24 de junho de 2014

Dia de São João - Festas Juninas

Hoje, 24 de junho, é dia de São João, data mais importante do calendário das festas juninas.
Tradição do interior brasileiro que migrou para cidades maiores a partir da valorização nas escolas fundamentais e de ensino médio. Quem nunca participou de uma dança de quadrilha em sua época de estudante?
A sobrevivência desta tradição também é devido a fatores financeiros. Muitas cidades tem sua economia incrementada nesta época, sendo talvez Campina Grande na Paraíba o maior exemplo.
Ainda bem que persistem em diversos pontos essas celebrações aos três santos católicos, uma vez que muitas tradições vem desaparecendo mesmo no interior do país. A Folia de Reis é uma delas.
Essas celebrações juninas tem sua conexão com festas pagãs, o chamado solstício de inverno. Não é à toa que é a época das "simpatias", sobretudo para o casamenteiro Santo Antônio.
Apesar de nos remeter a uma coisa eminentemente brasileira, as festas juninas são comemoradas em diversos países do mundo, sobretudo em nações do norte da Europa. Não é para menos, pois surgiram na Idade Média. Mas devem ter características próprias, diferentes das nossas.
As danças, barraquinhas, jogos, comidas e doces, músicas, são um dos grandes referenciais de minha infância e de muita gente. Infelizmente passa o tempo e sinto que já não venho frequentando mais esses encontros.
Acho que diminuíram mesmo. E os filhos cresceram.
Vale lembrar que boa parte das realizações dessas festas se deve à iniciativas individuais ou de grupos que valorizam a tradição dos encontros festivos.
Um exemplo é o titular deste blog, Luiz Felipe, que durante décadas organizou com amigos em seu sítio no interior festas alegres e de celebração do encontro familiar e de amizade.
Este ano as festas juninas foram eclipsadas pela realização da Copa do Mundo no Brasil e não era para esperar coisa diferente, pois a Copa é talvez o evento mais assistido no planeta. Ainda mais sendo no Brasil.
Fica o registro deste 24 de junho, não só neste espaço como também para sempre em nossa memória afetiva, de nossa infância e adolescência, de tempos que não voltam...
Anavam, anarriê!



23 de junho de 2014

Os 10 maiores micos da Copa do Mundo do Brasil (até agora...)

Não, não é um post que fala da péssima atuação do Cristiano Ronaldo (que até está machucado, façamos justiça). Nem da eliminação prematura de seleções como Inglaterra e Espanha. Coisas do futebol que podem acontecer com qualquer seleção. Ainda mais nesta que está surpreendendo a cada jogo.
É sobre outros micos.
Na Copa do Mundo do Brasil, foram embora pro chuveiro mais cedo aqueles que torceram pelo fracasso do país. 
Confira alguns micos da elite e da mídia.


Por Najla Passos
"A Copa do Mundo do Brasil ainda não passou da primeira fase, mas já são fartas as gafes, foras e barrigadas do mundial, especialmente fora do campo.

E, curiosamente, elas nada têm a ver com as previsões das “cartomantes do apocalipse” que alardeavam que o país não seria capaz de organizar o evento e receber bem os turistas estrangeiros. Muito pelo contrário.

Os estádios ficaram prontos, os aeroportos estão funcionando, as manifestações perderam força, os gringos estão encantados com a receptividade brasileira e a imprensa estrangeira já fala em “Copa das Copas”.

Confira, então, os principais micos do mundial... pelo menos até agora!


1 - O fracasso do #NãoVaiTerCopa

Mesmo com o apoio da direita conservadora, da esquerda radicalizada, da mídia monopolista e dos black blocs, o movimento #NãoVaiTerCopa se revelou uma grande falácia. As categorias de trabalhadores que aproveitam a visibilidade do evento para reivindicar suas pautas históricas de forma pacífica preferiram apostar na hashtag #NaCopaTemLuta, bem menos antipática e alarmista. E os que continuaram a torcer contra o evento e o país, por motivações eleitoreiras ou ideológicas, amargam o fracasso: políticos perdem credibilidade, veículos de imprensa, audiência e o empresariado, dinheiro!


2 – A vênus platinada ladeira abaixo 

Desde os protestos de junho de 2013, a TV Globo vem amargando uma rejeição crescente da população. E se apostava no #NãoVaiTerCopa para enfraquecer o governo, acabou foi vendo sua própria audiência desabar. Uma pesquisa publicada pela coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, com base em dados do Ibope, mostra que no jogo de abertura da Copa de 2006, na Alemanha, a audiência da Globo foi de 65,7 pontos. No primeiro jogo da Copa de 2010, na África do Sul, caiu para 45,2 pontos. Já na estreia do Brasil na Copa, neste ano, despencou para 37,5 pontos.

