23 de abril de 2014

Quem 'pega' mais mulher, homens da direita ou da esquerda?

Bem, tem tudo para fazer parte de nossa série "Humor de Quinta". Mas como hoje é quarta... Podemos então enquadrar no rótulo 'quinta categoria'...
Parece piada, mas eu não sei se é não.
Submeto para vosso conhecimento três textos.
O terceiro aparece no link, na sequência.
Os dois primeiro (reproduzidos aqui) se referem ao terceiro que é de autoria do 'filósofo' Luiz Felipe Pondé, publicado na Folha de São Paulo. Não deixem de ler este terceiro para entender melhor os dois primeiros.
O primeiro é do jornalista Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho.
O segundo é do analista político Fernando Brito do site Tijolaço.
Tirem suas conclusões. Se é que precisa tirar alguma conclusão.

O bem que nos faz Pondé
Por Miguel do Rosário em 22/04/2014

"Este último artigo de Pondé é do tipo que nos lava a alma, mas num sentido inverso do usual.

Às vezes somos tão duros conosco, com nossos amigos, com nossos representantes políticos.

Aí ler uma tolice tão gloriosamente monumental nos dá um certo alívio. Porque vemos que, se ainda temos um longo caminho a percorrer, para sermos mais ágeis, inteligentes, generosos, ao menos não somos completamente sacripantas como alguns de nossos adversários na direita.

Por outro lado, esse texto de Pondé é de uma estultice tão colossal, de um machismo tão grosseiro, que me vem a paranoia de que a mídia está se fingindo de burra apenas para que a gente baixe a guarda.

Há outro risco. O texto é tão bobo que, se não tomarmos cuidado, passaremos o resto do ano rindo, deixando em segundo plano as análises políticas mais sérias."


Pondé, a indigência mental do “filósofo-pegador” da nova direita.
Autor: Fernando Brito em 21 de abril de 2014
"Não costumo perder meu tempo lendo o que escreve o filósofo (ai, jesus!) Luiz Felipe Pondé, elevado pela Folha à condição de pensador existencial.
Mas hoje, enquanto cuidava aqui por minha mãe, de volta a uma longa temporada de hospital, tive o descuido de ler sua coluna na Folha, intitulada Por uma direita festiva.
E deparei-me com abjeções em série.
“Ser jovem e liberal é péssimo para pegar mulher. Este é o desafio maior para jovens que não são de esquerda.”
Pegar mulher, sim, senhores.
Uma coisa que se pega, não é?
Aliás, neste sentido primário, não me parece que, a não ser por desinteresse, jovens e liberais, do rei dos camarotes ao funk-ostentação, não têm muita dificuldade em “pegar mulher”…
Mas segui adiante, achando que pudesse ser ironia ou a tentativa de ser um “Macaco Simão” da filosofia.
“Um dos maiores desafios dos jovens que não são de esquerda não é a falta de acesso a bibliografia que seus professores boicotam (o que é verdade), nem a falta de empregos quando formados porque as escolas os boicotam (o que também é verdade), mas sim a falta de mulheres jovens, estudantes, que simpatizem com a posição liberal (como se fala no Brasil) ou de direita (quase um xingamento).”
Ah, estamos vivendo sob uma ditadura marxista, onde os livros do pensamento conservador são censurados e as empresas – verdadeiras células da ditadura do proletariado – discriminam os “jovens que não são de esquerda”.  Então, os caríssimos mauricinhos estão, além de privados de livros e empregos, vivem à míngua de companhia feminina…
Para mal dos meus pecados, não era brincadeira ou ironia. Pondé esclarece:
“Vou repetir, porque eu sei que questões altamente filosóficas são difíceis de se entender: o maior desafio para um jovem estudante liberal no Brasil é pegar mulher (no meio universitário e afins), sendo liberal.”
Vejam que primor de explicação ele nos oferece:
“Os cursos em que você encontra jovens liberais (economia, administração de empresas, engenharia e afins) têm muito poucas mulheres e as que têm não têm muito interesse em papo cabeça e política. O celeiro de meninas que curtem papo cabeça e política são cursos como psicologia, letras, ciências sociais, pedagogia e afins, todos de esquerda.”
tab1O cidadão está meio atrasado.
Isso vem mudando faz tempo e, embora ainda sejam minoria na área de Exatas, as mulheres, na maioria destes cursos, estão longe de serem “muito poucas”, como se pode ver no exemplo da USP, registrado na tabela aí ao lado.
“Papo-cabeça”, política, ao que parece, na visão de Pondé, seriam como aqueles “assuntos de mulher” da primeira metade do século 20. Frivolidades, desperdício de tempo. E, ao “pegador”, aconselha ele, “pelo amor de Deus, não fale de economia”. As meninas destetam economia…
Será que é por uma inferioridade cerebral, professor Pondé?
Ao contrário, diz ele, “se você é de esquerda, pegar mulher é a coisa mais fácil do mundo”.
Ele imagina até o cenário da “pegada”: Um pouco de vinho barato, quem sabe, um baseado? Um som legal, uma foto grande do Che (aquele assassino chique) na parede.
Claro, porque, “sem álcool e conversa (…) a humanidade teria desaparecido porque mais da metade das meninas não iam querer transar –principalmente quando descobriram a dor do parto”.
Com toda a sinceridade, por mais que eu esteja acostumado com a mediocridade mental da nossa “nova direita”, não deixo de ficar chocado com estes episódios de selvageria mental explícita.
É algo comum aos Constantinos, Azevedos,  ”humoristas”- filhotes do CQC: alcançar a notoriedade pela grosseria e pela – perdoem, mas a palavra é inevitável – escrotidão mental."

Link por uma direita festiva: Folha de São Paulo

22 de abril de 2014

Poderia ter ficado sem essa, Aécio! Tudo em nome da liberdade na Internet...o Brasil avança!


Dia da Terra

Só lembrando, já que atualmente tem dia de tudo, hoje é o Dia da Terra.
Pelo menos esse faz sentido, em uma época de destruição acelerada. Nossos netos que o dirão.

Les Moines Bouddhistes - "My Spirit Flies To You"


Até onde sei trata-se de um 'combo' espanhol, com ramificações na França.
O único registro dos "Monges Budistas" que encontrei é o CD "Sakya Tashi Ling", lançado em 2005 na Espanha e em 2006 na França.
O estilo é híbrido: 'Religious, Vocal, Therapy, Ambient, Deep House, Downtempo'. Ou seja, uma mistureba que se interelaciona e produz um som Pop bem legalzinho, com a cantora que, além da bela voz e simpatia, também é bonitinha.
É a primeira tentativa que vi de tornar pop os cântigos religiosos budistas.
Em tempo: 'Sakya Tashi Ling' é o nome de um monastério budista localizado na Espanha.



Madri e a Champions League


Quem gosta de bom futebol está sabendo que hoje e amanhã a cidade de Madri, Espanha, é a capital mundial do futebol.
Pela primeira vez na história (que eu saiba) os dois grandes clubes da cidade chegaram na mesma edição às semifinais do melhor campeonato do planeta atualmente, depois da Copa do Mundo é claro.
Hoje à tarde tem Atlético de Madri x Chelsea (Inglaterra) e amanhã Real Madrid x Bayern de Munique (Alemanha).
Com isso Madri(d), adquire cada vez maior status, seja no futebol seja como atração turística.
Não tenho dados, mas desconfio que Madri seja o terceiro destino turístico da Europa, perdendo apenas para Paris e Londres, talvez Roma. E olha que não faltam outras super-atrações: Milão, Budapeste, Lisboa, Amsterdã, etc.
Da série, 'um dia iremos lá'.
Enquanto isso, acompanhemos os jogos (pelo menos o de amanhã que vai ser melhor e é feriado no estado, mas ambos serão ótimos, com certeza) e o video que selecionei sobre a bela Madri, com música do Primal Scream.
Uma pré-temporada do que será a Copa do Mundo no Brasil daqui a 50 dias! Só não teremos Madri. Mas tem o Rio, Salvador, Recife, Fortaleza, etc.

Para os Caros Amigos: Andropausa

Longevidade saudável: entrevista com o Dr. Ítalo Rachid.
Declínio hormonal masculino, baixos níveis de testosterona, sintomas, etc.
Vale a pena pelo menos tomar conhecimento disso.

