3 de julho de 2009

Isao Tomita

Bem menos conhecido por aqui do que Kitaro, o japonês Isao Tomita revolucionou ainda na década de 1970 a forma de 'construir' música, utilizando sintetizadores e programação. Suas inusitadas releituras de clássicos escritos originalmente para orquestra e coral são consideradas únicas.
O video abaixo traz imagens para sua interpretação de "Arabesque Nº 1" de Debussy, incluída no disco "Snowflakes Are Dancing". Um som etéreo para uma noite fria e chuvosa de inverno.

Festa Literária Internacional de Paraty 2009

Enquanto em Campos (RJ) tem a Exposição Agropecuária, em Paraty está acontecendo a ótima "Festa Literária Internacional de Paraty". É possível acompanhar ao vivo, pelo computador, aos debates da FLIP 2009. O link é o seguinte: FLIP .
Se não funcionar, digitem no navegador o seguinte endereço: http://www.flip.org.br/aovivo_2009.php . O G1 também costuma transmitir.
Nesse site tem também videos e podcasts.
Hoje 15:00 h tem a irlandesa Edna O'brien em "Sentidos da Transgressão". Ela já teve livros - literalmente - queimados por conta de certas descrições sexuais de suas personagens.
Às 19:00 h tem Chico Buarque. Amanhã e domingo tem mais.

2 de julho de 2009

Nuvens em evolução no final da tarde em alto-mar...


No final da tarde de hoje uma formação de nuvens trouxe uma imagem surpreendente por aqui...lembrei-me de algumas cenas do filme: "Um dia depois de amanhã".

1 de julho de 2009

Uma ousada iniciativa do Governo Federal para formação de Professores no Brasil!

Era o que faltava para dar um impulso vigoroso no Sistema Educacional do país, resta saber como irão agir os Prefeitos e os Governadores para facilitar a participação efetiva dos Professores da Rede Pública neste projeto!?

Fica no ar uma grande questão: PORQUE OS ESTADOS DE SÃO PAULO, RIO GRANDE DO SUL, ACRE, RONDÔNIA, MINAS GERAIS E O DISTRITO FEDERAL NÃO ADERIRAM AO PROJETO DO MEC???

"MEC abre inscrições via web para 54 mil vagas de graduação para professores

Brasília - O MEC (Ministério da Educação) abriu inscrições para 54 mil vagas de graduação exclusivas para professores em exercício nas redes públicas estaduais e municipais. As vagas devem ser ocupadas no segundo semestre deste ano.
As inscrições deverão ser feitas pela Plataforma Freire, lançada nessa terça, dia 30 (http://freire.mec.gov.br/). ,

Os cursos serão oferecidos em 90 instituições públicas de ensino superior nos 21 estados que aderiram ao Plano Nacional de Formação de Professores (Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Acre, Rondônia e Distrito Federal não aderiram ao plano).

"O objetivo da plataforma é estreitar o caminho entre a educação básica e a educação superior da maneira mais transparente possivel, para que as pessoas possam observar os crité para matrícula", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad.

"Nosso grande desafio é garantir condições para que haja mais promoção de formação."

O objetivo da pasta é colocar na universidade, entre 2009 e 2011, 331,4 mil professores que lecionam na educação básica e não têm licenciatura. Do total das vagas, 52% são em cursos presenciais e 48% em cursos a distância. O investimento do governo federal nos três anos será de R$ 700 milhões."

Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC

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Dois Posts em Um

Da nossa série artística sobre as mais interessantes capas de discos que trazem um visual legal ao Blog - além da curiosidade - trazemos hoje a capa de um dos álbuns da série "Silk Road" do tecladista japonês Kitaro, que foi trilha sonora de um documentário sobre a Rota da Seda, no antigo oriente. Belíssimo e relaxante trabalho New Age.
Aproveito para postar também um artigo que eu tinha guardado há muito tempo. Não é de minha autoria, quem escreveu foi o músico Amyr Cantúsio, aquele do Alpha III, de São Paulo (para quem conhece). Também especialista em Rock Progressivo (sobretudo música eletrônica - não a "dance" de hoje, mas aquele conceito original de criação musical) e New Age Music. Antes de encerrar as atividades do Metamúsica eu ia convidá-lo para ser um dos colaboradores, mas o jornal acabou antes disso. Uma pena...
Sobre o texto, acho que o tempo hoje é de correria e não dá para impor à novas gerações alguns sons que gostávamos de ouvir: Passou o nosso tempo? O mundo evoluiu? O artigo é "viajante" mesmo, como um "cinema transcendental". Não sei se isso significa alguma coisa hoje... Eu gosto. Aproveito para colocar outra imagem ilustrativa (de Roger Dean para o Yes), que tem a ver com o texto.


Zona do Silêncio - Por Amyr Cantúsio Jr.
Para todos aqueles que tenham atravessado as fronteiras da Zona do Silêncio na área norte do deserto de Sonora no México, as experiências são incríveis e impressionantes.
Em meio à solidão absoluta, onde não se vê vestígios humanos em quilômetros ao redor, pousado sobre areias que foram um mar, anterior a um período de 90 milhões de anos, estas guardam antigos túmulos de fósseis que atestam a evolução e o passar das eras sob um sol escarlate no horizonte purpúreo.
Impressionantes noites sem Lua de onde milhões de estrelas brilham no Cosmos Infinito, chuvas de meteoritos brilhantes são vistas submergirem nas areias quentes.
Invisíveis ondas eletromagnéticas de alta freqüência entre ondas de radiações cósmicas impedem em absoluto a propagação das ondas de rádio, onde, humanos sensíveis podem atestar altos estados alterados de consciência.
Este é um dos lugares mais insólitos do Planeta, com fórmas hostis de vida insecta, onde impera o Silêncio Absoluto e aterrador. A emoção e a espiritualidade abrangente dos que atravessaram esta área rara é única.
Uma experiência insólita, de estar flutuando nas frestas do tempo com um silêncio atordoante e profundo, que leva ao viajante a ponderar sobre sua estadia nesta terra estranha, misteriosa e terrífica ao mesmo tempo.
Ainda há os relatos das pedras magnéticas que lançam faíscas contastes ou brilham durante as noites estranhas e monótonas. Formações diferentes, coloridas de plantas e animais assolam toda a área mística.
Um Vórtex Abissal, o vôo derradeiro para as profundezas misteriosas do ser humano entregue a sua própria sorte na busca pelo desconhecido e das respostas que procura para sua existência.
Eis o requisito mais maravilhoso do rock metafísico eletrônico dos anos 70!! Quem não se lembra do Pink Floyd gravando em Pompéia em meio aos vulcões e geisers em erupção???
O silencio na parte central da faixa Echoes do LP Meddle, com a viajeira absoluta quântica sonora até as entranhas absolutas de nossa alma? E Phaedra ou Alpha Centauri do Tangerine Dream, ou o The Garden of Pharaos de um Popol Vuh??? Vangelis com seu Spiral e Heaven and Hell, Yes com Tales from the Topographic Oceans, Kitaro com Astral Voyage, Jean Michel Jarre com Equinoxe e Kraftwerk com Radioactivity ou Autobhan??
Mas a Zona do Silêncio vai pegar mesmo nos anos 80 com a onda profunda da ramificação da música eletrônica transformada em New Age Moviment!!
Aparecem e acontecem maravilhosos trabalhos de introspecção absoluta com artistas que marcaram época como Aeoliah, Deuter, Steven Halpern, Sanctus, Constance Demby, Peter Michael Hamel, Steve Roach,etc....
Um dos últimos momentos e respiros do retorno às práticas da meditação, do ocultismo, das longas e maravilhosas palestras regadas a comida vegetariana e varetas fumegantes de incensos, em meio aos verdes vales restantes de sítios e fazendas isoladas!
Noites perdidas sob a Lua, com estrelas cadentes e conversas acaloradas ao pé de uma fogueira.
A necessidade da pausa de silêncio musical é a própria música, pela auto necessidade de se existir!!!
Ou o vôo constante de uma nota só,eterna como o Universo que se reflete no espelho da mente Zen, levando o individuo a experimentar a sutil viagem sonora...
Pode ser Sonora (o deserto do México) até a Zona do Silêncio interna, nas profundezas da alma!! Experimentem...