3 – #CalaABocaGalvão

Principal ícone da TV Globo, o narrador esportivo Galvão Bueno é o homem mais bem pago da televisão brasileira, com salário mensal de R$ 5 milhões. Mas, tal como o veículo que paga seu salário, está com o prestígio cada vez mais baixo. Criticar suas narrações virou febre entre os fãs do bom futebol. E a própria seleção brasileira optou por assistir os jogos da copa pela concorrente, a TV Band. O movimento #CalaABocaGalvão ganhou ainda mais força! O #ForaGlobo também!


4 – A enquadrada na The Economist 

A revista britânica The Economista, que vem liderando o ranking da imprensa “gringa” que torce contra o sucesso do Brasil, acabou enquadrada por seus leitores. A reportagem "Traffic and tempers", publicada no último dia 10, exaltando os problemas de mobilidade de São Paulo às vésperas de receber o mundial, foi rechaçada por leitores dos EUA, Japão, Holanda, Inglaterra e Argentina, dentre vários outros. Em contraposição aos argumentos da revista, esses leitores relataram problemas muito semelhantes nos seus países e exaltaram as qualidades brasileiras, em especial a hospitalidade do povo.

5 – O assassinato da semiótica

Guru da direita brasileira, o colunista da revista Veja, Rodrigo Constantino, provocou risos com o texto “O logo vermelho da Copa”, em que acusa o PT de usar a logomarca oficial do mundial da Fifa para fazer propaganda subliminar do comunismo. Virou chacota, claro. O correspondente do Los Angeles Times, Vincent Bevins, postou em seu Twitter: “Oh Deus. Colunista brasileiro defendendo que o vermelho 2014 na logo da Copa do Mundo é obviamente uma propaganda socialista”.  Seus leitores se divertiram usando a mesma lógica para apontar outros pretensos ícones comunistas, como a Coca-Cola (lol)!

6 – A entrevista com o “falso” Felipão

Ex-diretor da Veja e repórter experiente, Mário Sérgio Conti achou que tivesse tirado a sorte grande ao encontrar o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, em um voo comercial, após o empate com o México. Escreveu uma matéria e a vendeu para os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, que a publicaram com destaque. O entrevistado, porém, era o ator Wladimir Palomo, que interpreta Felipão no programa humorístico Zorra Total. No final da conversa, Palomo chegou a passar seu cartão à Conti, onde está escrito: “Wladimir Palomo - sósia de Felipão – eventos”. Mas, tão confiante que estava no seu “furo de reportagem”, o jornalista achou que era uma “brincadeirinha” do técnico...

7 – A “morte do pai” do jogador marfinense

O jogador da costa do Marfim, Serey Die, caiu no choro quando o hino do seu país soou no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Imediatamente, a imprensa do Brasil e do mundo passou a noticiar que o pai dele havia morrido poucas horas antes. A comoção vias redes sociais foi intensa. O jogador, porém, desmentiu a notícia assim que pode. Seu pai havia morrido, de fato. Mas há dez anos. As lágrimas se deveram a outros fatores. "Também pensei no meu pai, mas é por tudo que vivi e por ter conseguido chegar a uma copa do mundo”, explicou.

8 – “Vai pra casa, Renan!”

Cheio de boas intenções, o estudante Renan Baldi, 16 anos, escolheu uma forma bastante condenável de reivindicar mais saúde e educação para o país: cobriu o rosto e se juntou aos black block paulistas para depredar patrimônio público na estreia do mundial. Foi retirado do meio do protesto pelo pai, que encantou o país ao reafirmar seu amor pelo filho, mas condenar sua postura violenta e antidemocrática. A hashtag #VaiPraCasaRenan fez história nas redes sociais!

9 – O fiasco do “padrão Fifa”

Pelos menos 40 voluntários da Copa em Brasília passaram mal após consumir as refeições servidas pela Fifa, no sábado (14), um dia antes do estádio Mané Garrincha estrear no mundial com a partida entre Suíça e Equador.
Depois disso, não apareceu mais nenhum manifestante desavisado para pedir saúde e educação “padrão Fifa” no país!


10 – Sou “coxinha” e passo recibo!

Enquanto o Brasil e o mundo criticavam a falta de educação da “elite branca” que xingou a presidenta Dilma no Itaquerão, a empresária Isabela Raposeiras decidiu protestar pela causa oposta: publicou no seu facebook um post contra o preconceito e à discriminação dirigidos ao que ela chamou de “minoria de brasileiros que descente da elite branco-europeia”. “Não sentirei vergonha pelas minhas conquistas, pelo meu status social, pela minha pele branca”, afirmou.  Virou, automaticamente, a musa da “elite coxinha”."
Fonte: Carta Maior

Caos na Copa: sem saída, grande mídia desembarca de sua "teoria do caos". Ou: a enganação do "imagina na Copa"


Neste fim de semana, Estado de S. Paulo, Folha e até Veja reconhecem o erro dos que previram caos durante o Mundial de 2014; na Folha, "prenúncio de que Copa seria o 'fim do mundo' não aguentou 3 dias"; no Estado, "apesar de problemas, Copa vence o caos"; em Veja, a mesma que previa que os estádios ficariam prontos apenas em 2038, "Só alegria até agora"; será que você foi enganado pelos arautos do "Imagina na Copa"?

