22 de outubro de 2014

Clipe: o que a gente quer





Nota da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas



Brasília, 21 de outubro de 2014

"A respeito das declarações do candidato Aécio Neves sobre a Agência Nacional de Águas,  sugerindo que esta Agência Federal estaria sendo usada para fins espúrios, como se deduz de  frases publicadas nesta tarde de segunda-feira, 20 de outubro, esclarecemos que:

* Todo o corpo técnico efetivo da Agência foi admitido mediante concursos públicos  concluídos nos últimos 12 anos, tendo logrado êxito em recrutar força de trabalho  formada nas melhores universidades do país, quase todas públicas, por sinal;

* A força de trabalho da ANA é reputada como de excelência, tanto pela qualificação  quanto pela atuação, por todos aqueles que trabalham na área de recursos hídricos,  dentro e fora do país;

* O corpo dirigente da Agência quase nada mudou desde que ela foi fundada, seja no nível das superintendências ou no nível da direção. Dos diretores atuais, apenas um não estava na casa quando se findou o governo FHC, mesmo após 12 anos de governos Lula e Dilma;

* Para restituir a verdade histórica, somos testemunhas de que não se verificou, como  insinua o candidato, o aparelhamento da autarquia na gestão da presidente Dilma;

* A infeliz nomeação de Paulo Vieira, aprovada pelo Senado da República por meio de um  rito obscuro, foi veementemente rechaçada pelos servidores. Suas ações, como  comprovaram as investigações, de modo algum comprometeram a lisura dos processos  tramitados na casa.

O candidato, no afã de justificar a lamentável, previsível e anunciada crise hídrica que assola  São Paulo, tenta jogar na vala comum da mediocridade uma instituição que tem sua história  construída sobre o mais nobre valor da Administração, o atendimento ao interesse público.

Ao indicar possível falta de cooperação do Governo Federal para “resolver o problema da crise  hídrica no Estado de São Paulo”, o candidato desconhece as ações de gestão da ANA junto às  instituições paulistas envolvidas com a problemática, fato de amplo conhecimento.

Graças a processos instruídos pelo seu corpo técnico e encaminhados por seus dirigentes, a  ANA tem preservado a necessária isenção partidária que proporciona uma eficiente gestão das  águas no país. Ao insinuar o uso espúrio da ANA, o candidato demonstra desconhecer a  trajetória da Agência e se iguala àqueles que, na falta de argumentos razoáveis para o debate,  lançam, com a empáfia dos inocentes, acusações vazias sobre instituições e pessoas que  nelas atuam.

Por fim, a ASÁGUAS recomenda ao candidato que, em suas manifestações, não deprecie as  instituições públicas brasileiras."

Ney Albert Murtha

DIRETOR EXECUTIVO

Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas

21 de outubro de 2014

A força de Dilma também em São Paulo

As coisas estão se complicando para o gran-tucanato.
Em seu reino restante, São Paulo, Dilma começa a retomar território.
Este video foi gravado ontem, em um encontro de Dilma com artistas e intelectuais que aderiram à sua candidatura.
O problema é que não coube todo mundo no teatro e aí Dilma teve que ir até à sacada atender os correligionários.
As imagens foram gravadas de um celular, mas dá para ver o ânimo da galera com a Presidenta.
O texto de Rodrigo Vianna descrevendo o ato no TUCA (teatro da PUC-SP) é um dos melhores da cobertura destas eleições.



A força simbólica no ato com Dilma e Lula na PUC de São Paulo
Por Rodrigo Vianna no Portal Forum
"Desde a campanha de 89 que não se via um ato político com tamanha carga de emoção em São Paulo. Os paulistas que votam no PT (e também aqueles que, apesar de não gostarem tanto do PT, resolveram reagir à onda de ódio e conservadorismo que tomou conta das ruas) foram nesta segunda-feira/20 de outubro para o TUCA – histórico teatro da PUC-SP, no bairro de Perdizes.

O TUCA tem um caráter simbólico. E o PT, há tempos, se descuidara das batalhas simbólicas. O TUCA foi palco de manifestações contra a ditadura, foi palco de atos em defesa dos Direitos Humanos. Portanto, se há um lugar onde os paulistas podem se reunir pra dizer “Basta” à onda conservadora, este lugar é o teatro da PUC.

O PT previa um ato pra 500 ou 800 pessoas, em que Dilma receberia apoio de intelectuais e artistas. Aconteceu algo incrível: apareceu tanta gente, que o auditório ficou lotado e se improvisou um comício do lado de fora – que fechou a rua Monte Alegre.

Em frente ao belo prédio, com suas arcadas históricas, misturavam-se duas ou três gerações: antigos militantes com bandeiras vermelhas,  jovens indignados com o tom autoritário e cheio de ódio da campanha tucana, e também o pessoal de 40 ou 50 anos – que lembra bem o que foi a campanha de 89.

No telão, a turma que estava do lado de fora conseguiu acompanhar o ato que rolava lá dentro. Um ato amplo, com gente do PT, do PSOL, PCdoB, PSB, além de intelectuais e artistas que estão acima de filiações partidárias (como o escritor Raduan Nassar), e até ex-tucanos (Bresser Pereira).

Bresser, aliás, fez um discurso firme, deixando claro que o centro da disputa não é (nunca foi!) corrupção, mas o embate entre ricos e pobres. “Precisou do Bresser, um ex-tucano, pra trazer a luta de classes de volta à campanha petista” – brincou um amigo jornalista.

Gilberto Maringoni, que foi candidato a governador pelo PSOL em São Paulo, mostrou que o partido amadurece e tende a ganhar cada vez mais espaço com uma postura crítica – mas não suicida. Maringoni ironizou o discurso da “alternância de poder” feito pelo PSDB e pela elite conservadora: “Somos favoráveis à alternância de poder. Eles governaram quinhentos anos. Nos próximos quinhentos, portanto, governaremos nós”.

O “nós” a que se refere Maringoni não é o PSOL, nem o PT. Mas o povo – organizado em partidos de esquerda, em sindicatos, e também em novos coletivos que trazem a juventude da periferia para a disputa.

Logo, chegaram Dilma e Lula (que vinham de outro ato emocionante e carregado de apelo simbólico – na periferia da zona leste paulistana). Brinquei com um amigo: “bem que a Dilma agora podia aparecer nesse balcão do TUCA, virado pro lado de fora onde está o povo…”. O amigo respondeu: “seria bonito, ia parecer  Dom Pedro no dia do Fico”. Muita gente pensou a mesma coisa, e começaram os gritos: “Dilma na janela!”

Mas a essa altura, 10 horas da noite, só havia o telão. As falas lá dentro, no palco do Teatro, foram incendiando a militância que seguia firme do lado de fora – apesar da chuva fina que (finalmente!) caía sobre São Paulo. Vieram os discursos do prefeito Fernando Haddad, de Roberto Amaral (o presidente do PSB que foi alijado da direção partidária porque se negou a alugar, para o tucanato, a histórica legenda socialista), e Marta Suplicy…

Vieram os manifestos de artistas e professores – lidos por Sergio Mamberti. E surgiram também depoimentos gravados em vídeo: Dalmo Dallari (o antigo jurista que defende os Direitos Humanos) e Chico Buarque.

Quando este último falou, a multidão veio abaixo. A entrada de Chico na campanha teve um papel que talvez nem ele compreenda. Uma sensação de que – apesar dos erros e concessões em 12 anos de poder – algo se mantem vivo no fio da história que liga esse PT da Dilma às velhas lutas em defesa da Democracia nos anos 60 e 70.

Nesse sentido, Chico Buarque é um símbolo só comparável a Lula na esquerda brasileira.

Aí chegou a hora das últimas falas. Lula pediu que se enfrente o preconceito. Incendiou a militância. E Dilma fez um de seus melhores discursos nessa campanha. Firme, feliz.