Charges do dia...




O fim do desmatamento!

O desmatamento é desnecessário
Por Paulo Barreto*

“Os governos devem evitar a apropriação das terras públicas, punir os crimes ambientais e criar oportunidades para remunerar a conservação florestal”.
A Amazônia perdeu cerca de 70 milhões de hectares para o desmatamento, uma área equivalente à França. É preciso desmatar mais?

Para quem se importa com outras espécies, o desmatamento é uma agressão à vida. Por ano, na última década, tombou cerca de 1 bilhão de árvores e foram desalojados ou mortos 32 milhões de aves e 1 milhão de macacos, entre outras vítimas.

Quem deseja evitar tragédias climáticas para seus descendentes se preocupa com as emissões dos gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento. A metade do "peso" de uma árvore é carbono, e as queimadas para limpar o solo após o desmatamento na região respondem por mais de 50% das emissões brasileiras.

Porém, outros consideram o desmatamento indispensável para aumentar a produção agropecuária, que gera renda, empregos e impostos. Assim, não surpreende que a imprensa divulgue tantos conflitos entre ambientalistas e ruralistas.

A boa notícia é que esses conflitos são superáveis. É possível dobrar ou triplicar a produção agropecuária brasileira sem derrubar árvores. Para isso, segundo a Embrapa, seria necessário aumentar a produtividade das áreas já desmatadas, principalmente nos 100 milhões de hectares de pastos degradados no país.

Então, como vencer a contradição do fato de que é desnecessário desmatar, mas o desmatamento continua?

Para começar, é preciso entender para que e por que se desmata. Cerca de 75% da área desmatada na Amazônia é ocupada com pastos para a pecuária bovina - boa parte deles de baixa produtividade. Portanto, essa pecuária que desmata sem necessidade é uma inimiga a ser combatida.

As causas do desmatamento incluem falhas de políticas públicas e do mercado. Geralmente, é mais barato e mais lucrativo desmatar novas áreas do que investir no aumento da produtividade das áreas já desmatadas.

Isso decorre, em grande parte, do fato de que o Estado tem falhado em proteger as terras públicas, das quais muitos pecuaristas se apossaram gratuitamente. Por sua vez, a abundância da terra gratuita desfavorece o investimento para aumentar a produtividade das áreas desmatadas. Outra falha pública é a impunidade dos crimes ambientais. Nem 5% do valor total das multas é arrecadado.

A principal falha de mercado é o fato de que a conservação da floresta - que produz benefícios coletivos, como a regulação climática e a proteção da biodiversidade - não é remunerada. Além disso, a exigência dos consumidores por produtos de origem sustentável ainda é incipiente.

Portanto, para zerar o desmatamento, é preciso corrigir as falhas. Os governos devem evitar a apropriação das terras públicas, punir os crimes ambientais e criar oportunidades para remunerar a conservação florestal.

Uma oportunidade para obter recursos para compensar a conservação florestal é a negociação, em dezembro deste ano, de um acordo global sobre mudanças climáticas. Um dos temas é a redução das emissões do desmatamento global, que contribui com cerca de 20% das emissões totais.

Dado que evitar desmatamento é uma das opções mais baratas para evitar emissões, é plausível estabelecer um acordo pelo qual o Brasil seja compensado pelo desmatamento evitado. O país precisa aproveitar essa oportunidade.

Os representantes do povo devem ser estimulados nessas ações. Embora entendam o problema e a direção a seguir, precisam de força para vencer as reações de quem perde no curto prazo. Por exemplo, o presidente Lula, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Kátia Abreu, têm declarado que é possível aumentar a produção agropecuária sem desmatamento.

Além disso, em 2008, o governo federal tomou medidas corajosas contra o desmatamento. Mas as reações têm sido intensas. Aqueles que desejam que seus descendentes possam se maravilhar com a biodiversidade e não sofram com catástrofes climáticas devem estimular e cobrar nossos representes - antes e após o voto. Além disso, é preciso valorizar as marcas que respeitam a natureza. É preciso lembrar que bichos, árvores e nossos descendentes não votam nem vão ao mercado.

* Paulo Barreto, engenheiro florestal e mestre em ciências florestais pela Universidade Yale (EUA), é pesquisador sênior do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).




Borra de café como biocombustível - O ECO

Pesquisadores da Universidade de Nevada (Estados Unidos) fizeram uma descoberta e tanto: a borra do tradicional cafezinho pode ser transformada em biodiesel, assim como ocorre com soja, mamona, milho, palma e girassol. A fonte é barata, renovável e disponível em inúmeros países.Na primeira etapa do processo, o material é convertido em óleo, depois no combustível. A conversão de borra em óleo varia de dez a 15% de cada quilo, dependendo do tipo de café, Arabica ou Robusta.Conforme as estimativas dos cientistas, seria possível produzir 340 milhões de galões (quase 1,3 bilhão de litros) de biocombustível com as sobras de café geradas ao redor do mundo.Não bastando, os resíduos do processamento são ótimos para fertilizar jardins e hortas e para a fabricação de pequenos briquetes.O Brasil colheu mais de 40 milhões de sacas de café de 60 quilos no ano passado.

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30 de junho de 2009

Um Blog Legal


Recomendamos a visita ao Blog do programa Milênio em http://especiais.globonews.globo.com/milenio.

