24 de outubro de 2014

O mesmo de sempre: às vésperas das eleições a cartada final - denúncias sem pé nem cabeça e sem provas

Detalhe da matéria bizarra, nem o advogado do sujeito confirma nada: "O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, confirmou que o doleiro prestou depoimento à Polícia Federal de Curitiba na última terça-feira, mas disse não ter conhecimento da informação citada pela revista.
— Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso — afirmou Basto."
A velha história: sem provas lança-se uma acusação às vésperas das eleições para tentar reverter o quadro.

A capa da Veja foi produzida na sede da Rede Globo

Por Renato Rovai


"A previsibilidade da mídia tradicional é algo pior do que o ódio do PSDB

A capa daquela revista chamada de Veja foi produzida no Jardim Botânico, na sede da Rede Globo de Televisão.

É uma espoleta. Vale tanto quanto uma nota de três reais.

Até porque Veja não tem leitores, tem discípulos.

Veja não é uma revista, é uma seita.

Mas a Globo usa a Veja como um canalha bota uma criança para pedir dinheiro no farol.

Hoje a Globo botou a Veja pra pedir dinheiro no farol.

E o Jornal Nacional vai dizer que a Veja deu uma matéria falando que Lula e Dilma sabiam.

Que eles sabiam de tudo….

A Globo vai usar a Veja como um malandro usa um garoto de rua.

Porque a Globo não respeita mais a Veja.

E a trata como se ela fosse uma beneficiária do Bolsa Família.

A Globo tem nojo da Veja, como uma boa parte da população que lê a Veja tem nojo de gente que recebe o Bolsa Família.

A verdade é que a Veja se tornou o garoto de recados da Globo.

E a capa de Veja que vazou é a manchete que vai fazer sucesso no Jornal Nacional.

É tudo tão ridículo e tão previsível. É tudo tão bizarro que a gente até perde o gosto.

Mas ainda bem que a gente sabe que a Veja é a Veja. E que o JN é o JN.

E que a gente tem mais o que fazer da vida.

E que a vida é muito mais interessante que essa patifaria que eles querem transformar.

Hoje é dia de guerrear. Contra a Globo e o seu menino de recados.

Porque a Veja já não tem a menor importância. Ela faz capas apenas pra alimentar o Jornal Nacional."

23 de outubro de 2014

Divulgado hoje: desemprego de 4,9% é recorde!

Resta conferir como os "analistas globais" vão abordar essas ótimas notícias para o trabalhador brasileiro.
É claro que vão dar um jeito de transformar em algo negativo...



Desemprego tem a menor taxa para o mês de setembro desde 2002
 "RIO  -  O desemprego atingiu 4,9% da População Economicamente Ativa (PEA) de seis grandes regiões metropolitanas do país em setembro, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para meses de setembro desde início da série histórica, em 2002.

A taxa ficou abaixo da estimativa média de 5,1% apurada pelo Valor Data junto a 20 instituições financeiras e consultorias. O intervalo das projeções variou de 4,9% a 5,3%.

(...)

Renda

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.067,10 em setembro, o que representou avanço de 0,1% sobre agosto, e alta de 1,5% na comparação com setembro de 2013."

Leiam a notícia completa no Valor Econômico e no Conversa Afiada

Ibope, votos válidos: Dilma 54% x Aécio 46%

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Como já tínhamos registrado no Facebook, tomando como base os trackings do PT, o DataCaf, o Ibovespa e o dólar, todos de hoje, tudo indicava uma subida de Dilma para fora da margem de erro.
Agora é preparar para o desespero da tucanada nesses dois dias. 
A militância tem que seguir firme, forte e atenta, evitando provocações até 17 horas de domingo! A guerra não está ganha.



Eleições 2014: povo adere cada vez mais à Dilma, indicam as pesquisas preliminares

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Independente de resultados positivos ou negativos o negócio é manter o foco e não descansar até as 17 horas do próximo domingo: “Com uma diferença de seis pontos (nota do blog: no tracking do PT) já podemos pensar na vitória. Mas a recomendação do partido é evitar salto alto e foguetório antes de domingo e não aceitar provocações”, diz um alto dirigente petista.
Esses últimos dois dias antes das eleições serão osso duro. Sigamos defendendo e esclarecendo em todas as frentes o número 13.
Vamos às informações e análises da jornalista Teresa Cruvinel em seu site.

PT enxerga vitória mas recomenda salto baixo
Segundo sondagens do partido, Dilma já teria seis pontos de vantagem sobre Aécio
"No primeiro turno, faltava uma semana para a eleição quando apontamos, na coluna do dia 27, que “o jacaré abriu a boca”. Acabava o empate técnico e começava o declínio acentuado de Marina Silva e o Ascenso de Dilma. Segundo as pesquisas, nesta reta final do segundo turno o empate técnico entre Dilma e Aécio persiste, com vantagem numérica para Dilma: 52 x a 48.  No tracking da campanha petista, entretanto, ela  já teria 47% e ele 41% dos votos totais. Em votos válidos, isso significaria 53% para Dilma e 47%.  A conferir com os números e as curvas das próximas pesquisas. “Com uma diferença de seis pontos já podemos pensar na vitória. Mas a recomendação do partido é evitar salto alto e foguetório antes de domingo e não aceitar provocações”, diz um alto dirigente petista.
Trackings são ferramentas para orientar as campanhas. Não têm o rigor metodológico das pesquisas mas costumam não discrepar muito delas, até porque perderiam a utilidade. As duas sondagens desta natureza com que o PT trabalha apontaram resultados quase idênticos entre terça e quarta-feira e captaram outras tendências positivas para Dilma:
    Pela primeira vez, a rejeição a Aécio teria sido maior que a de Dilma: 39% a dele, 38% a dela.
    Em São Paulo, a vantagem de Aécio teria se reduzido de 35 pontos percentuais para 19 pontos percentuais.
    Em Pernambuco, apesar do apoio da família Campos, e da vitória dos candidatos a governador e senador pelo PSB no primeiro turno, Dilma estaria liderando com 63% contra 24% de preferência pelo adversário tucano.
    Em Minas, ela estaria mantendo a dianteira com 48% contra 39% de Aécio.
    No Rio e no Distrito Federal ela estaria também se recuperando bem.

Se as sondagens da campanha de Aécio estiverem captando estes mesmos sinais, é compreensível o esforço que o PSDB e seus aliados fizeram nas últimas horas: a fala contundente dele no horário eleitoral contra “a campanha da infâmia e da calúnia”, sob a forma de ataques anônimos nas redes sociais, postagem de vídeos adulterados e boatos infundados. Na mesma hora, acontecia o “ato pela mudança”, que reuniu 10 mil pessoas no Largo do Batata em São Paulo, e repetiu-se, com menor grandeza, em outras sete capitais. Nas redes sociais, a campanha tucana fez um bombardeio de mensagens contra a “a campanha da mentira e da calúnia” promovida pelo PT contra Aécio. Em Belo Horizonte, ele fez uma temerária convocação a seus eleitores para que vistam verde e amarelo no sábado, véspera do pleito. Na manifestação de São Paulo, a palavra de ordem mais brandida foi o “Fora PT”, seguido do refrão “nossa bandeira, jamais será vermelha”."

Eleiçoes 2014: Pesquisa Ibope de de hoje, 23/10

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Daqui a pouco deve sair (por volta das 18:00h no site do Estadão e talvez mais tarde no Jornal Nacional) a nova do Ibope.
Tomando como base os trackings do PT, o DataCaf, o Datafolha, o Ibovespa e o dólar, todos de hoje, tudo indica que o Ibope vai manter a Dilma na frente só que pela primeira vez fora da margem de erro.
A conferir.

Eleições 2014: Pesquisa DataCaf de hoje, 23/10

"Bolsa desaba com DataCaf:

Dilma: 49%

Aécio: 40%
 

Faz outra manifestação, FHC, faz !

A boca do jacaré se abre !

A Bolsa caía, às 11h28, 2,13% e a Petrobras PN 3,73%

O dólar vai a R$ 2,50.

Coitado do menino do Rio."


Por Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada

Vídeo: Que ecoe pelos quatro cantos do Brasil que temos orgulho de ser ‪Dilma13‬

"Você Brasileiro, veja esse vídeo o vote com a sua consciência. Que venham novos desafios. E que o passado fique no passado que é o seu lugar!"
Por um Brasil mais justo e fraterno, com cada vez menos desigualdade social.
Pelos mais pobres, pelas mulheres que sofrem violência, por mais oportunidades para os jovens, pela garantia no emprego de todos os trabalhadores, por melhores salários, saúde e muito mais, eis aqui a justificativa de nosso voto: Domingo é dia 26. É 13 x 2. É Dilma!




