17 de junho de 2014

Petrobras: única entre as majors a aumentar a produção nos últimos seis anos



Somos os únicos entre as majors a registrar aumento de produção de petróleo em seis anos
"Nossa produção no pré-sal bate novo recorde. Ultrapassamos o patamar de 480 mil barris por dia. Somos a única empresa de petróleo a apresentar aumento de produção nos últimos seis anos, comparada às outras majors (grandes operadoras de petróleo) da indústria mundial, segundo a conceituada consultoria britânica Evaluate Energy, especializada em pesquisas e estudos do setor de óleo e gás. Nossa produção de petróleo cresceu da média de 1 milhão 918 mil barris de petróleo por dia (bpd), em 2007, para 2 milhões e 59 mil bpd, em 2013, um aumento de cerca de 140 mil barris por dia, considerando os campos operados no Brasil e no exterior.

Esse resultado é fruto dos nossos investimentos maciços nas atividades de exploração e desenvolvimento da produção nos últimos anos. E a previsão é que chegaremos ao final de 2014 com um crescimento de 7,5% em relação a 2013, com margem de tolerância de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Produção no pré-sal
O ritmo acelerado da produção na província do pré-sal – que vem batendo recordes sucessivos nos últimos meses - comprova o acerto dessa estratégia de investimentos. No último dia 9 de junho, por exemplo, a produção de petróleo nessa província ultrapassou o patamar de 480 mil bpd nos campos que operamos nas Bacias de Campos e Santos, o que representa um novo recorde de produção diária.

Esse patamar de produção foi atingido apenas oito anos após a descoberta do primeiro campo na camada pré-sal, em 2006, com a contribuição de apenas 24 poços produtores, dos quais nove na Bacia de Santos e os demais na Bacia de Campos.

O novo recorde se deve à entrada em operação do poço CRT-49, interligado à plataforma P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos. Trata-se do segundo poço do pré-sal conectado a essa plataforma, que foi concebida e instalada originalmente para produzir apenas a partir de acumulações do pós-sal.

A performance do poço CRT-49, cuja produção no dia do recorde foi de 19 mil barris diários, comprova a boa produtividade dos reservatórios do pré-sal localizados nas áreas que já contam com plataformas inicialmente instaladas para a extração de petróleo dos reservatórios do pós-sal da Bacia de Campos.

Nossa expectativa é ultrapassar a emblemática marca de meio milhão de barris diários de produção na camada pré-sal em algumas semanas, com a entrada em operação de novos poços localizados na Bacia de Santos.

Novas plataformas

Em 2013, concluímos a construção de oito novas Unidades Estacionárias de Produção (UEPs), além da plataforma de apoio à perfuração Tender Assisted Drilling (TAD) para o campo de Papa-Terra. Dessas unidades de produção, cinco iniciaram as operações ainda em 2013: o FPSO Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá; e o FPSO Cidade de Paraty, no campo de Lula, ambas no pré-sal da Bacia de Santos; o FPSO-Cidade de Itajaí, no campo de Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos; e as plataformas P-63, no campo de Papa-Terra, e P-55, no campo de Roncador, ambas no pós-sal da Bacia de Campos.

No começo de 2014, já foram postas em operação as plataformas P-58, no chamado Parque das Baleias; e P-62, no campo de Roncador, ambas na Bacia de Campos. No terceiro trimestre deste ano será instalada a P-61, associada à TAD, no campo de Papa-Terra. Ainda no segundo semestre, serão instalados, também, os FPSOs Cidade de Mangaratiba, no campo Lula/Iracema, e Cidade de Ilhabela, no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos.

Com a entrada em operação dessas onze unidades, acrescentaremos à nossa capacidade instalada de produção 1 milhão e 300 mil barris de óleo por dia – dos quais a parcela de 1 milhão e 4 mil bpd é própria e 296 mil bpd, de seus parceiros."

16 de junho de 2014

Enquanto isso uma Carta Pública é dirigida ao STF em defesa da Justiça e da Democracia.

"Carta  “APELO PÚBLICO AO STF, EM DEFESA DA JUSTIÇA E DO ESTADO DE DIREITO”.
Nela, cerca de 300 signatários, reunindo intelectuais, artistas e lideranças políticas e dos movimentos sociais, manifestam preocupação com a conduta do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, à frente da execução penal dos réus da AP 470.

A CARTA será levada ao Supremo na próxima quarta-feira (18) e protocolada no gabinete de todos os ministros do Supremo por um grupo representante dos signatários.



APELO PÚBLICO AO STF, EM DEFESA DA JUSTIÇA E DO ESTADO DE DIREITO


Senhores ministros,

O Brasil assiste perplexo à escalada de arbitrariedades cometidas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Já não se trata de contestar o resultado do julgamento da chamada AP 470 – embora muitos de nossos pátrios juristas ainda discutam inovações polêmicas daquele julgamento, como a chamada “teoria do domínio do fato”, por substituir a presunção de inocência pela presunção de culpabilidade.