Muitas entrevistas interessantes como, por exemplo, o Fisiatra John Sarno:

"Confesso que nunca tinha ouvido falar em John Sarno até conhecer meu professor de Alexander Technique, Leland Vall. Um dia, durante a aula, Leland contou que teve uma dor crônica no calcanhar por 17 anos. Ele leu o livro de Sarno, Healing Back Pain, e a dor passou.
Aquilo me deixou muito intrigado.
Li três livros do Sarno, o que mudou minha vida, e a produtora Simone Delgado conseguiu a muito custo convencê-lo a nos dar um Milênio (”que interesse eu tenho em falar para o Brasil, onde meus livros não foram publicados?”).Descobri, lendo esses livros, que eu tenho a “síndrome mente-corpo“, ou desordem psicossomática, uma condição (não é doença) muito comum, na qual as pessoas criam sintomas físicos para não enfrentar conflitos emocionais. É um processo totalmente inconsciente. O tratamento de um sintoma pode aliviá-lo, mas a seguir a pessoa faz outro sintoma físico, e assim vai. Eu já criei uma úlcera gástrica, vários problemas ortopédicos graves, uma depressão, e tive cirurgia nos dois ombros para raspar bicos de papagaio que estariam pinçando os nervos e causando dor crônica.
Tudo isso, agora sei, psicossomático. Tratamentos e cirurgias desnecessários.Meu analista aqui em NYC, depois da entrevista com Sarno, me disse que frequentemente recomenda que pacientes com esse problema o procurem. Mas não me recomendou, ainda não entendi por quê.O fato é que muita gente se livra do sintoma psicossomático (dor, problemas de pele, distúrbios gástricos, alergias, asma, hipertensão etc.) apenas lendo os livros e descobrindo que é tudo de fundo emocional. Não precisa fazer psicoterapia, na maioria dos casos." (Jorge Pontual)

Dicas:

"1 - Eu crio dores crônicas e outros sintomas físicos para não enfrentar a dor emocional.
2 - Tomar consciência disso (a cada dia, cada momento) é o primeiro passo para aliviar a dor crônica.
3 - Ao longo da vida fui enchendo meu reservatório inconsciente de mágoa, raiva, ressentimento, medo, insegurança, vergonha, alimentando uma dor emocional que a mente consciente evita enfrentar a qualquer preço, a ponto de fabricar “doenças”.
4 - Novos dissabores e estresses podem fazer esse reservatório transbordar.
5 - Eu posso mudar minha atitude diante da vida e parar de encher esse reservatório de mágoa.
6 - Aceitar a dor como algo natural e humano, em vez de lutar contra ela - ou anestesiá-la - permite que ela aos poucos diminua e vá embora.
7 - Não adianta tratar os sintomas fisicos com remédios, fisioterapias, cirurgias, clínicas da dor, porque minha mente vai continuar criando outros sintomas.
8 - Me aceitar como eu sou, me conhecer melhor, dividir com os outros minhas emoções mais profundas é o caminho. Psicoterapia ajuda mas não é indispensável.
9 - Boa alimentacão, exercício vigoroso e assíduo, parar com hábitos autodestrutivos como o abuso de álcool, drogas, cigarro, escolher a saúde. Chega de doença.
10 - Ser grato por estar vivo, ajudar os outros no que for possível, pedir a Deus serenidade pra aceitar o que não posso mudar, e coragem para mudar o que posso."

Caiu mais um avião da Airbus na madrugada desta terça

O Airbus A310 da companhia Yemenia Air caiu nas proximidades das ilhas Comores, no Oceano Índico, com 153 pessoas a bordo, segundo a companhia aérea. São 142 passageiros e 11 tripulantes. Os jornais franceses dizem que 66 franceses estariam a bordo.

De acordo com a rede de TV CNN e agências de notícias, o acidente ocorreu no início da madrugada desta terça (hora local, por volta de 17h no horário de Brasília). O avião teria caído cinco minutos antes de chegar a seu destino. Segundo os jornais franceses “Le Monde” e “Le Figaro”, o voo IY 626 partiu de Paris em direção a Moroni, nas ilhas Comores, com conexões em Marselha, na França, e em Sanaa, capital do Iêmen.

Corpos de vítimas e destroços do Airbus A310, da companhia Yemenia Air, foram localizados no Oceano Índico, na região das Ilhas Comores, informaram o vice-presidente da Aviação Civil Iemenita, Mohamed Abdel Abdel Kader e o gerente do Aeroporto de Moroni, Hadji Mohamed Ali.

Os detroços e os corpos teriam sido avistados após um voo de observação, no início da manhã desta terça-feira (30), horário local.

Segundo Hadji, barcos de vários tipos, inclusive de pescadores, rumam para o local do acidente. “Todos os nossos recursos estão sendo enviados para o local, inclusive barcos de pescadores”, afirmou.

Enquanto isso, o Judiciário Americano coloca na cadeia o grande vigarista - Madoff -, condenado rapidamente a 150 anos de prisão!!

Mas também, somente após a queda do império da fraude e a impensada crise financeira global é que o Judiciário Americano foi atrás de um responsável...


SAIU NO NEW YORK TIME


UNICEF critica decisão do STJ - Do blog do Azenha

"UNICEF repudia STJ por não julgar crime fazer sexo com crianças ou adolescentes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta para as consequências da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de manter a sentença do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJ-MS), que absolveu o ex-atleta José Luiz Barbosa e seu assessor Luiz Otávio Flôres da Anunciação, acusados de exploração sexual de duas crianças. O STJ alegou que a prática não é criminosa, porque o serviço oferecido pelas adolescentes não se enquadra no crime previsto no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou seja, o de submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual.
Por incrível que possa parecer, o argumento usado é o de que os acusados não cometeram um crime uma vez que as crianças já haviam sido exploradas sexualmente anteriormente por outras pessoas. Além do contexto absurdo da decisão, o fato gera indignação pelo fato de o Brasil ser signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança; e de recentemente, em 2008, ter acolhido o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Além disso, a decisão causa a indignação em razão da insensibilidade do Judiciário para com as circunstâncias de vulnerabilidade as quais as crianças estão submetidas. O fato gera ainda um precedente perigoso: o de que a exploração sexual é aceitável quando remunerada, como se nossas crianças estivessem à venda no mercado perverso de poder dos adultos."

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29 de junho de 2009

O Jornalista Leandro Fortes, que está sendo processado pelo Presidente do STF - Gilmar Mendes, divulga as contas do IDP pela internet...

"Como é sabido até pelo mundo mineral, como diz Mino Carta, sou processado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, por ter revelado, em reportagem publicada por CartaCapital, em 6 de outubro de 2008, o funcionamento do Instituto Brasiliense de Direito Público, o IDP. Na ação indenizatória movida contra mim, Gilmar Mendes pede 100 mil reais porque, entre outras alegações, o referido instituto teria sido prejudicado financeiramente pela matéria. Curioso, fui pedir a ajuda da organização não governamental Contas Abertas para atualizar os ganhos do IDP e dimensionar o tamanho do prejuízo que causei. Estupefato, constatei que o instituto não parou de faturar. Aliás, pelo andar da carruagem, deve dobrar a receita, até o fim do ano.
Confiram comigo as atualizações feitas pelo Contas Abertas e tirem suas conclusões:"

SAIBA MAIS

Veja o que pensa o Muniz Sodré sobre a desregulamentação da profissão de jornalista pelo STF