O interessante é que os dois parecem se completar. Se Lula simboliza que os pobres e deserdados podem governar (e que o Estado brasileiro não deve ser um clube de defesa dos interesses da velha elite), Dilma coloca em pauta um tema que o PT jamais tratou com a devida importância: a defesa do interesse nacional.

Dilma mostrou – de forma tranquila, sem ódio – que o PSDB tem um projeto de apequenar o Brasil. Lembrou os ataques ao Brasil nas manifestações contra a Copa (sim, ali o que se pretendia era rebaixar a auto-estima do povo brasileiro, procurando convencê-lo de que seríamos um povo incapaz de receber evento tão grandioso), lembrou a incapacidade dos adversários de pensarem no Brasil como uma potência autônoma.

Dilma mostrou clareza, grandeza e calma. Muita calma.

Quando o ato terminou, já passava de 11 da noite. E aí veio a surpresa: Dilma foi – sim – pra janela, para o balcão do Teatro voltado pra rua.

No improviso, sem microfone, travou um diálogo com a multidão, usando gestos e sorrisos. Parecia sentir a energia que vinha da rua. Dilma, uma senhora já perto dos 70 anos (xingada na abertura da Copa, atacada de forma arrogante nos debates e na imprensa), exibiu alegria e altivez.

Foram dez minutos, sem microfone, sem marqueteiro. O povo cantava, e Dilma respondia – sem palavras. Agarrada às grades do pequeno balcão, pulava e erguia o punho cerrado para o alto. Não era o punho do ódio. Mas o punho de quem sabe bem o lado que representa.

Dilma não é uma oradora nata, não tem o apelo popular de um Lula. Mas nessa campanha ela virou líder. O ato no TUCA pode ter sido o momento a marcar essa passagem. Dilma passa a ser menos a “gerente” e muito mais a “liderança política” que comanda um projeto de mudança iniciado há 12 anos.

Dilma traz ao PT uma pitada de Vargas e Brizola, de trabalhismo e de defesa do interesse nacional. E o PT (com apoio da  militância popular, não necessariamente petista) finalmente parece ter incorporado Dilma não como a “continuadora da obra de Lula”, mas como uma liderança que se afirma por si. Na luta concreta.

Uma liderança que – na reta final, nessa segunda-feira de garoa fina em São Paulo – pulava feito menina no ritmo da rua, pendurada no histórico balcão da PUC de São Paulo. Dilma ficou maior."

Documentário: A Luta Contra o Ebola em Monróvia na Libéria

Apesar de acompanharmos pelo noticiário a situação dos países africanos atacados pelo Ebola, não temos idéia do quão difícil é a situação naquela área.
A Libéria, por exemplo, nem precisa de um vírus letal para mostrar a miséria em que vive grande parte da população.
No entanto, são esses menos contemplados pela sorte na vida, os que mais recebem esta carga pesada de sofrimento.
O mini-documentário abaixo mostra um pouco disso, ao acompanhar a atuação de um enfermeiro em uma ambulância na cidade Monróvia, capital da Libéria.
Notem nas imagens externas como é a infra-estrutura do país. E estamos na capital... Haja Deus.
Apesar de não estar legendado em português dá para acompanhar toda a luta que ali se desenvolve.

  Fighting the Ebola Outbreak, Street by Street from The New York Times - Video on Vimeo.

"Alguns trabalhadores de ambulâncias em Monrovia foram infectados com o Ebola, enquanto outros foram atacados por não atender aos pacientes a tempo.
Uma semana na estrada, com a capital da Libéria mergulhada na mais profunda na crise."

Zeca Baleiro: Um Voto Crítico, Mas Convicto

Opinião
"O direito à oposição e o anseio pela alternância de poder são pressupostos básicos de um estado democrático. Desejar e acalentar o sonho de mudanças também é uma natural aspiração de todo cidadão.
Acho o governo Dilma criticável, como todo governo o é. Acho o PT criticável também, como todos os partidos o são. Como todo brasileiro, anseio por mudanças que urgem, embora reconheça que há mudanças políticas em curso neste governo que são louváveis. De qualquer modo, embora Dilma tenha seus pontos vulneráveis, não vejo adversário digno de sucedê-la. Mudar por mudar não me parece conveniente. Um dos argumentos mais usados pelos detratores da atual presidente e seu partido é o de que “estão há muito tempo no poder”. Esquecem que os tucanos há 20 anos ocupam o trono do governo de São Paulo (e há tempos vêm cometendo pecados sem perdão como o desmando irresponsável que gerou a crise de abastecimento de água no estado), isso sem falar nas oligarquias do Maranhão, há 48 anos roendo o osso do poder, e a de Alagoas, há outros tantos anos se perpetuando na política local (e estes casos nem devem ser levados em conta, pois, além de antidemocráticos, são imorais).
Um governo comprometido socialmente deve dirigir o olhar primeiramente aos desfavorecidos, aos excluídos do jogo social, isso é óbvio. Este governo que aí está fez isso. E o que não faltam no Brasil são pessoas vivendo em quadro de pobreza extrema, privadas dos direitos básicos de cidadão, massa de manobra barata para oligarcas usurpadores. Quando o buraco é muito fundo – e o fosso social no Brasil é pra lá de fundo -, não há como não ser assistencialista, infelizmente. Uma das frases feitas que mais me indignam neste pobre debate político (debate entre aspas) é a máxima hipócrita de que “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe”. Ora, como ensinar a pescar um sujeito devastado pela fome e pela doença?
Outro argumento usado à exaustão é o da corrupção, e não podemos nos enganar - todos os partidos, quando ocupam o poder, caem em tentação, para nossa desgraça. A diferença básica neste Fla-Flu de corruptos é que os do PSDB seguem impunes, os do PT nem tanto. Só a punição exemplar desses bandidos somada à vigilância social mais ferrenha poderá fazer banir esta "cultura da corrupção" que hoje impera no país, ou ao menos reduzir os seus índices.
Não sou petista nem sou apegado a partidos ou candidatos. Voto com independência. No primeiro turno, meu voto foi dividido entre candidatos do PSOL, do PSB e do PT. Isto me parece coerente. Se nos próximos anos aparecer uma grande e confiável liderança política de outro partido, não hesitarei em mudar meu voto, desde que seu projeto tenha viés socialista, único projeto político que penso ser viável no mundo de hoje. Isto também me parece coerente.
O que não me parece coerente é ver a ex-candidata Marina Silva, arauta da “nova política”, anunciando seu apoio à candidatura Aécio Neves. Todos sabemos que a sua trajetória de luta contra os barões malfeitores do Acre a aproxima ideologicamente mais do PT, e não foi à toa que ela assumiu a pasta do Meio-Ambiente no governo Lula. Isto que ela agora faz é velha politicagem, jamais nova política. Sabemos para onde miram os políticos do PSDB, e no que vai resultar um novo governo tucano (e faço questão de afirmar o mesmo repúdio às alianças eleitoreiras do PT com velhos caciques paroquiais como Sarney, Collor e Calheiros).
Se a intenção de parte do eleitorado era destronar o PT e Dilma a qualquer custo, então que votasse num partido mais à esquerda (sim, eles existem) e não num partido que reza na cartilha do datado neoliberalismo que levou à convulsão social e ao desemprego massivo países europeus sólidos como França e Espanha, e que quase levou o Brasil à bancarrota, na era FHC. Este, por sua vez, sociólogo pós-graduado na Universidade de Paris, tem como hobby disparar frases infelizes, como a recente declaração preconceituosa e separatista sobre os nordestinos e seu voto, segundo ele, catequizado. Com todo o respeito que possa merecer, o ex-presidente está na Idade Média da Sociologia. Avançamos muito nos últimos anos em termos de “pensamento social”. Não há porque retroceder.
Votarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela.
P.S.: Peço aos internautas que queiram comentar, criticar ou divergir do meu texto, que o façam civilizadamente, com argumentos embasados, não com ofensas ou baixarias. De baixo, já basta o nível do debate dos nossos candidatos na corrida eleitoral."
Zeca Baleiro
(17 de outubro de 2014)

Saskia Sassen - O novo sistema: "A lógica hoje é expulsar as pessoas"



"Nos EUA, há uma imensa quantidade de prisões, de trabalhadores pertencentes a minorias, um vasto número de pessoas que jamais terão emprego. Temos uma grande quantidade de jovens entre o final dos 20 e início dos 30 anos que nunca tiveram um emprego. Portanto, são uma espécie de massa de humanidade que já não importa mais.”
Saskia Sassen, economista conhecida por suas análises nos fenômenos da globalização, defende o fim do Estado liberal forte. Para ela, mesmo que limitado, o Estado liberal tinha um projeto inclusivo que significava uma classe trabalhadora próspera e uma classe média em crescimento. “Creio que o ponto alto do Estado liberal foi realmente o século XX, com todos os seus horrores. Mas ele tinha um projeto e o projeto, de fato, era possibilitar algum tipo de classe média, uma classe trabalhadora próspera”, diz."

