21 de outubro de 2013

Lounge Music na noite de segunda

Gostaram da elegância?
Lounge Music para animar (e fechar) esta sonolenta noite de segunda-feira, primeiro dia "útil" do horário de verão 2013/2014.
Voltaremos ao assunto.

Libra, a Quarta Frota Americana, o fortalecimento da Petrobras e a nova Geopolítica do Petróleo

Jornal argentino diz o que aqui não querem ver: Libra é o Brasil se afastando dos EUA
20 de outubro de 2013

"Graças à dica no comentário do “Companheiro Luís”, aqui no blog, posso trazer a matéria publicada hoje pelo jornal argentino Pagina 12, assinada por Dario Pignotti, que diz aquilo que a mídia brasileira está vendo também, mas não tem coragem, por seu subalternismo, de publicar.

Diz que, amanhã, o noticiário eletrônico do Wall Street Journal e do Financial Times terão um dia agitado com as notícias sobre o leilão de Libra.

“Mas, debaixo das notícias em tempo real que nos sufocarão nesta segunda-feira, à base de índices de ações e de corretores com seus pontos de vista de curto prazo , encontra-se uma história se passou nos últimos anos , cujo recordar ajuda entender o que está em jogo : um rearranjo de forças na geopolítica do petróleo”.

E qual é a história que Pignotti narra?

Conta que, em julho de 2008, Celso Amorim, nosso ministro das Relações Exteriores,  recebeu um telefonema da chefe do Departamento de Estado dos EUA,  Condoleezza Rice, pedindo que fosse recebida sem preocupações a notícia da reativação da Quarta Frota e sua passagem pelo Atlântico Sul.  Fazia poucos meses da descoberta, em 2007, de grandes reservas de petróleo nas bacias de Campos e Santos, localizadas nas costas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“Nem o chanceler Amorim, nem seu chefe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acreditaram na retórica suave do George W. Bush. Muito pelo contrário , houve alarme no Palácio do Planalto. Lula , Amorim  e a então ministra Dilma Rousseff , que estava emergindo como um candidata presidencial, perceberam que a passagem da Marinha os EUA pela costa carioca seria uma demonstração de poderio militar sobre os mais de 50 bilhões de barris de óleo de boa qualidade guardados a mais de cinco mil metros de  profundidade, numa área geológica conhecida como pré- sal”.

Além de ir aos fóruns internacionais, diz o jornal argentino, era pouco o que o Brasil poderia fazer para, de imediato,  ”enfrentar a supremacia militar dos Estados Unidos e sua decisão que a Quarta Frota , o braço armado das petroleiras de  Exxon e  Chevron , apontasse sua proa para o Sul.”

“Lula e sua conselheira para Energia, Dilma , foram confrontados com um dilema: ou adotar uma saída mexicana  - como o atual presidente Enrique Peña Nieto , que mostrou uma vontade de privatizar a Pemex , embora o termo usado seja “modernização” –  ou injetar dinheiro para fortalecer a mística nacionalista Petrobras, para tê-la como vetor de uma estratégia para salvaguardar a soberania energética. Finalmente, o governo do Partido dos Trabalhadores ( PT) escolheu o segundo caminho e implementado um conjunto de medidas abrangentes”.

Quais?

Capitalizou Petrobras para reverter o esvaziamento econômico herdado de (…)Fernando Henrique Cardoso e conseguiu aprovar, no final de 2010 una lei de petróleo “estatizante e intervencionista”,segundo a interpretação dada por políticos  neoliberais e o  lobby britânico-estadounidense, opinião amplificada por las empresas de noticias locais”.

Além disso, prossegue o Pagina 12, reativou os planos de construção, com os franceses, de um submarino nuclear (“que avançou menos que o previsto”) e pleiteou nas organizações internacionais a extensão da plataforma offshore , a fim de que não se dispute a posse das bacias de petróleo, “além de promover a criação do Conselho de Defesa da Unasul , apoiado pela Argentina e Venezuela e sob a indiferença da Colômbia”. Firmou, também, contratos de financiamento com a China para a Petrobras.

Diz o jornal que, enquanto isso era feito, a National Security Agency americana “roubava  informações estratégicas do Ministério de Minas e Energia e diplomatas (dos EUA) em Brasília enviavam telegramas secretos a Washington classificando o chanceler Amorim como diplomata “antiamericano”.

Garante o Pagina 12 que  até três meses atrás,surgiram as primeiras notícias das manobras da NSA , a presidente queria evitar a ” radicalização ” da situação , “porque eu acreditava em uma reconciliação com os Estados Unidos, onde ele planejou viajar para uma visita oficial em 23 de outubro” . Mas a posição de Dilma “tornou-se irredutível em setembro ao saber que os espiões haviam violado as comunicações da Petrobras”.

Apenas transcrevo o final da reportagem:

“A decisão de suspender a visita a Washington, apesar de Barack Obama ter renovado pessoalmente seu convite, não não deve ser entendida como um simples gesto , porque suas consequências afetaram  decisões vitais.

O fato e não haver petroleiras norte-americana amanhã (hoje), no leilão do megacampo de Libra e sim de três poderosas companhias chinesas , dos quais dois são estatais, indica que a colisão diplomática teve um impacto prático.

Fontes próximas ao governo terem deixado conhecer a formação de um consórcio entre a Petrobras e alguma empresa chinesa, revela que a geopolítica petroleira de Brasília se inclina em direção a Pequim, que é também o seu maior parceiro comercial.

E se isso não fosse o suficiente para descrever a distância estratégica entre o Planalto e a Casa Branca, na semana passada indigesto ( para Washington ), ministro Celso Amorim, agora no comando da Defesa, iniciou conversações com a Rússia para discutir a compra de caças Sukhoi.

Foi apenas uma sondagem , mas se essa compra é formalizada será um revés considerável para a corporação militar – industrial dos EUA imaginado vender caças SuperHornet ao Brasil, durante a visita que Dilma não vai fazer.”

Que povo imaginativo, o argentino, não é?"

Por: Fernando Brito
Fonte: Tijolaço

20 de outubro de 2013

Etérea

Santana: Hinos Para a Paz

Existe disponível em DVD e Blu-Ray há um bom tempo mas só agora fui ver, assim mesmo porque passou no canal Bis e eu gravei. Fantástico show pois, além da temática, conta com a presença (complementando a superbanda do Santana) de monstros sagrados como John Mclaughlin, Chick Corea, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Ravi Coltrane, Nile Rodgers, Chester Thompson, etc. Recomendo.