DIPLOMA DESNECESSÁRIO

Um fim prenunciado
Por Muniz Sodré

Houve quem ficasse ofendido com a comparação, feita pelo ministro Gilmar Mendes, do jornalista ao chefe de cozinha. Em princípio, não há motivo para zanga. No geral, além de ganhar melhor do que o comum dos jornalistas, chefe de cozinha é profissão em alta, com requintes que só se obtêm com mais anos de prática do que o tempo médio de um curso universitário. Depois, "cozinha" é como na velha gíria das redações se designavam as funções de retaguarda (copydesk, editorias etc) na produção do jornal. Nessa cozinha, costumava-se também ganhar mais do que na reportagem.
Muito provavelmente não é flor desse campo semântico a metáfora do ministro Mendes. Parece-nos mais o resultado de uma noção imprecisa do que se faz na mídia e na cozinha dos restaurantes. O melindre deve-se na certa à suspeita de que a metáfora seja índice do milenar desprezo do trabalho intelectual pelo manual. Há razões para isto: num país em que a tradição escravagista permanece em tantos corações e mentes, a cozinha é conotada como lugar de servos ou subalternos.
De fato, não podemos honestamente afirmar, apenas suspeitar, sobre o que ia na alma dos preclaros ministros que acabaram com a obrigatoriedade do diploma de jornalista. Um deles mencionou a falta de "verdade científica" no jornalismo. Para algumas pessoas, inclusive professores universitários, foi um toque de pós-modernidade – a desregulamentação das corporações anda de mãos dadas com o capitalismo cognitivo, este que transforma o conhecimento em principal força produtiva. Ao que sabemos, isto caracteriza os países do Norte, exportadores de tecnologia. Assim, cabe perguntar aos entusiastas a que região do Hemisfério Sul já chegou esse capitalismo, uma vez que aquilo que ainda parece vigorar é o capitalismo coercitivo, o mesmo que, aumentando a produção de alimentos, aumenta simultaneamente a fome no mundo: mais de 1 bilhão de famélicos é a conta oficial neste 2009.

Salve-se-quem-puder

Cabe também perguntar aos apressados teóricos desse capitalismo se, por coerência, aceitariam a desregulamentação do estatuto que lhes garante estabilidade como professores de universidade pública. Ou, então, auscultar os preclaros juízes sobre se, respeitando esse espírito do tempo, concordariam com o fim da vitaliciedade de sua função, senão com a sua eleição por parte da comunidade. A internet seria aí de grande valia.


Por uma Nova Ordem por aqui também!

COMO NASCE UMA NOVA ORDEM?!

Luiz Felipe Muniz de Souza
Advogado e Ecologista
lfmunizz@gmail.com
http://luizfelipemuniz.blogspot.com/
Campos, 28/06/2009.

Nas últimas semanas o Brasil foi o protagonista de uma novíssima “ordem” mundial, se é que podemos assim tratar!

Pois foi no meio de ardilosas manobras político-eleitorais e de jogos empresariais gananciosos, sitiados na capital do Brasil – hoje entre as quatro nações mais importantes do pós-crise “financeira” mundial, junto com a China, a Rússia e a Índia –, que a maior empresa brasileira lançou o seu Blog: Fatos e Dados para um diálogo aberto, sem atravessadores, com a sociedade brasileira. Um sucesso imediato!

Independente da chiadeira geral dos “donos” das mídias globais por aqui e acolá, acostumados e ancorados na certeza de um poder atrelado aos favores e às trocas de interesses com as elites políticas entreguistas, o fato concreto é que a Petrobras desferiu uma jogada de mestre num tabuleiro viciado, com pedras carcomidas por uma retórica ultrapassada e nada transparente.

Sendo eu um petroleiro concursado não significa que concorde com tudo que é dito e praticado pela Petrobras, mas sinto-me no dever de externar publicamente a minha enorme satisfação e o meu orgulho com esta postura independente, corajosa e moderna, assumida por esta empresa genuinamente brasileira. Eu mesmo já estou na blogosfera desde 2006 e penso que a transparência, alem de uma virtude, é a grande urgência do momento na democracia.

A informação, minha gente, é um bem universal e na Terra ela é a fonte originária e fundamental de toda a vida como a conhecemos! Os seres unicelulares primordiais – há mais de 3,5 bilhões de anos atrás – alavancaram todo o processo evolutivo, até os dias atuais, ao desenvolverem sim a capacidade ímpar de acolher, tratar, armazenar e transmitir geneticamente as informações que circulam e retro-alimentam toda a biosfera. Essa, a bem da verdade, é uma maneira bastante simples de entender o magnífico poder, de evolução e de transformação, oculto nas informações... daí o imenso interesse dos políticos em possuir redes de TV, rádio e jornais... mas hoje eles estão atordoados com os instrumentos da Internet à velocidade da luz!

Mesmo que ainda tenhamos que conviver com o berro, ainda sem resposta, como por exemplo, das comunidades pesqueiras de Gargaú e região, que reclamam – com razão – pelo sumiço dos pescados, provocado por um suposto aterramento de corais em alto-mar promovido pelas empresas do mega-especulador Eike Batista – coroado como “Barão” pela Prefeita de São João da Barra, que hoje está com ele e o Governador Sérgio Cabral na China, atrás de mais empenhos internacionais... – na construção do Porto do Açu...o fato é que os acontecimentos atuais estão exigindo muito mais destas lideranças – políticas e empresariais atoladas num passado de aparências, de dominações e de omissões – do que elas estão afim de disponibilizar!

Vejam só o que está ocorrendo agora com o Senado Federal, meses atrás estava na Câmara dos Deputados...a cada dia surge uma nova denúncia de abuso de poder e de práticas de corrupção absurdas no coração da democracia brasileira, envolvendo a maioria dos congressistas e uma legião de “servidores públicos”...pois bem, imagina só como não estariam as nossas mais de 5(cinco) mil Câmaras de Vereadores!? Não há Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário que dê conta!

Se para muitos brasileiros há uma crise institucional se instalando veloz na República, para os que conheceram os horrores da ditadura, os sinais atuais já indicam a urgência de uma Nova Constituinte, para uma Nova Ordem, e, para a tão esperada Reforma Política, Tributária e Jurídica em tempos de um Brasil muito mais “on line” e mundializado como o de agora! Já somos mais de 65 milhões de internautas!

Como a nossa memória coletiva é curta e o tempo continua sendo o melhor amigo dos criminosos, agora em nossa Campos dos Goytacazes alguns novos abnegados, e outros nem tão novos assim, estão tentando re-construir uma idéia de Controle Social e de transparência dos gastos públicos municipais, por meio da convergência de vários setores da sociedade civil – tudo bem, ótima iniciativa e o primeiro passo já foi dado com a bem sucedida “I Conferência Local de Controle Social” realizada no IFF –, mas é preciso que se diga: ainda falta muito por aqui!
Numa terra que virou manchete nacional por vários meses, e ainda hoje nos atormenta, devido aos escândalos de corrupção envolvendo boa parte das lideranças políticas e empresariais, promovendo um atraso repugnante de nossa sociedade campista, e onde importantes segmentos de representação de classes, como por exemplo: a OAB, o CRM, a Sociedade de Medicina, o CDL, o CREA, o CRO, a ACIC, os Sindicatos dentre outras, não deram qualquer visibilidade pública e formal de suas posições de indignação e repulsa a respeito daqueles fatos horrendos, eu fico a pensar: quanto tempo ainda será preciso para que de fato uma NOVA ORDEM se instale entre nós?!

28 de junho de 2009

Um pequeno vídeo musical para noite de domingo

O grupo brasileiro Blitz homenageia Bob Dylan na clássica "Knocking On Heaven's Door".

