. "
5 de junho de 2009
Donovan: trilha sonora do filme
Brother Sun, Sister Moon
Hoje, Dia Mundia do Meio Ambiente, me lembrei daquele ótimo filme "Brother Sun, Sister Moon" de 1973 do cineasta italiano Franco Zeffirelli, que conta parte da história da vida de São Francisco de Assis. E aí me lembrei também da ótima trilha sonora criada pelo 'trovador' folk irlandês Donovan, que é quase um canto devocional em homenagem à Natureza e a necessidade de nos conectarmos com ela (pois somos parte) e através dessa ação chegar a Deus.Essa trilha sonora completa é difícil de encontrar (nem sei se saiu em CD), mas na Internet é possível achar o LP 'ripado'. Já o DVD do filme é mais fácil.
Sinopse: "Irmão Sol, Irmã Lua enfoca os primeiros anos de vida de Francisco de Assis, que procurou a comunhão com a natureza, renunciando às riquezas da família pra traçar seu próprio destino, livre do apego às propriedades materiais. Francisco foi, de certa forma, o primeiro jovem da história a abandonar uma vida de conforto para conquistar a união espiritual com o mundo. Irmão Sol, Irmã Lua é uma surpreendente, gratificante e significativa experiência".
3 de junho de 2009
"HOME", O FILME - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE: 05 DE JUNHO
Filme 'Home' será lançado e exibido gratuitamente em 87 paísesPor Paula Scheidt, do CarbonoBrasil
Com uma combinação de sons, imagens impressionantes da Terra vista do céu e uma narração sobre os danos ambientais causados pela humanidade ao planeta, o documentário Home – Nosso Planeta, Nossa Casa é um projeto ambicioso do cineasta Luc Besson e do diretor Yann Arthus-Bertrand que tem como objetivo despertar a atenção para a devastação ambiental e chamar uma ação global.E para alcançar o maior número possível de pessoas, Bertrand e Besson decidiram lançar o filme gratuitamente, em 87 países com dublagens em 14 línguas. Tudo isso, no dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho. “O que eu realmente quero é que as pessoas cujo consumo tem um impacto direto sobre a Terra, percebam a necessidade de mudar seu modo de vida depois de assistirem o filme”, afirma Bertrand.O diretor, que ficou mundialmente conhecido pelas fotos áreas que fez de diversas partes do Planeta, explica que o filme revela a atual situação do Planeta, enquanto afirma que a solução existe. “Sofremos um grande impacto sobre Terra, mais do que poderíamos suportar. Nós consumimos em excesso e estamos extinguindo os recursos da Terra. Do ar, é fácil ver as feridas da Terra”, diz.A narração, segundo Bertrand, foi inspirada no trabalho de Lester Brown, o famoso ambientalista americano e pelo seu livro O Estado do Mundo (State of the World). Além disso, o diretor contou com a colaboração de amigos como Isabelle Delannoy, minha colaboradora de longa data, e o músico francês Armand Amar, especializado em músicas do mundo e vozes. “Eu queria esse tipo de mistura cultural para a trilha sonora”, ressalta.Besson comenta que, ao conhecer Yann, já pensava em como usar trinta anos de experiência no cinema para ajudar à causa ambiental, pelo qual tem grande afinidade desde criança. “Eu estava pronto e Yann foi a primeira pessoa a me dar a oportunidade de mostrar que eu me importava. Por isso aderi ao projeto imediatamente.”Para garantir que o filme fosse visto por todos de forma gratuita, Bertrand e Besson contaram com o patrocínio da PPR, que investiu € 10 milhões ao longo de três anos. Várias ações no mundo marcarão seu lançamento na próxima sexta-feira, como exibição ao ar livre no Central Park, em Nova York, e no Champs de Mars, em frente à Torre Eiffel, em Paris.