19 de outubro de 2013

Aposentadoria x Trabalho x Longevidade x Qualidade de Vida

No início do ano passado publicamos o post que repetimos a seguir.
O motivo? É que tenho visto nas últimas semanas reportagens mostrando idosos felizes trabalhando.
O problema é exatamente esse: não tem nenhum que gostaria de estar fazendo outra coisa se não trocador de ônibus ou embalador de supermercado, etc.?
Trabalhar, depois de aposentado do trabalho que exerceu a vida toda, pode ser ótimo, desde que esteja fazendo algo que sempre sonhou mas nunca pode fazer. Sem maiores obrigações. Para se sentir útil, para se realizar, para evitar o Alzheimer.
O fato não mostrado é que boa parte dos idosos continua acordando cedo, enfrentando transportes coletivos lotados e estresse no trabalho apenas para complementar a renda, uma vez que só o dinheiro da aposentadoria não dá. Em suma: coisa de capitalismo selvagem. Até com os velhinhos.
"Fato: temos muitos amigos que estão na mesma faixa etária nossa, entre 50 e 55 anos (fiquem tranquilos amigos, não citarei nomes).
Nesta época, não tem jeito, começa-se a pensar em aposentadoria.
E a questão primordial é: paramos na primeira oportunidade ou vamos adiando indefinidamente?
Obviamente que cada caso é um caso e fatores como ambiente de trabalho, questões financeiras, saúde, projetos particulares, etc. é que vão determinar o encaminhamento das decisões.
Hoje me chegou o artigo abaixo que coincide com a minha maneira de pensar, o que não quer dizer que obrigatoriamente irei parar na primeira chance (ainda faltam alguns anos).
Trata-se de uma matéria que se baseou em estudos envolvendo grandes empresas americanas.
E é impactante pois o tema dos estudos diz respeito ao mais importante: expectativa de vida comparando quem se aposentou mais cedo com quem adiou (e muito) a aposentadoria.
Leiam e entenderão. Mas não se assustem...
É claro que esse estudo pode ser "viciado" ou mesmo falso (confesso que não pesquisei para descobrir a fonte, apenas reproduzi e pode realmente ser um daqueles "mitos urbanos" criados na Internet (memética), pois parece que a Boeing - citada no estudo - desmentiu), considerando a "sabedoria popular" que manda não se aposentar para viver mais. Acontece que para mim isso é outro mito espertamente plantado nos corações e mentes pelo "capitalismo selvagem".
Vejam bem: não se defende a ideia de "aposentar, colocar o chinelo e vestir o pijama". Não é por aí.
O que se verifica é que uma pessoa de mais idade não deveria sofrer as mesmas pressões estressantes de um jovem de 25 anos no mercado de trabalho. Nesse caso o "estudo" abaixo pode ser lido apenas como uma opinião que corrobora com essa idéia.
Aposentadoria nesse caso significa se livrar desse estresse de cobranças, horários, prazos, etc. e se dedicar a atividades mais tranquilas.
Sossego, prazer e oportunidade de aproveitar o que temos pela frente é a proposta. As oportunidades são muitas. E foi para isso que pagamos a previdência oficial e previdência privada durante décadas. Ou não?
Além disso, em algum momento teremos que dar espaço para os jovens que estão chegando agora, certo? Pois que esse momento não chegue somente quando... bem, vocês sabem."

Longevidade e idade de aposentadoria
"Os fundos de pensão em muitas grandes empresas (por exemplo, a Boeing, Lockheed Martin, a AT & T, Lucent Technologies, etc) foram beneficiados, porque muitos que se aposentaram tarde e que continuaram trabalhando em sua velhice, dormindo tarde, após a idade de 65, morreram dois anos após a sua aposentadoria. Em outras palavras, muitos destes aposentados não viveram tempo suficiente para receber em benefícios as suas contribuições ao fundo de pensão, de tal forma que deixaram um superávit financeiro não utilizado nos fundos de pensão, para financiamento de terceiros.
O Dr. Efrém (Siao Chung) Cheng coletou resultados importantes no quadro 1 a partir de um estudo atuarial da expectativa de vida versus a idade de aposentadoria. O estudo foi baseado no número de cheques de pensão enviados aos aposentados da Boeing Aerospace

Tabela 1 - Estudo Atuarial do tempo de vida versus a idade de aposentadoria

Idade na Aposentadoria Idade mediana dos óbitos
49.9                                             86
51.2                                             85.3
52.5                                             84.6
53.8                                             83.9
55.1                                             83.2
56.4                                             82.5
57.2                                             81.4
58.3                                             80
59.2                                             78.5
60.1                                             76.8
61                                             74.5
62.1                                             71.8
63.1                                             69.3
64.1                                             67.9
65.2                                             66.8

A Tabela 1 indica que para os reformados com a idade de 50 anos, sua expectativa de vida média é de 86, e que para os reformados com a idade de 65 anos, sua expectativa de vida média é de apenas 66,8. Uma conclusão importante deste estudo é que a cada ano se trabalha para além dos 55 anos, perde-se 2 anos de vida útil, em média.

A experiência Boeing é que os funcionários se aposentando em 65 anos de idade recebem cheques de pensão para apenas 18 meses, em média, antes da morte. Da mesma forma, a experiência Lockheed é que os funcionários que se aposentaram com 65 anos de idade recebem cheques de pensão por apenas 17 meses, em média, antes da morte.

O Dr. David T. Chai indicou que na Bell Labs a experiência é similar às da Boeing e Lockheed, baseada na observação casual do Newsletters de aposentados da Bell Lab. Um aposentado da Ford Motor disse ao Dr. Paul Lin Tien-Ho que a experiência da Ford Motor também é semelhante aos dos Boeing e Lockheed.

As estatísticas mostradas no Seminário de Pré-Aposentadoria na Telcordia (Bellcore) indicam que a idade média de aposentadoria de seus empregados começa a partir de 57 anos e que as pessoas que se aposentam na idade de 65 anos ou mais são minoria em comparação aos demais.

Os que trabalham até tarde, provavelmente, colocam muito estresse no envelhecimento do corpo e da mente, de tal forma que eles desenvolvem vários problemas de saúde graves e morrem dentro de dois anos depois que se aposentam.

Por outro lado, pessoas que tomam aposentadorias precoces na idade de 55 tendem a viver muito e bem em seus anos 80 e além. Estes aposentados anteriormente provavelmente são ou de situação financeira estável ou com maior capacidade de planejar e gerir outros aspectos de sua vida, saúde e carreira, de tal forma que eles podem dar ao luxo de se aposentar mais cedo e confortável.

Estes aposentados precoces não estão realmente em marcha lenta, mas continuam fazendo algum trabalho. A diferença é que eles têm o luxo de escolher os tipos de trabalho de tempo parcial e o fazem num ritmo mais prazeroso, para que não fiquem muito estressados.

Os que se aposentam muito tarde são em pequeno número e tendem a morrer rapidamente após a aposentadoria. Eles são minoria na estatística de expectativa de vida média da população de "velhos", dominada pelos que se aposentam mais cedo.

A maioria dos japoneses se aposentam com a idade de 60 anos ou menos e isto pode ser um dos fatores que contribuem para o longo período médio de vida do povo idoso japonês.

Conclusão e Recomendações

O melhor período criativo e inovador da vida profissional é a partir da idade de 32 e dura aproximadamente 10 anos. Planeje sua carreira para usar esse período precioso, sábia e eficazmente, para produzir suas maiores realizações na vida.

O ritmo de inovações e avanços da tecnologia está ficando cada vez mais rápido e está forçando todos a competir ferozmente com a velocidade da informação na Internet. O local de trabalho, altamente produtivo e eficiente nos EUA é uma panela de pressão e um campo de batalha de alta velocidade, ideal para a capacidade altamente criativa e dinâmica dos jovens dispostos a competir e prosperar.

No entanto, quando você envelhece, você deve planejar sua carreira e situação financeira para que você possa se aposentar confortavelmente com a idade de 55 ou mais cedo, a fim de desfrutar do seu tempo de vida saudável, com felicidade e estabilidade, com uma expectativa além dos 80 anos. Na aposentadoria, você ainda pode desfrutar de um trabalho divertido, de grande interesse para você e de grandes valores para a sociedade e para a comunidade, mas num ritmo prazeroso, num tempo parcial e em seu próprio termo e ritmo.

Por outro lado, se você não for capaz de sair da panela de pressão ou do campo de batalha da alta velocidade com a idade de 55 e "ter" que continuar a trabalhar muito duro até a idade de 65 anos ou mais, antes de sua aposentadoria, então você provavelmente vai aproveitar muito pouco sua aposentadoria. Trabalhando muito duro na panela de pressão por mais 10 anos além da idade de 55 anos, você desistirá de pelo menos 20 anos de sua vida útil, em média."