Bob Dylan: No Direction Home


Com a morte de Michael Jackson e as emoções que isso despertou ao redor do mundo, me perguntei como vamos de ídolos atualmente. A impressão é que essa época está acabando. Não falo só de música, mas de artes de forma geral, de política, esportes, enfim aquelas pessoas que faziam a diferença. Não está sobrando muita gente e não vejo nada surgindo nas novas gerações. Não sei se isso é bom ou mal, mas o mundo de hoje parece também não ter tempo para isso. Na minha infância e adolescência foi bom ter Pelé, Beatles, Martin Luther King, Gibran, etc. Hoje, não sei não. O que vemos são “releituras”...
O que me fez pensar sobre isso, além da morte de Michael Jackson – que, convenhamos, é um ídolo de história polêmica, não considerando a parte musical – foi um documentário que acabei de assistir (mais uma vez) agora (quer dizer, antes do jogo): o magnífico “No Direction Home”, de Martin Scorsese, que conta o início da trajetória do grande poeta e cantor Bob Dylan, entre 1960 e 1965. Nele entendemos um pouco mais a genialidade desse mestre e o que ele vai deixar como legado. Não só a “canção de protesto” (e suas belíssimas mensagens sobre os direitos humanos), mas uma ponte entre a antiga música Folk (importantíssima) e a eletrificação do Rock, destacado no vídeo pelo lendário poeta beat Allen Ginsberg. Isso proporcionou uma perpetuação de um tipo de canção que poderia desaparecer no tempo e no espaço.
Para esse, quando ele se for, o mundo terá a obrigação de derramar muitas lágrimas. Um verdadeiro ídolo. Daqueles que, aparentemente, não mais surgirão.
“Vinde pais e mães / De todo país / E não critiqueis o que não consegues entender / Os vossos filhos e filhas escapam ao vosso controle / O vosso velho caminho está ficando pra trás.” (de “The Times They Are A-Changin’”).
“Quantas mortes serão necessárias até que se saiba que já morreu gente demais? / E quantas vezes pode um homem virar o rosto, fingindo que não vê o que vê?” (em “Blowin’ in the Wind”).

MCO

Champions


Os EUA fizeram um papel bonito, mas ainda não foi dessa vez. Deu Brasil e de virada. Depois daquele primeiro tempo cheguei a ficar desanimado. Que sirva de lição para o ano que vem. Enquanto isso as comemorações continuam em Joanesburgo. Brasil!!!!


27 de junho de 2009

EUA corre atrás de seu atraso ambiental

Obama pede que Senado também aprove lei ambiental
Queria pedir para cada senadorque não tenha medo do futuro, diz o presidente após vitória na Câmara

Luiz Raatz, do estadao.com.br

SÃO PAULO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado, 27, em seu programa semanal de rádio que o Senado aprove a lei que limita a emissão de gás carbônico, um dos gases apontados por cientistas como causador do aquecimento global. Foi a primeira vez que o Legislativo dos EUA aprova uma lei para reduzir a emissão de poluentes.


"Queria pedir para cada senador e para cada americano que não tenha medo do futuro. Não acreditem na desinformação. Não há contradição entre investir em energia limpa e crescimento econômico. Não é verdade", disse o presidente no áudio disponibilizado no site da Casa Branca (em inglês).

A Câmara dos EUA aprovou a lei na sexta-feira à noite por 219 votos contra 212. O texto estabelece limites para emissões de gases causadores do efeito estufa e um mercado de créditos de carbono.

De acordo com a proposta aprovada na Câmara, que ainda precisa passar pelo Senado para se tornar lei, os EUA se comprometem a reduzir em 17% as emissões até 2020 e 83% até 2050, em relação aos níveis de 2005. A lei estabelece que, até 2020, 15% da eletricidade do país precisa vir de fontes renováveis como energia solar e eólica.

LEIA MAIS

Veja abaixo o perfil do novo Brasil para as eleições 2010

"A democracia digital brasileira
Jorge Henrique Cordeiro

Acabei de ler a 4a. edição da pesquisa F/Radar (ago/2008) elaborada pela agência de publicidade F/Nazca. Ela confirma que o Brasil é um fenômeno mundial em termos de acesso à internet, que as lan houses e afins são agentes de inclusão digital no país e que a internet brasileira é dos mais jovens.

Foram feitas 3003 entrevistas por telefone, em 173 municípios de todo o país. Somos hoje, segundo a pesquisa, quase 65 milhões de internautas. Desse total, 28 milhões têm internet de banda larga em casa (52% da classe A/B e 13% da classe C). Quase 30% (quase 20 milhões) acessa a internet em lan houses e afins. Outros 13 milhões, de casa.

As regiões sudeste e norte/centro oeste têm mais internautas (52%), mas nordeste (41%) e sul (48%) estão logo atrás.

51% dos internautas acessa a internet para se informar - em todas as faixas etárias.

As ferramentas mais usadas: email, msn, orkut. Orkut pelos mais jovens, email pelos mais velhos. A pesquisa não detalha o uso das redes sociais no Brasil, mas Fernand Alphen, diretor de Branding, Planejamento e Pesquisa da F/Nazca, escreveu um interessante artigo no Webinsider em que afirma com todas as letras: no Brasil, rede social tem nome, Orkut. O resto ainda engatinha. Para se ter uma idéia, Alphen mostra que 33 milhões de brasileiros usam orkut, enquanto apenas (sic) 600 mil usam Facebook e pouco mais de 120 mil estão no Twitter.

Enfim, algumas conclusões da pesquisa:

1 - Brasil é um fenômeno mundial de acesso à internet
2 - Internet é democrática no Brasil
3 - Internet não reflete as desigualdades regionais do país
4 - A rede é dos mais jovens
5 - Lan house é o grande agente de inclusão digital do Brasil
6 - Internet, no Brasil, é fonte de informação
7 - Internautas brasileiros são assíduos
8 - Internet influencia as compras de metade dos brasileiros
9 - O consumidor sabe usar as ferramentas online disponíveis
10 - Internet é ferramenta de integração social no Brasil "

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Transgênicos: a decadência anunciada da Monsanto!

"Efeito boomerang na Monsanto

Por Sylvie Simons
Tradução: Renzo Bassanetti

Nos EUA, agricultores precisaram abandonar cultivos de 5 mil hectares de soja transgênica e outros 50 mil estão gravemente ameaçados. Esse pânico deve-se a uma erva “daninha” que decidiu se opor à gigante Monsanto, conhecida por ser a maior predadora do planeta. Insolente, essa planta mutante prolifera e desafia o Roundup, o herbicida total à base de glifosato, ao qual “nenhuma erva daninha resiste”.