Estaria o "ódio ao PT" matando a candidatura de Aécio?

Uma campanha política presidencial onde o principal mote - direta ou indiretamente - é o ódio puro e simples, mais cedo ou mais tarde vai colher seus dividendos. E eles nunca são positivos.
Para sorte da maioria dos brasileiros e brasileiras tais dividendos estão se mostrando antes do próximo domingo, dia 26, alertando muitos dos eleitores de Marina que migraram para Aécio em um primeiro momento e até mesmo retirando votos - até então consolidados - do mineiro do Leblon.


Ódio ao PT está matando a candidatura de Aécio Neves
Por Laura Capriglione em seu Blog
"Imerso em uma piscina de bílis e ódio, o  candidato tucano Aécio Neves chamou a sua adversária Dilma Rousseff, no debate do SBT, de “mentirosa” e “leviana”Foi agressivo e desrespeitoso como não se tinha visto até ali.
Ele não precisava disso. O ex-governador de Minas já fora repreendido abertamente por Luciana Genro (PSOL) quando lhe levantou o dedo, durante um debate.
"Por que Aécio nunca fez isso contra adversários homens?", perguntou o PT.
Aécio tem contra si uma denúncia séria de agressão contra mulher, reportada pelo jornalista Juca Kfouri em 2009. Ele “deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio”, escreveu Kfouri na época.
O candidato até ameaçou processar por injúria, calúnia e difamação. Mas o jornalista sustentou a informação e Aécio deixou por isso mesmo.
Por que será?
Logo, um notório espancador de mulheres, o ator Dado Dolabella, animou-se a externar seu apoio a Aécio. Chato! Dolabella, de parcos dotes artísticos, é mais famoso por ter distribuído bofetadas públicas em Luana Piovani e em uma camareira, agressões pelas quais foi condenado, enquadrado na Lei Maria da Penha.
Os marqueteiros de Aécio já deviam saber que o ódio é um aliado mortal em eleições democráticas. Assusta. É sórdido. Na história, só ganhou eleições em países à beira do precipício da ruptura institucional.
Todos se lembram da abertura da Copa do Mundo, estádio novinho em folha, quando o Brasil deu ao planeta a prova cabal da qualidade da elite que tem. Do setor ultra-vip do estádio, especificamente do camarote do Itaú (e eu nem insinuo que seja mais do que uma infeliz coincidência que se tenha tratado do mesmo banco da dona Neca Setúbal, a coordenadora do programa de governo de Marina Silva), elevou-se o grito “Ei, Dilma! Vai tomar no cu!”
Foram milhares de vozes cujos donos ou tinham sido convidados por megacorporações para estar lá, ou eram felizes pagantes dos cobiçados ingressos Fifa (na porta, cambistas ofereciam os últimos tickets por até R$ 2.000).
A violência e vulgaridade do insulto, transmitido para bilhões de aficionados do futebol espalhados pelas centenas de países que receberam o sinal direto da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste de São Paulo, durou poucos minutos —mas infinitos minutos para Dilma, que, estóica, suportou com o semblante fechado a humilhação diante do mundo.
O resultado? Ela saiu transformada do episódio. Voltou a ser a vítima com aura heroica. Os seus agressores, ao contrário, depois do grito, vestiram-se com a máscara repulsiva e covarde dos linchadores.
Linchadores de uma mulher, é bom salientar. Isso nunca pega bem.
José Serra, em 2010, todos se lembram, além de forjar uma agressão por bolinha de papel, pôs-se a denunciar o suposto abortismo de Dilma. Logo ele, cuja própria mulher havia se submetido a uma interrupção voluntária da gestação. Tanta encenação, percebeu-se logo, foi só para agradar ao raivoso e descontrolado pastor Silas Malafaia. De novo, assustou.
Aécio vai na mesma toada.
Soltar cachorros hidrófobos gera vítimas e a sensação de que todos estão ameaçados. Ninguém —a não ser os loucos— quer isso para o país. Eis porque causam repugnância as manifestações de intolerância explicita como as que atingiram o ator e escritor Gregório Duvivier, quando foi atacado aos berros em um restaurante de comida natural só porque cometeu o “erro” de escrever em sua coluna de jornal que votará em Dilma.
É atirar no próprio pé o PSDB se associar ao ideário do Clube Militar, a pretexto de derrubar o PT. Até a grife de óculos escuros Rayban sofreu durante anos o impacto negativo nas vendas, por associação como essa… Porque os Rayban eram os preferidos dos torturadores. A turma do porão da Ditadura aparecia pouco, mas quando o fazia, vinha sempre escondida detrás daquelas lentes que em outros países representam o glamour da aventura. A minha geração baniu o Rayban escuro.
A impressão que dá é que o PSDB, por falta de algo melhor para dizer (além de que manterá a bolsa-família), precisa insuflar o ódio para criar factóides de imprensa. É a única coisa que explica que Fernando Henrique Cardoso afie os dentes dos advogados da supremacia do Sul e Sudeste, ao atribuir à desinformação do povo nordestino a votação acachapante no PT, durante o primeiro turno das eleições presidenciais.
“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, disse FHC, desdenhoso. O resultado foi uma horda de doidos ter-se considerado autorizada pelo mestre a externar os mais odiosos preconceitos. A rede social está coalhada de manifestações dos baixos apetites incitados.
Como resultado óbvio de tal convergência insultuosa Aécio viu crescer e se multiplicar a sua taxa de rejeição. Afastou novos eleitores e conseguiu assim estancar o crescimento eleitoral que poderia levá-lo a vencer o PT. Agora, de novo, é Dilma quem detém a iniciativa."

Sobre a autora:
Laura Capriglione, 54, é jornalista. Nasceu em São Paulo e cursou Física e Ciências Sociais na USP. Trabalhou como repórter especial do jornal “Folha de S.Paulo” entre 2004 e 2013. Dirigiu o Notícias Populares (SP), foi diretora de novos projetos na Editora Abril e trabalhou na revista “Veja”. Conquistou o Prêmio Esso de Reportagem 1994, com a matéria “Mulher, a grande mudança no Brasil”, em parceria com Dorrit Harazim e Laura Greenhalgh. Foi editora-executiva da revista até 2000.

22 de outubro de 2014

Eleições 2014: Pesquisa DataCaf de quarta-feira, 22/10

Dilma: 48%
Aécio: 41%



Datafolha quer matar o IBOPE
"Como é que o jn vai dar o Globope se o Ibope diz que o jn está, na região Sul, da casa dos dez pontos de audiência?​

O Conversa Afiada informa ao amigo navegante que o tracking dessa quarta-feira (22) revela o que se chama de “o jacaré abriu a boca”.

Sete pontos de vantagem sobre quem nunca fez a cama.

Quá, quá, quá !

O Datafalha, de novo, hoje, saiu com uma pesquisa muito delicada, suave, em que o jacaré começa a bocejar: 52 a 48, nos votos válidos.

Ontem,  a mesma coisa: já mostrava a irreversível decadência de quem, dia 27, começará a se preocupar com três investigações do Ministério Público.

Por que essa sofreguidão do Datafalha ?

Todo dia ?

Tão bom para a Dilma ?

A Folha aderiu, diz um amigo !

Não é mole ficar outros quatro anos debaixo da chuva, ao sol, na oposição …

Só os filhos do Roberto Marinho, que terceirizaram a Opinião e não tem nome próprio são capazes de tamanha insensatez, pondera ele.

O ansioso blogueiro se permite discordar.

É uma batalha de marketing.

Veja só, amigo navegante, como faz sentido.

O Globope foi para o saco.

Está na triste fase de produzir earn-out.

A rede de agências de publicidade inglesa WPP, dona da Ogilvy, e um dos maiores conglomerados do mundo de agências de publicidade, comprou o IBOPE, e não vai meter a mão nas cumbucas em que o Globope mete em período eleitoral.

Na Inglaterra pode dar cana …

Já imaginou se a Scotland Yard sabe o que o Globope fez na Bahia e no Rio Grande do Sul ?

Na indústria de medir audiência de televisão, o Globope vai igualmente para o saco, com a chegada, em 2015, do instituto alemão, GfK, que vai devolver a Globo e o IBOPE a seu devido – insignificante – lugar.