"A mídia familiar brasileira reconhece: seus leitores foram enganados nos meses que antecederam a Copa do Mundo de 2014. Sabe aquele bordão, o Imagina na Copa? Ou a teoria de que os estádios não ficariam prontos e haveria caos nos aeroportos? Era apenas terrorismo midiático, com óbvias intenções políticas.

Não é exatamente isso o que dizem os jornais deste domingo, mas, assim, poderia ser escrita a história de como grandes conglomerados de mídia desembarcaram da teoria do caos na Copa.

No Estado de S. Paulo, a reportagem de Lourival Sant'anna informa que "apesar de problemas, Copa vence o caos". "Está tendo Copa sim e o Brasil não está fazendo tão feio", diz o texto, sem esconder sua má-vontade com o próprio País. "O resultado é surpreendente: nos pontos em que se temiam mais problemas, como os aeroportos, o transporte e a segurança pública, as coisas estão indo relativamente bem".

Na Folha, Nelson de Sá diz que "prenúncio de que Copa seria o 'fim do mundo' não aguentou três dias". A reportagem, no entanto, transfere para a mídia internacional os ataques ao Brasil, como se veículos internacionais não formassem suas opiniões e consensos a partir do que recebem de informação da mídia nativa. "Do início do ano até a abertura da Copa do Mundo, a imagem do Brasil foi alvo de um ataque de histeria da mídia ocidental", é a frase que abre a reportagem da Folha. Mas onde será que a mídia ocidental se informava sobre o Brasil?

Entre os profetas do caos que tiram o time de campo, até Veja, aquela que previa a entrega dos estádios apenas em 2038, deu uma guinada. Na capa deste fim de semana, o título "Só alegria até agora". No entanto, na chamada de capa, a revista adverte que é melhor aproveitar a festa, "pois legado duradouro, esqueça". Ou seja: como se estádios e aeroportos fossem desaparecer depois do Mundial.

A verdade, pura e simples, é que leitores foram enganados. E alguns que se deixaram enganar agora estão arrependidos, como a colunista Mariliz Pereira Jorge, da Folha, que caiu na esparrela do caos, deixou de tirar férias, de comprar ingressos e de aproveitar a #copadascopas. "Chega o ano em que a Copa é no Brasil. Sempre quis uma Copa no Brasil. Vou tirar férias, passar o mês viajando pelo país, assistir a todos os jogos possíveis, fazer festa na rua, me embebedar abraçada com gente desconhecida. Broxei junto com o clima anti-copa e não fiz nada para participar dela. Ela chegou e eu fiquei de fora", disse ela (leia mais aqui)."
Fonte: Brasil 247

22 de junho de 2014

A Convenção do PT: Brasil quer seguir mudando

Só assim para a verdade ser restabelecida.
Lula e Dilma empolgam apenas por dizer o que a grande mídia tenta transformar: conquistas em fracassos.
Dilma: "A Copa está dando uma goleada nos pessimistas".
Lembrando: Lula trouxe a Copa.

'Esse povo que vai aos jogos do Brasil não sabe torcer'

O fato: só uma pequena parte que conseguiu ingressos no Brasil são de torcedores efetivos.
A grande maioria é de 'vips' (a galera da grana, à direita, os 'não vai ter Copa') que não sabem alentar a seleção.
Ironia. Como dizem os mexicanos, a seleção acaba se sentindo fora de casa. Se a seleção pegar o Chile, por exemplo, isso vai ficar claro como ficou contra o México.
Não adianta apenas cantar o hino no início.
As outras torcidas sul-americanas estão dando 'um banho'.



"Durante o programa 'Linha de Passe na Copa', o comentarista Mauro Cezar Pereira analisou a participação dos torcedores durante do jogos do Brasil no mundial. Ele comparou a torcida das partidas da seleção com as arquibancadas dos jogos de clubes, que tem a presença garantida de torcida organizada."

21 de junho de 2014

Copa: as "previsões" não concretizadas e o sucesso

Nós já abordamos isso aqui e acho que tá todo mundo percebendo. Mas ver isso no Globo é difícil.
Não é tanta surpresa porque foi escrito pelo Arnaldo Bloch, um dos poucos que ainda dá para ser respeitado ali.
Aliás nem posso falar muito do jornal porque parei de comprá-lo diariamente como fazia há tempos.
Nem sei como anda ou como sobrevive.
Mas ontem um amigo me mandou mensagem recomendando que lesse a coluna do Arnaldo, aí fui lá e comprei a edição de sábado.
Reproduzimos aqui com uma ressalva em relação ao item 10. Imaginem se a Dilma falasse alguma coisa na abertura da Copa. Como se comportariam aqueles "educados vips" que a xingaram como se estivessem na casa deles?!
Me lembrei de mais uma: no item 11 é bom lembrar que a abertura foi organizada pela Fifa e costumam ser mesmo sempre fraquinhas. Se deixassem por conta do Brasil poderiam chamar a Deborah Colker para preparar. Aí sim seria um show!
É bom lembrar: o povo aderiu à Copa massivamente. E quem trouxe foi o Lula!