20 de outubro de 2014

Chupa, Dado!

Estou achando muito legal essa posição do Gregório Duvivier, sem medo de botar a cara na reta deste time de "filhinhos de papai", como diz o Lula.


Em resposta a Dolabella, Gregório Duvivier critica o que chamou de “voto narcísico”

Depois de receber críticas do ator Dado Dolabella, o humorista afirmou que sua condição econômica até poderia induzi-lo a votar em Aécio Neves (PSDB), mas ele acredita que não dá para pensar apenas em interesses próprios na hora de escolher um candidato

Por Redação

"Em sua coluna na Folha de S. Paulo desta segunda-feira (20), o humorista e integrante do grupo Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, respondeu às recentes críticas do ator Dado Dolabella, que o chamou de “marginal” por ter declarado apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).

No texto, intitulado “Chupa, Dado”, Duvivier conta que era uma “criança tucana” e que seus pais chegaram a fazer, em casa, uma festa para promover a candidatura de Fernando Henrique Cardoso à presidência. Porém, com a chegada da adolescência, ele aderiu às lutas de esquerda e deu seu primeiro voto ao Lula, em 2002. “Na prática, o PT só piorou minha vida burguesa: o aumento do IOF para compras no exterior e a maldita tomada de três pinos me dão saudades enormes dos anos 90”, ironizou.

Ele reforçou a ideia de que é preciso votar pensando não somente em interesses próprios, mas também no restante da população. “Aécio seria um candidato infinitamente melhor para mim, homem-branco-heterossexual-carioca-que-viaja-para-fora-do-Brasil-uma-vez-por-ano-e-faz-a-festa-na-H-&-M. Mas democracia não é — ou não deveria ser — isso que virou, esse exercício do voto narcísico, em que pastor vota em pastor, policial vota em policial e carioca vota em bandido”, completou."
Fonte: Revista Forum

A falta d´água em São Paulo vai para o Horário Eleitoral

Ele culpa a Dilma pela falta d’água em SP
Há dez anos se sabia que ia faltar água e os tucanos a distribuir dividendos em NY !​
"O amigo navegante deve ter assistido ao excelente programa da Dilma no horário eleitoral, em que ela mostra como tentou ajudar São Paulo a enfrentar a anunciada e previsto crise de abastecimento de água e os tucanos não lhe deram bola.

Apesar da arrogância – eles são assim, desde 1932 … – , Dilma ofereceu recursos para atenuar o problema, que, segundo a Fel-lha (no ABC), se espalhou pelo Estado.

O Padilha se cansou de avisar na campanha – em que o Datafalha, o Globope e a Globo o mantiveram lá embaixo – que a crise tinha sido diagnosticada há dez anos e os tucanos nem aí.

E que o Alckmin preferiu distribuir lucros da empresa de água, a Sabesp, privatada pelos tucanos, à Bolsa de Nova York, a investir em abastecimento.

Pois, não é que o Aecínico – o cinismo é assim, diz qualquer coisa – culpou a Dilma pela crise:

"Talvez o que tenha faltado seja (sic) uma parceria maior do governo federal. A Agência Nacional de Águas (ANA), criada no governo Fernando Henrique, se não tivesse no governo do PT servido a outros fins, com os critérios para se ocupar cargos de diretoria da ANA (sic), ela poderia ter sido uma parceira maior do governador (Alckmin).""
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Dilma devolve falta d’água aos tucanos
Por que os tucanos não fizeram o Eixão das Águas?
"Em São Paulo, a Presidenta Dilma Rousseff respondeu ao candidato adversário Aécio Neves (PSDB), que afirmou ter faltado “uma parceria maior do governo federal” na questão do problema de falta de água no estado governado por Geraldo Alckmin. Sobre o assunto, a Presidenta esclareceu que, primeiramente, entrou em contato com o governador em fevereiro deste ano e aconselhou que eram necessárias obras emergenciais, mas ele não adotou.

“Eu disse ao (Geraldo) Alckmin que os estudos do próprio governo mostravam que eles enfrentariam uma situação difícil. A água é atribuição dos governos estaduais e em alguns estados e atribuição de municípios. No caso de São Paulo, a gestão da água é feita pela Sabesp, pelo governo do estado”, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), para completar: “A questão da água é importante para entender como os tucanos governam”.

E continuou: “Em março, eu disse ao governador que ele deveria fazer obras emergenciais. O que a nós foi pedido, nós fizemos, dentro das atribuições do governo federal. O governo do estado apresenta um projeto e nós somos parceiros do projeto. Nós não fazemos o projeto”.

“Por exemplo, no Ceará, fizeram o Eixão das Águas, que começou no governo Lula. A quarta etapa foi feita e concluída no meu governo”, confirmou Dilma para quem não deve ser acusada de negligência. “O governo do estado não pode atribuir a nós qualquer omissão na ajuda”, concluiu..

A  candidata à reeleição, que está na capital paulista para participar de ato político ao lado do Presidente Lula, citou alguns dos investimentos do governo federal em pequenos municípios, em saneamento e mobilidade urbana. “Para os municípios que sofrem com a seca, tem ações emergenciais e ações estruturantes, porque o povo não pode esperar. Fizemos grandes obras de mobilidade urbana nos grandes municípios brasileiros, como corredores de ônibus, BRTs e VLTs. Construímos mais de 1 milhão de cisternas no semiárido nordestino e complementamos essa ação com água de caminhões-pipa”, confirmou.

Abaixo, outras frases da petista:

Nosso objetivo é universalizar a conexão de internet até 2018

Chegaremos a 90% de domicílios no Brasil com banda larga por fibra ótica. Os outros 10% serão com outra tecnologia

Nós pretendemos dobrar o número de conexões no Brasil

A internet é tão importante hoje pras pessoas quanto a energia elétrica. É integrante da vida das pessoas

Nós vamos usar também os princípios do Marco Civil da Internet para fazer a gestão dessa universalização

A inclusão social também vai beneficiar empresas, setor de serviços e comércio

Teremos também a banda larga nas escolas e nas estruturas de saúde

A universalização da banda larga não tem só um aspecto econômico, tem também um aspecto social


Sobre Petrobras:

Para que se tomem providências, é necessário que haja informação oficial (Petrobras)

É temerário a gente discutir sem informações oficiais sobre quem está envolvido e como


Crise:

O Brasil tem um situação excepcional porque a gente recebe, em média, R$ 67 bilhões e investimento externo

A Alemanha é uma das maiores economias industriais do mundo e está sofrendo pesadamente os efeitos da crise

O Brasil, na crise, não desempregou, pelo contrário, nós criamos 5,5 milhões de empregos, enquanto a Europa está com 100 milhões de desempregados."

Fonte: Conversa Afiada



Eleições 2014: Pesquisa Datafolha de hoje, 20/10

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Então vamos lá:

Dilma - 46%
Aécio - 43%

Votos válidos:
Dilma - 52%
Aécio - 48%

Avaliação do Governo Dilma: 42% ("Ótimo" subiu dois pontos).