O Globope vai deixar de ser o doce de coco da Globo.

Como é que o jornal nacional – por que a Dilma não apareceu lá ? O Bonner sabe - vai divulgar pesquisa eleitoral do Globope, se o IBOPE diz que o jornal nacional está na casa dos dez ?

Seria um contra-senso.

O IBOPE desqualifica o jn e o JN dá espaço ao Globope …

Até os filhos do Roberto Marinho serão capazes de perceber o absurdo, sem precisar desenhar.

Então, surgirá das cinzas pigais, como único pigal e mais confiável pigal instituto de pesquisa eleitoral no Brasil: o Datafalha.

Por isso ele passou a plagiar o DataCaf.

Por isso, passou a fazer tracking diário e chamar de pesquisa.

E por isso começa a dar Dilma !

Para acertar antes !

Para matar o Globope.

E se candidatar a aparecer sozinho no jornal nacional, quando o jornal nacional se aproximar da região sul da casa dos dez …

Isso tudo até que o Tribunal Superior Eleitoral se manque e, como promete o presidente Toffoli, no PiG cheiroso, o Valor, na página A5, “estudar mudanças em regras de pesquisas eleitorais”.

Sim, porque no Brasil, pesquisa eleitoral e sua publicação no PiG – isso tudo não passa de uma esculhambação !

Em tempo: logo se vê que o DataCaf terá vida longa – e próspera ! Viva o ouro de Havana !"

Paulo Henrique Amorim

Bob Fernandes: A Secular Desigualdade Social nas Eleições

Discurso de um dos fundadores do PSDB, ex-ministro de FHC, que denunciou a traição do partido aos ideais da social-democracia

 
Bresser-Pereira, com Dilma: pobres x ricos
Por Rodrigo Vianna

"A presidente Dilma está a um passo de ser reeleita. Os pobres sabem que ela os defende, e por isso votam nela; já os ricos, votam praticamente todos no candidato da direita, porque assim defendem seus interesses."

Reproduzimos o discurso do professor Luiz Carlos Bresser-Pereira, no ato de apoio a Dilma, na PUC-SP. Para Bresser (economista que foi ministro de FHC, mas rompeu com o PSDB e denunciou a traição do partido aos ideais da social-democracia), a alternativa no dia 26 é votar Dilma – a dica veio da @cynaramenezes, no twitter.

"Meus amigos
Estou aqui para convocar os intelectuais brasileiros a votarem pela reeleição da Presidente Dilma Rousseff.
Esta é novamente uma eleição em que se confrontam pobres e ricos, progressistas e conservadores, esquerda e direita, desenvolvimentistas e neoliberais.
Ora, nesse quadro, não há dúvida em quem votar. É necessário votar no candidato que representa os pobres ou os trabalhadores; no candidato que é progressista ou de centro-esquerda, no candidato que está comprometido com os pobres e as novas classes médias, não com os ricos e a classe média tradicional; no candidato cujo compromisso seja continuar a avançar nas conquistas sociais destes últimos doze anos, não em congelá-las e fazê-las regredir.
No candidato que além de defender os interesses dos pobres, defende também os interesses dos empresários que investem e criam empregos; no candidato que defende o Brasil, porque defende o nacionalismo econômico e a
soberania nacional, ao invés de o liberalismo econômico e a dependência ou o colonialismo.
É necessário votar no candidato que é desenvolvimentista, porque sabe que é necessário combinar mercado e Estado, ao invés de professar o credo neoliberal do Estado mínimo.
No candidato que sabe que não basta responsabilidade fiscal (que não basta controlar as despesas públicas);
que é também necessária responsabilidade cambial, ou seja, a busca do equilíbrio comercial ou da conta-corrente do país; no candidato desenvolvimentista que defende um pacto político socialdemocrático que envolva os empresários, os trabalhadores e a nova classe média.
No candidato que rejeita a coalizão rentista ou neoliberal – o acordo dos muito poucos que une os capitalistas e as classes médias rentistas aos financistas e aos interesses estrangeiros, que rejeita o acordo de muito poucos em favor de juros reais altos e câmbio apreciado.
Eu sei que essa coalizão de interesses financeiros se declara representar a razão econômica universal; eu sei que ela engana a muitos, que acreditam que o neoliberalismo pode levar ao desenvolvimento econômico e mesmo à justiça social; mas não tenham dúvida: o neoliberalismo aprofunda sempre as desigualdades, e – o que é pior – leva sempre os países em desenvolvimento ao baixo crescimento e à crise financeira; sim, ao baixo crescimento e à crise da dívida externa, porque o liberalismo econômico defende déficits em conta-corrente crônicos, que mais cedo ou mais
tarde levam o país a quebrar e a pedir socorro ao FMI.
Meus amigos, no próximo domingo nós, brasileiros, temos uma decisão crucial a tomar:
ou continuamos a promover o desenvolvimento econômico e a diminuir as desigualdades, ou nos entregamos ao rentismo e ao neoliberalismo; ou nos inserimos na economia mundial em termos competitivos, ou nos
submetemos aos países ricos; ou continuamos a construir uma nação que cresce com diminuição das
desigualdades, ou entregamos nossa soberania aos interesses estrangeiros.
A presidente Dilma está a um passo de ser reeleita. Os pobres sabem que ela os defende, e por isso votam nela; já os ricos, votam praticamente todos no candidato da direita, porque assim defendem seus interesses.
Os rentistas estão hoje ressentidos. Doze anos de governo de esquerda já basta para eles. O sistema financeiro e seus economistas, que representam os interesses rentistas e externos, reúnem todas as suas imensas forças contra a presidente Dilma Rousseff.
Mas isto não impedirá que Dilma seja reeleita.
Mas isto não impedirá que o Brasil continue realizando uma revolução democrática e progressista.
Muito obrigado."
                                                                                   Luiz Carlos Bresser-Pereira

Eleições 2014: Depois de São Paulo, o Recife!

A onda Dilma está se alastrando rapidamente.
Depois do sucesso em São Paulo na segunda-feira, ontem foi a vez da festa em Recife.
Milhares e milhares de pessoas apoiando com grande alegria e emoção Dilma Rousseff.
Vejam as fotos e depois leiam a descrição de Urariano Mota.






Dilma, a querida do Recife

por Urariano Mota, especial para o Viomundo

"Roberto Carlos costuma falar que  “são muitas emoções” em sua vida. Mas o Rei canta e não sabe o que são emoções de amor político, com afeição despudorada, num coletivo de paixão, porque não esteve presente  na mais feliz terça-feira do Recife. Assim falo porque ontem, 21 de outubro de 2014 – mas terá mesmo sido ontem? – digo, agora, mas um agora contínuo até domingo e adiante, em resumo, vou tentar escrever o que vi a partir da tarde de 21.

Aquilo que Dom Pedro II certa vez revelou, numa visita à cidade, que Pernambuco era um céu aberto, Lula, Dilma e o povo ontem atualizaram: o Recife é um coração aberto, pulsante, vermelho e pleno.

Assim falo porque as pessoas gritavam, cantavam  “Dilma, eu te amo”. Não digo que tiravam a roupa, mas fizeram coisas mais impulsivas,  desbragadas e delirantes.

Na Avenida Conde da Boa Vista, contente com o engarrafamento de carros que se formava em razão da caminhada com Dilma, o  motorista de um ônibus largou o volante e subiu para o teto. Para quê? De lá de cima, com uma bandeira vermelha, ele  dançou ao som de “Dilma, coração valente”. A massa foi ao delírio. Achando pouco, o louco e sincero motorista fazia passos e voltas sobre o teto do ônibus, agarrado à bandeira, como se ela fosse a própria presidenta. Um crítico de música ao meu lado observou que ele estava em seu momento Michael Jackson. Mas para a massa da multidão, o motorista era, depois  de Lula e Dilma, o cara. E nós sorríamos, e acenávamos, e ele posava e pousava para as fotos dos celulares.