21 de abril de 2014

Quatro Música Românticas dos Bons Tempos


Nem sempre cumprimos a meta de sermos também um blog musical.
Aproveitando o feriado e retomando os primórdios deste espaço, algumas românticas dos bons tempos, legendadas.
"Something", Beatles, uma das músicas mais gravadas de todos os tempos.
"Feelings", que colocou o Brasil (via Morris Albert) na rota da música romântica internacional.
A clássica "A Whiter Shade of Pale" do da banda inglesa Procol Harum (1967).
A maravilhosa "For You" do grupo Progressivo alemão Triumvirat.
São tantas, que em vez de quatro poderíamos colocar quarenta ou quatrocentas. Mas vamos devagar para não emocionar demais...







Para a hora do almoço: "Comida S.A."


"Realizado ao longo de anos por um jornalista investigativo americano, o documentário traça um panorama assustador da maneira como é produzida a comida nos EUA (e, porque não, em várias outras partes do mundo).

Milhares e milhares de galinhas geneticamente modificadas, com peitos tão grandes e pesados que não conseguem sequer ficar em pé, sendo criadas em viveiros escuros, atulhadas umas em cima das outras, imersas nos próprios dejetos.

Mães que perderam filhos ainda crianças porque eles apenas comeram um hambúrguer feito com carne de bois entupidos de remédios e hormônios e alimentados com milho modificado que desenvolveram uma bactéria mortal para humanos, a Bovine Escherichia coli O157:H7.

Porcos sendo mortos em câmaras que os "esmagam" em grupos.

Sementes de soja criadas por multinationais para resistirem ao mais forte dos pesticidas.

E isso só para citar ALGUNS dos fatos apresentados. Assustadores. Como diz o criador do filme, a agricultura americana só tem uma lei: "Faster, fatter, bigger and cheaper"".

Bombardeando Dilma: a predileção por escândalos e más notícias cria uma realidade manipulada do Brasil

Continuando nossa série sobre análises dos noticiários contra o governo, contra Dilma, contra o PT e contra qualquer outro governo de tendência mais à esquerda, trouxemos esta abalizada opinião do jornalista Paulo Nogueira, fundador e diretor do Diário do Centro do Mundo, que tem uma longa história de conhecimento da "grande mídia", da qual participou por décadas.

Contra Dilma: Bombardeio incessante (até outubro...)
Julgar Dilma pelo noticiário da mídia é um erro

"Chega a mim um artigo de JR Guzzo publicado na última Veja.
Guzzo, essencialmente, diz que este é o governo mais incompetente da história do Brasil. Ou um dos mais.
Um introito.
Guzzo é um dos maiores jornalistas do Brasil. A Veja teve dois grandes diretores, que a fizeram ser o que foi nos dias de ouro da revista: Mino Carta, na década de 70, e Guzzo, na seguinte.
Depois, veio o dilúvio.
Extraordinariamente capazes e carismáticos, tinham em comum a arte de distinguir a capa da matéria secundária e a capacidade de montar equipes que se orgulhavam de trabalhar numa revista que parecia melhor do que qualquer coisa que se fazia no jornalismo nacional.
A maior diferença entre eles residia na maneira de ver o mundo, Mino mais à esquerda e Guzzo mais à direita. Guzzo, por isso, tinha mais afinidade ideológica com o dono da Abril, Roberto Civita.
Isso contribuiu para que Guzzo, que substituiu Mino numa saída traumática, tivesse na Veja uma vida bem mais calma do que seu antecessor, pelo menos no que diz respeito às relações com RC.
Tenho por Guzzo uma mistura eterna de admiração e gratidão. Trabalhamos bem perto na Exame, ele como diretor geral, eu como diretor de redação.
Nunca tive um chefe tão capaz, e nem tão fácil de trabalhar. Como executivo, Guzzo tinha a virtude rara do bom senso, e nunca competiu com seus subordinados em torno de conquistas – que foram muitas naqueles dias na Exame.
Assumia também a responsabilidade pelos problemas. Quando alguma reportagem dava problemas, ele tomava a si a conta.
Demos, por exemplo, uma capa com um portal que competia em meados dos anos 90 com o UOL, do qual a Abril era então sócia. Foi uma decisão minha. A casa não gostou. Guzzo disse que era dele a responsabilidade.
Nunca vi chefes que fizessem isso. Nisto, e não só nisso, Guzzo foi para mim um inspirador.
Não bastasse tudo, Guzzo é uma das melhores companhias que você pode ter numa mesa de bar ou num restaurante: inteligência notável, ótimas histórias etc.
Tudo isso posto, discordo amplamente – e democraticamente — do que Guzzo escreveu na coluna que circula pela internet.
Onde está a fragilidade de seus argumentos para criticar tão asperamente Dilma?
No fato de sustentá-los no “noticiário”. Como as empresas jornalísticas escolhem o que dar e o que não dar, e como elas detestam Dilma e o PT, a predileção por escândalos e más notícias cria uma realidade manipulada do Brasil.
É mais ou menos o que ocorreu nos meses que antecederam a queda de João Goulart.
Um presidente com ampla popularidade – uma pesquisa Ibope jamais publicada mostrava que Jango era o grande favorito para as eleições presidenciais de 65 – era apresentado como um homem rejeitado por toda a sociedade.
Medidas de Jango como o 13.o salário eram classificadas como uma “calamidade”, como colocou o Globo em sua primeira página.
O que era “noticiado” era o que os donos das empresas jornalísticas queriam que chegasse às pessoas. Tudo era negativo.
No oposto, na ditadura, a “realidade” que a Globo mostrava era altamente falsa. Más notícias eram subtraídas a seu público. A Globo mostrava um Brasil falsamente harmonioso, em que não havia violência, não havia miséria, não havia desigualdade galopante, não havia corrupção.
Boa parte da nostalgia da ditadura alimentada por inocentes úteis  deriva exatamente do paraíso de mentira que a Globo, fortemente ajudada pela ditadura, impunha aos brasileiros. Numa época em que não havia o contraponto da internet, era uma lavagem cerebral poderosíssima.
Quando comecei a pesquisar o Mensalão, lembro do elogiado pronunciamento de um juiz em que ele citava o “noticiário” para dizer que nunca houvera tanta corrupção.
Entendamos. Se a mídia ignora, por exemplo, que FHC se valeu de votos comprados para conseguir a emenda da reeleição, ele pode passar para a história como um Catão.
Aquele juiz era com certeza um leitor da Veja, submetido, portanto, a uma bateria incessante de “escândalos” como o da conta no exterior de Lula que a revista publicou com a cândida e histórica confissão de que não conseguira provar nada. (Sabe-se hoje que era um trôpego dossiê montado por um banqueiro sem nenhuma credibilidade.)
Considere o caso Petrobras, agora. A manipulação da mídia não se detém sequer diante de fatos concretos. A refinaria não custou 42 milhões de dólares para o comprador anterior, e nem a Petrobras pagou 1 bilhão, mas são os números que continuam a circular.
No caso específico da Veja, sequer o depoimento do presidente da Abril, Fabio Barbosa, membro do Conselho Editorial da Petrobras na época do negócio, deteve a fúria assassina da revista.
Guzzo é um mestre a quem devo muito.
Mas basear sua catilinária contra Dilma no noticiário é um erro.
Se Serra estivesse no poder, certamente o noticiário seria altamente positivo sem que isso significasse nada.
Que aconteceu com São Paulo sob Serra? Menos favelas? Menos crimes? Menor desigualdade? Menos corrupção?
E sob Kassab, invenção de Serra que a Vejinha colocou na capa às vésperas das eleições municipais dizendo que os paulistanos eram muito duros no julgamento dele?
Este o erro fundamental de Guzzo, meu professor: se fiar num “noticiário”, que é tão viciado quanto poderia ser.
Uma avaliação objetiva de Dilma, para usar uma expressão que ouvi muitas vezes de Guzzo, só pode ser feita no “hard way”: pesquisando com rigor, confrontando com serenidade e depois tirando conclusões."

20 de abril de 2014

A tentativa de espionagem sobre o Palácio do Planalto e o STF

As suspeitas sobre Barbosa no episódio de espionagem
dom, 20/04/2014

Por Luis Nassif
"Como se sentiria um operador do direito se alguém afirmasse que há suspeitas de que a mais alta autoridade do Judiciário, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) usa mão de gato, pratica chicana, estupra os procedimentos à luz do dia e com as cortinas do palco escancaradas? E que, na condição de presidente do STF, sua imagem pessoal torna-se a imagem do Judiciário.

No episódio da tentativa de espionagem sobre o Palácio do Planalto, Barbosa agiu com mão de gato ou foi fundamentalmente displicente? O simples fato de existir essa dúvida mostra a desmoralização a que o STF está submetido com os atos de seu presidente, ao não se pronunciar sobre a tentativa do Ministério Público do Distrito Federal de espionar o Palácio do Planalto.