P.S.: O DataCaf estava certo!

As eleições e os amigos

Acho que qualquer pessoa que tem perfil em alguma rede social e aplicativos semelhantes (como Facebook, Twitter, WhatsApp, etc.) já percebeu que muitas amizades se perderam.
Parece que buma parte se transforma em fundamentalista. Ou já era e se solta das amarras.
O texto abaixo, postado no jornal O Tempo, trata disso.
Depois das eleições muitos ressentimentos permanecerão ou haverá uma amnésia em massa, tipo quase ninguém comentar mais Alemanha 7 x Brasil 1?


Amigos, amigos; eleição à parte 
Período eleitoral tem motivado ataques pesados entre amigos, principalmente nas redes sociais
Por LARISSA VELOSO

"A revelação, na última semana, de que a saída do fotógrafo uruguaio César Charlone da produtora do cineasta Fernando Meirelles se deu por motivos políticos colocou mais lenha na fogueira das discussões eleitorais. Parceiros há dez anos nos sets de filmagens, Charlone apoia Dilma Rousseff (PT), enquanto Meirelles atuou como consultor de Marina Silva (PSB) no primeiro turno. Nesta segunda parte do pleito, o cineasta não apoia ninguém.
A discordância entre os dois aconteceu em março, mas retrata algo comum no fogo cruzado das eleições: os desentendimentos por causa de política, que tomaram conta, principalmente, das redes sociais. “O clima está muito acirrado, como nunca esteve. São coisas absurdas. Há discussões em que tem argumento de lá, argumento de cá e, de repente, alguém manda o outro ir tomar naquele lugar”, comenta a coordenadora do Centro de Convergência de Novas Mídias da UFMG, Regina Helena. O resultado, muitas vezes, são amizades rompidas.

O grupo das amigas Ana Paula e Kenia, por exemplo, criado na rede de mensagens WhatsApp para reunir os velhos colegas de faculdade, ia muito bem até o primeiro turno das eleições se aproximar. “Começou um monte de bobagem. As pessoas começaram a postar montagens e charges sobre candidatos. As coisas foram colocadas de tal forma que não era um debate. Era como se fossem duas torcidas de futebol”, conta a bancária Ana Paula Canela, 30.

“E o pior é que ambos os lados falavam mal do candidato oposto, para evitar que você votasse em tal pessoa”, relembra a relações-públicas Kenia Mara de Miranda, 35. O que antes era um lugar para conversas de amenidades entre amigos virou palco de um verdadeiro “Atlético x Cruzeiro”. O resultado foi que Ana Paula e Kenia deixaram o grupo, seguidas por vários outros.

O empresário do ramo de informática e militante de longa data José Célio Gabriel Martins, 61, também já viu alguns amigos virarem as costas nas redes sociais. “Sou excluído na tréplica”, afirma, sobre os debates com amigos que apoiam o partido oposto ao dele no Facebook. Ele, no entanto, diz não se importar com a perda de audiência. “Nas redes sociais, o debate é intenso. Se eu tiver tempo de ficar 24 horas por dia no Facebook, eu fico. E 99% dos meus posts são políticos”, atesta José Célio.

De acordo com a coordenadora do curso de Gestão de Campanhas Políticas na Internet da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luciana Salgado, o ambiente virtual acaba liberando algumas amarras. “Como na web a pessoa se sente mais livre, ela acaba perdendo os filtros. Se estivesse dentro de um bar, pessoalmente, seriam obrigadas a manter a polidez”, afirma.

Da paz. Mas, em meio às discussões, há também quem consiga manter as amizades, como é o caso do historiador Mauro Teixeira, 40. Ele conta que já teve discussões pesadas sobre política com os amigos, mas que, no geral, a conversa termina bem. E já até aconteceu de a relação terminar melhor do que antes. “Outro dia, no Twitter, comecei uma conversa meio áspera com um cara que não conheço, e, no fim, estávamos conversando feito gente. Ele não mudou o voto dele, nem eu mudei o meu, mas a conversa ficou em bons termos”, relembra."

Eleições 2014 - Pesquisas, pesquisas, pesquisas: MDA/CNT e tracking de hoje, 20/10

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Então vamos lá.

MDA/CNT
Dilma - 50,5%
Aécio - 49,5%

Tracking do DataCaf:
Dilma - 47%
Aécio - 43%

Paulo Henrique Amorim:
"Liderança se manteve também depois do debate.
Esse tracking que o ouro de Havana oferece ao amigo navegante combina telefonemas feitos no fim da tarde de domingo, antes do debate, e uma parte, menor, com telefonemas nesta manha (20/10), depois do debate, portanto.
A ele se acrescentam as pesquisas quali já aqui mencionadas."


P.S. deste blog:
Informação a ser analisada: a bolsa opera nesta segunda em baixa (ok, é um cenário internacional, mas...) e o dólar está valorizando.

Debate de ontem na Record: o tom certo de Dilma

Uma boa análise do Fernando Brito sobre o debate de ontem à noite na Record.
Não sei como foi a audiência, mas eu já estou evitando assistir (o de ontem eu não vi).
É que certas colocações do Aécio e a forma como ele vinha fazendo em relação à Presidenta me deixavam extremamente irritado. Como chamá-la de leviana e mentirosa toda hora.
Parece que ontem ele foi alertado (devia estar perdendo votos) e baixou o tom. Melhor assim.



Dilma acertou o tom no debate da Record

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

"Vou ser bem direto e pouquíssimo passional na análise do debate encerrado há pouco na Record.

Não mexe em nada com mais de 80% dos eleitores que, a esta altura, têm seu voto decidido para o próximo domingo.

A esta altura, exceto por revelações bombásticas, o clima é mais importante que os argumentos.

Como nada do que foi dito na Record foi bombástico, também não são bombásticos os efeitos do debate.

O que não quer dizer que são ou serão pequenos.

Dilma se moderou nas citações numéricas e estatísticas e produziu, de novo, fatos concretos.

Sobretudo na questão da segurança, como já postei aqui, ainda durante o debate.

Os argumentos de Aécio se desmontam com os números e é provável que a própria mídia os tenha de repercutir.

Mas, insisto, isso não é o essencial.

O essencial é que as pessoas possam se sentir seguras com Dilma, e sentir-lhe a segurança.

A eleição está dividida e como em toda a situação dividida, a confiança que se percebe e se transmite é decisiva.

Aécio pareceu-me bem menos seguro e a muitos deve ter dado também esta sensação.

Claro que não aos áulicos, mas os áulicos servem para bater palmas no estúdio, não mais que isso.

O fato é que a insegurança mudou de lado, em duas semanas.

Depois do desempenho ”surpreendente” de Aécio no primeiro turno (embora muitos já estivéssemos afirmando muito antes que ele e não Marina iria ao segundo turno) e do apoio que o tucano recebeu de praticamente todas as candidaturas, exceto a de Luciana Genro, a pergunta já não é mais se Dilma terá condições de resistir-lhe.

Mas se ele terá condições de ultrapassá-la.

Porque, mais que o resultado que se publica, a gente percebe no comportamento dos candidatos quando ele sabe está atrás ou à frente nas intenções de voto, porque tem dados muito mais precisos e confiáveis do que nós.

Aécio já não era o “desafiador”.

Mas o desafiante.

E nisso, ele foi xoxo.

Não poderia, como ocorreu, ter recebido “explicações” da candidata sobre o que significavam as coisas sobre as quais falava, como os bancos públicos, por exemplo.

Nada pior do que se mostrar despreparado. O que, apesar da oratória limitada, Dilma não se mostra.

Ele, muito mais do que ela, precisaria ter exibido solidez, porque depende de um “clima”.

E não exibiu justamente porque tem pouca solidez.

O debate do SBT, como o da Band, teve o tom certo para mobilizar apoiadores.