Quando a natureza se recupera

Em 2004, um agricultor de Macon, situada a 130 km de Atlanta, no estado da Geórgia, EUA, notou que alguns brotos de amaranto resistiam ao Roundup que ele utilizava em suas lavouras de soja.
As lavouras vítimas dessa erva daninha invasora tinham sido semeadas com grãos Roundup Ready, que receberam um gene resistente ao Roundup ao “qual não resiste nenhuma erva daninha”.
Desde então, a situação tem piorado e o fenômeno se estendeu a outros estados, como Carolina do Sul e do Norte, Arkansas, Tennessee e Missouri. Segundo um grupo de cientistas do Centro para A Ecologia e Hidrologia, organização britânica situada em Winfrith, Dorset, produziu-se uma transferência de genes entre a planta modificada geneticamente e algumas ervas indesejáveis como o amaranto. Essa constatação contradiz as afirmações peremptórias e otimistas dos que defendem os organismos modificados geneticamente (OGM), que afirmam que uma hibridização entre uma planta modificada geneticamente e uma não modificada é simplesmente “impossível”.
Para o geneticista britânico Brian Johnson, especializado em problemas relacionados com a agricultura “basta que aconteça somente um cruzamento, que pode ocorrer entre várias milhões de possibilidades. Uma vez criada, a nova planta possui uma enorme vantagem seletiva e se multiplica rapidamente. O potente herbicida aqui utilizado, à base de glofosato e amônia, tem exercido uma pressão enorme sobre as plantas, que por sua vez aumentaram ainda mais a velocidade de adaptação”. Assim, ao que parece, um gene de resistência aos herbicidas deu origem a uma planta híbrida surgida de repente entre o grão que se supõe que ele protegeria e o amaranto, que por sua vez se torna impossível eliminar.
A única solução é arrancar à mão as ervas daninhas, como se fazia antigamente, mas isso já não é possível dadas as dimensões das áreas de cultivo. Além disso, por terem raízes profundas, essas ervas são extremamente difíceis de arrancar, razão pela qual simplesmente se abandonaram 5 mil hectares de soja.
Muitos agricultores pretendem renunciar aos OGM e voltar para a agricultura tradicional, ainda mais por que os cultivos OGM estão cada vez mais caros, e a rentabilidade é primordial para esse tipo de lavoura. Assim, Alan Rowland, produtor e vendedor de sementes de soja em Dudley, Missouri, afirma que já ninguém pede sementes do tipo Roundup Ready, da Monsanto, que ultimamente representavam o 80% do volume de seus negócios. Hoje as sementes OGM estão desaparecendo de seu catálogo e a demanda por sementes tradicionais não deixa de aumentar.
Já em 25 de julho de 2005, o jornal The Guardian publicava um artigo de Paul Brown que revelava que os genes modificados de cereais tinham passado para as plantas selvagens e criado uma “super semente”, resistente aos herbicidas, algo “inconcebível” para os cientistas do Ministério do Meio Ambiente. Desde 2008 os meios de comunicação ligados à agricultura dos EUA informam cada vez mais casos de resistência, ao mesmo tempo em que o governo daquele país tem realizado cortes importantes no orçamento da Secretaria da Agricultura, que o obrigaram a reduzir e depois interromper algumas de suas pesquisas nessa área.

Planta diabólica ou sagrada?

Resulta divertido constatar que o amaranto, essa planta “diabólica” para a agricultura genética, é sagrada para os incas. Pertence aos alimentos mais antigos do mundo. Cada planta produz uma média de 12 mil sementes por ano e as folhas, mais ricas em proteínas que as da soja, contém sais minerais e vitaminas A e C.
Assim, esse boomerang, devolvido pela natureza à Monsanto, não neutraliza somente essa empresa predadora, mas instala em seus domínios uma planta que poderia alimentar a humanidade em caso de fome. Ela suporta a maioria dos climas, tanto as regiões secas, como as de monção e as terras altas tropicais, além de não ter problemas nem com os insetos nem com doenças, com o que nunca precisará de aplicação de agrotóxicos.
Assim, o amaranto enfrenta a muito poderosa Monsanto como David se opôs a Golias, e todo mundo sabe como acabou o combate, mesmo que muito desigual! Se esses “problemas” ocorrerem em quantidade suficiente, que é o que parece que vai acontecer, em seguida não restará opção à Monsanto do que fechar as portas. Além de seus empregados, quem realmente se compadecerá com essa fúnebre empresa?"

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A I Conferência de Controle Social em Campos/RJ foi um sucesso

Na última quarta-feira(24) o blog também esteve presente na I Conferência de Controle Social de Campos realizada no IFF - Instituto Federal Fluminense e sob a coordenação da UENF... viu por lá boas iniciativas e importantes colocações de lideranças locais para uma retomada dos movimentos sociais e civis deste município.

O assunto é tão relevante que mereceu destaque na Coluna "Negócios & Cia", no Jornal "O Globo", nas mãos da jornalista Flávia Oliveira.

Cabe ressaltar o grande papel desempenhado pelo professor Hamilton Garcia - UENF - na coordenação e na organização de todo o processo. Particularmente na articulação que está desenvolvendo entre os diversos setores e instituições civis da comunidade, desde a Rede de Blog's até os representantes da Firjan!

O blog manterá atenção aos desdobramentos e desde já afirma pleno apoio aos objetivos públicos já expressos.

26 de junho de 2009

25 de junho de 2009

Michael Jackson


Às vésperas de iniciar a mega-tour de 50 shows pelo mundo, que seria a retomada de sua - atribulada - carreira (ou o seu "renascimento" artístico), após décadas de polêmicas em sua vida pessoal, morreu hoje Michael Jackson aos 50 anos. Sem entrar em análises psicológicas e policiais de sua trajetória, a verdade é que ele sempre foi um prodígio no mundo da Música Pop. Desde a infância e adolescência no Jackson 5 até os seus principais trabalhos solo no início da década de 1980, foi um dos principais artífices da música negra americana, do soul à dance music. Eu estava curioso sobre esta retomada que começaria mês que vem em Londres. Para alguns seria uma despedida. Ficaremos sem saber... R.I.P., Michael.

A Foto do Dia - Cortesia da NASA

Belíssima imagem capturada a 350 KM de altura, pelos astronautas da NASA."A câmera da Estação Espacial Internacional registrou este flagrante de uma erupção do vulcão Sarychev, em Matua, uma remota ilha russa a nordeste do Japão, de uma altitude de cerca de 350 quilômetros.
A força da erupção, no dia 12 de junho, abriu um buraco nas nuvens, proporcionando um espetáculo para os astronautas a bordo.
A última erupção do Sarychev foi em 1989.
As imagens capturadas pela nave despertaram grande interesse entre estudiosos de vulcões porque elas registram vários fenômenos observados nos primeiros estágios de uma erupção forte. A coluna de fumaça parece ser uma combinação de cinzas de coloração marrom e vapor esbranquiçado.
Em cima da nuvem há uma camada de nuvens brancas, quase como uma camada de neve sobre um cogumelo. Esta camada de ar condensado é consequência da elevação rápida da coluna sobre o ar frio que está sobre ela.
A ilha de Matua é desabitada."
Fonte: BBC Brasil

Ainda sobre a Faculdade de Jornalismo

Reproduzimos abaixo um interessante artigo, retirado do "Observatório da Imprensa" em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=543DAC002.
Uma coisa é certa: estudar, se preparar para o mercado de trabalho, nunca é tempo perdido.


DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Contra a obrigatoriedade, a favor de regulamentação
Por Maurício Stycer em 23/6/2009 - Reproduzido do blog do autor

Dou aulas de jornalismo, de forma não contínua, desde 1994. Já passei por cinco faculdades diferentes. Ao longo do tempo, adquiri algumas certezas e muitas dúvidas sobre a necessidade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista.

Tento a seguir ordenar alguns argumentos e questões sobre o fato.