O assessor de Barbosa, Wellington Geraldo Silva, telefonou para Jânio para “uma exaltada cobrança telefônica”, sobre as suspeitas de que, por falta de qualquer reação, Barbosa endossara a tentativa de espionar o Planalto. Foi-lhe recomendado escrever para o Painel do Leitor.

Na carta enviada, o assessor alega que Barbosa tomou as providências regimentais quando recebeu o pedido de quebra de sigilo do seu parceiro, o juiz da Vara de Execuções Penais: sem ler, encaminhou o pedido para apreciação do Procurador Geral da República. Só depois do parecer da PGR, o presidente do STF manifestar-se-ia.

No entanto, quem analisar todos os passos da trama, terá muitos elementos para suspeitar que, ao remeter o pedido para o PGR sem nenhuma observação, ou ao não recusar o pedido liminarmente, o próprio Barbosa participou da trama  para espionar o Planalto – juntamente com a promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, o ex-juiz da Vara de Execuções de Brasília Bruno Ribeiro.

Relembrando:

1 - A promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, da Vara de Execuções de Brasilia, pede a quebra do sigilo telefônico de uma área que engloba o Palácio do Planalto.

2 - No seu último ato no cargo, o juiz Bruno Ribeiro, que assumiu a função na Vara de Execuções após a carga de Barbosa contra seu antecessor, recebe o pedido e envia para Barbosa sem nenhuma consideração a mais. É de conhecimento geral as afinidades criadas entre Barbosa e Ribeiro. Além da pressão contra seu antecessor, Barbosa acionou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em defesa de Ribeiro.

3 - Era de conhecimento de Barbosa que, no mesmo dia em que enviou o processo, Ribeiro declarou-se impedido de continuar atuando na Vara de Execuções.

4 -O presidente do STF recebeu o pedido, não conferiu as coordenadas e enviou para a PGR. Se o PGR também não conferisse as coordenadas, Barbosa teria o álibi para quebrar o sigilo do Planalto.

As suposições acima são perfeitamente críveis, para um cargo em que não se admite sequer a dúvida sobre a conduta do titular. Ainda mais com todo o histórico de protelações de Barbosa sobre o episódio Dirceu.

É evidente que Barbosa sabia que o pedido de escuta referia-se a áreas sensíveis, ao Palácio do Planalto ou a outro poder, caso contrário o próprio juiz da Vara de Execuções poderia ter autorizado a quebra de sigilo.

Mas seguir procedimentos habituais em um caso absolutamente unusual - a quebra do sigilo da própria Presidência da República - é um contrassenso que só se explica pela vontade de postergar ao máximo a decisão sobre Dirceu, ou então, de criar um fato político mesmo.

A alegação do assessor, de que Barbosa só poderia se manifestar após parecer do PGR, em um tema que nada tem de usual, mereceu a resposta adequada de Jânio: aceitar isso seria acreditar que o presidente do STF comporta-se como um estafeta, recebendo processos e encaminhando sem ler para o PGR.

Passados vários dias, até agora a única manifestação de Barbosa foi essa nota do assessor, segundo a qual ele cumpriu o regimento, remetendo o pedido (sem ler) para o PGR.

É possível que o excesso de processos levasse Barbosa a ser descuidado com o pedido. Mas é possível – dada a visibilidade do episódio – que o descuido de Barbosa tivesse sido intencional. É possível que não atinasse para a extensão do pedido. Mas também é possível que agisse em sintonia com o juiz para criar uma crise política.

Agora, coloque-se no lugar de Joaquim Barbosa. Há uma investigação para conferir um telefonema de José Dirceu, que teria sido dada em um dia definido. Barbosa recebe um pedido de autorização de escuta por vários dias, em áreas variadas. Supondo que seja displicente nos seus pedidos, que seja burocrático no encaminhamento dos processos, alguém poderá supor que, ao receber o pedido de quebra de sigilo, não tivesse sequer a curiosidade de conferir as coordenadas definidas pela promotora?

É mais fácil um camelo passando no buraco de uma agulha.

Pergunto: é possível um presidente de STF conviver com tantas dúvidas e suspeitas acerca de sua conduta, em um episódio da mais alta gravidade?"

Fonte: Jornal GGN

Estradas Incríveis (2): os vídeos

Já devo ter dito aqui que acho imagens de estradas como metáforas da vida.
Talvez também as esquinas, crossroads.
Mas me refiro a estradas vazias, que se perdem no horizonte.
Não as nossas rodovias entulhadas de carros, perigosas e estressantes.
Tem outro tipo de estrada, perigosas e estressantes. Não pelo motivos clássicos, mas por sua relação com a natureza ao redor. Diria que essas nem são estressantes, pois passam por ali pessoas que buscam aquelas emoções e visuais incríveis.
Na semana passada postamos aqui matéria que mostrava sete estradas inacreditáveis.
Duas delas tinham link para vídeos que as percorriam.
Não sei se leram o post e, se leram, clicaram no link.
Resolvi postar os dois vídeos. Vale a viagem de cerca de três minutos cada um.

Construída pelos moradores locais, a estrada de Guoliang (China) foi concluída em 6 anos para permitir o mútuo acesso entre o mundo exterior e a vila de Guoliang, isolada por séculos. Inaugurado em 1977, o túnel consiste em um percurso de 1200 metros esculpido nas montanhas Taihang. Já imaginou?



Eleita a segunda estrada mais incrível do mundo na mesma enquete do site espanhol 20Minutos, a Estrada do Atlântico (Atlanterhavsveien) vai desde a costa continental avançando sobre pequenas ilhas e sobre o oceano até encontrar a cidade de Averøy (Noruega) e seus pouco mais de 5 mil habitantes.


Boa Páscoa: Renascimento e... Chocolate!

19 de abril de 2014

Ficção(?): Mil Cópulas Não Valem Um Grande Beijo

Como sabem os nossos fiéis 17 leitores que nos acompanham desde sempre, o blog é bem eclético.
Embora abordando tantos temas diferentes - música, cinema, literatura, política, meio ambiente, musas, etc. - me dei conta que nunca publicamos aqui um conto.
Postar ficção em um blog é complicado, as pessoas hoje querem posts menores, rápidos, tipo Facebook e Twitter. Ninguém tem tempo pra nada...
Bem, neste feriadão não viajamos. Preferimos ficar em casa ajeitando coisas (sempre tem coisa para organizar em casa), descansando, vendo filmes, ouvindo música. Um cineminha e alguns chopps vão bem também, obrigado.
Assim, me sobrou tempo para ler e correr o risco de escolher e postar um conto aqui.
Não é tão grande e se meia dúzia de seis lerem, já estará de bom tamanho.
O autor não é este escriba. Já me aventurei por alguns mas eram muito ruins e deletei tudo.
"Mil cópulas não valem um grande beijo" foi escrito pelo cubano Fabio Hernandez (acho que mora no Brasil) que já publicou o livro "Confissões de um Homem Sincero" (recomendamos). Tem um blog e colabora com diversos outros, como o DCM.
Ele se define como um "escritor barato".
Vale a leitura. Sobretudo para quem está com tempo livre neste feriadão.