Vinícius de Moraes: 100 anos

Pela imagem acima, já concluímos que o Google sabe por onde pisa. Não perde a oportunidade.
Mas esta é mais que merecida.
Tenho a impressão que a poesia e a música de Vinícius me acompanham por toda vida.
Não vou escrever muito sobre este dia em que registramos 100 anos do seu nascimento (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913).
Basta dizer que meu filho chama-se Vinícius em homenagem ao poeta.
É só reproduzir aqui uma poesia, colocar uma música dele e pegar um copo de uísque. O resto é alegria e nostalgia.
P.S.: Inseri um ótimo documentário sobre Vinícius que vale a pena ver.

A HORA ÍNTIMA

Vinícius de Moraes, Rio de Janeiro , 1950

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: - Nunca fez mal...
Quem, bêbedo, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: - Rei morto, rei posto...
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: - Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançará um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: - Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: - Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?

Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?

O Samba da Benção é apenas mais um que resume quem era Vinícius


Outra Clássica, dentre as centenas de belezas que Vinícius criou com seus parceiros


O Documentário

18 de outubro de 2013

Casas

- Um dos primeiros itens do que chamamos "sonho de consumo" é ter a casa própria. Morar de aluguel definitivamente não é um bom negócio. A não ser em casos muito específicos. Talvez o segundo item seja o automóvel, apesar do trânsito cada vez mais caótico e da falta de estacionamento.
- Não tenho muito tempo de ver TV, mas gosto. Sobretudo agora que podemos selecionar e gravar bons programas e filmes nas emissoras por assinatura. Além dos filmes e séries, a geração HD me despertou o interesse por esportes como tênis, basquete, atletismo e até futebol americano (esse, meu filho explicou as regras), além do futebol, é claro.
- O que tem a ver o primeiro parágrafo com o segundo? É que li uma reportagem que dizia o seguinte: "Aposentado do tênis, o ex-número 1 do mundo Andy Roddick e sua mulher, a modelo Brooklyn Decker, resolveram trocar de casa. O americano colocou à venda a mansão do casal. Os interessados em adquirir a casa, que fica em Austin, no Texas, terão de desembolsar pelo menos US$ 12,5 milhões (R$ 27,23 milhões)."
- Com certeza o Roddick não comprou esta mansão pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", do Governo Federal. Nem precisou usar o FGTS para abater as prestações. Bem, daí veio a curiosidade de dar uma olhada onde moram grandes astros de alguns esportes. É o que mostramos a seguir. Não dá nem para sonhar com um consumo desses. Nestes casos o buraco é mais embaixo e a conta corrente mais em cima.

Mansão de Roddick, 18 mil metros quadrados

Do astro de Golfe Tiger Woods: 60 milhões de dólares, em Jupiter Island

Piscina com vista e escadaria para a praia de Maiorca: do tenista Rafael Nadal

Do astro de Futebol Americano Tom Brady e Gisele Bundchen: U$S 20 milhões
Da tenista Anna Kournikova, em Miami. Pode ser sua por US$ 10 milhões. Barato.



Na sequência, imagens da casa do ex-jogador de Basquete Michael Jordan.
E aí, decidiu qual vai comprar? Mesmo não sendo um atleta famoso pode ser que consiga juntar umas economias e realizar este 'mega sonho de consumo'. Com direito a uma Ferrari na garagem. Boa sorte.

Musa da Semana: Moness

Ela é inglesa.
Tem aproximadamente 25 anos (confesso que não consegui descobrir a idade exata).
Trabalha com comerciais de TV, desfiles e fotos para revistas de moda.
Corpo bem esculpido e colorido por tatuagens.
Uma estrela em ascensão, como muitas inglesas, diga-se de passagem.
O que é uma surpresa, afinal o histórico das meninas britânicas é de que não eram tão especiais.
As coisas estão mudando.
Um bom motivo para visitar Londres e arredores.
Não bastassem os Beatles, os Rolling Stones, a Família Real e Hogwarts.
O nome dela é simplesmente Moness X.
Uma beleza selvagem e misteriosa, o que pode colocar alguns marmanjos na defensiva.
Neste caso, nada de novo. As mulheres estão cada vez mais poderosas. Modelos ou não.
O bom é que, independente disso, continuamos gostando delas, não é mesmo?!
Em tempo: vale a pena ouvir a música do vídeo. ; )











Música: Chris Issak - "Wicked Game"

17 de outubro de 2013

Saúde: Couve

Mulher Hulk? Muita Couve?
Apesar de sempre colocar algum tipo de folha no meu prato, tenho certeza que não consumo a quantidade ideal.
Nunca fui muito simpático à folhas, ruminante que não sou.
Mas deveria. Ser simpático a elas, não necessariamente ruminante.
Tem a opção de consumir em sucos, preferencialmente utilizando centrífuga (embora tire as fibras) junto com alguma fruta, para ficar mais palatável.
A reportagem a seguir mostra as vantagens de uma delas: a couve.
Não é a toa que o Hulk (o da Marvel, não o jogador) é verde escuro e forte. E o Popeye também. Nesse caso é o espinafre. Mas aí é outra história.


O que é que a couve tem?
"Ingrediente indispensável da brasileiríssima feijoada e do caldo verde, que herdamos de Portugal, a couve, além de ser barata e fácil de encontrar em todo o país, oferece vários benefícios. Surpresa? Nós também ficamos. A questão é quanto mais os especialistas estudam essa verdura, mais surgem vantagens. Chega a parecer uma bula de remédio: a couve é anti-inflamatória e cicatrizante. E, superimportante, ajuda a fixar o cálcio nos ossos.

De onde vêm esses poderes? Dos glicosinolatos, fitoquímicos naturais que, por terem ação desintoxicante, estimulam o organismo a se livrar até mesmo das substâncias cancerígenas, além de fortalecer o sistema imunológico. A partir daí, tudo funciona melhor. Quando você coloca a verdura no prato, também se serve de uma variedade incrível de vitaminas e minerais que, combinados aos fitoquímicos, favorece a absorção dos outros nutrientes da refeição, especialmente do cálcio. Nesse aspecto, a nutricionista Denise Madi Carreiro, de São Paulo, chega a comparar a folha ao leite materno.

Denise, que é conselheira do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, afirma que a couve é um alimento até mais adequado para os ossos que o leite de vaca. “Além de ter cálcio e magnésio, ela carrega esses dois minerais na proporção adequada”, explica a nutricionista. O que isso significa? O cálcio precisa do magnésio na medida certa para conseguir exercer suas funções, entre elas, formar a massa óssea.

O leite de vaca tem nove vezes menos magnésio e três vezes mais cálcio do que a proporção necessária. Segundo Denise, isso faz com que o cálcio do leite tenha dificuldade de se fixar no nosso esqueleto. “Pior, ele rouba o magnésio existente no organismo. E, como a maior parte desse mineral fica concentrada dentro do osso, consumir mais cálcio do que magnésio aumenta o risco de perda de massa óssea. Daí para a osteoporose é um pulo”, diz a especialista.

O magnésio ainda é parceiro do cálcio em várias outras tarefas: ajudar o corpo a se livrar do acúmulo de gordura, manter a pressão arterial sob controle, regular a ação de hormônios e controlar os movimentos dos músculos (o cálcio contrai a musculatura e o magnésio relaxa). Além disso, o magnésio é fundamental para a formação e funcionamento de todos os neurotransmissores, sem exceção. É por isso que sem ele você se sente desanimada e até mal-humorada.

Na couve, o magnésio faz parte da clorofila – substância que dá a cor verde à folha e com potencial de renovar as células do nosso organismo. Quer dizer que a verdura tem mais essa vantagem: rejuvenesce. Depois de descobrir todos os poderes dela, a gente fica até com vontade de fazer uma “plantação” em casa. Mas como quase ninguém tem espaço nem tempo para isso, BOA FORMA foi atrás de sugestões práticas de consumo para você. Aproveite para colocar a couve mais vezes no seu cardápio. Você vai perceber a diferença na pele, no pique e na balança!"