O recifense, o homem do povo, tem um modo de recepcionar, de receber, que é fora de esquadro, fora de governo, de regras de boas maneiras e da boa educação do colégio das damas. O povo é total, efusivo, de alegria. Sim, achei a palavra que desde ontem procurava: alegria. Foi com a multidão alegre, a sorrir, a gargalhar, a dar vivas que Dilma foi recebida no Recife. Quando lhe anunciaram o nome, lá na tarde às margens do Parque 13 de maio, uma corrente elétrica, de alta voltagem do frevo Vassourinhas  correu a multidão. Foi um fenômeno como uma ola nos estádios de futebol, não, foi como um urro, ainda não, foi como uma respiração em voz alta, um ar que correu em ondas e crescendo num som que não se distingue em palavras. E todos correram para a origem do fenômeno, porque havia chegado a presidenta.

Durante o percurso, nos ônibus pudemos ver mais gente que não podia descer, que voltava do trabalho e que não pôde vir, mas que gostaria muito de estar com toda a gente. Diante do gigantesco engarrafamento na Conde da Boa Vista, na hora, não, mas agora percebo que eu só podia ter pena das ambulâncias. Os pacientes que entendessem o momento histórico de Dilma na cidade. Fora das sirenas, o Recife era mais urgente. Parecia o Galo da Madrugada fora de época.

A multidão mostrava que Dilma é amada pelo povo do Recife. O povo lhe dedica uma afeição que já deixou de ser política, virou um caso pessoal. Ela virou o nosso caso na República. Lula, para nós, é como um sogro, o nosso querido sogro que nos deu a sua filha num lance raro de generosidade. A multidão ontem, no comício, se comportava como se falasse para ela, “Dá licença, presidenta, o povo pede a sua mão”. E ela respondeu e correspondeu:

- Eu amo vocês, esta é a primeira coisa que eu queria falar. A segunda coisa é que eu nunca vi na minha vida um ato tão bonito, tão alegre, tão carinhoso como este.

Tentando chegar mais perto da sua afeição, um escritor amigo foi barrado quando desejou ficar mais junto do palanque. O pobre do literato só queria estar mais perto da pessoa da presidenta. Mas um dos seguranças lhe falou: “Aqui só passa se tiver credencial”. Ao que o escritor respondeu: “Eu não tenho credencial, mas tenho todas as palavras”. Falou e amargou. Mas convenhamos, o escritor estava magoado, porque as palavras todas não saíram ali nem agora, como ele queria. É como um poema não escrito, porque as palavras mais eloquentes, as que vêm da ação, estavam sendo escritas ali, no ato, em gestos, canções e suspiros. Dilma poderia falar o que quisesse. Poderia cantar “o cravo brigou com a rosa”, e todos aplaudiriam. Poderia ficar diante do microfone repetindo “sapo-sapo-sapo-sapo”, e o povo iria ao delírio. Diriam, “como ela fala bem sapo-sapo-sapo!”. Sabem aquele afeição conquistada, que vê em tudo quanto vem da pessoa amada a coisa mais linda? Mas a presidenta, em lugar de palavras sem nexo, falou:

- Vamos mostrar que este país tem coluna vertebral, tem mulheres de coragem e fé. O estado de Pernambuco me honra estando perto de mim.

E abriu a bandeira do estado. Em Pernambuco, a bandeira que vem da revolução de 1817 é sagrada e acima de todas as coisas. E se estabeleceu então mais alta a corrente de afinidade. É uma relação de tal modo apaixonada, que uma senhora do povo me falou, com a maior intimidade, embora nunca nos tivéssemos conhecido antes, o que é raro entre pernambucanos, um povo em seu natural tímido.

Mas como a situação ali era outra, ela me disse com a voz embargada: “quando Dilma passou mal, depois daquele debate na televisão, eu fiquei… olhe, eu fiquei…” e não conseguia completar a frase, porque a lembrança lhe voltava em forte emoção. E porque eu a compreendia eu pensava em lhe falar na língua de imbu, mangaba, graviola, cajá, azeitona, pitomba, abacaxi, goiaba, maracujá, manga, cana doce, numa fala de salada do Nordeste. Mistura de tudo, porque o povo mais misturado que já vi numa eleição estava presente.

No final, depois do comício, corremos feito loucos para flagrar a passagem da presidenta, que sairia por trás do palanque. Eu não era mais um cidadão de cabelos brancos, barrigudo, de fôlego curto, a léguas de distância de atleta de qualquer condição. Eu era, todos éramos, voltávamos a ser mais uma vez meninos. Éramos a infância do que manda o coração.  A presidenta entendeu a nossa meninice. Na passagem, ela nos enviou 2 beijos."

Eleições 2014: afinal, o que pensam os jovens?

"Quanto você que tem comida na mesa, seu diploma de ensino superior, emprego garantido, e levanta bandeira tucana, saiba: tucanos não são aves migratórias, elas se instalam e usufruem o máximo que podem do seu posto. Basta olhar pra história."


Uma amiga de minha filha escreveu este excelente texto (abaixo) e postou no Facebook.
Tem apenas 17 anos. 
Além de boa escritora é corajosa, pois existe (ou existia até poucos dias) um patrulhamento anti-Dilma entre os jovens, mas isso - finalmente - começou a mudar esta semana. Em tempo ainda, portanto.
Não viveu o inferno da era FHC, mas pesquisou, se informou. Para isso não é difícil, nem polêmico. Não é coletar a opinião de alguém. Basta verificar as manchetes daquele período e pronto. Assustador. Não deseja experimentar aquilo. 
Ora direis: "mas ninguém garante que o Aécio vai ser igual ao FHC!". E eu vos direi no entanto: como disse Dilma Rousseff, o cozinheiro é o mesmo (Armínio Fraga) e a receita é a mesma (made by FMI), portanto vai ser exatamente igual: terrível. Para os trabalhadores e para os mais pobres, é claro.
Valeu Clara! Parabéns! Que os jovens despertem para isso, antes que seja tarde.

Opinião
"Em véspera de eleição, senti a necessidade de falar o que penso sobre o atual momento. O facebook é ótima ferramenta para debates e trocas de opiniões, mas por outro lado se não houver pesquisa e busca por argumentos concisos, as exposições serão apenas reclamações. Entre todos os que pronunciam, os que mais me preocupam são aqueles cometem o grande equívoco de afirmar Aécio Neves como “a mudança” para o país. Vejam bem, não vivi na época do FHC, mas quem viveu não pode se esquecer do nível devastador de desemprego, da pobreza extrema e dos abafados escândalos como o mensalão tucano (que esse ano, a mídia resolveu esquecer sem ter porquê, ou melhor, por muitos “porquês”).
É preciso muita atenção para não se deixar influenciar pelos canais de informação que tantos julgam imparciais, mas desenvolvem papel alienador para a população, que infelizmente não aprendeu a discernir certas opiniões tendenciosas.
Segundo Milton Temer, “No primeiro turno, vota-se. No segundo turno, veta-se.”. Infelizmente, não foi possível fazer a diferença no primeiro turno, mas é possível analisar as diferenças entre os candidatos do segundo turno. Há corrupção no PT? Há! Há corrupção no PSDB? Há! Mas foi no governo atual que houve a ampliação dos sistemas escolares, milhões de pessoas foram retiradas da pobreza e do mapa da fome mundial, implantação do programa Mais Médicos para garantir melhor eficiência nos hospitais, funcionamento da Lei de Cotas e muitas outras conquistas positivas para o país. Não sou petista, tão pouco sairei com uma estrela no peito cantando “brilha a esperança” ou “Dilma coração valente”, mas votar em Aécio Neves, jamais! Pra você que distribui ódio pelo PT e o utiliza como argumento para votar no Aécio Neves, pare de olhar para a corrupção dos candidatos e analise as propostas e o que já foi feito pelo país. Vale mais a pena. Quanto você que tem comida na mesa, seu diploma de ensino superior, emprego garantido, e levanta bandeira tucana, saiba: tucanos não são aves migratórias, elas se instalam e usufruem o máximo que podem do seu posto. Basta olhar pra história."
Por Clara Rocha em sua página no Facebook

Clipe: o que a gente quer





Nota da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas



Brasília, 21 de outubro de 2014

"A respeito das declarações do candidato Aécio Neves sobre a Agência Nacional de Águas,  sugerindo que esta Agência Federal estaria sendo usada para fins espúrios, como se deduz de  frases publicadas nesta tarde de segunda-feira, 20 de outubro, esclarecemos que:

* Todo o corpo técnico efetivo da Agência foi admitido mediante concursos públicos  concluídos nos últimos 12 anos, tendo logrado êxito em recrutar força de trabalho  formada nas melhores universidades do país, quase todas públicas, por sinal;

* A força de trabalho da ANA é reputada como de excelência, tanto pela qualificação  quanto pela atuação, por todos aqueles que trabalham na área de recursos hídricos,  dentro e fora do país;

* O corpo dirigente da Agência quase nada mudou desde que ela foi fundada, seja no nível das superintendências ou no nível da direção. Dos diretores atuais, apenas um não estava na casa quando se findou o governo FHC, mesmo após 12 anos de governos Lula e Dilma;

* Para restituir a verdade histórica, somos testemunhas de que não se verificou, como  insinua o candidato, o aparelhamento da autarquia na gestão da presidente Dilma;

* A infeliz nomeação de Paulo Vieira, aprovada pelo Senado da República por meio de um  rito obscuro, foi veementemente rechaçada pelos servidores. Suas ações, como  comprovaram as investigações, de modo algum comprometeram a lisura dos processos  tramitados na casa.