Mil cópulas não valem um grande beijo
Conto de Fabio Hernandez
Pedro estava em seu pequeno apartamento de jornalista solteiro. O clássico entre os jornalistas: muitos livros e discos, pouca ou nenhuma organização, garrafas variadas de bebida, comida precária. Roupas, em geral baratas, espalhadas pelos cômodos, algumas delas no chão. Gravuras bem escolhidas, e jamais caras, nas paredes. Alguns pôsteres. Um deles, seu predileto, mostrava a cena final de Butch Cassidy: os dois mocinhos feridos, revólveres em ambas as mãos, correndo rumo à morte ignorada. Um retrato do pai. Pedro estava deitado na cama baixa.
“Gostaria tanto de ter dado um jeito em seu apartamento e em você”, disse Carol. Ela estava se vestindo, na beira da cama, e ao mesmo tempo indo embora. Naquela tarde, tinha avisado a Pedro que o caso deles acabara. O marido banqueiro começara a suspeitar de que algo estranho estava acontecendo com a mulher, e tudo ficara complicado.
Carol amava Pedro, mas não a ponto de colocar em risco sua vida de mulher da sociedade paulistana. Não era apenas o marido que estava em jogo, mas o círculo de amigos, os jantares e as festas e os almoços em que aquela pequena elite fugia do tédio à base de flertes entre os casais, bebida fina e antidepressivos da última geração.
“Sinto que fracassei”, disse Carol. “Saio da sua vida e você está do mesmo jeito que estava quando entrei nela.”
“E você, você mudou em alguma coisa?”, Pedro perguntou.
Ela riu, e quando isso acontecia seus enormes olhos verdes brilhavam como faróis solitários num mar bravio e remoto.
“Melhorei muito no beijo, com certeza. Pedro. Jamais existiu antes para mim e nem vai existir no futuro um beijo como o nosso. Eu tinha vontade de te beijar pela eternidade. Disso, do beijo, é que vou sentir mais falta. Não que do resto não vá sentir, mas …”
“Mil cópulas não valem um grande beijo”, disse ele. “Li isso outro dia num blog.”
“Legenda, por favor.” Sempre que ele usava uma palavra que ela desconhecia, ela pedia a legenda.
“Sexo. Cópula é uma maneira vulgar, mas interessante, de dizer sexo. Fazer amor também é vulgar, só que é desinteressante”, ele disse, e sorriu.
“Gosto da sua risada, Pedro. Também vou sentir falta dela. Risada de menino. Inocente. O tempo transforma a risada numa coisa maliciosa, mas você conservou a inocência no riso.”
“Também gosto da sua. Um escritor, não sei qual. Um grande escritor. Ele disse que contava nos dedos o número de mulheres capazes de gargalhar sem ficar ridículas. Esqueci o nome do escritor, mas não a frase. Você é um caso desses. Ri e gargalha com classe.”
“Você me acha calculista por eu estar indo embora, Pedro? Uma vez você disse que eu parecia uma máquina de calcular.”
“Você disse que se sentia fracassada por não ter dado um jeito em mim e no meu apartamento. O meu fracasso foi não ter transformado você numa mulher irresponsável como eu, Carol. Era uma missão acima das minhas forças, agora eu entendo. Mas num certo momento eu achei que podia o impossível com você. Sou … sou … sei lá, um otimista amoroso. Ou tolo.”
Ela acabara de se vestir.
“Vou sentir falta deste seu vestido”, ele disse. Era um vestido de tecido fino e de muitas transparências. Um decote grande e algumas rendas. Quem o escolhera, pacientemente, fora o marido de Carol. Numa manhã de sábado ele a acompanhara a uma loja fina do Iguatemi, e ela experimentou vários vestidos. Pedira ao marido que escolhesse aquele que mais a fizesse irresistível. Carol estreou o vestido com Pedro.
“Só não te dou agora o vestido porque, bem, porque bem não dá pra sair assim daqui”, disse Carol.
Pedro riu. Lembrou-se de um episódio de Friends em que a namorada de Ross pedia a ele, na despedida, que lhe desse de recordação uma camisa rosa que ele amava. Ela já estava com a camisa na mão. Era uma cena romântica. Ele pensa por um instante e diz, firme: “Não”. Ao mesmo tempo, pega de volta a camisa. O jeito Friends de lidar com cenas românticas.
“Pedro. Também vou sentir falta da imagem de você cheirando os dedos.”
Pedro riu. “Carol, é melhor você parar de falar assim. Sou meio sentimental, e não quero fazer uma cena na hora da despedida. Não quero que lágrimas atrapalhem a última visão de você.”
“Você dizia que era o melhor cheiro do mundo”, disse Carol.
“E é. A combinação de seu perfume de mulher rica com sua essência íntima de fêmea. Uma vez eu fiquei um dia inteiro sem lavar as mãos. Quando estava desanimado levava as mãos ao nariz e sorvia o ar como um mergulhador que demora a subir.”
O celular de Carol tocou. Era o marido. Pedro entendeu que a hora chegara.
“Você. Você canta para mim uma vez, a última vez? Aquela música.”
Ela sabia bem qual era a música. Pedro era um esnobe cultural, e gostava do seu esnobismo. Jamais ouvira música espanhola romântica. Desprezava Julio Iglezias e outros cantores similares. Até o dia em que Carol, do nada, começou a cantar para ele Corazon Partido.
Jamais ouvira esta música. Carol não cantava como uma profissional, mas era afinada e tinha voz bonita. Secretamente, ele pusera Corazon Partido em seu iPod, e às vezes escutava obsessivamente. Carol, nessas horas, aparecia em sua mente, linda, vivaz, apaixonada, arrebatadora, os imensos olhos verdes fixados nele. Carol o influenciara mais do que Pedro poderia imaginar. Nenhuma outra mulher antes conseguira fazê-lo gostar de uma música romântica e brega espanhola.
Ela atendeu ao pedido de Pedro. E después de ti, después de ti no hay nada. Era o trecho de que mais ele gostava. Quando ela terminou, disse a Pedro: “Posso também pedir uma coisa?”
Pedro aquiesceu com a cabeça.
Ela foi a Pedro e o beijou. Já na porta, ela disse a ele: “Aquele livro. O primeiro que você me deu. Dostoievski. A frase final. Tudo podia ter sido tão diferente. Para nós também, Pedro. Tudo podia ter sido tão diferente. Mas … mas eu também não quero que lágrimas distorçam minha última visão de você, Pedro. Pedro. Meu Pedro.”
E então ela partiu, apressada, rumo a seu marido e a sua vida de mulher da sociedade.

18 de abril de 2014

As Pesquisas Eleitorais e as Estratégias: Nova pesquisa vai atiçar a guerra contra Dilma

"Uma notícia boa e uma ruim para Dilma Rousseff.

Primeiro a boa: nova pesquisa Vox Populi/Carta Capital divulgada nesta quarta-feira mostra a presidente ainda na liderança folgada da corrida presidencial, com 40% dos eleitores, enquanto seus adversários juntos somam 26% das intenções de voto, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.

A ruim: este cenário eleitoral estável, em que Dilma caiu um ponto, assim como Aécio Neves (de 17% em fevereiro para 16%) e Eduardo Campos subiu dois (de 6% para 8%) vai ativar ainda mais a guerra midiática desencadeada pela oposição partidária e empresarial para impedir a qualquer custo a reeleição da presidente petista, que permitiria ao PT ficar 16 anos no poder.

Posso imaginar a cara dos barões e seus editores, comentaristas, colunistas e blogueiros na próxima reunião do Instituto Millenium, um olhando para o outro, e se perguntando: onde foi que nós erramos?

Após o bombardeio das últimas semanas, em torno da Petrobras e do noticiário negativo na economia, era grande a torcida deles para que na primeira pesquisa publicada a presidente Dilma desabasse e seus adversários disparassem na tabela das intenções de votos. Esta pesquisa Vox Populi, que praticamente manteve inalteradas as tendências do levantamento de fevereiro, foi um balde de água fria naqueles que buscam diversas formas alternativas, fora das urnas, para retomar o poder perdido em 2002.

O Plano A era formado pelas denúncias contra a Petrobras, por conta da compra da usina de Pasadena, nos Estados Unidos, um mau negócio feito oito anos atrás. Com a criação de uma CPI, queriam responsabilizar diretamente a presidente Dilma pelos prejuízos, mas até agora esta operação não surtiu o efeito desejado.

O Plano B já está em marcha, com a promoção dos "protestos pacíficos" que se repetem pelo país afora, seguindo um calendário pré-estabelecido, para criar um clima de descontrole nas ruas tomadas por vândalos do movimento "Não Vamos Ter Copa". Sim, vamos ter Copa, mas eles não se conformam, e já programam novas manifestações que acabam em atos de violência e prisões (por falar nisso, ao contrário do que aconteceu das outras vezes, quatro dos 54 "protestantes" presos pela polícia na terça-feira continuavam detidos até ontem).

O Plano C foi para as ruas esta semana com a nova greve dos policiais de Salvador, uma das cidades-sede da Copa, que levaram a saques e à convocação de tropas do Exército. A greve é comandada pelo ex-soldado da PM Marco Prisco, o mesmo da greve de 2002 (também ano eleitoral), que depois se elegeu vereador pelo PSDB de Aécio Neves. Outra liderança dos policiais é o deputado estadual Capitão Tadeu, do PSB de Eduardo Campos, agora candidato a federal. É preciso acrescentar mais alguma coisa?

A "Folha", que já criou o "protestômetro", informa que outras 16 categorias profissionais querem aproveitar o calendário da Copa para tentar conseguir aumentos acima da inflação e ampliar direitos trabalhistas". Ou seja, estão preparando novas greves.