Benefícios da couve:
• combate a celulite
• ajuda a eliminar a gordura
• regula os hormônios
• melhora o humor
• desintoxica

Fonte: Boa Forma

Literatura - O novo do Veríssimo: "Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos"

Aos 77 anos, Luiz Fernando Veríssimo é um patrimônio vivo da cultura brasileira.
E bem vivo. Depois de passar por sérios problemas de saúde no ano passado, ele retorna agora com um novo livro inédito.
Talvez o maior cronista da atualidade no Brasil, são leituras obrigatórias aqueles livros que trazem coletâneas  de suas sempre bem humoradas observações do cotidiano.
Desta vez, no entanto, seu mais novo "filho" não é de crônicas e sim uma coleção de contos.
Embora já tenha escrito uns dois romances, causa curiosidade o caminho que ele pode ter tomado nestas histórias.
Depois do que passou, seriam temas mais densos ou permanece a fina ironia das crônicas?
De qualquer forma, leitura imperdível nesse período de horário de verão que se inicia no próximo sábado.

Ele fala sobre a carreira e inspirações literárias:

"Na crônica, podemos escrever qualquer bobagem. Romance requer atenção".

Nos textos, a mortalidade aparece como tema em meio ao bom humor típico do escritor.

Pequeno trecho de um dos contos:
“Eu tinha 12 anos e ela tinha 36. Eu tinha o cabelo louro e encaracolado e os olhos verdes, mas fora essa intromissão, talvez holandesa, no meu sangue era um baiano de cartão postal, um mulatinho reluzente, um amor. Pergunte a qualquer um que me conheceu então, se encontrar algum vivo, se eu não era para levar pra casa.
E foi o que Dolores fez. Eu me chamava Zé Maria e dançava na praia para os turistas com minha irmã, Janaína. E a Dolores se encantou comigo. ‘Como te llamas?’, ela perguntou. ‘José”, eu disse e, com medo de que ela não entendesse, repeti: ‘José’ e ela disse ‘Rosé Rosé, que raro!’.
O dinheiro dela venceu a burocracia do Brasil, os papeis da adoção saíram logo...”

16 de outubro de 2013

Saindo de Casa

Um curta-metragem de animação ao mesmo tempo bem-humorado e tocante.
Do tipo, "assim é a vida, fazer o que?"
Mostra o momento em que o rapaz, que completou provavelmente 18, ou 21 ou 25 anos - isso não fica bem claro - é mandado ir cuidar da própria vida pois chegou o momento, segundo o seu pai, de ter sua independência.
A mãe, como era de se esperar, resiste. E o filho também, pois ele sabe que o mundo fora de casa costuma ser cruel para quem sempre foi protegido e sempre teve tudo nas mãos.
E assim segue o filme com indas e vindas até que um fato inesperado acontece (não vou contar) e muda os rumos dos acontecimentos.
Entra então um novo tema associado à passagem do tempo: a solidão.
Com certeza pais e filhos poderão ver não somente uma irônica obra de ficção, mas talvez um breve retrato de muitos lares e vidas.



a film by: Joost Lieuwma
animated at Frame Order

Een jongvolwassen man is oud genoeg om op eigen benen te staan. Maar als zijn ouders hem de wereld in sturen keert hij steeds weer op miraculeuze wijze terug.

Regie & Scenario: Joost Lieuwma
Animatie: Joost Lieuwma, Lukas Krepel
Kleurontwerp: Patrick Schoenmaker
Stagiairs: Merel Hamers, Dennis Luijsterburg, Florian Walraven, Kim van Engelen
Productie il Luster Films: Chris Mouw, Arnoud Rijken, Michiel Snijders
Productie NTR: Astrid Prickaerts
Eindredactie NTR: Marina Blok
Muziek: Jorrit Kleijnen, Alexander Reumers
Geluid, foley en cinemamix: Jeroen Nadorp
Advies verhaal, storyboard en montage: Daan Velsink, Lukas Krepel, Patrick Schoenmaker, Michiel Lieuwma
Met speciale dank aan: Ronald Nadorp, Ellen Blom
Met dank aan: Dorien van de Pas, Jeanine Hage, Miryam van Lier, Erik van Drunen, Esther Bannenberg, Jan Pieter Ekker, Job ter Burg

Gemaakt in het kadar van NTR kort 2013
Financial support: NTR, Netherlands Filmfund, CoBo

Vox Populi: Dilma vence em todos os cenários em 2014

Os cães ladram, a caravana passa...
Dilma venceria em qualquer cenário em 2014, segundo Vox Populi

Presidenta tem o dobro de votos de Marina Silva, segunda colocada. Aécio fica com 20% quando candidato do PSB é Eduardo Campos, com 10%

"São Paulo – Pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi mostra que Dilma Rousseff venceria em qualquer cenário nas eleições de 2014. Os números, divulgados pela Rede Record, dão vantagem à presidenta na disputa, com o dobro da segunda colocada, Marina Silva (PSB).

Em um dos cenários, a petista chega a 41%, contra 21% da ex-senadora e 19% do ex-governador de São Paulo, José Serra.

Sem Marina, Dilma tem 43%, frente a 20% do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e 10% do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Quando o candidato tucano é Serra, Dilma fica com 42%, frente a 21% do postulante derrotado em 2010 e 12% de Campos.

Com Marina e Aécio na disputa, Dilma tem 41%, contra 23% da ex-ministra do Meio Ambiente e 17% do senador.

Nas simulações de segundo turno, Dilma faz 47% a 27% sobre Aécio e tem o mesmo resultado contra Serra. Frente a Marina, a petista fica com 46% a 31%, e atinge maior vantagem contra Eduardo Campos, com 48% a 23%.

O Vox Populiu ouviu 2.500 pessoas entre os dias 11 e 13 de outubro em 179 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Os dados do Vox Populi divergem dos apresentados pelo Datafolha no último fim de semana. A pesquisa do instituto do jornal Folha de S. Paulo indicou vitória no primeiro turno para Dilma apenas no cenário contra Aécio Neves e Eduardo Campos, com 42% da petista, 21% do senador e 15% do governador.

Com Marina Silva pelo PSB e José Serra pelo PSDB, Dilma fica com 37%, contra 28% da ex-ministra do Meio Ambiente e 20% do tucano. Quando Serra dá lugar a Aécio, a petista sobe a 39%, Marina chega a 29% e o senador tem 17%. No último cenário testado pelo Datafolha, a presidenta tem 40%, contra 25% de Serra e 15% de Campos."
Fonte: Rede Brasil

Chamado Selvagem

Como começar esta quarta-feira?
Política, economia, problemas....
Confesso que estou sem paciência e sem tempo para isso hoje.
Vamos para outra.
É lugar comum aqui no blog, mas esses filmes da natureza feitos por amadores aventureiros e amantes das belezas naturais, acompanhados de belas músicas são para mim sempre uma boa pedida para iniciar (ou terminar) a jornada diária.
Fazem bem para alma e ajudam a enfrentar as lutas que vem pela frente no dia que se inicia.
Como sempre, habilitem o som e assistam em tela cheia.
Música: 'Signaling Through The Flames' por The American Dollar.


15 de outubro de 2013

Marina não me engana

"Ao abraçar a utopia neoliberal Marina aspira ser uma pluma imune ao atrito que contrapõe os interesses populares aos da elite brasileira.
Exerce na verdade o surrado papel da bigorna histórica, sobre a qual amplos interesses são submetidos  aos golpes da marreta impiedosa do dinheiro."

Banqueiros babam com disruptura de Marina
por: Saul Leblon

"Marina  Silva sentou-se à direita da santíssima trindade dos mercados. Em amigável  périplo pela mídia, a ex-senadora se declara uma convicta defensora do sacrossanto  ‘tripé’. Que vem a ser uma  espécie de enforcador  à distância. Sendo o pescoço, a sociedade. E os mercados, a mão que controla a correia.