A Copa do avesso do avesso do avesso...

Povo ordeiro, estádios lotados, turistas felizes, Espanha eliminada, seleções latinas dando show... Socorro!

"O futebol é uma caixinha de surpresas: a frase mais surrada do “bárbaro esporte bretão” (expressão mais gasta que a reputação do Joseph Blatter) está mais atual do que nunca, nesta que já é a Copa do Mundo menos óbvia jamais vista. Uma “copa do tudo ao contrário”, ou muito pelo contrário e ainda há controvérsias. Segue um pequeno apanhado das evidências e das exceções à regra.

1) Ao contrário do que se previa e até do que muitos desejavam, a Copa está funcionando, não houve nenhuma tragédia aeroportuária, nenhum nó urbano intransponível, nenhum colapso infraestrutural de proporções catastróficas. Os incidentes são pontuais e de pequena escala, alguns, aliás, protagonizados por torcidas estrangeiras e por cambistas nórdicos e americanos.

2) O povo brasileiro, ora ordeiro, ora zoneiro, está contagiando os turistas e até as seleções. Como disse o técnico da Holanda, o melhor do Brasil na Copa são os brasileiros. Os turistas copeiros não estão nem aí para aeroporto (aliás, a aviação mundial já colapsou faz tempo em qualquer país), não ligam para engarrafamento nem desmaiam com uma fila ou outra: eles querem pular, beber em botequim, subir morro, caminhar de cuecas com bandeirões, viver a vida.

3) O pânico de uma grande convulsão social, de uma revolução, o medo burguês de “a favela descer” ou de uma grande onda de manifestações fazer o país e a Copa pararem, por enquanto, demonstra-se completamente infundado. Os grandes movimentos, respeitáveis, necessários e saudáveis, conduzidos pela geração Facebook e pela classe média, e ignorados pelo proletariado que faz marmita e tem que acordar às 5 da manhã para levar o leite das crianças, por ora, ficaram nos anais de 2013.

4) Ao contrário do que se preconizou, todos os estádios sem exceção estão lotados em todos os jogos, as cidades estão cheias de turistas, os hotéis estão estufados. O tal do medo estrangeiro de um Brasil perigoso e letal, na iminência de uma guerra civil generalizada ou de um colosso anárquico, ficou no terreno da ficção.

5) O boicote nacional à Copa deve estar escondido em algum bunker. Os brasileiros aderiram em massa ao Mundial, nos bares e lares, nas fan fests e nas florestas onde até as araras e os quatás estão gritando de entusiasmo. Até porque mesmo os que torcem contra o Brasil têm que ver os jogos para exercer o ofício.

6) A Espanha, que estava entre as quatro favoritas, saiu da Copa na segunda rodada. O tic-tac da irresistível campeã do mundo emperrou, virou um relógio mole de Dalí, um Rolex de camelô, um carrilhão de filme de terror. A Fúria é um escrete de velhinhos cansados com um esquema cansado e manjado e risível.

7) A Holanda, depois de beber todas e receber visitas íntimas e se estatelar na praia (eles podem fazer isso sem pirar, pois vivem numa sociedade livre e já são meio pirados mesmo) goleou a Espanha por 5 x 1 e todo mundo gritou “pintou o campeão”. Que surpresa! Mas... no jogo seguinte, provavelmente depois de beber todas de novo, fazer amor em meio ao labor e tomar chá de erva, levou um esquenta da Austrália e já não é mais aquela. O avesso do avesso. Mas isso pode mudar na próxima rodada. e teremos o avesso do avesso do avesso e assim por diante indefinidamente.

8) As alegres e criativas e aguerridas seleções africanas não estão jogando nada nem surpreendendo ninguém. Na verdade, a grande alegria está vindo... das equipes das Américas do Sul e Central!, que há muito vinham abafadas pelo absolutismo europeu. Mas como esta é a Copa do tudo ao contrário, o Chile está bombando, o Uruguai Hemp está moderno, a Colômbia está voando, a Argentina está fazendo deverzinho de casa, México e Costa Rica estão pimpões e o Brasil... bom, o Brasil é exceção, mas Felipão é pai.

9) Pela primeira vez na história dos mundiais, o estádio de abertura é o estádio mais feio da Copa, quiçá o mais feio do mundo, o mais feio de todos os tempos, e permanecerá o mais feio até o fim dos tempos. A semelhança de seu projeto arquitetônico arrojado e conceitual com o design de uma impressora vagabunda vendida de segunda mão na Saara já é uma evidência atestada nas redes sociais mundo adentro, e afora.

10) Nunca antes numa Copa do Mundo o chefe de Estado não discursa na abertura, nem diz a frase “declaro aberto o Mundial”.