Bem, se nada disso der certo, e as pesquisas teimaram em mostrar Dilma bem à frente dos outros, restará apenas uma última alternativa para as oposições partidárias-midiático-financeiras: marchar novamente para o Supremo Tribunal Federal e pedir o adiamento das eleições por "falta de clima" _ exatamente o clima de instabilidade que se está querendo criar com os planos relatados acima.

Em tempo: agora, é quase todo dia. Nessa quinta-feira, um dia após o Vox Populi, saiu nova pesquisa Ibope, sem grandes novidades. Como já tinha mostrado o Datafolha na semana passada, a presidente Dilma oscilou para baixo, mas os seus principais concorrentes ficaram no mesmo lugar. Com a inclusão dos nanicos, que somaram 3%, Dilma caiu de 40 para 37%; Aécio oscilou de 13 para 14% e Eduardo Campos ficou com os mesmos 6% da pesquisa anterior. Detalhe: a soma de votos nulos, em branco e não sabe é de 37%, ou seja, o mesmo índice de intenção de votos da líder na pesquisa, que continuaria ganhando no primeiro turno (os adversários somam 25%)."
Por Ricardo Kotscho

As Musas de Rob Hefferan

Hoje é Sexta-Feira da Paixão, então vamos respeitar.
Nada de "Musa da Semana", pelo menos nos critérios clássicos do blog.
Mas encontramos uma saída através da arte hiper-realista (acho que isso não tem mais hífen) do inglês Rob Hefferan.
Ele nasceu em Manchester e tem 45 anos.
Este tipo de obra, também chamada de "realismo fotográfico", só pode ser realizada por aquele tipo de pessoa que traz do berço um dom especial. Neste caso de reproduzir com riqueza de detalhes a figura humana.
Percebam que ele trabalha de maneira clássica: nada de computadores ou airbrush.
Suas realizações são feitas com pincéis à moda antiga em óleo sobre tela e acrílico sobre tela.
Também clássica é a sua inspiração. Nada de fotografias ou imaginação. Pinta com modelos vivos que posam o tempo necessário até a conclusão do trabalho.
Como tem bom gosto, sua arte figurativa é preferencialmente de mulheres.
Selecionamos algumas de suas belas e impressionantes realizações.
Notem que, apesar do hiperealismo, ele usa uma estratégia para que percebamos claramente que aquilo não é uma fotografia e sim uma pintura. Não me perguntem como ele consegue isso.










Para a Sexta-Feira da Paixão

O CD acima eu importei lá pelo início dos anos 2000 (é óbvio que nunca foi lançado aqui, infelizmente).
Originalmente foi lançado por uma gravadora alemã em 1998. A minha edição é da gravadora independente americana "Hearts of Space", dentro de sua séria "Sacred Treasures".
É um que está entre aquelas dezenas de CDs (e vinis) que comprei e ficaram guardados muito tempo. Em outras palavras, pouco ouvi ao longo desses anos.
Ainda com pouco tempo livre (acho que isso só vai melhorar quando me aposentar), estou tentando resgatar aos poucos estas pérolas.
No caso deste, ótimo oportunidade é nesta Sexta-Feira da Paixão.
Trata-se de uma versão atualizada da obra coral do compositor italiano Gregorio Allegri, composta por volta de 1630, baseada no Salmo 50 (em algumas versões é o 51), também chamado "Miserere mei, Deus"(em latim: "Tende misericórdia de mim, Deus"). Na época a peça era cantada de forma restrita à Capela Sistina, acesso apenas ao Papa nas madrugadas da Semana Santa, quando ele se ajoelhava e fazia as orações à luz de velas na atmosfera solene da igreja.
Esta versão contém a obra-prima de Allegri acrescentada de trechos compostos pelo maestro Vladimir Ivanoff que revigora o antigo clássico.
Foi gravado em uma catedral alemã pelo Chorus Onasbrück Boys (Metamorphoses), com acréscimo de um Cornetto (por Ian Harrison), que é uma espécie de trompete muito usado na Europa Medieval.
Vou parar para ouvi-lo hoje e recomendo, por isso acrescentei o mesmo na íntegra, abaixo. Mas é "parar" mesmo. De olhos fechados. Só assim se consegue entrar na atmosfera sagrada, celestial, de misericórdia e renovação da alma proposta por Allegri e complementada por Ivanoff. Afinal trata-se de uma oração. Aliás pode-se fazer a sua própria oração ao som do Cornetto e Coral. Ou apenas respirar pausadamente, meditando.
Com uma ressalva: evite se não se achar no "bioritmo" e pensamento adequados ao que escrevi acima. Pois se não estiver assim vai achar a obra lenta, assustadora, devastadora, triste, horrível, etc.
Por outro lado, se conseguir, a sexta-feira santa estará positivamente garantida para a sua mente, corpo e espírito.
Bom feriado!

17 de abril de 2014

Anjo Gabriel: Gabo


Foi com tristeza que recebi a notícia da morte do colombiano Gabriel García Márquez.
Quem escreveu "Cem Anos de Solidão", "O Outono do Patriarca", "Crônica de uma Morte Anunciada", "O Amor nos Tempos do Cólera", etc., merece de verdade o título de "imortal" (vejam a lista da Academia Brasileira de Letras e entenderão) além do Nobel que o fez ser consagrado no mundo todo.
"Gabo" (seu carinhoso apelido) era o que se pode chamar de "gênio carismático da literatura". Talvez um dos últimos. Sem ser acadêmico. Apenas um contador de histórias. Um dos maiores de todos os tempos.
Colocou a América Latina no mapa-mundi da cultura.
Curiosamente, vendo na TV a cobertura de sua morte, me admirei da não citação de seu ativismo político. De esquerda. É isso! Até nisso a grande mídia tem que manipular, via omissão, as informações para atender as suas, digamos, "convicções".
Eles devem ficar muito chateados de Gabriel García Márquez ter sido amigo de Fidel Castro e outros comunistas e socialistas de renome.
E ficam os telespectadores sem saber desta importante informação sobre a vida do escritor.
Rest in Peace, Gabo.

Humor de Quinta (2): Transporte Coletivo (na sala de aula)


Humor de Quinta: O Túmulo

"Este é o túmulo mais visitado em Utah-USA por causa do texto na lápide!
Mr. Rusell J. Larsen, de Logan, Utah, morreu sem saber que ganharia um concurso do túmulo mais visitado.
Em sua lápide está escrito cinco regras para o homem ter uma vida feliz:

1. É importante ter uma mulher que ajude em casa, cozinhe de tempos em tempos, limpe a casa e tenha um trabalho;

2. É importante ter uma mulher que te faça rir;

3. É importante ter uma mulher em que possa confiar e não minta;

4. É importante ter uma mulher que seja boa na cama e que goste de estar contigo;

5. É muito, mas muito importante que estas quatro mulheres nunca se conheçam, caso contrário podes terminar morto como eu."

16 de abril de 2014

Pesquisa Carta Capital / Vox Populi

Entre 6 e 8 de abril.
Desesperai reaças. Dilma na dianteira, sempre.

Eleições 2014: CPI contra a corrupção? É o pré-sal, estúpido!

"A cerrada campanha com que a mídia partidarizada vem sangrando a Petrobrás nas últimas semanas segue incólume. Além das disputas eleitorais que movem a oposição, sabemos que o arsenal de ataques contra a Petrobrás tem por trás interesses muito maiores: acabar com o regime de partilha que fez da estatal a operadora única do maior campo de petróleo da atualidade. “É o pré-sal, estúpido!”, como diria o marqueteiro de Bill Clinton, que nas eleições norte-americanas de 1992, resumiu a vitória dos democratas com uma frase ácida que tornou-se célebre em todo o mundo: “É a economia, estúpido!”.

A última edição da revista Veja não deixa dúvidas sobre as reais intenções da campanha que tenta desmoralizar a gestão estatal da Petrobrás, visando sua privatização. “Como o PT está afundando a Petrobras” é a matéria de capa da  revista,  cuja linha editorial é claramente tucana. Detalhe: o presidente da editora Abril, Fábio Barbosa, foi conselheiro da Petrobrás entre 2003 e 2011 e um dos que mais defendeu na época a compra da refinaria de Pasadena.

O senador Aécio Neves (PSDB/MG), o  principal articulador da campanha contra a Petrobrás, também reafirmou aos empresários paulistanos suas intenções em relação à empresa: “Acredito que as concessões são a melhor forma de atrair investimentos”, declarou no dia 31 de março durante um almoço no Grupo de Líderes Empresariais.