A coleira dentada  permite que o dinheiro grosso submeta  governos, partidos  e demais instâncias sociais  a um comando de desempenho  monitorado por três variáveis.

A saber:

I)  regime de metas de inflação, ancorado no chicote dos  juros ‘teatrais’, se necessários, assevera Marina em flerte com o ‘choque’ monetarista;

II) câmbio livre, leia-se, nenhum aroma de controle de capitais;  vivemos, afinal,  em um período de pouca volatilidade e incerteza global...  e

III) o superávit  ‘cheio’ – o nome honesto disso, convenhamos,  é arrocho fiscal: corte de investimentos  públicos estratégicos  para garantir  o prato de lentilhas  dos rentistas.

Marina descobriu que quando abre a boca  encanta  os banqueiros. Mas começa a ter dificuldade  com o vocabulário.

Como exprimir o que se propõe a fazer no Brasil sem colidir com as boas intenções de seus apoiadores?

Ao  jornal Valor Econômico, que lhe ofereceu uma página nesta 2ª feira, a parceira de Eduardo Campos defende uma ‘disruptura’. Que diabo ela quer dizer  com isso?
Marina quer dizer a mesma coisa que o Globo disse sábado, em manchete garrafal: ‘PSDB melhorou serviços e PT reduziu desigualdade’.  Ou seja, o passado passou. Cada um fez o que pode.

Agora é olhar para frente, juntar o que presta e descartar o resto. O nome  da travessia, ensaia o Globo, é Campos/Marina. Ou ‘disruptura’, arrisca a sedutora ex-senadora.

Vamos abstrair  do interior da palavra ‘serviços’  detalhes que agridem a apaziguadora manchete  do Globo. Por exemplo,  o ‘apagão’ de 2001. Ao custo de 2% do PIB, ele promoveria um corte de  20% do serviço de energia elétrica  oferecido aos brasileiros. Que, todavia, pagaram pelo serviço não prestado.

Outra dissonância entre a história vivida pela população e o jornalismo Globo: a área sofrível do saneamento  básico. No ano passado, o Brasil aplicou  R$ 8,3 bi na expansão desse serviço . É pouco. A média necessária para universalizar  o acesso em 20 anos  seria da ordem de R$ 20 bi ao ano.

Ainda assim representa  dez vezes mais o valor destinado  há uma década, quando, segundo o Globo, tivemos  um ciclo de fastígio nos serviços.

Marina passa ao largo dessas miudezas.

“ Como eu e Eduardo reconhecemos tanto as coisas boas do governo do PT e do PSDB, talvez sejamos a esperança de provocar uma "disruptura".

Ei-la, nesta  2ª feira, em bate bola afinado com a  manchete do domingo. Nas palavras da ex-senadora, trata-se agora de buscar  ‘uma  agenda que não mude porque mudou o governo’. Escavar  um fosso entre a representação política da sociedade  e o poder efetivo sobre o seu destino ,  é tudo o que as plutocracias almejam, urbi et orbi.

Se alguém  trata  isso com leveza e  sedução,  como resistir?

‘Impressionante’ ; ‘cativante’, disseram clientes  endinheirados do  Credit  Suisse , banco  que patrocinou um encontro a portas-fechadas  com a ex-ministra na 6ª feira.

Há notável  coerência entre desdenhar  dos partidos e entregar o destino da sociedade a uma lógica  que se avoca autossuficiente e  autorregulável. Marina passeia por um Brasil  plano.  Mas o mundo não é plano.  E o relevo econômico do Brasil inclui-se entre  as encostas  mais acidentadas pela ação secular de predadores, ora  cativados pela  ex-ministra.

Os ouvidos para os quais as vozes de  Marina, Campos e Aécio  soam como música  –assim como soava a de Palocci, em 2003--  sabem  que  drenar  R$ 223 bilhões  em juros de um organismo social marcado por carências latejantes  de serviços e infraestrutura não é sustentável.

O valor refere-se ao total das despesas com juros da dívida pública (nas três esferas da federação) pagos em 12 meses até outubro. Representa uns 5% do PIB. Mais de dez vezes o custo do  Bolsa Família, programa  que beneficias 14 milhões de famílias, 55 milhões de pessoas.

Ou quatro vezes o que supostamente custaria a implantação da tarifa zero no transporte coletivo das grandes cidades brasileiras. Ou ainda dezoito vezes mais o que o programa  ‘Mais Médicos’ deve investir até 2014, sendo: R$ 2,8 bilhões para construir 16 mil Unidades Básicas de Saúde e equipar 5 mil unidades; ademais de R$ 3,2 bilhões para obras em 818 hospitais e aquisição de equipamentos para outros  2,5 mil, além de R$ 1,4 bilhão para obras em 877 Unidades de Pronto Atendimento.

Repita-se: daria para fazer isso 18 vezes com o valor destinado ao rentismo em um ano.

Não serve de consolo dizer que no final do governo FHC  gastava-se quase 10% do PIB com juros. O investimento público direto da União em logística e  infraestrutura social era um traço. Agora oscila em torno de 1% (descontado o Minha Casa).

Muito distante do desejável para uma sociedade que atingiu o ponto de saturação na convivência com  serviços  insuficientes e de baixa qualidade. O ponto é: como Marina que supostamente herdou os votos dessa insatisfação, pretende lidar com assimetrias descomunais, apoiada na defesa algo deslumbrada,  tosca e jejuna, do ‘tripé’?

“Se o tripé ficou comprometido, é preciso restaurá-lo”, sentenciou quase blasé  aos clientes embasbacados do Credit Suisse. Ao abraçar a utopia neoliberal Marina aspira ser uma pluma imune ao atrito que contrapõe os interesses populares aos da elite brasileira. Exerce na verdade o surrado papel da bigorna histórica, sobre a qual amplos interesses são submetidos  aos golpes da marreta impiedosa do dinheiro.

Para isso está sendo cevada. Ao que parece, tomou gosto pela ração. E já ensaia comer sozinha."

Fonte: Carta Maior

Oh!GX e outros "X"


Reproduzimos texto do amigo Zé Maria, publicado em seu blog Zé Maria no CA.
Trata um pouco da história da ascensão e queda das empresas X do Eike "sempre ele"  - como dizia, 'nos bons tempos', a coluna do Ancelmo Goes - Batista.