Aécio vinha de seu momento e, pelo visto, não conseguiu capitalizar o favoritismo com que emergiu das urnas do primeiro turno, quando poderia ter abatido a estabilidade que, há meses, a candidatura Dilma apresentava, justamente por ter esta solidez.

Seria uma nova “onda” e a “onda” foi quebrada com o confronto.

Já o da Record mirou os eleitores, não para os militantes.

E, para eles, Dilma acertou o tom.

Recuperou a segurança, a firmeza, a imagem tranquila.

A de favorita
."

Fala Chico Buarque!




19 de outubro de 2014

Em áudio: Juca Kfouri e José Trajano falam de Aécio Neves e as estranhas ligações com o futebol

Da Rede Brasil Atual

"O candidato Aécio Neves, do PSDB, caso eleito presidente da República, não mudará a situação falimentar e corrupta do futebol brasileiro e corre-se o risco de Ricardo Teixeira voltar para a CBF.

É o que acreditam os jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, respeitados cronistas esportivos.

Eles denunciam Aécio e sua ligação com corruptos do futebol, criticam o histórico político do candidato tucano e lamentam sua postura machista durante os debates na televisão."

Reportagem de Marilu Cabañas.




Eleições 2014: Tracking de hoje, 19/10

Hoje no Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim:

"Tracking DataCaf:

Dilma 45% x 42% Aécioporto

O Lula é quem sabe dele: o Lula queria ver se ele ia ser assim, violento, se o adversário fosse um homem.

Não deixe de ler “DataCaf Extra”  e de se perguntar por que o Machão não processou o Juca Kfouri ".


DataCaf 21:00 hs de domingo:
Dilma - 47%
Aécio - 43%


Dire Straits


E vamos nós para já para o terceiro post deste horário de verão 2014/2015.
Ontem, ao cair da tarde, resolvi dar uma repassada na carreira (epa!) do grupo inglês Dire Straits.
Fazia tempo que eu não os ouvia e para facilitar - e por causa do sempre pouco tempo livre - ao invés de ir nos LPs, ouvi um único CD, o "Sultans of Swing", que é uma coletânea dos seus seis álbuns e inclui alguma coisa ao vivo em suas 16 faixas.
Nem me lembrava como eram bons.
Capitaneados pelo fantástico guitarrista, cantor e compositor Mark Knopfler (que depois do fim da banda vem realizando um excelente trabalho solo, mais folk), o Dire Straits seguiu a trilha aberta pelos Beatles: Pop-Rock acessível para disfarçar uma incrível sofisticação estilística.
Imperdível e não datado.







Dedo em riste contra as mulheres

A campanha de Aécio Neves disse que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para tirar do ar o comercial abaixo.
Veja antes que suma.

Vídeo - O Registro da História: O Brasil e o Mapa da Fome

Se não fosse o horário eleitoral e os debates pouca gente ia ficar sabendo deste feito magnífico: a ONU tirou o Brasil do "Mapa da Fome", pela primeira vez em toda sua história.
Só isso já valeria os 12 anos do PT no poder.
É claro que a mídia não deu o merecido destaque.
Mas já deu. Em épocas remotas, quando ainda estávamos em destaque no mapa da ONU. Vejam o vídeo abaixo.
Só quem tem capacidade de se compadecer com esta desgraça e essa vergonha para um país que é a fome, que é a existência de famintos, pode entender porque defendemos a candidatura Dilma e temos medo sim de um retorno à era FHC que pouco fez (se é que fez alguma coisa) em oito anos para sanar essa mancha de nossa história. Mancha de todos nós.Vergonha de todos nós.

18 de outubro de 2014

O antipetismo, o ódio à discordância e por que voto em Dilma (e não voto em Aécio)

"O escritor e crítico Pablo Villaça (@pablovillaca) discute o clima de ódio que tomou conta do país, fala de suas consequências e explica por que, como mineiro, não vota em Aécio Neves e por que vota em Dilma."

Colisão: Cidade x Campo, Urbano x Natureza, Humanos x Animais, Estresse x Tranquilidade



"O homem e a natureza tentam coexistir, mas as suas fronteiras estão caindo aos pedaços."

2014 Festivals:
Animation Block Party - Best Student Animation
Ottawa International Animation Festival
Northern Wave Festival
Primanima Hungary
Golden Orchid International Animation Festival
State Festival Berlin
CutOut Fest
Airport Ani-fest Chitose
Imagine Science Film Festival
Puchon International Student Animation Festival

Policial autor de vídeo que viralizou diz ter entregue provas à Corregedoria



Da Redação do Viomundo (Luiz Carlos Azenha)

"O vídeo que o policial civil Lucas Gomes Arcanjo postou no Facebook teve mais de um milhão de visualizações, além de 120 mil compartilhamentos.

Viralizou na rede.

Hoje ele foi ouvido na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

Ao repórter Caio Castor, disse que descreveu a base das denúncias que fez na internet contra o ex-governador Aécio Neves e aliados.

No vídeo acima, ele resume algumas das acusações, dentre as quais o uso do Departamento de Trânsito (Detran) mineiro para lavar dinheiro e o uso de órgãos do governo de Minas para fazer caixa dois.

Como o PT assume o governo mineiro a partir de janeiro, espera-se que o governador eleito Fernando Pimentel não fique sentado sobre as provas, se elas de fato forem consistentes."

P.S. deste blog: 
Não vamos postar o vídeo original aqui pois contém acusações muito contundentes e só agora iniciou-se o processo de comprovação das denúncias, conforme registrado acima. O correto é divulgar apenas vídeos e áudios com coisas já comprovadas e/ou julgadas.
No entanto,como 'viralizou', quem ainda não viu e quiser assistir pode encontrá-lo digitando no Google o nome do policial seguido da palavra "vídeo" ou entrando na página do Facebook dele (link acima).
Curiosamente não foi censurado ainda nem pelo TSE nem pela Justiça comum, apesar de amplamente compartilhado nas redes, incluindo You Tube.

A Magia do Spacedrum


Este instrumento é um tipo de Steel Drum (ou Steelpan) originário de Trinidad-Tobago.
Tem sonoridade parecida com alguns tipos de Metalofone de Bali e Java (para conhecer recomendo os CDs do grupo japonês Bali, da gravadora Pacific Ocean).
O Steel Drum foi popularizado pelo americano Andy Narrel em seus discos pela Windham Hill, que eu também recomendo.
No entanto especificamente esta variação parece ter sido desenvolvida por um casal suíço, que o chama de "Space Drum" ou "Hang Drum".
Seu desenvolvimento envolveu estudos de física (formato) e química (tipo de metal para se conseguir a sonoridade).
A instrumentista é de Singapura e se chama Yuki Koshimoto.
Maravilhosos o som, a música e a Yuki!

Juca Kfouri: Aécio é assim

Juca Kfouri
A dupla Juca Kfouri e José Trajano é a melhor do time brasileiro de analistas de futebol.
E olha que estão cercados na ESPN Brasil por gente do porte do Paulo Vinícius Coelho (PVC), Mauro Cezar Pereira, Paulo Calçade, etc.
Ambos vão além do futebol e quando é o caso soltam o verbo na política que, obviamente, influencia - para o bem e/ou para o mal - a nobre arte da bola.
Dá gosto de vê-los atuando juntos - quando coincide - no ótimo Linha de Passe (às segundas e sextas na ESPN Brasil).
Eis um exemplo do estilo Kfouri no artigo abaixo.