Provável candidato tucano à Presidência da República, Aécio já havia defendido o regime de concessão para o pré-sal em outubro do ano passado, após o leilão de Libra. “A Petrobras não terá condições, sei lá, sequer de participar com os 40% devidos desse leilão de agora, como poderá pensar em participar daqui a dois anos, se fosse necessário, estratégico para o Brasil fazer outros leilões?”, discursou na época no Plenário do Senado.

FHC é outro tucano que voltou a defender publicamente as privatizações do seu governo. Em artigo recente, ele conclama a oposição a “tomar à unha o pião dos escândalos da Petrobras”, “reafirmando a urgência de mudar os critérios de governança das estatais”.

É por essas e outras que precisamos alertar a sociedade e o povo brasileiro para as reais intenções dos setores conservadores que atacam a Petrobrás, inclusive por dentro da empresa, tentando retomar a agenda neoliberal que nos anos 90 sucateou e privatizou parte considerável da estatal.  A Petrobrás é e continuará sendo estratégica para o desenvolvimento do país. Não podemos permitir que sangrem um dos maiores patrimônios do povo brasileiro. Defender a Petrobrás é defender o Brasil!"
Fonte: FUP/CUT

15 de abril de 2014

Baía de Halong

Taí um lugar que gostaria estar hoje com a família.
Um daqueles paraísos escondidos na Terra.
É lááááááá no Vietnã.
Música de Leonard Tossi.
Video de Harry Mateman.


Na metade de abril

Chegamos hoje à metade do mês de abril e finalmente as características outonais começam a aparecer.
A variação entre nuvens esparsas, céu de um azul profundo, chuvas repentinas, queda de temperatura abrupta ou de forma suave, sol com luminosidade ideal e as cores da natureza dão um tom especial a esta época que costuma perdurar até junho.
Procurei achar uma trilha sonora que refletisse de alguma forma este momento e achei através do trabalho de um desconhecido músico lá do norte europeu.
Oliver Scheffner é um compositor e músico alemão, nascido na cidade Saarbrücken - de porte médio - fronteira sudoeste com a França.
Ele tem 41 anos e suas influências musicais são variadas, obviamente com mais referência aos pioneiros da classic eletronic music alemã dos anos 1970.
Pode-se classificá-la de New Age, Chillout, Lounge, Ambient Music, etc. Mas são apenas rótulos.
Com suaves ritmos, sem dispensar a melodia e os experimentos, a música instrumental de Oliver é daquele tipo que agrada a qualquer bom ouvinte.
Sempre suave e relaxante, sem ser necessariamente lenta.
Um presentinho do blog nesta terça-feira, 15 de abril. Semana Santa. Feriadão chegando.

"Reflexões da Luz do Sol"


"A Magia  de Uma Noite de Lua Cheia"


Cenário outonal de Saarbrucken - Fronteira Alemanha/França

14 de abril de 2014

O Tijolaço e O Globo

Como O Globo pode ajudar a manter o Tijolaço
14 de abril de 2014 | 16:20 Autor: Fernando Brito
"Soube que o jornal O Globo está procurando uma associação entre este blog e publicidade oficial ou financiamento por algum órgão público, empresa ou político.
Então, vou facilitar a vida do colega escalado para fazer o “serviço”.
O Tijolaço  sempre foi registrado em meu nome.
Já tentei fazer algumas parcerias para editá-lo, infelizmente, mal-sucedidas.
Ele é uma microempresa – Blog Tijolaço Comunicação Ltda ME , CNPJ 19.438.674/0001-09 – que recebe e paga exclusivamente através da conta corrente 50629-X, agência 1578-4, do Banco do Brasil.
Dela, somos sócios eu e Miguel do Rosário. Apenas, ninguém mais.
Disponho aqui, e usarei, do extrato bancário da conta que foi, finalmente, aberta em fevereiro, depois de muita burocracia, onde se verá que as únicas entradas de dinheiro em nossa conta são provenientes de depósitos modestos de nossos leitores (à exceção de dois,  feitos por pessoas que tiveram a generosidade de depositar R$ 500 e R$ 1 mil). Todos entre R$ 10 e R$ 200, além de transferências do Pay Pal (assinatura por cartão de crédito) e R$ 4.600 provenientes de anúncios do Google, além de um único frila que fiz para uma empresa privada, referente à pesquisa de dados na Internet.
Nunca houve qualquer outra conta bancária, pagamento ou recebimento do Tijolaço.
Teria todo o direito, de, com quase quatro milhões de pageviews no mês passado, receber publicidade. Mas anunciantes, públicos ou privados, se retraem e tem medo de veicular nos blogs e ficarem “mal-vistos”.
Também usarei, se necessário, meu  próprio extrato bancário, demonstrando que “comi”, no ano passado, o que havia economizado nos tempos em que tive cargo público e, muito embora engravatado, vivi modestamente, almoçando no “a quilo” Sertão e Mar, ali na Vila Planalto, em Brasília, que talvez algum de seus repórteres em Brasília possa conhecer dos tempos de vida dura.
Se o jornal estiver interessado em documentos comprometedores ou em alguma relação profissional que tive no passado, terei prazer em exibir os contracheques de pagamento feitos a mim por O Globo em 1978 – a data é esta, mesmo.
Basta me mandar um e-mail e marco dia e hora, em local público, para mostrar todos os documentos, desde que o jornal os publique.
E eu também os publicarei aqui.
Não apenas não recebi para participar da entrevista com Lula como ainda paguei a passagem do meu bolso, que anda apertadíssimo.
Se for uma matéria simplesmente jornalística, ótimo, a casa agradece.
Sobre minhas posições políticas, estão no blog, públicas, publicadas e assinadas.
Sobre  quem financia o blog, agora também estão.
Não há nada o que esconder.
Mas  não vou ser ingênuo de não entender que, mais importante do que a intenção do repórter é o desejo do jornal.
Agora, se O Globol pensa em se vingar do Tijolaço porque eu revelei – depois de 20 anos – ter redigido o texto do direito de resposta de Leonel Brizola na Rede Globo, meu desejo ardente é o  que publique qualquer insinuação sobre nós.
Será, afinal, uma forma de ajudar a financiar este blog, porque será movido, imediatamente, um processo contra a empresa.
Aqui não tem ninguém medroso, que dobre os joelhos quando ouve o nome da Globo.
Tive vinte e dois anos de escola com Leonel Brizola, não vou desaprender agora.

Se algum repórter me procurar, será muito bem atendido, mas as informações já estão públicas."
Fonte: Tijolaço

Dilma defende a Petrobras

Dilma critica "campanha negativa" e diz que nada vai destruir Petrobras
"Em discurso em Ipojuca (PE) nesta segunda-feira (14), a presidente Dilma Rousseff  defendeu a Petrobras das denúncias, criticou a "campanha negativa" que, segundo ela, estaria sendo feita contra a estatal, e afirmou que atos pontuais não vão destruir a empresa.
"Vocês [trabalhadores da Petrobras] são de fato vencedores. Fazem parte de uma empresa vencedora. Nada, nem ninguém, vai conseguir destruir isso no nosso país. Nós sabemos que é a maior e mais bem sucedida desse país. Esse título deve-se ao apoio ao povo brasileiro, que sempre lutou e se orgulha da Petrobras", disse.
A Petrobras é alvo de denúncias e de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que pode ser instalada no Congresso ainda nesta semana.
Dilma afirmou ainda que a empresa já é investigada por órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) e Polícia Federal e defendeu uma apuração rigorosa de "malfeitos". "Mais que uma empresa, a Petrobras é um símbolo da luta do nosso povo, da afirmação do nosso país, e um dos maiores patrimônios de cada um dos 200 milhões de brasileiros. Por isso, a Petrobras jamais vai se confundir com qualquer malfeito, ato corrupção ou qualquer ação indevida, que quaisquer pessoas, das mais às menos graduadas. Nós estamos com determinação aqui nos comprometendo a cada dia que passar vai ser apurado com o máximo de rigor."
Em crítica velada à oposição, Dilma diz que há pessoas "trabalhando contra" a estatal. "Não podemos permitir, como brasileiros, que amam essa  empresa, que defendem esse país, que se utilizem de ações individuais e pontuais, mesmo que que grave, que se destrua a nossa empresa ou suje a imagem. Ou confundir quem trabalha a favor e quem trabalha contra."
A presidente ainda disse que os governos petistas, dela e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumentaram os índices de produtividade da empresa. "Está errado dizer que a Petrobras está perdendo valor comercial. Manipulam dados, distorcem fatos e desconhecem a realidade do mercado mundial de petróleo. Em 2003, ela valia R$ 15,5 bilhões e hoje o valor chega a R$ 98 bilhões. Nós multiplicamos por seis o lucro líquido, que passou de R$ 8,1 bilhões para R$ 23,6 bilhões", assegurou. A presidente não citou quem estaria manipulando os dados.
Ao encerrar o discurso, Dilma criticou a "campanha negativa" sobre a estatal. "Como presidenta, mas sobretudo como brasileira, defenderei em qualquer circunstâncias e com todas as minhas forças a Petrobras. Vou combater todo tipo de malfeito, tráfico de influência, corrupção, ou ilícito de qualquer espécie. Mas não ouvirei calada a campanha negativa que  quer, por proveito político, ferir a imagem dessa empresa. A Petrobras é maior que qualquer um de nós. Ela tem o tamanho do Brasil", disse, ao fim do discurso, sendo aplaudida pelos operários, que cantaram o coro "olê, olê, olê, ola. Dilma, Dilma".
Dilma ainda defendeu a presidente de Petrobras, Graça Foster, que deve ser ouvida no Senado amanhã. "No início do governo Lula, eu ministra e ela, secretária nacional de Petroleo e Gás, ela comigo iniciou esse projeto de conteúdo local. Deu muito de seu esforço para que se tornasse realidade. Cumprimento ela de forma toda especial", afirmou.
Em seu discurso no mesmo evento Foster também saiu em defesa da estatal disse aos trabalhadores de Ipojuca que precisa da "energia" deles. "Acreditamos na Petrobras, acreditamos na Petrobras mil vezes, e certamente amamos o nosso país. Nesse momento, preciso muito da energia de todos vocês", afirmou ao encerrar o discurso."
Fonte: UOL