O candidato, no afã de justificar a lamentável, previsível e anunciada crise hídrica que assola  São Paulo, tenta jogar na vala comum da mediocridade uma instituição que tem sua história  construída sobre o mais nobre valor da Administração, o atendimento ao interesse público.

Ao indicar possível falta de cooperação do Governo Federal para “resolver o problema da crise  hídrica no Estado de São Paulo”, o candidato desconhece as ações de gestão da ANA junto às  instituições paulistas envolvidas com a problemática, fato de amplo conhecimento.

Graças a processos instruídos pelo seu corpo técnico e encaminhados por seus dirigentes, a  ANA tem preservado a necessária isenção partidária que proporciona uma eficiente gestão das  águas no país. Ao insinuar o uso espúrio da ANA, o candidato demonstra desconhecer a  trajetória da Agência e se iguala àqueles que, na falta de argumentos razoáveis para o debate,  lançam, com a empáfia dos inocentes, acusações vazias sobre instituições e pessoas que  nelas atuam.

Por fim, a ASÁGUAS recomenda ao candidato que, em suas manifestações, não deprecie as  instituições públicas brasileiras."

Ney Albert Murtha

DIRETOR EXECUTIVO

Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas

21 de outubro de 2014

A força de Dilma também em São Paulo

As coisas estão se complicando para o gran-tucanato.
Em seu reino restante, São Paulo, Dilma começa a retomar território.
Este video foi gravado ontem, em um encontro de Dilma com artistas e intelectuais que aderiram à sua candidatura.
O problema é que não coube todo mundo no teatro e aí Dilma teve que ir até à sacada atender os correligionários.
As imagens foram gravadas de um celular, mas dá para ver o ânimo da galera com a Presidenta.
O texto de Rodrigo Vianna descrevendo o ato no TUCA (teatro da PUC-SP) é um dos melhores da cobertura destas eleições.



A força simbólica no ato com Dilma e Lula na PUC de São Paulo
Por Rodrigo Vianna no Portal Forum
"Desde a campanha de 89 que não se via um ato político com tamanha carga de emoção em São Paulo. Os paulistas que votam no PT (e também aqueles que, apesar de não gostarem tanto do PT, resolveram reagir à onda de ódio e conservadorismo que tomou conta das ruas) foram nesta segunda-feira/20 de outubro para o TUCA – histórico teatro da PUC-SP, no bairro de Perdizes.

O TUCA tem um caráter simbólico. E o PT, há tempos, se descuidara das batalhas simbólicas. O TUCA foi palco de manifestações contra a ditadura, foi palco de atos em defesa dos Direitos Humanos. Portanto, se há um lugar onde os paulistas podem se reunir pra dizer “Basta” à onda conservadora, este lugar é o teatro da PUC.

O PT previa um ato pra 500 ou 800 pessoas, em que Dilma receberia apoio de intelectuais e artistas. Aconteceu algo incrível: apareceu tanta gente, que o auditório ficou lotado e se improvisou um comício do lado de fora – que fechou a rua Monte Alegre.

Em frente ao belo prédio, com suas arcadas históricas, misturavam-se duas ou três gerações: antigos militantes com bandeiras vermelhas,  jovens indignados com o tom autoritário e cheio de ódio da campanha tucana, e também o pessoal de 40 ou 50 anos – que lembra bem o que foi a campanha de 89.

No telão, a turma que estava do lado de fora conseguiu acompanhar o ato que rolava lá dentro. Um ato amplo, com gente do PT, do PSOL, PCdoB, PSB, além de intelectuais e artistas que estão acima de filiações partidárias (como o escritor Raduan Nassar), e até ex-tucanos (Bresser Pereira).

Bresser, aliás, fez um discurso firme, deixando claro que o centro da disputa não é (nunca foi!) corrupção, mas o embate entre ricos e pobres. “Precisou do Bresser, um ex-tucano, pra trazer a luta de classes de volta à campanha petista” – brincou um amigo jornalista.

Gilberto Maringoni, que foi candidato a governador pelo PSOL em São Paulo, mostrou que o partido amadurece e tende a ganhar cada vez mais espaço com uma postura crítica – mas não suicida. Maringoni ironizou o discurso da “alternância de poder” feito pelo PSDB e pela elite conservadora: “Somos favoráveis à alternância de poder. Eles governaram quinhentos anos. Nos próximos quinhentos, portanto, governaremos nós”.

O “nós” a que se refere Maringoni não é o PSOL, nem o PT. Mas o povo – organizado em partidos de esquerda, em sindicatos, e também em novos coletivos que trazem a juventude da periferia para a disputa.

Logo, chegaram Dilma e Lula (que vinham de outro ato emocionante e carregado de apelo simbólico – na periferia da zona leste paulistana). Brinquei com um amigo: “bem que a Dilma agora podia aparecer nesse balcão do TUCA, virado pro lado de fora onde está o povo…”. O amigo respondeu: “seria bonito, ia parecer  Dom Pedro no dia do Fico”. Muita gente pensou a mesma coisa, e começaram os gritos: “Dilma na janela!”

Mas a essa altura, 10 horas da noite, só havia o telão. As falas lá dentro, no palco do Teatro, foram incendiando a militância que seguia firme do lado de fora – apesar da chuva fina que (finalmente!) caía sobre São Paulo. Vieram os discursos do prefeito Fernando Haddad, de Roberto Amaral (o presidente do PSB que foi alijado da direção partidária porque se negou a alugar, para o tucanato, a histórica legenda socialista), e Marta Suplicy…

Vieram os manifestos de artistas e professores – lidos por Sergio Mamberti. E surgiram também depoimentos gravados em vídeo: Dalmo Dallari (o antigo jurista que defende os Direitos Humanos) e Chico Buarque.

Quando este último falou, a multidão veio abaixo. A entrada de Chico na campanha teve um papel que talvez nem ele compreenda. Uma sensação de que – apesar dos erros e concessões em 12 anos de poder – algo se mantem vivo no fio da história que liga esse PT da Dilma às velhas lutas em defesa da Democracia nos anos 60 e 70.

Nesse sentido, Chico Buarque é um símbolo só comparável a Lula na esquerda brasileira.

Aí chegou a hora das últimas falas. Lula pediu que se enfrente o preconceito. Incendiou a militância. E Dilma fez um de seus melhores discursos nessa campanha. Firme, feliz.

O interessante é que os dois parecem se completar. Se Lula simboliza que os pobres e deserdados podem governar (e que o Estado brasileiro não deve ser um clube de defesa dos interesses da velha elite), Dilma coloca em pauta um tema que o PT jamais tratou com a devida importância: a defesa do interesse nacional.

Dilma mostrou – de forma tranquila, sem ódio – que o PSDB tem um projeto de apequenar o Brasil. Lembrou os ataques ao Brasil nas manifestações contra a Copa (sim, ali o que se pretendia era rebaixar a auto-estima do povo brasileiro, procurando convencê-lo de que seríamos um povo incapaz de receber evento tão grandioso), lembrou a incapacidade dos adversários de pensarem no Brasil como uma potência autônoma.

Dilma mostrou clareza, grandeza e calma. Muita calma.

Quando o ato terminou, já passava de 11 da noite. E aí veio a surpresa: Dilma foi – sim – pra janela, para o balcão do Teatro voltado pra rua.

No improviso, sem microfone, travou um diálogo com a multidão, usando gestos e sorrisos. Parecia sentir a energia que vinha da rua. Dilma, uma senhora já perto dos 70 anos (xingada na abertura da Copa, atacada de forma arrogante nos debates e na imprensa), exibiu alegria e altivez.