Aécio é assim
Por Juca Kfouri
"Aécio Neves pediu a seu eleitor Ronaldo Fenômeno que tentasse uma aproximação com o pessoal do Bom Senso FC. Ao mesmo tempo, telefonou para José Maria Marin, outro eleitor dele, em Pequim, desejando-lhe sorte antes do jogo contra a Argentina e, depois, parabenizando-o pelo resultado, segundo a CBF divulgou.
Na reinauguração do Mineirão, em abril do ano passado, Marin participou das homenagens a Aécio e o sítio da CBF também noticiou com destaque, coisa que o político escondeu em sua página ao ocultar tanto a foto quanto o nome do cartola.
Atitudes que fazem parte do jeito dele de ser, mineiro, maneiro e, agora, marineiro.
Quando tinha apenas 25 anos, Aécio foi nomeado diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal.
Era ministro da Fazenda, no governo Sarney, seu parente, Francisco Dornelles.
Havia três anos que a revista “Placar” denunciara o caso que ficou conhecido como o da “Máfia da Loteria Esportiva” e o presidente da CEF, ex-senador por Pernambuco, Marcos Freire, determinou que o banco, até então nada colaborativo nas investigações, não ocultasse coisa alguma, até para tentar restabelecer a credibilidade da Loteca.
Aécio fez que atenderia, mas não atendeu, apesar de publicamente lembrado do compromisso pelo diretor da revista num programa, na rádio Globo, comandado por Osmar Santos.
Em 2001 quando Aécio já era presidente da Câmara dos Deputados, uma nova simulação.
Corria um processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, e do mesmo partido de Francisco Dornelles, o Partido Popular.
A cassação era dada como certa até que, no dia da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles, Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.
Aécio deixou uma carta a favor da abertura do processo, sem qualquer valor prático. E deixou de votar, o que teria consequência.
Conselheiro do Cruzeiro, foi Aécio quem fez do ex-presidente do clube, Zezé Perrela, o suplente de Itamar Franco, eleito senador, aos 80 anos, em 2010, e falecido já no ano seguinte.
Tudo isso, e apenas no que diz respeito, direta ou indiretamente, ao futebol brasileiro, revela um estilo, um modo de ser.
Que não mudará, caso seja eleito presidente da República, o futebol brasileiro, como Marin, aliás, acha que não tem mesmo de mudar."

Dupla: Aécio e Ricardo Teixeira. Confiram aqui.
P.S. deste blog:
- Saiba o que é o Bom Senso F.C. visitando o site oficial. Clique aqui.
- Este artigo foi retirado do blog Tijolaço, do Fernando Brito. Lá tem considerações a respeito destes fatos. Clique aqui.
- Outros artigos interessantes podem ser conferidos no Blog do Juca Kfouri.
- Visite o site da ESPN Brasil.

17 de outubro de 2014

Renato Rovai ajuda Aécio a responder os questionamentos de Dilma

Rovai e o candidato: Aécio é o da esquerda, quer dizer, da Direita
A partir de hoje passo a contribuir com Aécio na preparação de debates
Por Renato Rovai

"Aécio tem tido muita dificuldade em responder perguntas realizadas por Dilma nos debates. Ao invés de fazer o que se espera de um candidato, esclarecer os eleitores sobre os questionamentos, ele tem xingado Dilma de leviana, mentirosa, leviana, mentirosa… Isso está pegando muito mal e se continuar desse jeito. Aécio vai repetir o feito de Alckmin no segundo turno de 2006, vai ter menos votos no primeiro turno do que no segundo. Como democrata e defensor da pluralidade de ideias, a partir de hoje dedicarei parte do meu tempo para contribuir com o senador nas preparações dos debates. Este primeiro post já vai ajudá-lo bastante, mas prometo outros sempre que necessário. Já esclareço aos difamadores de plantão que não estou ganhando nada com a tarefa. Eu e Andreia Neves fazemos tudo por devoção. Somos pessoas de bem. Gente que quer mudar o Brasil. E que não está atrás de uns caraminguás.
- O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, denunciou envolvimento do PSDB em esquemas de corrupção?
Paulo Roberto Costa, que é frequentemente citado pelos tucanos no suposto caso de corrupção envolvendo a Petrobras, afirmou, em delação premiada, que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra recebeu propina em 2009. O valor seria de R$ 10 milhões, com o objetivo de impedir o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. À época, Guerra era senador por Pernambuco e fazia parte da comissão de investigação da estatal.
De acordo com Costa, empresas ligadas à Petrobras temiam prejuízos com a CPI e tentaram encerrar as investigações, que estavam atrapalhando seus negócios. Segundo ele, a construtora Queiroz Galvão foi quem passou os recursos, que foram utilizados na campanha de 2010. Guerra faleceu no início de 2014, aos 66 anos, e já havia outras denúncias de corrupção contra ele, como, por exemplo, na CPI dos Anões do Orçamento, por desvio de dinheiro público.
- O escândalo da Pasta Rosa realmente existiu?
Em 1995, uma auditoria do Banco Central encontrou na sala do ex-dono do Banco Econômico, Ângelo Calmon de Sá, uma pasta de cor rosa com documentos ligados à doação de dinheiro a campanhas eleitorais. Foram achados recibos, notas fiscais e uma lista com nomes de políticos e a quantia a ser recebida. De um total de 45 nomes, apareciam alguns bem conhecidos, como Luís Eduardo Magalhães (PFL/BA), José Serra (PSDB/SP) e Francisco Dornelles (PPB/RJ), tio de Aécio.
Os documentos eram de 1990, quando a doação de dinheiro proveniente de empresas aos candidatos era proibida por lei. Entre os papeis, haviam notas falsas emitidas por firmas fantasmas. O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, apelidado de “engavetador-geral da República”, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do processo, alegando falta de provas. O STF acatou e o fato ficou marcado como um dos maiores escândalos de financiamento de campanhas no Brasil.
- E o mensalão tucano? Aconteceu mesmo ou é pura invenção?
Também conhecido como mensalão mineiro ou tucanoduto, o termo diz respeito aos casos de desvio e lavagem de dinheiro durante a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998. Azeredo é um dos fundadores do PSDB e era presidente nacional do partido quando tudo ocorreu. O valerioduto tucano – batizado assim devido à participação do empresário Marcos Valério – foi o esquema de financiamento irregular, com recursos públicos e doações privadas ilegais para as campanhas do candidato do PSDB. Entre as empresas envolvidas, estavam a gráfica Graffar e as estatais mineiras Cemig, Comig e Copasa.
- E o caso dos metrôs de São Paulo? O que houve exatamente? Que história é essa que o Aécio diz que é mentira e leviandade?
Documentos mostram que integrantes da Secretaria de Energia e de três diretorias da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) foram subornados para que a companhia francesa Alstom conseguisse um contrato de US$ 45,7 milhões com a estatal durante a gestão de Mário Covas (PSDB). O lobista Romeu Pinto Jr. admitiu ter recebido recursos da Alstom para pagar suborno, mas havia dito que não conhecia os destinatários, pois entregava os valores a motoboys, que faziam a entrega.
Porém, a empresa francesa deu detalhes da divisão e do destino do dinheiro pago para ser favorecida nas licitações do metrô em São Paulo. Segundo o documento entregue, a Secretaria de Energia, chamada de “SE”, recebeu 3% do contrato (R$ 1,56 milhão). Já as diretorias financeira, administrativa e técnica da EPTE aparecem como destinatárias de 1,5% (R$ 780 mil), 1% (R$ 520 mil) e 0,13% (R$ 67,6 mil), respectivamente.
- Aécio empregou os parentes quando foi governador de Minas Gerais? Ou ele só teve a ajuda voluntária de sua querida irmã que é quase uma freira?
A prática de nepotismo é proibida no Brasil. No entanto, dados do Diário Oficial do Estado de Minas Geraismostram que o primo de Aécio, Fernando Quinto Rocha Tolentino, foi nomeado assessor do diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagem (DER/MG), em 2007. Outro primo, Guilherme Horta, era assessor especial de Aécio no governo. A prima Tânia Guimarães Campos foi nomeada, em 2008, para o Poder Executivo de Minas Gerais. Outro primo, Frederico Pacheco de Medeiros, ocupou o cargo de Secretário Adjunto de Governo em 2006 e atualmente está como Diretor de Gestão Empresarial da Cemig. Andréia Neves da Cunha, irmã de Aécio, ocupava o cargo de presidente do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social) entre 2003 e 2014.
Tancredo Augusto Tolentino Neves, tio de Aécio, ocupou o posto de diretor do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais em 2008. Teve um cargo até para o genro do padrasto do governador, Oswaldo Borges da Costa Filho, que foi diretor-presidente da Codemig, em 2006.
- Aeroporto de Cláudio: uma obra privada com dinheiro público? É isso mesmo?
Uma das questões mais polêmicas, e ainda não respondidas pelo candidato Aécio Neves, é a construção do aeroporto no município de Cláudio (MG). A obra, realizada por Aécio quando era governador do estado, custou R$ 14 milhões aos cofres públicos (18 milhões em dinheiro de hoje) e foi levantada em um terreno pertencente ao seu tio-avô Mucio Tolentino. O candidato tentou abafar o caso na mídia, mas não obteve sucesso. Depois de muito tempo evitando tocar no assunto, admitiu que usou várias vezes a pista concluída em 2010, inclusive com avião da família. Aécio, sua mãe e suas irmãs são proprietários de uma fazenda na cidade, situada a 6 quilômetros do aeroporto. Seu tio é quem guarda as chaves que dão acesso ao empreendimento. Em entrevista à Revista Piaui, Aécio se referiu a sua cada de Claúdio como sendo o seu Palácio de Versalhes.
- Aécio foi mesmo pego pela blitz da Lei Seca? Ele de fato não quis fazer o bafômetro? É verdade que ele estava bêbado e com a carteira de habilitação vencida?
Em 2011, o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) se recusou a fazer o teste do bafômetro em uma Operação da Lei Seca na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, durante a madrugada. Além disso, o tucano teve a carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido. Segundo as regras em vigor naquela data, a recusa do teste de bafômetro já era considerada uma infração gravíssima, com 7 pontos na carteira e multa de R$ 957. Dirigir com a carteira de habilitação representava 7 pontos e multa de R$ 191,54. Embora não tenha feito o teste para medir o nível etílico no sangue, vídeos publicados na internet mostram o político visivelmente alcoolizado pelas ruas. E o carro que Aécio dirigia era de uma rádio, a Arco Iris, que é retransmissora da Jovem Pan em Minas Gerais e que recebeu vultuosas verbas publicitárias do governo do Estado. Por conta disso, Aécio teve que admitir que era também acionista da rádio.
Aécio pode levar essas papeletas no bolso, mas se preferir, a gente dá um jeito de conseguir um ponto eletrônico igual aquele que a Dilma usou no Debate da Band e que fez com que ela lhe desse aquela lavada. Tenho certeza que se eu puder ser o ponto de Aécio ele, ao menos, vai parecer muito mais sincero. E vai parar de ser mal educado e xingar as pessoas. O povo não gosta disso. Ou como disse a Dilma: é feio, Aécio."
* Produzida com a colaboração da Maíra Streit e  informações do site Muda Mais
Foto de capa: José Cruz / ABr