O “X” DA QUESTÃO

"John D. Rockfeller cunhou a famosa frase que diz que o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada, o segundo melhor é uma empresa de petróleo mal administrada. O empresário Eike Batista está conseguindo fazer de Rockfeller um mentiroso.
Depois de ser apontado como um dos sete homens mais ricos do mundo, o empresário mais ex admirado e ex bajulado do país, deve sair de cena de aventura de ter uma empresa de Petróleo, com uma pequena fortuna de U$ 300 milhões, muito dinheiro para qualquer mortal, mas para quem vai levar muito tempo comparecendo à justiça para responder a ações judiciais iniciadas pelos especuladores que se sentiram enganados, pode ser nada.
Criada em março de 2007, como uma empresa de capital fechado, a OGX se propôs a explorar petróleo e gás natural, o ex todo queridinho da mídia e dos governantes de plantão, imaginou que bastava a crença na astrologia, esoterismo e contratar a peso de ouro executivos da Petrobrás, que tudo estaria resolvido, produziria em 10 anos o que a Petrobrás levou 60 anos. Seria ele adepto de JK, 50 anos em 5?
Em junho de 2008, sem nenhuma reserva provada, a OGX abre seu capital na BOVESPA e arrecada R$ 6,7 bi, prova cabal de que o mercado é louco, vive de especulações e promessas. Hoje os espertos que acreditaram em Eike e criticam a Petrobrás, estão perdidos como cachorros que caem da mudança e não resta a eles outro caminho a não ser reclamar seus “direitos” na justiça.
Será que Eike vai dizer que foi enganado pelos seus “meninos de ouro”?
Longe de comparações, mas será que a mídia direitista juramentada, vai bater nele como bateu em Lula, por não saber de nada do dito mensalão?
Será que se as ações contra Eike chegarem ao STF, será usado contra ele o domínio do fato?
A CARTA CAPITAL desta semana traz alguns relatos de pessoas que conviveram com o senhor X e que hoje não querem nem aparecer em fotos, que são interessantes: “Não sei se o Eike mentiu deliberadamente. Mas posso dizer que ele foi mais enganado do que enganou” ; “É um bom sujeito , mas mente muito”; “A administração [ na OGX ] era estruturada de uma forma em que havia incentivo para que só boas notícias fossem levadas ao Eike, porque ele tinha uma tendência em atirar no mensageiro”.
Amontoado em dívidas, não resta outra saída para Eike se não fazer um PRODESIN nas empresas X. Em agosto, a EIG Management Co. concordou em investir até US$ 560 milhões por uma participação majoritária da empresa de logística LLX. Em julho, vendeu o controle da geradora de energia MPX para à alemã E.ON EOAN.XE -0.11% . A mineradora MMX vendeu o Porto Sudeste para a Trafigura Beheer BV e o Mubadala Development Co., num negócio de US$ 400 milhões. A OSX, criada para construir plataformas, que teve um investimento de U$ 4 bi, hoje não vale U$ 1bi.
Em todo esse episódio, a lamentar, apenas o fato de que os trabalhadores que acreditaram nas aventuras do senhor X, hoje estão desempregados.
Talvez um dos maiores erros do senhor X, foi imaginar que bastava ir na Av. Chile e contratar pseudos entendidos de petróleo, não foi avisado ou foi enganado, que quem faz da Petrobrás o que ela é, são todos os seus trabalhadores, cada um dentro das suas especificidades, dando a sua contribuição."

14 de outubro de 2013

Datatrolha: apoio de Serra e FHC inviabiliza sucesso de Aécio

Essa eu compartilho lá do Facebook.
É do perfil "Porra Serra".
Que trouxe a pesquisa da Rede Brasil Atual.
Datafolha: apoio de Serra e FHC inviabiliza sucesso de Aécio
"A exemplo de 2010, o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um ônus para o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. 58% dizem que não votariam no nome apoiado por FHC, contra 12% que escolheriam o político apoiado por ele. O ex-governador de São Paulo José Serra tampouco ajuda: 54% deixariam de votar no candidato ligado a ele, e 15% se inclinariam para o outro lado da balança.
Não é de hoje que as chapas tucanas à Presidência fogem à associação com FHC. Em 2010, o próprio Serra escondeu o ex-presidente ao longo de sua campanha, o que provocou críticas de correligionários. Agora, é a vez do senador mineiro Aécio Neves decidir o que fazer com o legado do governo federal de 1995 a 2002, com a diferença de que desta vez terá a soma negativa do peso do ex-governador paulista."

Em complemento:
"Outra vantagem para a presidenta Dilma Rousseff, ao menos momentânea, é a trajetória dos votos da ex-senadora Marina Silva. Caso realmente seja a vice na chapa de Eduardo Campos, a ex-ministra do Meio Ambiente beneficia a petista, que herda a maior parte dos votos. 42% dos que declaram apoiar Marina dizem votar em Dilma no novo cenário, contra 21% de Aécio e 15% do governador de Pernambuco e presidente do PSB."

13 de outubro de 2013

Marillion - Kayleigh


Um dos últimos clássicos da Era Progressiva.
Se é que podemos categorizar boa música em compartimentos estanques de tempo e estilo.

Duas Histórias que Surpreendem

Recebi essas interessantes histórias reais e resolvi dividir com vocês.
Tempo, ações, decisões sobre a vida se entrelaçam e unem de forma surpreendente os dois casos.
HISTÓRIA NÚMERO UM
Há muitos anos atrás, Al Capone controlava virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico.
Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.
Capone tinha um advogado apelidado 'Easy Eddie'. Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom!
Sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.
Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis.
A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.
No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco.
Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação.
Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele.
Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo.
Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado.
Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al 'Scarface' Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade.
Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou.
Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.
Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar.
A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista.
O poema: 'O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde.
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'Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento.'
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HISTÓRIA NÚMERO DOIS
A Segunda Guerra Mundial produziu muitos heróis.
Um deles foi o Comandante Butch O'Hare. Ele era um piloto de caça, operando no porta-aviões Lexington, no Pacífico Sul.
Um dia, o seu esquadrão foi enviado em uma missão. Quando já estavam voando, ele notou pelo medidor de combustível que alguém tinha esquecido de encher os tanques. Ele não teria combustível suficiente para completar a missão e retornar ao navio. O líder do vôo o instruiu a voltar ao porta-aviões.
Relutantemente, ele saiu da formação e iniciou a volta à frota.
Quando estava voltando ao navio-mãe viu algo que fez seu sangue gelar: um esquadrão de aviões japoneses voava na direção da frota americana. Com os caças americanos afastados da frota, ela ficaria indefesa ao ataque. Ele não podia alcançar seu esquadrão nem avisar a frota da aproximação do perigo.
Havia apenas uma coisa a fazer. Ele teria que desviá-los da frota de alguma maneira..
Afastando todos os pensamentos sobre a sua segurança pessoal, ele mergulhou sobre a formação de aviões japoneses.
Seus canhões de calibre 50, montados nas asas, disparavam enquanto ele atacava um surpreso avião inimigo e em seguida outro. Butch costurou dentro e fora da formação, agora rompida e incendiou tantos aviões quanto possível, até que sua munição finalmente acabou. Ainda assim, ele continuou a agressão.
Mergulhava na direção dos aviões, tentando destruir e danificar tantos aviões inimigos quanto possível, tornando-os impróprios para voar.
Finalmente, o exasperado esquadrão japonês partiu em outra direção.
Profundamente aliviado, Butch O'Hare e o seu avião danificado se dirigiram para o porta-aviões. Logo à sua chegada ele informou seus superiores sobre o acontecido. O filme da máquina fotográfica montada no avião contou a história com detalhes. Mostrou a extensão da ousadia de Butch em atacar o esquadrão japonês para proteger a frota. Na realidade, ele tinha destruído cinco aeronaves inimigas.
Isto ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1942, e por aquela ação Butch se tornou o primeiro Ás da Marinha na 2ª Guerra Mundial, e o primeiro Aviador Naval a receber a Medalha Congressional de Honra.
No ano seguinte Butch morreu em combate aéreo com 29 anos de idade. Sua cidade natal não permitiria que a memória deste herói da 2ª Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto O'Hare, o principal de Chicago, tem esse nome em tributo à coragem deste grande homem.
Assim, se porventura você passar no O'Hare International, pense nele e vá ao Museu comemorativo sobre Butch, visitando sua estátua e a Medalha de Honra. Fica situado entre os Terminais 1 e 2.

O que têm estas duas histórias de comum entre elas?
Butch O'Hare era o filho de Easy Eddie. 