Foram dez minutos, sem microfone, sem marqueteiro. O povo cantava, e Dilma respondia – sem palavras. Agarrada às grades do pequeno balcão, pulava e erguia o punho cerrado para o alto. Não era o punho do ódio. Mas o punho de quem sabe bem o lado que representa.

Dilma não é uma oradora nata, não tem o apelo popular de um Lula. Mas nessa campanha ela virou líder. O ato no TUCA pode ter sido o momento a marcar essa passagem. Dilma passa a ser menos a “gerente” e muito mais a “liderança política” que comanda um projeto de mudança iniciado há 12 anos.

Dilma traz ao PT uma pitada de Vargas e Brizola, de trabalhismo e de defesa do interesse nacional. E o PT (com apoio da  militância popular, não necessariamente petista) finalmente parece ter incorporado Dilma não como a “continuadora da obra de Lula”, mas como uma liderança que se afirma por si. Na luta concreta.

Uma liderança que – na reta final, nessa segunda-feira de garoa fina em São Paulo – pulava feito menina no ritmo da rua, pendurada no histórico balcão da PUC de São Paulo. Dilma ficou maior."

Documentário: A Luta Contra o Ebola em Monróvia na Libéria

Apesar de acompanharmos pelo noticiário a situação dos países africanos atacados pelo Ebola, não temos idéia do quão difícil é a situação naquela área.
A Libéria, por exemplo, nem precisa de um vírus letal para mostrar a miséria em que vive grande parte da população.
No entanto, são esses menos contemplados pela sorte na vida, os que mais recebem esta carga pesada de sofrimento.
O mini-documentário abaixo mostra um pouco disso, ao acompanhar a atuação de um enfermeiro em uma ambulância na cidade Monróvia, capital da Libéria.
Notem nas imagens externas como é a infra-estrutura do país. E estamos na capital... Haja Deus.
Apesar de não estar legendado em português dá para acompanhar toda a luta que ali se desenvolve.

  Fighting the Ebola Outbreak, Street by Street from The New York Times - Video on Vimeo.

"Alguns trabalhadores de ambulâncias em Monrovia foram infectados com o Ebola, enquanto outros foram atacados por não atender aos pacientes a tempo.
Uma semana na estrada, com a capital da Libéria mergulhada na mais profunda na crise."

Zeca Baleiro: Um Voto Crítico, Mas Convicto

Opinião
"O direito à oposição e o anseio pela alternância de poder são pressupostos básicos de um estado democrático. Desejar e acalentar o sonho de mudanças também é uma natural aspiração de todo cidadão.
Acho o governo Dilma criticável, como todo governo o é. Acho o PT criticável também, como todos os partidos o são. Como todo brasileiro, anseio por mudanças que urgem, embora reconheça que há mudanças políticas em curso neste governo que são louváveis. De qualquer modo, embora Dilma tenha seus pontos vulneráveis, não vejo adversário digno de sucedê-la. Mudar por mudar não me parece conveniente. Um dos argumentos mais usados pelos detratores da atual presidente e seu partido é o de que “estão há muito tempo no poder”. Esquecem que os tucanos há 20 anos ocupam o trono do governo de São Paulo (e há tempos vêm cometendo pecados sem perdão como o desmando irresponsável que gerou a crise de abastecimento de água no estado), isso sem falar nas oligarquias do Maranhão, há 48 anos roendo o osso do poder, e a de Alagoas, há outros tantos anos se perpetuando na política local (e estes casos nem devem ser levados em conta, pois, além de antidemocráticos, são imorais).
Um governo comprometido socialmente deve dirigir o olhar primeiramente aos desfavorecidos, aos excluídos do jogo social, isso é óbvio. Este governo que aí está fez isso. E o que não faltam no Brasil são pessoas vivendo em quadro de pobreza extrema, privadas dos direitos básicos de cidadão, massa de manobra barata para oligarcas usurpadores. Quando o buraco é muito fundo – e o fosso social no Brasil é pra lá de fundo -, não há como não ser assistencialista, infelizmente. Uma das frases feitas que mais me indignam neste pobre debate político (debate entre aspas) é a máxima hipócrita de que “é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe”. Ora, como ensinar a pescar um sujeito devastado pela fome e pela doença?
Outro argumento usado à exaustão é o da corrupção, e não podemos nos enganar - todos os partidos, quando ocupam o poder, caem em tentação, para nossa desgraça. A diferença básica neste Fla-Flu de corruptos é que os do PSDB seguem impunes, os do PT nem tanto. Só a punição exemplar desses bandidos somada à vigilância social mais ferrenha poderá fazer banir esta "cultura da corrupção" que hoje impera no país, ou ao menos reduzir os seus índices.
Não sou petista nem sou apegado a partidos ou candidatos. Voto com independência. No primeiro turno, meu voto foi dividido entre candidatos do PSOL, do PSB e do PT. Isto me parece coerente. Se nos próximos anos aparecer uma grande e confiável liderança política de outro partido, não hesitarei em mudar meu voto, desde que seu projeto tenha viés socialista, único projeto político que penso ser viável no mundo de hoje. Isto também me parece coerente.
O que não me parece coerente é ver a ex-candidata Marina Silva, arauta da “nova política”, anunciando seu apoio à candidatura Aécio Neves. Todos sabemos que a sua trajetória de luta contra os barões malfeitores do Acre a aproxima ideologicamente mais do PT, e não foi à toa que ela assumiu a pasta do Meio-Ambiente no governo Lula. Isto que ela agora faz é velha politicagem, jamais nova política. Sabemos para onde miram os políticos do PSDB, e no que vai resultar um novo governo tucano (e faço questão de afirmar o mesmo repúdio às alianças eleitoreiras do PT com velhos caciques paroquiais como Sarney, Collor e Calheiros).
Se a intenção de parte do eleitorado era destronar o PT e Dilma a qualquer custo, então que votasse num partido mais à esquerda (sim, eles existem) e não num partido que reza na cartilha do datado neoliberalismo que levou à convulsão social e ao desemprego massivo países europeus sólidos como França e Espanha, e que quase levou o Brasil à bancarrota, na era FHC. Este, por sua vez, sociólogo pós-graduado na Universidade de Paris, tem como hobby disparar frases infelizes, como a recente declaração preconceituosa e separatista sobre os nordestinos e seu voto, segundo ele, catequizado. Com todo o respeito que possa merecer, o ex-presidente está na Idade Média da Sociologia. Avançamos muito nos últimos anos em termos de “pensamento social”. Não há porque retroceder.
Votarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela.
P.S.: Peço aos internautas que queiram comentar, criticar ou divergir do meu texto, que o façam civilizadamente, com argumentos embasados, não com ofensas ou baixarias. De baixo, já basta o nível do debate dos nossos candidatos na corrida eleitoral."
Zeca Baleiro
(17 de outubro de 2014)

Saskia Sassen - O novo sistema: "A lógica hoje é expulsar as pessoas"



"Nos EUA, há uma imensa quantidade de prisões, de trabalhadores pertencentes a minorias, um vasto número de pessoas que jamais terão emprego. Temos uma grande quantidade de jovens entre o final dos 20 e início dos 30 anos que nunca tiveram um emprego. Portanto, são uma espécie de massa de humanidade que já não importa mais.”
Saskia Sassen, economista conhecida por suas análises nos fenômenos da globalização, defende o fim do Estado liberal forte. Para ela, mesmo que limitado, o Estado liberal tinha um projeto inclusivo que significava uma classe trabalhadora próspera e uma classe média em crescimento. “Creio que o ponto alto do Estado liberal foi realmente o século XX, com todos os seus horrores. Mas ele tinha um projeto e o projeto, de fato, era possibilitar algum tipo de classe média, uma classe trabalhadora próspera”, diz."

20 de outubro de 2014

Chupa, Dado!

Estou achando muito legal essa posição do Gregório Duvivier, sem medo de botar a cara na reta deste time de "filhinhos de papai", como diz o Lula.


Em resposta a Dolabella, Gregório Duvivier critica o que chamou de “voto narcísico”

Depois de receber críticas do ator Dado Dolabella, o humorista afirmou que sua condição econômica até poderia induzi-lo a votar em Aécio Neves (PSDB), mas ele acredita que não dá para pensar apenas em interesses próprios na hora de escolher um candidato

Por Redação

"Em sua coluna na Folha de S. Paulo desta segunda-feira (20), o humorista e integrante do grupo Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, respondeu às recentes críticas do ator Dado Dolabella, que o chamou de “marginal” por ter declarado apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).