O irmão de Dilma




Globo desmente Aécio sobre o irmão de Dilma
Por Miguel do Rosário, em O Cafezinho

"No debate de ontem, Aécio fez alguns rodeios retóricos, quase constrangidos, para falar mal do irmão de Dilma Rousseff.

Ele sabia que estava dizendo uma mentira grotesca.

Eu nem lembrava que Dilma tinha um irmão, então até levei um susto.

Aécio tentava, desesperadamente, justificar seu nepotismo descarado. Empregou primos, tios e a irmã no governo de Minas.

Perdão, a irmã não. A irmã fazia trabalho voluntário…

Controlava centenas de milhões de reais, dando dinheiro apenas para rádios e jornais amigos, inclusive para a própria rádio dela e do irmão.

Mas era voluntário… (risos na platéia)

Voltando ao irmão da Dilma, o tucano acusou de ter sido assessor de Fernando Pimentel e nunca ter trabalhado.

Mentira.

Aécio Neves parte para a baixaria e depois vem chorar dizendo que está sendo atacado. O mesmo vitimismo hipócrita de uma outra candidata que passou.

Vamos explicar uma coisa para Aécio Neves.

Pimentel foi prefeito de Belo Horizonte de 2002 a 2009. Dilma ainda não era presidente.

Aliás, mesmo se fosse. Dilma estaria num governo, seu irmão em outro.

Aécio é tão burro que não sabe disso? Nepotismo é você empregar parente em seu próprio governo. Não quer dizer que os parentes seus estão proibidos de trabalhar em outra instância. Se eu sou governador do Piauí, não há problema em meu irmão trabalhar na prefeitura de Curitiba.

Entretanto, este nem é o caso do irmão de Dilma.

Em 2011, quando não havia todo esse veneno no ar, o Globo fez uma matéria boa sobre o irmão da presidenta.

A matéria desmente completamente Aécio Neves.

Dá um prazer especial usar a ultratucana Globo contra o PSDB.

Leia abaixo."

*

Igor Rousseff, um jeito discreto de ser o primeiro-irmão

POR MARIA LIMA, NO GLOBO.
15/01/2011 0:00 / ATUALIZADO 04/11/2011 5:30

BRASÍLIA. "À primeira conversa, pelo jeitão sossegado e sotaque carregado, Igor Rousseff, único irmão vivo da presidente Dilma Rousseff, pode parecer um sujeito simplório, um caipira. Nada disso. Meio ácido, meio engraçado, meio desligado das delícias que o poder pode oferecer, o filho mais velho de dona Dilma Jane e do búlgaro Pedro Rousseff tomou rumo diferente e caiu no mundo quando a irmã dava os primeiros passos na clandestinidade e na luta contra a ditadura no Brasil.

Esteve na posse da irmã em Brasília, mas só quem o conhece sabia que ele era irmão da presidente. Não se deixa ser fotografado pela imprensa e não se tem notícia de foto recente dele.

Aos 18 anos, Igor foi “olhar” as coisas no Canadá. Aos 19, estava frente a frente com líderes do movimento beatnik e hippie nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, o hoje advogado Igor Rousseff continuou no mundo, longe da família. Em conversa de quase uma hora com O GLOBO, por telefone, disse que não vai ficar “rabeando” e criando constrangimentos para Dilma em Brasília.

Colecionou cursos que começaram com Direito na UnB, depois jornalismo, história, se embrenhou pela aviação, trabalhou em hotelaria e no escritório do recém-eleito deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), em Belo Horizonte, fazendo serviços de assessoria jurídica para pequenas empresas.

- Quem não conhece o Igor não fica sabendo nunca por ele que é irmão da presidente da República. Morre de medo de pensarem que ele quer tirar proveito disso – conta o ex-empregador Gabriel Guimarães.

Por um tempo, Igor trabalhou na Prefeitura de Belo Horizonte, levado pelo amigo da família, Fernando Pimentel. No final do governo, foi exonerado juntamente com outras 160 pessoas.

- Ele foi exonerado dentro de uma medida genérica de fim de governo. A maioria dessas pessoas foi recontratada. O Igor nunca pediu para voltar – conta o atual prefeito, Márcio Lacerda.

E agora, com a irmã presidente, Igor afirma que não quer nem saber de trabalhar em seu governo. Ele e Dilma nasceram no mesmo ano, 1947: ele no dia 1 de janeiro, e ela, no dia 14 de dezembro. No ano que vem, ele completa 65 anos e conta os dias para requerer sua aposentadoria do INSS.

- No dia 1 de janeiro do ano que vem sou o primeiro da fila. Dizem que não demora mais de 15 minutos para sair a aposentadoria. Quero ver! Aí vou sumir. Tem 8.500 quilômetros de praia para eu explorar. Quem é rico tem tempo. Tempo não se compra. Ninguém chega no armazém e pede um quilo de tempo. Portanto, eu quero aproveitar o que me resta – planeja Igor Rousseff."