2 de junho de 2009
Uma breve idéia do tempo - por Luiz Felipe
Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com
http://luizfelipemuniz.blogspot.com/
Quando os assuntos do dia-a-dia se sucedem num furor incapaz de ser acompanhado pelas mentes medianas mais antenadas – hummm!! –, sem dúvida, são os sinais indeléveis de um tempo em mutação radical, rasgando as histórias pessoais e coletivas, fazendo de cada um de nós os seus protagonistas mais talentosos ou as vítimas mais ingênuas do agora!
Não creio que teríamos pensado num sertão nordestino farto em águas torrenciais em tão pouco espaço de tempo! As inundações e a destruição por lá só não são maiores do que em Santa Catarina, porque a nossa mídia não privilegia o que ocorre com os pobres brasileiros mais ao norte. Tomaram alguma medida somente após o rompimento catastrófico de uma barragem – construída para reserva de água doce em terras ressequidas pela aridez histórica –, que matou gente e animais e que exterminou vilas e comunidades inteiras ao longo de mais de 100 km de uma língua d’água em pleno leito trincado!
A seqüência de eventos fora do que poderíamos classificar como normais é fabulosa. Somente para ficar num exemplo do clima recente do continente Americano, registramos que desde os magníficos e destruidores furacões Katrina e Wilma em agosto e setembro de 2005, e a seca impensada, logo após, na Bacia do Amazonas, que muitos estudiosos dizem que “o futuro já chegou e há algo fora de ordem”.
Mas os fatos não dão trégua. Na área sócio-econômica os índices de desemprego na Europa são recordes, nos EUA os ícones do capitalismo americano desabam a cada dia, registrando por último a GM e o Citigroup como despejados do índice Dow Jones e estatizados pelo governo de Obama. Enquanto isso, no Brasil uma revolução oculta está em curso, tanto na área social como na área econômica, deixando boa parte das elites políticas – tradicionais e dominantes – enlouquecida com este Brasil menos colônia, mais democrático, menos manipulado, mais transparente, menos omisso, mais justo, menos mídia de massa, mais Internet e mais dono do seu nariz!
Em recente publicação, Kofi Annan (ex-Secretário-geral da ONU), lança um alerta sobre os milhares de mortos anuais, diretamente relacionados com as mudanças climáticas, traçando um cenário de evidentes potencialidades de ocorrência para os próximos anos. Quando interligamos informações como esta com as sucessões de fatos trágicos da atualidade, não fica difícil “lincar” a complexa questão ambiental, que está por trás de boa parte dos acontecimentos atuais.
As empresas, os governos e a sociedade em geral já sabem que não há como crescer exponencialmente rumo ao infinito, como afirmavam os modelos insustentáveis do neocapitalismo. Sabem também que será preciso um esforço descomunal para surgir um novo “modus” de ser e de estar neste planeta, daí a enorme mutação em jogo...
Os nossos modelos de desenvolvimento e os nossos modelos de pensamento estão atrelados a valores absolutos com itens pouco mutáveis, exatamente num planeta agora, em franca transformação metamorfósica. Será inevitável! Ou nos adaptamos ou seremos eliminados do processo! O que não podemos mais é desprezar o tempo que corre contra todos nós. As urgências na adaptação são evidentes e muitos já sentem na pele os seus efeitos.
Até na última triste tragédia aérea com o avião da Air France, há fortes sinais de que a indústria da aviação mundial está agora diante do primeiro grande evento trágico resultante de fenômenos atmosféricos incomuns, na mesma seqüência e proporção das tormentas pluviométricas que atingem o nordeste brasileiro – e que atingiram o sudeste recentemente –, ou seja, as mudanças climáticas fazem as suas primeiras vítimas fatais na aviação comercial internacional!
Eu penso que ainda teremos grandes surpresas com esta veloz metamorfose inevitável. Por todo o canto do mundo ações já estão, e deverão continuar, emergindo na busca de novos caminhos, mas é bom que se diga: o tempo urge e não será fácil para ninguém!