12 de outubro de 2013

Ninfomaníaca, a nova polêmica de Lars Von Trier

Vai ser lançado em dezembro o mais novo filme do diretor Lars Von Trier.
O dinamarquês foi um dos criadores e líderes do movimento cinematográfico-estético-ideológico Dogma nos anos 1990, que poderia ser resumido como "uma câmara na mão e uma ideia (polêmica) na cabeça".
O Dogma ficou para traz mas o estilo que despertou paixão e ódio na mesma medida entre cinéfilos do mundo todo continua presente nas obras mais recentes de Lars, mesmo sendo produções com mais recursos.
Em suma, o novo filme vai despertar a mesma polêmica de todos os seus filmes, mesmo o quase light "Melancholia" (uma espécie de ficção-científica), última realização antes de "Ninfomaníaca".
Segue breve sinopse da trama (e a curiosidade dos 14 posteres diferentes que já mexeu com as estruturas da indústria cinematográfica, hoje quase somente voltada para os "filmes pipoca" ).
Agora é aguardar o lançamento por aqui em 2014, se é que vai ser lançado nos cinemas brasileiros. Talvez só consigamos ver em DVD ou nas TVs por assinatura.

"O novo e já polêmico filme de Lars Von Trier, Ninfomaníaca, ganhou 14 cartazes diferentes de divulgação. Cada imagem mostra um ator do elenco diferente tendo um orgasmo, incluindo Uma Thurman, Shia LaBeouf, Charlotte Gainsbourg e Stellan Skarsgard.
O filme será divido em duas partes, somando oito capítulos no total. Em cada capítulo, Lars Von Trier pretende contar uma episódio diferente da vida de Joe, uma mulher auto-diagnosticada como ninfomaníaca desde cedo. A protagonista é interpretada por Charlottte na fase adulta e Stacy Martin na juventude.
O gancho dos capítulos é dado pelo personagem de Skarsgard, o solteirão Seligman, que encontra Joe quase inconsciente na rua e a leva para sua casa, onde ouve todas as histórias eróticas da personagem.
O elenco fica completo com Christian Slater, Jamie Bell, Connie Nielsen,  Nicolas Bro, Jesper Christensen, Jens Albinus, Shanti Roney, Severin von Hoensbroech, Willem Dafoe, Udo Kier, Jean-Marc Barr, Caroline Goodall, Kate Ashfield, Saskia Reeves e Omar Shargawi.
Ninfomaníaca estreia no dia 25 de dezembro na Dinamarca e irá se juntar aos outros filmes polêmicos de Lars Von Trier, responsável por Melancolia e Anticristo."

No filme anterior do Lars, "Melancholia", uma das músicas usadas como trilha sonora foi "Pandora", do grupo inglês Cocteau Twins, que eu ouvia muito nos anos 1980.
Segue a canção com vídeo contendo cenas do filme.

Homenagem à Padroeira do Brasil

Hoje é o dia das futuras gerações que comandarão o país, depois que nós não estivermos mandando em mais nada.
Que Deus proteja todas as crianças.
Mas hoje é também o dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
Milhares de grupos, categorias e pessoas (minha filha, por exemplo) são especialmente devotos dela. O Papa Francisco, inclusive.
Nossas homenagens a ela. Que ilumine o Brasil e a mente dos brasileiros.

Nossa Senhora Aparecida


Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

"Cubra-me com seu manto de amor
Guarda-me na paz desse olhar
Cura-me as feridas e a dor me faz suportar
Que as pedras do meu caminho
Meus pés suportem pisar
Mesmo ferido de espinhos me ajude a passar
Se ficaram mágoas em mim
Mãe tira do meu coração
E aqueles que eu fiz sofrer peço perdão
Se eu curvar meu corpo na dor
Me alivia o peso da cruz
Interceda por mim minha mãe junto a Jesus

Nossa Senhora me de a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida do meu destino
Nossa Senhora me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida do meu destino
Do meu caminho
Cuida de mim

Sempre que o meu pranto rolar
Ponha sobre mim suas mãos
Aumenta minha fé e acalma o meu coração
Grande é a procissão a pedir
A misericórdia o perdão
A cura do corpo e pra alma a salvação
Pobres pecadores oh mãe
Tão necessitados de vós
Santa Mãe de Deus tem piedade de nós
De joelhos aos vossos pés
Estendei a nós vossas mãos
Rogai por todos nós vossos filhos meus irmãos

Nossa Senhora me de a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida do Meu destino
Do meu caminho
Cuida de mim..."

Literatura: trecho de conto de Alice Munro, ganhadora do Nobel 2013


Somente um dúzia de mulheres havia ganho o Prêmio Nobel de Literatura. A escritora canadense Alice Munro é a 13ª. Ela acha esse pequeno número uma lástima.

Um fato recente sobre ela, ainda pouco lida por essas bandas: "Aos 82 anos, a autora anunciou recentemente em entrevista ao jornal "The New York Times" que decidiu parar de escrever para poder se dedicar à família e ter uma rotina "normal". Após uma operação no coração e um tratamento de câncer, em 2009, ela disse que "pareceu natural fazer aquilo que outras pessoas de 80 anos de idade fazem". E acrescentou, com bom humor. "Só preciso que alguém me conte o que é que eles fazem"."

A seguir reproduzimos pequeno trecho do conto-título do seu livro "O Amor de uma Boa Mulher", editado no Brasil pela Companhia das Letras.

O amor de uma boa mulher
(...) Havia um brilho azul-claro na água que não era um reflexo do céu. Um carro inteiro estava dentro do rio, as rodas dianteiras e o capô enfiados na lama do fundo enquanto a curva do porta-malas quase despontava acima da superfície. Naquele tempo, azul-claro era uma cor pouco comum nos carros, e seu formato bojudo também era raro. Souberam imediatamente: o carrinho inglês, o Austin, sem dúvida o único daquela marca em todo o condado. Pertencia ao sr. Willens, o optometrista. Ele parecia uma caricatura quando o dirigia porque era baixo e gorducho, com ombros maciços e cabeça grande. Dava sempre a impressão de estar prensado dentro do pequeno carro, como se vestisse roupas
prestes a estourar de tão apertadas.
O carro tinha um painel no teto que o sr. Willens abria em dias mais quentes. Estava aberto agora. Não podiam ver muito bem o que havia dentro. A cor do carro tornava nítida sua forma, mas a água não era realmente muito clara e obscurecia o que não fosse mais brilhante. Os garotos se acocoraram na margem e depois se deitaram de barriga para baixo, esticando as cabeças como tartarugas para enxergar melhor. Algo escuro e peludo, parecido com uma grande cauda de um animal, se projetava para fora do buraco no teto e oscilava preguiçosamente na água. Viram logo que se tratava de um braço, coberto pela manga do paletó feito com um tecido pesado e lanoso. Aparentemente, um corpo dentro do carro — tinha de ser o sr. Willens — havia ficado numa posição estranha. A força da água — pois até mesmo no açude do moinho havia uma correnteza naquela época do ano — devia
tê-lo erguido do assento e jogado de um lado para o outro, de modo que um ombro apontava para o teto do carro e um braço estava livre. A cabeça devia ter sido empurrada contra a porta e a janela do motorista. Uma das rodas dianteiras penetrara mais profundamente que a outra no leito do rio, dando ao carro uma inclinação lateral além daquela ao longo do eixo. Na verdade, o vidro devia estar abaixado e a cabeça arremessada para fora de modo a que o corpo se encontrasse naquela posição. Mas isso eles não podiam ver. (...)
Leiam mais aqui.

11 de outubro de 2013

Uma carta para Caetano

Certíssimo o Benjamin Moser.

"Caro Caetano,

Nos EUA, quando eu era menino, havia uma campanha para prevenir acidentes na estrada. O slogan rezava: ‘Amigos não deixam amigos bêbados dirigir’. Lembrei disso ao ler suas declarações e as de Paula Lavigne sobre biografias no Brasil. Fiquei tão chocado que me sinto obrigado a lhe dizer: amigo, pelo amor de Deus, não dirija.

Nós nos conhecemos há muitos anos, desde que ajudei a editar seu Verdade Tropical nos EUA. Depois, você foi maravilhoso quando lancei no Brasil a minha biografia de Clarice Lispector, escrevendo artigos e ajudando com o alcance que só você possui. Admiro você, de todo o meu coração.