Eleições 2014: tracking de hoje


Concordo com o Miguel do Rosário de que depois do que aconteceu no primeiro turno não dá para confiar mais em pesquisa nenhuma, seja resultado contra ou a favor.

Por outro lado, é quase impossível ignorá-las completamente, como referência mínima que seja.

Segue portanto o tracking de hoje do DataCaf, para animar a sexta-feira.
 
- Dilma: 47%

- Aécio: 42%

Rejeição de Aécio estaria em 39%. Dilma, 34%.

Leia também no Conversa Afiada do P.H.A.:
Debate no SBT: frases e forma de se dirigir à Presidenta podem ter assustado boa parcela das eleitoras de Aécio. Clique aqui.

Veja também, no Jornal GGN:
 - Aécio debocha do mal estar de Dilma após debate agressivo
Dilma diz que foi levada a uma campanha agressiva por Aécio
- Datafolha/Ibope: Aprovação de Dilma e reprovação de Aécio sobem quatro pontos

Petrobras atinge recordes históricos como operadora de petróleo e gás em setembro


"A produção consolidada de petróleo e gás, no Brasil e no exterior, atingiu 2,781 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em setembro, volume 0,8% superior ao registrado em agosto, de acordo com dados divulgados pela Petrobras nesta nesta quarta-feira (15). Com isso, neste mês, e empresa bateu os recordes históricos como operadora de petróleo e gás no Brasil.

Somente a produção de petróleo da estatal no Brasil atingiu em setembro a média de 2 milhões 118 mil barris/dia (bpd). Esse volume foi 0,6% maior que o produzido em agosto, que alcançou 2 milhões 105 mil bpd.

Já a produção total de petróleo operada pela companhia no Brasil, que inclui a parcela operada pela Petrobras para seus parceiros, atingiu em setembro seu terceiro recorde consecutivo, de 2 milhões 239 mil bpd – volume 0,3% superior aos 2 milhões 232 mil bpd que haviam sido alcançados no mês de agosto.

Produção total de petróleo e gás
A produção total de petróleo e gás no Brasil foi de 2 milhões 565 mil boed, indicando um aumento de 0,5% em relação a agosto (2 milhões 551 mil boed) e também um novo recorde histórico.

A produção total de óleo e gás natural operada pela Petrobras no Brasil, que inclui a parcela operada para seus parceiros, por sua vez, foi de 2 milhões 743 mil boed no mês de setembro, 0,3% acima do volume obtido em agosto (2 milhões 736 mil boed). Esta também é a maior produção total operada já atingida pela Companhia.

Crescimento da produção
O crescimento da produção decorreu, principalmente, do ramp up (antecipação de crescimento e de resultados) da produção das plataformas P-55 e P-62, em Roncador (Bacia de Campos), e do FPSO Cidade de Paraty, em Lula Nordeste (Bacia de Santos). No mês de setembro, seis novos poços offshore iniciaram operação nas bacias de Santos e Campos, sendo cinco poços produtores e um injetor. Com eles, um total de 53 novos poços já entrou em operação no ano de 2014.

Com a chegada das três embarcações do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel) Sapura Topázio, Coral Atlântico e NO 102, no mês de setembro, a frota da Companhia atingiu 18 embarcações, do total de 19 previstos para operarem até o final deste ano.

Pré-sal
A produção da camada pré-sal teve em setembro o volume de 532 mil bpd, e no dia 18 de setembro foi registrada a maior produção no pré-sal das Bacias de Santos e Campos, de 618 mil bpd, constituindo-se em novo recorde diário de produção naquela camada.

Essas vazões também incluem a parte operada pela Petrobras para seus parceiros. Vale destacar que, após a entrada em produção do poço RJS-674, em 10 de setembro, o FPSO Cidade de Paraty atingiu sua capacidade máxima de produção, de 120 mil bpd, com apenas quatro poços produtores, assim como já havia ocorrido com o FPSO Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá (Bacia de Santos)."

Fonte: Blog do Planalto

16 de outubro de 2014

"Tenho medo", versão 2014

Humor de Quinta - Teste de DNA do Ratinho: FHC não é o pai do Bolsa Família!

Em nome da Justiça: "Insinuar desonestidade à Dilma é de uma desonestidade repugnante"

Em nome da Justiça
Por Janio de Freitas, na Folha.
"É questionável a realização da audiência do corrupto Paulo Roberto Costa ao abrir-se o segundo turno.
Juízes federais e procuradores da República moveram suas associações corporativas, em especial as seções paranaenses, para defender o que não precisava ser defendido. O questionável na audiência do corrupto da Petrobras, Paulo Roberto Costa, pela 13ª Vara Federal Criminal do Paraná, não foi que deixasse de ser “estritamente técnica” e de “respeitar a regra dos processos judiciais”, aspectos ressaltados pelo corporativismo judicial. Questionável foi a realização da audiência ao abrir-se o segundo turno, do que resultou a inclusão do Judiciário na disputa eleitoral –com benefício de um dos lados.
Uma das defesas da audiência publicadas na Folha argumentou, referindo-se à divulgação do depoimento de Paulo Roberto, que “trata-se de informação sob domínio público que não pode ser escondida”. Não se trataria de esconder coisa alguma, mas de respeitar democraticamente as circunstâncias do momento especialíssimo vivido pelo país. E, para isso, não mais do que aguardar três semanas para tomar o depoimento do acusado e vê-lo divulgado como mereceria.
A respeito do prazo, a nota do Ministério Público Federal defende que a audiência “obedeceu aos prazos fixados para procedimentos de réus presos”. Pode ser, para os ainda presos. Mas Paulo Roberto não estava preso, mandado para sua casa na Barra da Tijuca pela mesma 13ª Vara.
Ainda contra esconder o que não estava nem ficaria escondido, disse o artigo que, divulgado o depoimento acusatório, cabe agora ao acusado defender-se (dos acusados no noticiário, só o PT foi citado no artigo). É uma tese que aguarda argumentos substanciosos, porque até hoje os doutores do Direito acreditam que o ônus da prova cabe ao acusador, não ao acusado. O próprio artigo tem a correção de ressalvar que “as denúncias não foram comprovadas”, lembrando a conveniência de vê-las “com máxima cautela”, por “envolverem delação premiada”. O que não não envolviam.
Outra contribuição, também na Folha, à defesa da audiência naquela data e à divulgação das acusações então feitas, afirma que o juiz “tinha a obrigação” de “tornar públicas” as declarações do depoente. Sendo assim, o juiz faltou com sua obrigação. O depoimento de Paulo Roberto foi relatado aos repórteres pelo advogado do doleiro Alberto Youssef, que teria acompanhado a audiência. Os três partidos dados no noticiário como acusados por Paulo Roberto, no depoimento, não foram mencionados por ele. Foi também o advogado de Youssef quem os citou para os repórteres, esclarecendo não atribuir a citação ao depoente.
Mas o juiz não descumpriu “a obrigação”, porque nunca a teve. Juízes pronunciam-se nos autos, diz uma das poucas regras judiciais de conhecimento geral. Não têm “a obrigação” de tornar públicas as declarações de ninguém, não são porta-vozes de acusados ou de testemunhas.
O juiz tem o dever, este sim, e acima de todos os outros, de assegurar imparcialidade às partes. Não há sinal algum de que tal dever haja sido maculado na 13ª Vara. Já a tomada do depoimento de Paulo Roberto Costa em 8 de outubro, ao iniciar-se o segundo turno, com a grande probabilidade de sua divulgação, para não dizer a fácil certeza por se tratar de audição aberta, foi uma impropriedade. A divulgação alimentou a injustiça –irreparável– com uma pessoa que só as ordinarices desta campanha eleitoral querem dar como desonesta: em boa ou em má-fé, é possível discordar de tudo o que Dilma Rousseff disse, pensou e significa, desaprová-la até o desprezo, mas insinuar-lhe desonestidade é uma desonestidade repugnante."

Fonte: Folha de São Paulo via O Cafezinho