11) Nunca antes uma festa de abertura de Mundial foi tão chata, feia, pobre, patética, sem imaginação, sem a cara do país, sem nada que não seja digno de lamento.

12) Nunca antes uma música oficial da Copa do Mundo foi tão escandalosamente feia.

13) Revogam-se todas as disposições em contrário, ou muito pelo contrário.

14) Para não ficar no 13, adicionamos mais um item. Aliás, um abraço pro Zagallo."

Fonte: The Globe

Relaxando no início do Inverno


Tem alguns amigos entre nossos 17 leitores que pedem que eu retorne com aquelas seleções de músicas românticas (ou não) dos anos 70/80 que fazia quase todo fim de semana há tempos.
Ainda estou devendo. A série retorna em breve.
Por enquanto, para acalmar os ânimos neste início de inverno...








A raiva da direita

 
  
Por que a direita anda mais raivosa do que nunca?
Por Antonio Lassance (*)
Os barões das grandes corporações midiáticas perceberam que, para haver uma oposição de direita forte, é preciso uma ampla opinião pública direitista.


"Faz tempo que as campanhas eleitorais são espetáculos dantescos, movidos por baixarias sem limites. Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral fica muitas vezes cuidando da perfumaria, os dinossauros reinam.

Mas há algo de novo nesta campanha.

A começar do fato de que boa parte da perversidade de campanha seguia, antes, o seguinte roteiro: denúncias na imprensa, primeiro em jornais e revistas, que depois se propagavam na tevê e no rádio e, finalmente, ganhavam a rua pela ação dos cabos eleitorais.

Agora, o roteiro é: denúncias pela imprensa, mas divulgadas primeiro via internet; propagação pelas redes sociais; repetição pela tevê e pelo rádio e, por último, sua consolidação  pelo colunismo e editorialismo da imprensa tradicional.

Embora essa imprensa ainda seja, normalmente, a dona da informação, seu impacto é cada vez menos medido pela audiência do próprio meio - que anda em declínio em praticamente todos os veículos tradicionais - e mais pela sua capacidade de propagação pela internet - blogs, redes sociais e canais de vídeo, principalmente pelo Youtube. E a versão que se propaga da notícia acaba sendo tão ou mais importante do que a notícia em si.

Antes, as pesquisas de opinião calibravam os rumos das campanhas. Nesta eleição, a internet é quem tende a ditar o ritmo. As pesquisas vão servir para aferir, tardiamente, o impacto de alguns assuntos que ganharam peso na guerrilha virtual.

Antes, o trabalho de amaldiçoar pra valer os adversários políticos era feito pelos cabos eleitorais que batiam de porta em porta. Agora, os cabos eleitorais que caçam votos perambulam pelos portais de internet, pelos canais de vídeo e entram nos endereços dos eleitores pelas redes sociais.

Uma outra diferença, talvez tão decisiva quanto essa, é que a direita resolveu aparecer. Antes, o discurso da direita era de que não existia mais esse negócio de "direita x esquerda".

A direita, finalmente, saiu do armário e anda mais raivosa do que nunca. Em parte, a raiva vem do medo de que, talvez, ela tenha perdido o jeito de ganhar eleições e de influenciar os partidos.

Por outro lado, a direita imagina que a atual campanha petista está mais vulnerável que em outras épocas. A raiva é explicada, nesse aspecto, pelo espírito de "é agora ou nunca".

Os bombardeios midiáticos raivosos têm assumido feições mais pronunciadamente ideológicas.

Ao contrário de outras eleições, os ataques têm não só mentiras, xingamentos e destemperos verbais de todos os tipos. Têm uma cara de pensamento de direita.

Querem não apenas desbancar adversários. Querem demarcar um campo.

Não é só raiva contra um partido. É ódio de classe contra tudo e contra todos os que se beneficiam (e nem tanto quanto deveriam) de algumas das políticas governamentais.

É ódio contra sindicatos de trabalhadores, organizações comunitárias, movimentos de excluídos (Sem Terra, Sem Teto), grupos em defesa de minorias e de direitos humanos que priorizam a crítica a privilégios sociais e aos desníveis socioeconômicos mais profundos.

A mídia direitista tem desempenhado um papel central. Sua principal missão é orientar os ataques para que eles tenham consequência política e ideológica no seio da sociedade brasileira.

Como sempre, a mídia é diretamente responsável por articular atores dispersos e colocá-los em evidência, conforme uma pauta predeterminada.

Embora seja uma característica recorrente, no Brasil, a mídia tradicional comportar-se como partido de oposição, nos últimos anos ela parece seguir uma nova estratégia.

Os barões das grandes corporações midiáticas brasileiras, com a ajuda de seus ideólogos, perceberam que, para haver uma oposição de direita forte, é preciso formar uma ampla opinião pública direitista.

Antes mesmo de cobrar que os partidos se comportem e assumam o viés de direita, é preciso haver uma base social que os obrigue a agir enquanto tal.