1. O que é preciso saber e aprender para ser jornalista? É uma questão polêmica. Há alguns consensos: é preciso ter cultura geral e domínio total da língua portuguesa. Conhecer história é fundamental. Matemática e estatística são conhecimentos necessários. Ética. Direito. É preciso ter o hábito de ler jornais e revistas, ter gosto pela informação. Ter espírito crítico, ser capaz de compreender a realidade em que vive, é outro atributo obrigatório.
2. Onde adquirir os conhecimentos citados no tópico anterior? Começa em casa, prossegue na escola básica, depois na secundária e, finalmente, na faculdade. Qual faculdade?
3. Você não precisa cursar uma faculdade de jornalismo para aprender nada disso.
4. Quais são os conhecimentos específicos necessários para ser jornalista? Entramos aqui no terreno da técnica. Não são muitos. Desafio alguém a defender a necessidade de mais do que dois anos de estudos para adquirir conhecimentos específicos da profissão, tais como técnicas de entrevista ou técnicas de redação voltadas para diferentes mídias.
5. Pessoalmente, acredito que um ano, com uma oferta de cursos bem articulada, cumpra bem esta função de transmitir conhecimentos específicos da profissão. Mas admito pensarmos até em dois anos. Mais que isso é embromação.
6. Discordo do meu amigo Leandro Fortes, para quem o diploma de jornalismo defende "milhões de brasileiros informados por esquemas regionais de imprensa, aí incluídos jornais, rádios, emissoras de TV e sites de muitas das capitais brasileiras, cujo único controle de qualidade nas redações era exercido pela necessidade do diploma e a vigilância nem sempre eficiente, mas necessária, dos sindicatos sobre o cumprimento desse requisito". Na minha opinião, não é o diploma que defende o público dos manipuladores de notícias, mas a concorrência. Sem concorrência, como é o caso em grande parte do país, a imprensa de má qualidade prospera – e continuará a prosperar – com ou sem diploma para jornalista.
7. Meu amigo Ricardo Kotscho preocupa-se com outra questão importante. Tudo bem, acabou a obrigatoriedade do diploma. Mas, e agora? Concordo que não podemos, de fato, ficar numa espécie de terra de ninguém, sem algum tipo de regulamentação.
8. Defendo, para início de discussão, que a prática só seja permitida a pessoas com formação universitária (em qualquer área, inclusive jornalismo), mais um curso de especialização técnico.
9. Diante da inquietação que vejo hoje, 18 de junho de 2009, em blogs e Twitter, arrisco dizer: o fim da obrigatoriedade do diploma não dificultará a inserção no mercado de trabalho dos bons candidatos, formados em faculdade de jornalismo.
10. As dificuldades de inserção do mercado decorrem de outros problemas, que não vou discutir aqui, mas são notórios: a transformação do ensino de jornalismo numa indústria, a crise da imprensa e a crise econômica.

24 de junho de 2009

Marcomé

Praticamente desconhecida no Brasil, a cantora canadense Marcomé traz uma música que nos faz lembrar ao mesmo tempo de Enya e Loreena McKnnitt: Folk, New Age, World Music, Ambient. Altíssimo nível e relaxante... Para a noite de São João (calma, é Folk mas não serve para dançar 'quadrilha'!).

Agricultura X Meio Ambiente no Brasil


Se para alguns o Ministro Minc é um ecologista radical, carioca folgado e debochado, para outros ele está tendo a coragem de colocar o dedo numa ferida histórica da nação no que diz respeito à ocupação de terras pelas oligarquias rurais do Brasil desde a colônia!


Ministros da Agricultura e do Meio Ambiente se desentendem em audiência na Câmara

Por Danilo Macedo, da Agência Brasil

Um desentendimento entre os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, marcou a audiência realizada nesta terça-feira (23/06) pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. Stephanes chegou a classificar como antiética a atitude de Minc de criticar um profissional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que elaborou um estudo mostrando que o crescimento da produção agrícola está engessado pela grande quantidade de áreas de proteção ambiental.

A audiência começou sem a presença de Minc, com o diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Bráulio Ferreira de Souza, desqualificando a pesquisa feita por Evaristo Miranda, diretor da Embrapa Monitoramento por Satélite.

Na sua vez de falar o ministro Reinhold Stephanes discordou da avaliação do diretor do MMA. “O técnico do MMA desqualificou claramente a Embrapa Monitoramento por Satélite, uma unidade criada há 20 anos no sentido de trabalhar em assuntos de interesse nacional”, disse Stephanes no momento da chegada de Minc à sala da audiência.

Numa rápida entrevista aos jornalistas, Minc defendeu a posição Bráulio Ferreira de Souza contra o estudo do diretor da Embrapa. “Não estamos criticando a Embrapa, que é uma maravilha da natureza, e sim um único estudo, feito por um pesquisador”, disse o ministro do Meio Ambiente. Depois, ao falar para os deputados da comissão, MInc também criticou o estudo feito por Evaristo Miranda.

A crítica do ministro do Meio Ambiente voltou a causar indignação no ministro da Agricultura na parte final da audiência, que se referiu ao assunto quando Minc já havia deixado o local. “Tentou-se aqui desqualificar um técnico, o que eu acho uma tremenda falta de ética, e que não foi quem fez o estudo. Foi um conjunto de técnicos, com doutorado em Meio Ambiente, e a meu pedido”, disse.

Edgar Morin - da Complexidade a um Novo Mundo


Eu devo muito a Morin pelas boas leituras e profundas reflexões que fiz de parte de seu imenso e exaustivo trabalho no campo da complexidade e da ética humana, por este motivo, sempre que posso, volto a ele com imenso prazer para tentar saídas e novas estratégias de ação.


O Edgar Morin está no Brasil falando da Complexidade e da Segurança, dentre outras questões é claro, e deu uma breve entrevista que publicamos aqui no blog para a sua reflexão em tempos de grandes transformações anunciadas aos quatro cantos do mundo, veja abaixo:

"A violência deve ser tratada em sua complexidade
Por Lincoln Macário, da TV Brasil

Se violência gera violência, submeter um jovem infrator ao cárcere só fortalece seu lado agressivo. Esta é uma das várias declarações humanistas do filósofo francês Edgar Morin, que está no Brasil para uma série de palestras e seminários. Enquanto o mundo se preocupa com os conflitos entre iranianos, é o pobre e esquecido povo do Sri Lanka que ele lembra em primeiro lugar quando perguntado sobre formas de violência que mais o preocupam.Quanto aos conflitos no Irã ele afirma que as informações vindas de lá devem ser sempre analisadas em seu contexto histórico, político e social.Em entrevista exclusiva concedida à TV Brasil, ele explica sua Teoria da Complexidade. Autor de 30 livros, entre eles a trilogia O Método e Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, Morin avalia que o mundo ainda não compreendeu a importância do erro - um desses sete saberes - e revela que a educação mudou pouco nos últimos anos, pois permanece ainda muito negativa.Prestes a completar 88 anos, Morin se empenha em popularizar os conceitos de Política da Civilização e Política de Humanidade. Admirador do Brasil, o professor concedeu a entrevista em português. Recém-chegado da França, ainda não tinha “tomado um banho de português” necessário para deixar suas frases mais “belas”. A mistura, porém, não tirou o caráter inovador de suas ideias.


TV Brasil - O assunto que o traz a Brasília são os direitos humanos e, em especial, as formas de violência. Nesse tema, que tipo de violência mais o preocupa?