E é como amigo e também biógrafo que te escrevo hoje. Sei que você sabe da importância de biografias para a divulgação de obras e a preservação da memória; e sei que você sabe quão onerosos são os obstáculos à difusão da cultura brasileira dentro do próprio Brasil, sem falar do exterior.

Fico constrangido em dizer que achei as declarações suas e da Paula, exigindo censura prévia de biografias, escandalosas, indignas de uma pessoa que tanto tem dado para a cultura do Brasil. Para o bem dessa mesma cultura, preciso dizer por quê.

Primeiro, achei esquisitíssimo músicos dizerem que biógrafos querem ficar com ‘fortunas’. Caetano, como dizem no Brasil: fala sério. Ofereço o meu exemplo. A biografia de Clarice ficou nas listas de mais vendidos em todo o Brasil.

Mas, para chegar lá, o que foi preciso? Andei por cinco anos pela Ucrânia, pela Europa, pelos EUA, pesquisando nos arquivos e fazendo 257 entrevistas. Comprei centenas de livros. Visitei o Brasil 12 vezes.

Fiquei contente com as vendas, mas você acha que fiquei rico, depois de cinco anos de tais despesas? Faça o cálculo. A única coisa que ganhei foi a satisfação de ver o meu trabalho ajudar a pôr Clarice Lispector no lugar que merece.

Tive várias vantagens desde o início. Tive o apoio da família da Clarice. Publico em língua inglesa, em outro país.Tenho a sorte de ter dinheiro próprio. Imagine quantos escritores no Brasil reúnem essas condições: ninguém.

Mas a minha maior vantagem foi simplesmente ignorância.

Não fazia ideia das condições em que trabalham escritores e jornalistas brasileiros. Não sabia quanto não se pode dizer, num clima de medo que lembra a época de Machado de Assis, em que nada podia ofender a ‘Corte’.

Aprendi, por exemplo, que era considerado ‘corajoso’ escrever uma coisa que todo mundo no Brasil sabe há quase um século, que Mário de Andrade era gay. Aprendi que era até inusitado chamar uma cadeira de Sergio Bernardes de feia.

Aprendi o quanto ganham escritores, jornalistas e editores no Brasil, e quanto os seus empregos são inseguros, e como são amedrontados por ações jurídicas, como essas com que a Paula, tão bregamente, anda ameaçando.

É um tipo de censura que você talvez não reonheça por não ser a de sua época. Não obriga artistas a deixarem o país, não manda policiais aos teatros para bater nos atores. Mas que é censura, é. E muito mais eficaz do que a que existia na ditadura. Naquela época, as obras eram censuradas, mas existiam. Hoje, nem chegam a existir.

Você já parou para pensar em quantas biografias o Brasil não tem? Para só falarmos da área literária, as biografias de Mário de Andrade, de João Guimarães Rosa, de Cecília Meirelles, cadê? Onde é que ficou Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre? Você nunca se perguntou por que nunca foram feitas?

Eu queria fazer. Mas não vou. Porque o clima no Brasil, financeiro e jurídico, torna esses empreendimentos quase impossíveis. Quantos escritores brasileiros estão impedidos de escrever sobre a história do seu país, justamente por atitudes como as suas?

Por isso, também, essas declarações, de que o biógrafo faz isso só por amor ao lucro, ficam tão pouco elegantes na boca de Paula Lavigne. Toda a discussão fica em torno de nossas supostas ‘fortunas’.

Você sabe que no Brasil existem leis contra a difamação; que um biógrafo, quando cita uma obra ainda com ‘copyright’, tem obrigação de pagar para tal uso. Não é diferente de você cantar uma música de Roberto Carlos. Essas proteções já existem, podem ser melhoradas, talvez. Mas estamos falando de uma coisa bem diferente da coisa que você está defendendo.

De qualquer forma, essas obsessões com ‘fortunas’ alheias fazem parte do Brasil do qual eu menos gosto. Une a tradicional inveja do vizinho com a moderna ênfase em dinheiro que transformou um livro, um disco, uma pintura em ‘produto cultural’.

Não é questão de dinheiro, Caetano. A questão é: que tipo de país você quer deixar para os seus filhos? Minha biografia foi elogiosa, porque acredito na grandeza de Clarice. Mas liberdade de expressão não existe para proteger elogios. Disso, todo mundo gosta. A diferença entre o jornalismo e a propaganda é que o jornalismo é crítico. Não existe só para difundir as opiniões dos mais poderosos. E essa liberdade ou é absoluta, ou não existe.

Imagino, e compreendo, que você pense que está defendendo o direito dos artistas à vida privada. Mas quem vai julgar quem é artista, o que é vida privada e o que é vida pública, sobre quem, e sobre o que se pode escrever e sobre quem e, sobre quem não? Você escreve em jornal, você, como o artista deve fazer, tem se metido no debate público. José Sarney, imortal da Academia Brasileira das Letras, escreve romances. Deve ser interditada também qualquer obra crítica sobre ele, sem autorização prévia?

Não pense, Caetano, que o seu passado de censurado e de exilado o proteja de você se converter em outra coisa. Lembre que o Sarney, quando foi eleito governador do Maranhão, chegou numa onda de aprovação da esquerda. Glauber Rocha, também amigo seu, foi lá filmar aquela nova aurora.

Não seja um velho coronel, Caetano. Volte para o lado do bem. Um abraçaço do seu amigo,

Benjamin Moser"

Enquanto isso, na Islândia...

Para encerrar a "semana útil" (nunca gostei dessa expressão "dia útil" por que é dia de trabalho; sábados, domingos e feriados é que são úteis), quase uma tradição.
Um belíssimo curta-metragem mostrando belezas naturais. Neste caso, a distante e fria Islândia.
A mesma recomendação: assistam em tela cheia.
E bom fim de semana... útil!

Musa da Semana: Uma Coleção Sexy

Nosso blog não é o único que dedica um (ou mais) post semanal às nossas diversas musas. Ainda bem.
Um desafio que enfrentamos é achar a fronteira entre bom e mau gosto. 
O que é uma bela foto erótica, o que é uma foto vulgar?
Sabemos que nem todos os leitores do blog gostam dessa série. Para falar a verdade desconfio  que quase a totalidade das leitoras não acham nenhuma graça.
Pedimos a compreensão uma vez que, por outro lado, é sempre o post mais popular para grande parte do eleitorado masculino.
E vamos nos equilibrando.
Como disse no início, não somos os únicos. Navegando pelo blog do Milton Ribeiro vi que ele levantou a mesma questão em seu post semanal "Porque Hoje é Sábado", também dedicado às musas.
Na oportunidade ele se lembrou de um poema curioso do Carlos Drummond de Andrade, provavelmente publicado no livro "Brejo das Almas" de 1934. Chama-se "Em face dos últimos acontecimentos".
O Drummond tem umas ótimas poesias bem eróticas, quase pornôs (com todo respeito), que não são muito divulgadas. Uma pena.
O que não resolve a questão levantada no início mas dá moral pra gente no caso de certos exageros que sempre acontecem. Conscientes ou não. Afinal, Drummond 'falou tá falado'! Virou poema e pronto.
Bem, reproduzimos a poesia avisando que as musas da semana fazem parte de uma edição especial comemorativa da Revista Sexy que chega às bancas este mês.
Sintam a poesia e vejam as musas. Ou seria melhor se fosse o contrário?

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
que o nosso avô português?
Aline Bernardes
Oh! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.
Carine Felizardo
A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).
Fernanda Corbari
Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados,
que o melhor é ser pornográfico.
Jaque Khuri
Propõe isso ao teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Nubia Oliver
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos?
Dani Sperle

Fiama

Alessandra
Monique Amin