Nova Edição do Poeira Zine
Trazendo como destaque o fantástico grupo inglês Van Der Graaf Generator, do alucinado (isso é um elogio) poeta Peter Hammill, já está disponível a edição de número 24 da ótima publicação paulista 'Poeira Zine', que nós já comentamos aqui, em postagem anterior.Confiram em: http://www.poeirazine.com.br/edicaoatual.html.
Lula no Banco Mundial - é o que pensa Obama
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está interessado em que o Banco Mundial, depois da actual crise financeira mundial, tenha uma estrutura mais vocacionada nas políticas sociais e mais preocupada com os países mais pobres, refere o jornal «El País».
Para isso, Obama propõe o nome do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o qual define como «o político mais popular do mundo».
Lula da Silva é conhecido como o político que soube conciliar, como ressalvou na segunda-feira no seu discurso de tomada de posse o presidente de El Salvador, Marcelo Funes, «uma política económica severa com políticas sociais de grande alcance».
LEIA MAIS AQUI
1 de junho de 2009
As imagens de satélite na região em que o avião desapareceu.
Voo Rio - Paris
Mais uma pesquisa da sucessão: já empatou!
"Segundo a pesquisa espontânea (em que os eleitores falam espontaneamente os nomes do candidatos), Serra e Dilma empataram tecnicamente com 5,7% e 5,4% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou menos."
"Em março, última edição da pesquisa CNT/Sensus, Dilma havia registrado somente 3,6% na pesquisa espontânea contra 8,8% de Serra. Os números divulgados em maio mostram a reação da petista no cenário eleitoral."
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de não poder disputar o terceiro mandato, ainda aparece como líder na pesquisa espontânea com 26,2% das intenções de voto. O percentual de votos em Lula subiu em relação a março, quando 16,2% dos eleitores afirmaram que votariam no petista."
"O diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse acreditar que o crescimento de Lula na pesquisa espontânea tem relação ao crescimento do seu desempenho pessoal --que subiu de 76,2% em março deste ano para 81,5% em maio."
"A disputa direta entre Dilma e Serra, com os nomes dos candidatos apresentados aos eleitores, também mostra o crescimento da petista frente o tucano. Segundo a CNT/Sensus, Serra ganharia com 40,4% das intenções de voto contra 23,5% de Dilma. Em março, porém, os votos na pré-candidata do PT somaram apenas 16,3% --o que mostra o crescimento da sua candidatura perante os eleitores."
"Serra, por sua vez, registrou 45,7% das intenções de voto em março deste ano. O tucano perdeu quase cinco pontos percentuais em relação ao mês de março."
"O crescimento de Dilma, segundo Guedes, é consequência da percepção do eleitorado brasileiro de que a petista é efetivamente candidata --mesmo depois do anúncio de que sofre de câncer linfático. "O PT tem uma identificação espontânea no eleitorado, é uma candidata que angaria os votos do partido. É uma tendência normal", disse Guedes. "
Fonte: Folha On Line
A GM, quem diria, virou estatal
Montadora receberá mais de US$ 30,1 bilhões em ajuda dos EUA.
Governo americano terá 60% da empresa e o canadense terá 12%.
A criação da Nova GM
- O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos vai liberar US$ 30,1 bilhões para ajudar a GM durante a sua reestruturação. Em troca, o governo norte-americano terá 60% do controle acionário da nova sociedade;
- O Canadá e a província de Ontário (onde a GM tem várias fábricas) vão desembolsar US$ 9,5 bilhões e receberão 12% das ações;
- A nova GM vai criar um fundo encarregado de financiar a cobertura dos planos de saúde dos aposentados. Este fundo contará com 17,5% do capital acionário e recebirá bônus que lhe permitirão adquirir mais 2,5%;
- A nova GM terá muito menos dívidas e um balanço de capital que lhe permitirá reinvestir em suas atividades;
- A nova empresa vai desenvolver carros compactos e menos poluentes
Fonte: G1




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