Dilma: Não ouvirei calada a campanha negativa daqueles que por proveito político querem ferir a imagem da Petrobras

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (14), em Ipojuca (PE), que não permitirá que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da Petrobras. Ao batizar o navio Henrique Dias, no Estaleiro Atlântico Sul, a presidenta disse que não ouvirá calada a campanha negativa daqueles que, por proveito político, não hesitam em ferir a imagem da empresa.

    “Não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem esse país, que se utilizem ações individuais e pontuais, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem de nossa maior empresa (…) A Petrobras jamais vai se confundir com qualquer malfeito, com corrupção ou qualquer ação indevida de quaisquer pessoas. Nós, com determinação, estamos aqui nos comprometendo a cada dia que passa que o que tiver de ser apurado vai ser apurado com o máximo de rigor”.

Dilma lembrou que a Petrobras resistiu a tentativas de sucateamento e privatização e que graças ao pré-sal e ao modelo de partilha, apoiado pelo Congresso Nacional, o Brasil terá maior controle sobre os recursos do petróleo, que serão investidos prioritariamente na educação dos brasileiros.

    “A Petrobras resistiu às tentativas de desvirtuá-la, de reduzi-la e privatizá-la. Mas as tentativas de sucateamento deixaram marcas profundas, mas temporárias, não apenas na Petrobras, mas na cadeia do petróleo, que sustentava empresas nacionais, inclusive a indústria naval. O favorecimento, a importação de navios plataforma, a falta de planejamento e a ausência de política de conteúdo nacional trouxeram problemas aos fornecedores nacionais. A redução dos investimentos em geral, e em especial em tecnologia, a baixa valorização do capital humano corroeram essa grande empresa, mas ela teve força para resistir”.

Dilma: Meu governo e o do Lula reergueram a Petrobras

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante a cerimônia de viagem inaugural do navio Dragão do Mar, nesta segunda-feira (14), que estão erradas as avaliações de que a Petrobras está perdendo valor de mercado. Dilma lembrou que, em 2003, a empresa valia R$ 15,5 bilhões e que, hoje, mesmo com toda crise internacional, o valor de mercado chega a R$ 98 bilhões.

    “Manipulam os dados, distorcem análises, desconhecem deliberadamente a realidade do mercado mundial de petróleo para transformar eventuais problemas conjunturais de mercado em irreversíveis. (…) Ao contrário do passado, a Petrobras é hoje a empresa que mais investe no Brasil. Foram US$ 306 bilhões, de 2003 a 2013. Sendo que o ano passado chegou a US$ 48 bilhões. É importante lembrar que em 2002, foram investidos apenas US$ 6,6 bilhões”, detalhou.

A ampliação dos investimentos foi multiplicada por seis. Para Dilma, com a reconstituição do programa de investimentos da empresa, foi possível a descoberta dos megacampos do pré-sal, que mudou o cenário petrolífero e vai ajudar a melhorar a qualidade da educação, com os royalties e os 50% do fundo social investidos no setor. A presidenta também lembrou que o lucro líquido da empresa também mudou de patamar, passando de R$ 8 bilhões para R$ 23,6 bilhões.

    “Sabemos que o fortalecimento da Petrobrás revolucionou a indústria naval brasileira. Já dissemos o quanto os empregos aumentaram. A previsão pra 2017, é que passemos dos quase 80 mil de hoje para 100 mil empregos gerados na indústria de fornecedores. E, entre 2014 e 2015, geraremos mais 17 mil empregos. E podemos também medir a Petrobras pela sua força, tanto em terra quanto no mar. São 133 plataformas, 41 sondas de perfuração e 361 barcos de apoio. Muito mais virão”, disse.
Fonte: Blog do Planalto

Enquanto isso, na Ucrânia...

Mais uma análise alternativa das que a mídia ocidental oferece e que buscamos reproduzir aqui desde o início dos problemas na Ucrânia.

A VEZ DE DONETSK
"Manifestantes que ocupam, há dias, instalações públicas em Donetsk, na Ucrânia, proclamaram, unilateralmente, uma “República Popular”, na província em que se fala russo. E falam em convocar um referendo para sua anexação à Rússia, para o próximo dia 11 de maio, nos moldes do que foi feito na Crimeia no mês passado.

As autoridades policiais não resistiram nem tentaram conter os manifestantes.

Em outra cidade, Lugansk, manifestantes favoráveis à Rússia ocuparam a sede dos órgãos de segurança, e fizeram o chefe de polícia - que também não resistiu - libertar dezenas de prisioneiros favoráveis a Moscou que estavam detidos há alguns dias.

Em Kharkov, segunda maior cidade ucraniana, e centro industrial do país, houve enfrentamento entre habitantes de língua russa, que ocuparam a sede do governo local, e manifestantes fiéis ao golpe desfechado contra o Presidente Yanukovitch em março.

Embora as novas “autoridades” ucranianas estejam acusando o serviço secreto russo pelos tumultos, a verdade é que o apoio ao governo golpista é cada vez menor, e boa parte do território ucraniano é ocupado por habitantes de origem russa, que se recusam a se aproximar do Ocidente e se sentem ameaçados pelos golpistas de extrema direita que estão no poder em Kiev.

Eles viram que, ao contrário do que ocorreu na “libertação“ do Iraque, do Egito, da Líbia, do Afeganistão, pela OTAN, onde morreram - e continuam perdendo a vida - centenas de milhares de pessoas, a “russianização” da Crimeia foi feita em poucos dias, e quase sem violência.

O fato é que, assim como fez, em muitos outros lugares, supostamente em nome da “democracia”, o Ocidente desestruturou completamente uma Nação que se encontrava institucionalmente unificada, funcionava razoavelmente dentro da lei, com um Presidente eleito diretamente pela população, e aguardava pacificamente as próximas eleições, porque não queria que a Ucrânia “caísse” sob influência de Moscou. 


Como demonstra a situação em Donestk e em Kharkov, a influência russa na Ucrânia, do ponto de vista político, econômico, cultural, já existia, é muito maior do que se pensa na Europa e nos EUA, e permeia vastas regiões e milhões de habitantes, que se sentem russos.

A Rússia está em seus corações e mentes. Eles vivem, como russos, há séculos. E caso não haja um processo efetivo de federalização, é mais fácil que a Ucrânia se divida - a partir da fragmentação irresponsavelmente iniciada em Maidan - do que eles virem a se inclinar para o lado contrário, o dos golpistas neofascistas que tomaram o poder de assalto, em Kiev, há poucas semanas."
Por Mauro Santayana / Jornal do Brasil

Leiam também:
BBC: Para manter unidade, Ucrânia oferece mais poder ao leste pró-Rússia

A Necessidade de Respeitar a Petrobras e a Nação

RESPEITEM A PETROBRÁS

por Haroldo Lima

"A Polícia Federal fez busca na sede da Petrobrás. A PF é subordinada ao Ministério da Justiça. Significa que o Ministério autorizou a invasão da Petrobrás?