A mídia tradicional entendeu que os partidos oposicionistas são erráticos em seus programas e na sua linha política não por falta de conservadorismo de suas principais lideranças, mas pela ausência de apelo social em sua pregação.

Em função disso, coisas como o Instituto Millenium se tornaram de grande importância. O Millenium tem, entre seus mantenedores e parceiros, a Abert (controlada pelas organizações Globo) e os grupos Abril, RBS e Estadão. O instituto é também sustentado por outras grandes empresas, como a Gerdau, a Suzano e o Bank of America.

O Millenium tenta fazer o amálgama entre mídia, partidos e especialistas conservadores para gerar um programa direitista consistente, politicamente atraente e socialmente aderente.

O colunismo midiático, em todas as suas frentes, é outro espaço feito sob medida para juntar jornalistas, especialistas e lideranças partidárias dedicadas a reforçar alguns interesses contrariados por algumas políticas públicas criadas nos últimos 12 anos.

A estratégia midiática de reinvenção da direita brasileira representa, no fundo, uma tentativa desesperada e consciente dessa mesma mídia de reposicionar-se nas relações de poder, diante da ameaça de novos canais de comunicação e de novos atores que ganharam grande repercussão na opinião pública.

Com seu declínio econômico e o fim da aura de fonte primordial da informação, o veneno em seus anéis tornou-se talvez seu último trunfo no jogo político."

(*) Antonio Lassance é cientista político.
Créditos da foto: Charge de Vitor Teixeira
Fonte: Carta Maior

20 de junho de 2014

Documentário: "Pedais Pensantes"



"Em uma megalópole dominada pelo carro, um grupo de pessoas batalha pelo direito da bicicleta não só como meio de transporte, mas também como ferramenta poderosa de transformação individual e coletiva.
Em "Pedais Pensantes", alguns dos principais cicloativistas de São Paulo questionam a realidade atual e propõe um novo conceito de cidade e cidadania tendo a bicicleta como elemento central."

Com André Pasqualini, Arturo Alcorta, Marcelo Siqueira, Renata Falzoni, Teresa D'Aprile e Thiago Benicchio.

Musa da Semana: Musas da Copa 2014 (2)

Inéz Sains, repórter mexicana
Toda Copa aparece aparece algum site (ou diversos) mostrando possíveis musas do mundial e também belas mulheres com pintura corporal representando os países que participarão do evento.
Este ano não poderia ser diferente, ainda mais sendo no Brasil.
Privilegiamos neste post algumas com as pinturas das cores de alguns países.
Mas destacamos também algumas musas que estão despontando e que desta vez são repórteres.  Sobretudo de países latinos.

 


 






De volta às musas que fazem reportagens para TVs estrangeiras:

Outra vez a Inéz Sains

Jhendely Nnunes, do Chile
Outra mexicana: Mariana Gonzalez

18 de junho de 2014

Imagens do Dia...Copa, Rio, Brasil...


Xingamentos contra o Brasil!

"Quem envergonhou o Brasil aqui e lá fora
 
Leonardo Boff*
 
Pertence à cultura popular do futebol a vaia a certos jogadores, a juízes e eventualmente a alguma autoridade presente. Insultos e xingamentos com linguagem de baixo calão que sequer crianças podem ouvir é coisa inaudita no futebol do Brasil. Foram dirigidos à mais alta autoridade do pais, à presidenta Dilma Rousseff, retraída nos fundos da arquibancada oficial.
Esses insultos vergonhosos só podiam vir de um tipo de gente que ainda têm visibilidade do pais, “gente branquíssima e de classe A, com falta de educação e sexista", como comentou a socióloga do Centro Feminista de Estudos, Ana Thurler.
 
Quem conhece um pouco a história do Brasil ou quem leu Gilberto Freyre, José Honório Rodrigues ou Sérgio Buarque de Hollanda sabe logo identificar tais grupos. São setores de nossa elite, dos mais conservadores do mundo e retardatários no processo civilizatório mundial, como costumava enfatizar Darcy Ribeiro, setores que por 500 anos ocuparam o espaço do Estado e dele se beneficiaram a mais não poder, negando direitos cidadãos para garantir privilégios corporativos. Estes grupos não conseguiram ainda se livrar da Casa Grande que a tem entranhada na cabeça e nunca esqueceram o pelourinho onde eram flagelados escravos negros. Não apenas a boca é suja; esta é suja porque sua mente é suja. São velhistas e pensam ainda dentro dos velhos paradigmas do passado, quando viviam no luxo e no consumo conspícuo como no tempo dos príncipes renascentistas."
 

De fato a Copa em Copa é um...sucessoooooo!

Tirei a tarde de hoje para algumas fotos e fui abençoado pela alegria radiante de todos que por lá estavam!

Em Copacabana a Copa tem um sabor fantástico e na verdade expressa o que de melhor pode haver nesta festa mundial do esporte e da integração entre os povos.