Edgar Morin - A mais preocupante é a violência que vem com as guerras, as perseguições, como é a violência que chegou ao Sri Lanka há poucas semanas. A população, aos milhões, está em situação de horror, de matança. Isso é o mais grave. Mas também são as violências urbanas, cotidianas, matrimoniais, muitos homens que golpeiam as mulheres, os pequenos, uma situação muito impressionante. Mas a coisa mais importante é quando se diz, vamos fazer violência para acabar com violência. Em condições gerais, violência, gera outra violência. É um ciclo que não se interrompe. A questão fundamental é como parar a violência. Fazer com que em um momento não exista mais violência. E há vários caminhos: são os caminhos da compreensão. Por exemplo: a violência juvenil. Ser jovem é um momento de transição. Se essa violência é respondida com a violência do cárcere, vai se produzir delinquentes mais fortes. Outra política de compreensão para a pessoa fazer sua transformação é um momento de magnanimidade, de perdoar a pessoa e interromper o ciclo de violência. Existem exemplos, limitados, como de Gandhi, que sem violência teve sucesso contra o império inglês. Há vários tipos de meios. Hoje podemos pensar em lutar contra todas as formas de violência, com os modos apropriados para cada forma de violência.


TV Brasil - O senhor é conhecido no mundo inteiro, e muito estudado, também no Brasil, pela Teoria da Complexidade. Como se poderia resumi-la?


Morin - Falamos primeiro de violência. Na complexidade, não podemos reduzir uma pessoa a seu ato mais negativo. O filósofo Hegel disse: se uma pessoa é um criminoso, reduzir todas as demais características de sua personalidade ao crime é fácil. Entender, não reduzir a uma característica má uma pessoa que tem outras característica, isso é a complexidade. Uma pessoa humana tem várias características, é boa, má e muito mais. Devemos entender que a palavra latina complexus significa tecido. Em geral, o nosso modo de conhecer que vem da escola nos ensina a separar as coisas, e não religá-las. A complexidade significa religar. Por exemplo: um evento, um acontecimento, uma informação. Quando chega uma informação sobre o que ocorre no Irã, por exemplo, devemos entender o contexto político, histórico, social. A complexidade busca favorecer uma compreensão maior que a compreensão que vem de se isolar a coisas, colocar o contexto, todos os contextos em uma situação.


TV Brasil - Em “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, o senhor fala da importância do erro. A humanidade já compreende e já aceita melhor o erro?


Morin - É uma coisa que disse Descartes, o problema de errar é não saber que se erra. Eu penso que é muito inteligente quando se sabe que se comete um erro e se esquece do erro. Penso que é muito importante conhecer as fontes do erro. De onde vem o erro.


TV Brasil - Mas a humanidade vê melhor o erro do que há dez, vinte ano atrás?


Morin - Penso que não há progresso, o sistema de educação não mudou, é cada vez mais negativo. Os problemas globais fundamentais são cada vez mais fortes. Por isso penso que há a necessidade de reformar a educação. Com uma idéia melhor de como se faz o conhecimento e também compreensão humana dos outros. Penso que minha proposta será muito útil para o desenvolvimento nosso futuro.


TV Brasil - Para aceitarmos a complexidade, é preciso uma reforma do pensamento e enxergar o mundo de outra maneira. O senhor acha que os meios de comunicação tradicionais essa reforma do pensamento ou é uma tarefa para a internet?


Morin - A internet hoje dá uma possibilidade de multiplicação de informação e comentários, que é muito útil, por que a vida de uma democracia é a pluralidade das opiniões, visões, sem a homogeneidade da imprensa. Não há muitas diferenças na grande imprensa. É muito útil a internet, o que não significa que não há coisas falsas que venham dessas redes. Mas é a educação que dá à pessoa condição de ver e confrontar o que vê na internet e na televisão. Penso que hoje a internet dá uma possibilidade de mudança muito grande, por exemplo, pela complexidade. No México, há um curso de complexidade da educação virtual, com 25 países.


TV Brasil - O senhor tem se dedicado muito a pensar a política e tem feito a separação da política da civilização e da política da humanidade. Qual a diferença?


Morin - A política de civilização luta contra todos os efeitos negativos da civilização ocidental. É para restabelecer a solidariedade, humanizar a cidades, revitalizar os campos. Cada civilização tem suas virtudes, qualidades, suas diferenças, isso é verdade também para a civilização ocidental. Também para as civilizações de pequenos povoados, como índios da Amazônia, conhecimentos de plantas, animais, arte de viver, novos curativos, como os xamãs. A política de humanidade é combinar o melhor de cada civilização, fazer uma simbiose no nível do planeta onde o melhor do mundo ocidental, que são os direitos humanos, direitos da mulher, a possibilidade do individualismo - mas não do egocentrismo - que combine outras civilizações, onde há mais solidariedade. A questão é lutar contra os defeitos das civilizações e pegar o que há de melhor. Porque nas civilizações tradicionais não há só coisas boas como solidariedade. Há também dogmatismo, autoridade demasiada dos mais velhos, do homem sobre a mulher. A ideia é tirar o melhor de cada, não idealizar a civilização tradicional ou a ocidental."

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Novas configurações no mercado consumidor



Wal-Mart lança pacto pela sustentabilidade
Por Neuza Árbocz, para a Envolverde

Iniciativa visa melhorar eficiência socioambiental de toda cadeia de suprimentos. Contando com a adesão de empresas do porte da Cargill, Unilever, Nestlé, Bunge, e os frigoríficos Marfrig, Friboi e Betim, o Wal-Mart assinou ontem (23/06), em solenidade realizada em São Paulo, com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, um pacto para a construção de uma cadeia de suprimentos sustentável . “Este pode parecer o momento errado para pedirmos aos nossos parceiros maior compromisso com questões socioambientais, mas aqueles que se engajarem, crescerão conosco”, declarou Mike Duke, presidente da cadeia Wal Mart, ao propor um pacto de sustentabilidade a todos seus parceiros no Brasil.A iniciativa faz parte do programa da empresa para implementar mais eficiência socioambiental em suas operações, iniciado em 2005, que prevê metas globais de redução de resíduos, diminuição de emissões de gases de efeito estufa, incentivo a produtos sustentáveis e melhor gestão e aproveitamento de água e energia. Agora, o Wal-Mart coloca todo o seu poder de influência, representado por uma rede de mais de 7900 lojas em todo o mundo, abastecidas por mais de 100 mil fornecedores, para construir a cadeia de suprimentos do futuro.Entre as ações adotadas pelo programa do Grupo, constam a redução do uso de sacolas plásticas por seus consumidores (em 33% até 2013, em todo o mundo, 50% no Brasil), construções ecológicas, como em Neza, no México, onde o Wal Mart recupera uma área de depósito de lixo de 25 acres para instalar ali um eco shopping ou lojas ecoeficientes como o Supercenter Campinho, RJ ou Supercenter Morumbi, SP.Depois de realizar alguns encontros com seus fornecedores, a rede supermercadista elaborou uma proposta de um pacto para expandir essas ações através de compromissos conjuntos. Aos fornecedores que aderirem, a empresa garante boa visibilidade nas lojas, com comunicação específica quanto às qualidades e valores agregados do que está sendo ofertado.