No texto, intitulado “Chupa, Dado”, Duvivier conta que era uma “criança tucana” e que seus pais chegaram a fazer, em casa, uma festa para promover a candidatura de Fernando Henrique Cardoso à presidência. Porém, com a chegada da adolescência, ele aderiu às lutas de esquerda e deu seu primeiro voto ao Lula, em 2002. “Na prática, o PT só piorou minha vida burguesa: o aumento do IOF para compras no exterior e a maldita tomada de três pinos me dão saudades enormes dos anos 90”, ironizou.

Ele reforçou a ideia de que é preciso votar pensando não somente em interesses próprios, mas também no restante da população. “Aécio seria um candidato infinitamente melhor para mim, homem-branco-heterossexual-carioca-que-viaja-para-fora-do-Brasil-uma-vez-por-ano-e-faz-a-festa-na-H-&-M. Mas democracia não é — ou não deveria ser — isso que virou, esse exercício do voto narcísico, em que pastor vota em pastor, policial vota em policial e carioca vota em bandido”, completou."
Fonte: Revista Forum

A falta d´água em São Paulo vai para o Horário Eleitoral

Ele culpa a Dilma pela falta d’água em SP
Há dez anos se sabia que ia faltar água e os tucanos a distribuir dividendos em NY !​
"O amigo navegante deve ter assistido ao excelente programa da Dilma no horário eleitoral, em que ela mostra como tentou ajudar São Paulo a enfrentar a anunciada e previsto crise de abastecimento de água e os tucanos não lhe deram bola.

Apesar da arrogância – eles são assim, desde 1932 … – , Dilma ofereceu recursos para atenuar o problema, que, segundo a Fel-lha (no ABC), se espalhou pelo Estado.

O Padilha se cansou de avisar na campanha – em que o Datafalha, o Globope e a Globo o mantiveram lá embaixo – que a crise tinha sido diagnosticada há dez anos e os tucanos nem aí.

E que o Alckmin preferiu distribuir lucros da empresa de água, a Sabesp, privatada pelos tucanos, à Bolsa de Nova York, a investir em abastecimento.

Pois, não é que o Aecínico – o cinismo é assim, diz qualquer coisa – culpou a Dilma pela crise:

"Talvez o que tenha faltado seja (sic) uma parceria maior do governo federal. A Agência Nacional de Águas (ANA), criada no governo Fernando Henrique, se não tivesse no governo do PT servido a outros fins, com os critérios para se ocupar cargos de diretoria da ANA (sic), ela poderia ter sido uma parceira maior do governador (Alckmin).""
________________________________________________________________
Dilma devolve falta d’água aos tucanos
Por que os tucanos não fizeram o Eixão das Águas?
"Em São Paulo, a Presidenta Dilma Rousseff respondeu ao candidato adversário Aécio Neves (PSDB), que afirmou ter faltado “uma parceria maior do governo federal” na questão do problema de falta de água no estado governado por Geraldo Alckmin. Sobre o assunto, a Presidenta esclareceu que, primeiramente, entrou em contato com o governador em fevereiro deste ano e aconselhou que eram necessárias obras emergenciais, mas ele não adotou.

“Eu disse ao (Geraldo) Alckmin que os estudos do próprio governo mostravam que eles enfrentariam uma situação difícil. A água é atribuição dos governos estaduais e em alguns estados e atribuição de municípios. No caso de São Paulo, a gestão da água é feita pela Sabesp, pelo governo do estado”, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), para completar: “A questão da água é importante para entender como os tucanos governam”.

E continuou: “Em março, eu disse ao governador que ele deveria fazer obras emergenciais. O que a nós foi pedido, nós fizemos, dentro das atribuições do governo federal. O governo do estado apresenta um projeto e nós somos parceiros do projeto. Nós não fazemos o projeto”.

“Por exemplo, no Ceará, fizeram o Eixão das Águas, que começou no governo Lula. A quarta etapa foi feita e concluída no meu governo”, confirmou Dilma para quem não deve ser acusada de negligência. “O governo do estado não pode atribuir a nós qualquer omissão na ajuda”, concluiu..

A  candidata à reeleição, que está na capital paulista para participar de ato político ao lado do Presidente Lula, citou alguns dos investimentos do governo federal em pequenos municípios, em saneamento e mobilidade urbana. “Para os municípios que sofrem com a seca, tem ações emergenciais e ações estruturantes, porque o povo não pode esperar. Fizemos grandes obras de mobilidade urbana nos grandes municípios brasileiros, como corredores de ônibus, BRTs e VLTs. Construímos mais de 1 milhão de cisternas no semiárido nordestino e complementamos essa ação com água de caminhões-pipa”, confirmou.

Abaixo, outras frases da petista:

Nosso objetivo é universalizar a conexão de internet até 2018

Chegaremos a 90% de domicílios no Brasil com banda larga por fibra ótica. Os outros 10% serão com outra tecnologia

Nós pretendemos dobrar o número de conexões no Brasil

A internet é tão importante hoje pras pessoas quanto a energia elétrica. É integrante da vida das pessoas

Nós vamos usar também os princípios do Marco Civil da Internet para fazer a gestão dessa universalização

A inclusão social também vai beneficiar empresas, setor de serviços e comércio

Teremos também a banda larga nas escolas e nas estruturas de saúde

A universalização da banda larga não tem só um aspecto econômico, tem também um aspecto social


Sobre Petrobras:

Para que se tomem providências, é necessário que haja informação oficial (Petrobras)

É temerário a gente discutir sem informações oficiais sobre quem está envolvido e como


Crise:

O Brasil tem um situação excepcional porque a gente recebe, em média, R$ 67 bilhões e investimento externo

A Alemanha é uma das maiores economias industriais do mundo e está sofrendo pesadamente os efeitos da crise

O Brasil, na crise, não desempregou, pelo contrário, nós criamos 5,5 milhões de empregos, enquanto a Europa está com 100 milhões de desempregados."

Fonte: Conversa Afiada



Eleições 2014: Pesquisa Datafolha de hoje, 20/10

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Então vamos lá:

Dilma - 46%
Aécio - 43%

Votos válidos:
Dilma - 52%
Aécio - 48%

Avaliação do Governo Dilma: 42% ("Ótimo" subiu dois pontos).

P.S.: O DataCaf estava certo!

As eleições e os amigos

Acho que qualquer pessoa que tem perfil em alguma rede social e aplicativos semelhantes (como Facebook, Twitter, WhatsApp, etc.) já percebeu que muitas amizades se perderam.
Parece que buma parte se transforma em fundamentalista. Ou já era e se solta das amarras.
O texto abaixo, postado no jornal O Tempo, trata disso.
Depois das eleições muitos ressentimentos permanecerão ou haverá uma amnésia em massa, tipo quase ninguém comentar mais Alemanha 7 x Brasil 1?


Amigos, amigos; eleição à parte 
Período eleitoral tem motivado ataques pesados entre amigos, principalmente nas redes sociais
Por LARISSA VELOSO

"A revelação, na última semana, de que a saída do fotógrafo uruguaio César Charlone da produtora do cineasta Fernando Meirelles se deu por motivos políticos colocou mais lenha na fogueira das discussões eleitorais. Parceiros há dez anos nos sets de filmagens, Charlone apoia Dilma Rousseff (PT), enquanto Meirelles atuou como consultor de Marina Silva (PSB) no primeiro turno. Nesta segunda parte do pleito, o cineasta não apoia ninguém.
A discordância entre os dois aconteceu em março, mas retrata algo comum no fogo cruzado das eleições: os desentendimentos por causa de política, que tomaram conta, principalmente, das redes sociais. “O clima está muito acirrado, como nunca esteve. São coisas absurdas. Há discussões em que tem argumento de lá, argumento de cá e, de repente, alguém manda o outro ir tomar naquele lugar”, comenta a coordenadora do Centro de Convergência de Novas Mídias da UFMG, Regina Helena. O resultado, muitas vezes, são amizades rompidas.

O grupo das amigas Ana Paula e Kenia, por exemplo, criado na rede de mensagens WhatsApp para reunir os velhos colegas de faculdade, ia muito bem até o primeiro turno das eleições se aproximar. “Começou um monte de bobagem. As pessoas começaram a postar montagens e charges sobre candidatos. As coisas foram colocadas de tal forma que não era um debate. Era como se fossem duas torcidas de futebol”, conta a bancária Ana Paula Canela, 30.