O vermelho do Chile predominou...os argentinos bradavam coros ainda comemorando a última vitória...camisas e tangas do Brasil estampadas em gringos de todos os cantos...crianças, idosos e jovens compartilhando uma orla maravilhosa...







  

O Fracasso da Copa

Esse eu vi no Tijolaço do Fernando Brito, gostei muito e resolvi reproduzir aqui.
O texto não é do Fernando, mas ele explica no começo.
O Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim também reproduziu.
Na verdade estava preparando um texto sobre o mesmo assunto, levantando pesquisas.
Mas quando vi esse, desisti. Está ótimo e fecha a questão.

A Copa é um fracasso, por Francisco Costa
Fernando Brito
"Nada é mais demolidor do que um sorriso.
Não conheço o autor, sei apenas que se chama Francisco Costa e é professor e artista.
Chegou-me pelo Facebook e compartilho com vocês, pela qualidade do texto e pelo bom-humor.
E pela cara-de-pau de certos (ou incertos) jornalistas e jornalecos que coram diante das mentiras que propagaram por meses e meses."


A direita estava certa, sou obrigado a concordar
"Hoje está fazendo uma semana que a Copa do Mundo se iniciou.
Conforme prognosticaram os jornalistas, embasados em vasta experiência jornalística, honestidade de propósitos, compromisso com a verdade e isenção política, infelizmente está tudo acontecendo como o esperado.
Parabéns às tevês Globo e Band, à revista Veja, aos jornais Folha de São Paulo e O Globo, pela perfeita percepção da realidade, o que só os que fazem jornalismo sério, não corrompido por interesses políticos e pecuniários, podem ter.
Como era esperado, o vexame é total, o que enxovalha o Brasil aos olhos do mundo e mostra toda a incompetência política e administrativa desse governo, nos expondo assim a humilhante situação, da qual demoraremos muitos anos para nos livrarmos.
Para fazer as afirmações que se seguem, pautei-me pelo que tenho lido na imprensa internacional, a partir de jornalistas estrangeiros e turistas do mundo todo, e postado pelos bravos militantes da direita, intelectualizados e precisos nas suas análises e críticas.
Os estádios todos inacabados, de arquitetura no mínimo duvidosa, feios, mal iluminados… Acertaram os que disseram que só ficariam prontos na próxima década.
As chamadas obras de infrestrutura, no entorno dos estádios, foram uma balela. Os engarrafamentos, nos momentos que antecedem os jogos, são quilométricos, com os torcedores chegando atrasados, inclusive com muitos deles desistindo de entrar nos estádios.
Os aeroportos superlotados, com voos atrasados e cancelados, filas imensas nos guichês, bagagens extraviadas… Com todos os aeroportos por terminar, cheios de materiais de obras espalhados, numa imundície só.
Um outro fiasco que não poderia passar em branco é o das comunicações, com os correspondentes sem poder fazer contatos com suas bases, os links interrompidos ou com interferências, nos isolando nos momentos de pico, que antecedem e durante os jogos.
E o apagão, a suprema humilhação? Como é que em pleno século XXI um país inteiro pode ficar sem energia elétrica por horas, em silêncio, no escuro, envergonhado?
O apontado infelizmente aconteceu: um surto de dengue em pleno inverno, com os hospitais lotados, sem ambulâncias para transportar doentes, medicamentos em quantidade insuficiente, com muitos turistas debandando, voltando para os seus países, com medo.
Mas… O que mais temíamos e tínhamos certeza que aconteceria e ficaria fora de controle… A violência generalizou-se de tal maneira que nem mesmo as Forças Armadas estão tendo força suficiente para, se não debelar, pelo menos minorizar: brigas generalizadas entre torcidas, resultado de um serviço de segurança ineficiente, pequeno no número de homens, e despreparados.
As delegacias policiais já não dão conta de tantos registros de ocorrências de roubos, assaltos e sequestros, com balas perdidas em grandes aglomerações de turistas, os arrastões, promovidos por facções criminosas, com gente descida dos morros e vindas dos subúrbios.
Perdeu-se a conta de ônibus queimados, vitrines quebradas, lojas comerciais saqueadas…
Claro que uma situação dessa, e que só surpreendeu aos mal informados, não leitores de nossos jornais e revistas e telespectadores, só poderia gerar protestos, indignação, e então o que se viu foi o coro, em São Paulo, usando palavras de baixo calão, dirigidas à presidente da república.
Não passou pela cabeça de ninguém que deixar o povo ter acesso aos estádios seria uma temeridade? Como esperar civilidade, educação, postura, respeito e até caráter de pessoas de pouco estudo, baixos salários, residindo em áreas longínquas? Como esperar dessa gente qualquer coisa como simpatia, hospitalidade, cortesia? São ogros.
Só deveriam ter acesso aos camarotes vips dos estádios os grandes empresários, os políticos de direita, os artistas e apresentadores da televisão, gente polida, educada, respeitadora, como não mostram no vídeo, em pleno exercício de monetário cinismo.
O país está um caos, e não foi por falta de aviso: a mídia avisou que seria assim, a oposição ao governo provou que seria assim, uma multidão de internautas inteligentes e bem informados mostraram todas as evidências de que seria assim, mas o governo não quis ouvir e pôs avante esse sonho megalômano de realizar uma Copa do Mundo aqui.
O Brasil nunca mais será o mesmo aos olhos do mundo, que agora entendeu que o que são a mídia e os partidos de direita (Dem, PSOL, PSDB…)."
Fonte: Tijolaço