O acontecido é grave. Porque, encontrando-se ou não pistas de dinheiro desviado; localizando-se ou não gatunos que lá estejam acoitados; o fato maior, muito maior, é que está em curso um processo de desmoralização da Petrobrás.

Claro que este processo se esconde atrás da cruzada contra desfalques, contra doleiros e outras tramoias. E claro que os larápios que estejam incrustrados onde estiverem precisam ser identificados e defenestrados. Mas há métodos e métodos.

Há métodos pelos quais, com inteligência, disciplina e firmeza de comando, quadrilhas podem ser localizadas e desbaratadas, não se contaminando as instituições onde elas estariam agindo. E há métodos em que, a partir da ação de falsários, toda uma ofensiva pretensamente moralizadora é feita para se estourar esquemas corruptos, ao tempo em que se destrói a reputação e a autoestima da instituição onde eles operavam. É o que parece estar sendo feito com a Petrobrás. As consequências para a Nação brasileira são graves.

Estava eu como diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) quando, em 2006, o pré-sal foi descoberto. Não se tinha uma ideia clara de seu tamanho, mas se sabia que era espantosamente grande. O governo da época, sob a direção do presidente Lula, teve a clarividência de promover uma revisão na legislação existente e mudar o marco regulatório para a província recém-descoberta. Na Comissão Interministerial de oito membros, criada para formular um novo projeto de marco, foi unânime a ideia de introduzir o contrato de partilha da produção, para aquela região.

Mais ainda, percebemos que, pelos investimentos financeiros necessários e preparo tecnológico adequado, só uma empresa brasileira poderia participar da exploração e produção no pré-sal, a Petrobrás. Para que o Brasil tivesse aí um papel decisivo, decidiu-se propor ao Congresso, e este aprovou, que o operador único na nova área seria a Petrobrás.

A maior parte do pré-sal ainda estava em mãos da União, em áreas administradas pela ANP, que localizou então dois pontos cruciais e autorizou a Petrobrás a perfurá-los. Descobriram-se as acumulações de Franco e Libra, ambas gigantescas.

Deliberou-se ceder à Petrobrás a exploração de Franco, sem licitação, sem bônus de assinatura e pagando royalties de 10%. E decidiu-se levar Libra a uma licitação, cobrando-se R$ 15 bilhões de bônus, fixando-se royalties de 15% e obrigando ao consórcio vencedor ter a Petrobrás como operadora e a estatal PPSA como gestora do projeto. Quatro grandes empresas internacionais aceitaram consorciar-se em torno da Petrobrás. O Brasil teve uma grande vitória.

A exploração do pré-sal tem ainda muito por fazer. Se se desmoraliza a Petrobrás, se seu conceito se dissolve, se seu valor de mercado cai, fica difícil ela cumprir o papel que a legislação lhe reservou no novo marco da partilha. A desmoralização da empresa pode suscitar movimentos antinacionais sérios, dos quais dois são mais evidentes: o primeiro, o da privatização da empresa, por ela ter perdido valor e prestígio; o segundo, o da mudança do marco regulatório do pré-sal, no suposto de que a Petrobrás não teria mais condições de cumprir o papel que a ela ali estava reservado, inclusive o de liderar outras grandes empresas em grandes empreendimentos.

Em qualquer das duas hipóteses o golpe nos interesses nacionais seria enorme. E isto é inaceitável.  

Combater a corrupção é dever de todo governo sério. Desmoralizar a Petrobrás é jogar contra o Brasil, independente do pretexto.

É estranho que no país onde os juros são dos maiores do mundo, em que os bancos faturam uma enormidade, nunca a PF se aventurou a invadir a sede de um grande banco estrangeiro ou brasileiro.

É preciso saber quem autorizou a invasão da Petrobrás, ou se ninguém autorizou. "


Haroldo Lima – foi diretor-geral da Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. 
Fonte: Conversa Afiada

13 de abril de 2014

Lasciva

Já conhecia o interessante trabalho desta moça através de seu blog.
Vi este depoimento ontem no DCM e resolvi postar aqui.
Nadando (nua) contra a corrente da mesmice.


Não se ofenda com a minha nudez, não quero agredir
"Desde pequena, vejo seios e bundas à mostra em todos os lugares por onde passo. A cada esquina, tem uma banca de jornal com seus cartazes nada modestos. Nos filmes, nas novelas. Nem preciso falar do carnaval. Se alguém ligou a tevê semana passada, deve ter visto alguma mulata sambando totalmente nua.

Nem sempre os closes no rego das dançarinas de programas de auditório me parecem belos. E confesso torcer o nariz para muitas das fotos de genitálias ampliadas que vejo diariamente no Twitter. Mesmo assim, ainda me encanto com o desenho de um seio em riste, de um bumbum bem desenhado. A harmonia das formas naturais do ser humano atrai. A nudez é uma forma artística. Corpos despidos são talvez a maior fonte de inspiração dos artistas plásticos, desde os primórdios da história da arte.

Não falta também quem rejeite o corpo à mostra. Quem aponte como se fosse prova de falta de virtude. Dá para entender. Um discurso religioso pregado durante séculos. Na Idade Média, a nudez foi tão castigada, que puro era quem sequer tomava banho. Até tocar o próprio corpo era recriminado – mesmo que apenas por higiene. Acontece que já passou da hora de parar de enxergar o corpo humano como algo demoníaco. E deixar de lado esse preconceito de que exibir suas formas publicamente é privilégio de mulher burra. A beleza ofusca demais atributos. Mas se olharmos atentamente, podemos ver intelectos invejáveis em muitas das beldades que já vimos em ensaios sensuais.

E mesmo assim, diante de tanta informação explícita espalhada pelo mundo, recebo frequentemente mensagens de quem parece se incomodar por eu mostrar meu corpo. A crítica que mais leio é que publico fotos nuas para aparecer, chamar atenção. De fato, atrai olhares – para o bem e para o mal.

Confesso. Já usei meu corpo como meio de divulgação do meu trabalho na internet. Sem que vissem o que eu faço, nada disso aqui faria muito sentido. Talvez muito do conteúdo que produzi sequer existisse. Como o texto que você lê agora. Também já postei fotos de que não gostava tanto. E depois me arrependi. Estou empenhada nesse aprendizado. De como mostrar o que tenho de belo para as lentes da câmera. E provocar o espectador.

Ao exibir meu corpo, estou sempre em busca de resultados estéticos – dentro das condições ali viáveis. Minhas formas não são grandiosas, nem excepcionais. Tenho um monte de defeitos físicos. Aprendi a superá-los com o tempo. De tão traumatizada que eu era com meu corpo, de tanto bullying que sofri na adolescência, cheguei a achar que nenhum homem iria me querer. Que nunca ia ter um namorado legal. Balela.

Continuo do meu jeito. Nem tão sexy, nem tão gostosa. Mesmo assim, gosto do que sou. Ao agir com naturalidade, sem esconder a realidade do meu corpo, quero de alguma maneira mostrar às outras garotas que não é preciso ter peitão-bundão-coxão para ser atraente. Que pessoas fora do padrão midiático, sem muita produção ou tantos retoques de photoshop podem também se sentir bem diante das câmeras.

Inicialmente, com medo de parecer conteúdo pornográfico, optei por cobrir os seios, usar ao menos uma calcinha sempre que tirava fotos. Com o tempo, passei a questionar esses limites do que é o nu artístico. O que diferencia erotismo e pornografia? Se há ou não pelos pubianos à mostra? Garanto que nenhuma equação leva a essa solução exata. Conteúdos explícitos podem também ser muito eróticos. Ou não.

E muito obrigada. Elogios costumam servir de incentivo. Porém não suprem qualquer carência ou vontade de aparecer. A verdadeira satisfação – e talvez o maior desafio – é em me sentir atraída pela minha própria imagem. Desejar a mim mesma, quase como uma viagem narcisística. Mesmo com toda a minha autocrítica.

Continuarei eternamente incompreendida em meu erotismo. Mas quero ainda explorar muito as potencialidades do meu corpo. Da minha imagem.

Não se ofenda. Essa sou apenas eu."

Sobre o autor: Lasciva nunca foi capaz de reprimir sua libido. Então decidiu explorar os aspectos mais íntimos da sua sexualidade e registrar tudo o que a excita em forma de palavras. Elas estão em lasciva.blog.br. Para acompanhar suas perversões diárias, siga-a no Twitter: @_lasciva.

Fonte: Diário do Centro do Mundo