“E o pior é que ambos os lados falavam mal do candidato oposto, para evitar que você votasse em tal pessoa”, relembra a relações-públicas Kenia Mara de Miranda, 35. O que antes era um lugar para conversas de amenidades entre amigos virou palco de um verdadeiro “Atlético x Cruzeiro”. O resultado foi que Ana Paula e Kenia deixaram o grupo, seguidas por vários outros.

O empresário do ramo de informática e militante de longa data José Célio Gabriel Martins, 61, também já viu alguns amigos virarem as costas nas redes sociais. “Sou excluído na tréplica”, afirma, sobre os debates com amigos que apoiam o partido oposto ao dele no Facebook. Ele, no entanto, diz não se importar com a perda de audiência. “Nas redes sociais, o debate é intenso. Se eu tiver tempo de ficar 24 horas por dia no Facebook, eu fico. E 99% dos meus posts são políticos”, atesta José Célio.

De acordo com a coordenadora do curso de Gestão de Campanhas Políticas na Internet da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luciana Salgado, o ambiente virtual acaba liberando algumas amarras. “Como na web a pessoa se sente mais livre, ela acaba perdendo os filtros. Se estivesse dentro de um bar, pessoalmente, seriam obrigadas a manter a polidez”, afirma.

Da paz. Mas, em meio às discussões, há também quem consiga manter as amizades, como é o caso do historiador Mauro Teixeira, 40. Ele conta que já teve discussões pesadas sobre política com os amigos, mas que, no geral, a conversa termina bem. E já até aconteceu de a relação terminar melhor do que antes. “Outro dia, no Twitter, comecei uma conversa meio áspera com um cara que não conheço, e, no fim, estávamos conversando feito gente. Ele não mudou o voto dele, nem eu mudei o meu, mas a conversa ficou em bons termos”, relembra."

Eleições 2014 - Pesquisas, pesquisas, pesquisas: MDA/CNT e tracking de hoje, 20/10

Eu não acredito em pesquisas, mas que elas existem, existem.
Então vamos lá.

MDA/CNT
Dilma - 50,5%
Aécio - 49,5%

Tracking do DataCaf:
Dilma - 47%
Aécio - 43%

Paulo Henrique Amorim:
"Liderança se manteve também depois do debate.
Esse tracking que o ouro de Havana oferece ao amigo navegante combina telefonemas feitos no fim da tarde de domingo, antes do debate, e uma parte, menor, com telefonemas nesta manha (20/10), depois do debate, portanto.
A ele se acrescentam as pesquisas quali já aqui mencionadas."


P.S. deste blog:
Informação a ser analisada: a bolsa opera nesta segunda em baixa (ok, é um cenário internacional, mas...) e o dólar está valorizando.

Debate de ontem na Record: o tom certo de Dilma

Uma boa análise do Fernando Brito sobre o debate de ontem à noite na Record.
Não sei como foi a audiência, mas eu já estou evitando assistir (o de ontem eu não vi).
É que certas colocações do Aécio e a forma como ele vinha fazendo em relação à Presidenta me deixavam extremamente irritado. Como chamá-la de leviana e mentirosa toda hora.
Parece que ontem ele foi alertado (devia estar perdendo votos) e baixou o tom. Melhor assim.



Dilma acertou o tom no debate da Record

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

"Vou ser bem direto e pouquíssimo passional na análise do debate encerrado há pouco na Record.

Não mexe em nada com mais de 80% dos eleitores que, a esta altura, têm seu voto decidido para o próximo domingo.

A esta altura, exceto por revelações bombásticas, o clima é mais importante que os argumentos.

Como nada do que foi dito na Record foi bombástico, também não são bombásticos os efeitos do debate.

O que não quer dizer que são ou serão pequenos.

Dilma se moderou nas citações numéricas e estatísticas e produziu, de novo, fatos concretos.

Sobretudo na questão da segurança, como já postei aqui, ainda durante o debate.

Os argumentos de Aécio se desmontam com os números e é provável que a própria mídia os tenha de repercutir.

Mas, insisto, isso não é o essencial.

O essencial é que as pessoas possam se sentir seguras com Dilma, e sentir-lhe a segurança.

A eleição está dividida e como em toda a situação dividida, a confiança que se percebe e se transmite é decisiva.

Aécio pareceu-me bem menos seguro e a muitos deve ter dado também esta sensação.

Claro que não aos áulicos, mas os áulicos servem para bater palmas no estúdio, não mais que isso.

O fato é que a insegurança mudou de lado, em duas semanas.

Depois do desempenho ”surpreendente” de Aécio no primeiro turno (embora muitos já estivéssemos afirmando muito antes que ele e não Marina iria ao segundo turno) e do apoio que o tucano recebeu de praticamente todas as candidaturas, exceto a de Luciana Genro, a pergunta já não é mais se Dilma terá condições de resistir-lhe.

Mas se ele terá condições de ultrapassá-la.

Porque, mais que o resultado que se publica, a gente percebe no comportamento dos candidatos quando ele sabe está atrás ou à frente nas intenções de voto, porque tem dados muito mais precisos e confiáveis do que nós.

Aécio já não era o “desafiador”.

Mas o desafiante.

E nisso, ele foi xoxo.

Não poderia, como ocorreu, ter recebido “explicações” da candidata sobre o que significavam as coisas sobre as quais falava, como os bancos públicos, por exemplo.

Nada pior do que se mostrar despreparado. O que, apesar da oratória limitada, Dilma não se mostra.

Ele, muito mais do que ela, precisaria ter exibido solidez, porque depende de um “clima”.

E não exibiu justamente porque tem pouca solidez.

O debate do SBT, como o da Band, teve o tom certo para mobilizar apoiadores.

Aécio vinha de seu momento e, pelo visto, não conseguiu capitalizar o favoritismo com que emergiu das urnas do primeiro turno, quando poderia ter abatido a estabilidade que, há meses, a candidatura Dilma apresentava, justamente por ter esta solidez.

Seria uma nova “onda” e a “onda” foi quebrada com o confronto.

Já o da Record mirou os eleitores, não para os militantes.

E, para eles, Dilma acertou o tom.

Recuperou a segurança, a firmeza, a imagem tranquila.

A de favorita
."

Fala Chico Buarque!




19 de outubro de 2014

Em áudio: Juca Kfouri e José Trajano falam de Aécio Neves e as estranhas ligações com o futebol

Da Rede Brasil Atual

"O candidato Aécio Neves, do PSDB, caso eleito presidente da República, não mudará a situação falimentar e corrupta do futebol brasileiro e corre-se o risco de Ricardo Teixeira voltar para a CBF.

É o que acreditam os jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, respeitados cronistas esportivos.

Eles denunciam Aécio e sua ligação com corruptos do futebol, criticam o histórico político do candidato tucano e lamentam sua postura machista durante os debates na televisão."

Reportagem de Marilu Cabañas.




Eleições 2014: Tracking de hoje, 19/10

Hoje no Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim:

"Tracking DataCaf:

Dilma 45% x 42% Aécioporto

O Lula é quem sabe dele: o Lula queria ver se ele ia ser assim, violento, se o adversário fosse um homem.

Não deixe de ler “DataCaf Extra”  e de se perguntar por que o Machão não processou o Juca Kfouri ".


DataCaf 21:00 hs de domingo:
Dilma - 47%
Aécio - 43%


Dire Straits


E vamos nós para já para o terceiro post deste horário de verão 2014/2015.
Ontem, ao cair da tarde, resolvi dar uma repassada na carreira (epa!) do grupo inglês Dire Straits.
Fazia tempo que eu não os ouvia e para facilitar - e por causa do sempre pouco tempo livre - ao invés de ir nos LPs, ouvi um único CD, o "Sultans of Swing", que é uma coletânea dos seus seis álbuns e inclui alguma coisa ao vivo em suas 16 faixas.
Nem me lembrava como eram bons.
Capitaneados pelo fantástico guitarrista, cantor e compositor Mark Knopfler (que depois do fim da banda vem realizando um excelente trabalho solo, mais folk), o Dire Straits seguiu a trilha aberta pelos Beatles: Pop-Rock acessível para disfarçar uma incrível sofisticação estilística.
Imperdível e não datado.







Dedo em riste contra as mulheres

A campanha de Aécio Neves disse que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para tirar do ar o comercial abaixo.
Veja antes que suma.