Casal holandês vem para ver o jogo Holanda e Espanha em Salvador e vai parar em El Salvador

Que caso na Copa.
O casal holandês perdeu a goleada histórica de seu país por conta de erro da agência de viagens.
Mas, aqui pra nós, eles deveriam ter conferido isso direitinho antes da viagem, não acham?


Casal perde chance de ver Holanda e Espanha após confundir Salvador com El Salvador
"Na tarde de sexta-feira (13), a Fonte Nova, em Salvador, recebeu um dos jogos mais esperados da primeira fase da Copa do Mundo: Espanha x Holanda. A partida terminou uma inacreditável goleada de 5 a 1 para Robben e cia, e com muitos torcedores lamentando por não ter presenciado essa grande partida.
Porém, ninguém lamentou tanto quanto o casal Orin e Melissa van Lingen. Os dois tinham ingressos para o duelo, mas uma confusão na agência de turismo fez com que eles fossem parar em El Salvador em vez de desembarcar na capital baiana.
— Partimos do pressuposto de que haveria alguma escala, mas quando chegamos no aeroporto, não teve outros voos, afirmou Melissa em entrevista Sunday Territorian.
O casal economizava dinheiro para a viagem desde o casamento em julho do ano passado e sonhava com esse momento desde a Eurocopa de 2008.
De acordo com Melissa, o momento mais difícil foi ver a cara do marido, que estava com “ o coração partido” por ter perdido o jogo.
Os dois ainda aguardam ajuda da agência de viagem, que promete reembolsar o prejuízo e conseguir colocá-los em um voo para o Brasil em breve."
Fonte: R7 Esportes

17 de junho de 2014

A resposta do poeta Augusto de Campos em relação à utilização indevida de um de seus poemas em reportagem sobre os xingamentos à Dilma

Não conhecia o site Maria Fro. 
Foi através de um post no blog O Cafezinho do Miguel do Rosário que continha link para a matéria que reproduzimos abaixo que o descobrimos.
Excelente, como poderão conferir a seguir.
Sensacional! Augusto de Campos à Folha (que não publicou): VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS
"O povo brasileiro tem algo espetacular, quando a direita extrapola em tudo em sua canalhice a reação é sempre bela, poética, decente, orgulha-nos. Foi a reação da blogosfera, das redes sociais em sua melhor categoria, a reação da catadora dona Maria Sueli, a reação do jornalista esportivo Trajano, a reação do cantor Chico César e agora a reação do poeta Augusto de Campos.
Viva Augusto de Campos que envelhece jovem, lúcido, ético e cada vez mais afiado."

Carta de Augusto de Campos à Folha de S.Paulo.

    “Prezados Senhores.

    Esse jornal utilizou, em 14 de junho de 2014, com grande destaque, o poema VIVA VAIA, de minha autoria, como ilustração de matéria ambígua sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma, na partida inicial da seleção.

    Utilizou-o, sem minha autorização e sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação.

    Poupo-me de comentar a insólita atitude da FOLHA , a quem eu poderia processar, se quisesse, pelo uso indevido de texto de minha autoria.

    A matéria publicada, composta de três artigos e do meu poema, cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida, ainda que majoritariamente os condene, e por tabela me envolve nessa forjada querela.

    A brutalidade da conduta de alguns torcedores, que configura até crime de injúria, mereceria pronta e incisiva condenação e não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto.

    Os xingamentos, procedentes da área vip, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam apenas o boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro em relação aos outros povos.

    Escreveu, certa vez, Fernando Pessoa: “a estupidez achou sempre o que quis». Como se viu, até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo. VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS.”
                                                                                                         Augusto de Campos.

"Em tempo, o publicitário Maurício Machado que me enviou esta preciosidade esclarece em seu Facebook:
Augusto ficou P da vida! Mandou a carta e o jornal não publicou. Ele então, resolveu tornar pública a íntegra, me contou há pouco o filho dele, meu amigo Cid Campos!
ATUALIZAÇÃO:
Após repercussão na blogosfera e nas redes a Folha, “ética” do jeito que é, após fazer uso indevido, sem autorização e completamente fora do contexto de um poema de Augusto de Campos publica, sem o devido destaque, a carta do poeta  no Painel do Leitor (visível apenas para assinantes). Direito de resposta mandou um abraço."

Fonte: Maria Fro

Humor: ...e hoje tem Brasil e México!