O Presidente do Supremo Tribunal Federal, ao invés de cumprir as decisões dessa Suprema Corte, nega direitos a alguns sentenciados, desrespeitando a decisão do próprio pleno do STF e a jurisprudência do STJ quanto ao cumprimento do regime semiaberto. Com isso ameaça levar ao caos o sistema prisional brasileiro, pois, aceito o precedente, cria-se jurisprudência não somente em desfavor dos presos e sentenciados, mas contrária ao espírito democrático que rege as leis de execução penal, inclusive.

É o caso de sua exigência de cumprimento em regime fechado de um sexto da pena de réus condenados a uma sanção a ser iniciada no regime semiaberto. Adotada, à revelia de entendimento do pleno desse Supremo Tribunal Federal, tendo como alvo os sentenciados, todos ao regime semiaberto, inclusive Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Dirceu de Oliveira e Silva e José Genoíno, levará angustia e desespero não somente a eles e seus familiares, mas a dezenas de milhares de famílias de sentenciados que cumprem penas em regime semiaberto, trabalhando para sustentar suas mães, esposas e filhos.

É preciso que o plenário do Supremo Tribunal Federal impeça a continuidade dessa agressão ao Estado de Direito Democrático.

Concitamos, portanto, os Senhores Ministros integrantes dessa Corte Constitucional de Justiça a que revejam e corrijam tal violação de direitos praticada pelo Exmo. Sr. Presidente do STF, acatando o agravo impetrado pelos advogados dos réus.

O desrespeito aos direitos de um único cidadão coloca em risco o direito de todos, e o Brasil já sofreu demais nas mãos de quem ditava leis e atos institucionais, atacando os mais elementares direitos democráticos.

Os signatários:

Adriana Facina, antropóloga / Museu Nacional
Adriana Nalesso, vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Adriano Diogo, deputado estadual PT/SP
Alessandra Dadona, Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais
Alex Martins, Presidente da OAB de Volta Redonda – RJ
Alexandre Cesar Costa Teixeira, coordenador do Núcleo do Barão de Itararé do RJ
Aline Amorim Cavalcanti Rolandi, bancária
Aline Sasahara, documentarista
Alípio Freire, jornalista
Almir Aguiar, presidente Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Altamiro Borges, jornalista
Aluisio Almeida Schumacher, professor universitário e economista
Alvaro Luis Carneiro, Jornalista
Ana Corbisier, socióloga
Ana Laura dos Reis Corrêa, professora da Universidade de Brasília.
Ana Maria dos Santos Cardoso, educadora social
Ana Maria Müller, advogada
Ana Perugini, deputada estadual PT/SP
Ana Rita, senadora PT/ES e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal
André Klotzel, diretor e roteirista cinematográfico
André Rota Sena, advogado
André Tokarski, secretário de juventude do PCdoB
André Tomio Lopes Amano, pós-graduando da FFLCH/USP
Andrea Maria Altino de Campos Loparic, Profa. Senior do Dep. de Filosofia FFLCH/USP
Andrei Koerner, professor do depto. de Ciência Política IFCH-Unicamp
Aníbal Diniz, senador PT/AC
Anselmo de Jesus, deputado federal PT/RO
Antonio Martins, jornalista
Antonio Mentor, deputado estadual PT/SP
Antonio Neiva, membro do diretório estadual PT-RJ
Antonio Othon Pires Rolim, economista
Araken Vaz Galvão, escritor
Armando Boito, professor de Ciência Política da Unicamp
Arthur Poerner, escritor, jornalista e advogado
Artur Bruno, deputado federal PT/CE
Artur Henrique da Silva Santos, secretário municipal do Trabalho da Prefeitura de São Paulo
Artur Scavone, jornalista
Aton Fon Filho, advogado
Beatriz Labaki, socióloga
Bepe Damasco, jornalista
Beth Sahão, deputada estadual PT/SP
Campos Machado, deputado estadual e líder PTB/SP
Carina Vitral, presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo
Carlos Alberto Valadares, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação
Carlos Augusto Abicalil, ex-deputado federal PT/MT, mestre em gestão de políticas públicas
Carlos Enrique Ruiz Ferreira, professor universitário
Carlos Gilberto Pereira, metalúrgico aposentado e anistiado político
Carlos Lungarzo, professor titular aposentado da Unicamp
Carlos Neder, deputado estadual PT/SP
Carlos Odas, Coordenador de juventude do governo do Distrito Federal
Cassio Nogueira da Conceição, membro da Executiva Nacional da JPT e do Diretório Nacional do PT
Celso Horta, jornalista
Chico César, cantor
Chico Diaz, Ator
Cid Barbosa Lima Júnior, engenheiro civil
Cilene Marcondes, jornalista
Clarisse Abujamra, Diretora de Teatro
Cláudio José Oliveira, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói
Conceição Aparecida Pereira Rezende, psicóloga
Consuelo de Castro, dramaturga
Dalva Figueiredo, deputada federal PT/AP
Danilo Camargo, advogado
Danilo Vianna Lopes, vice-presidente nacional da União Brasileira de Estudantes Secundaristas
Darby Igayara, presidente CUT-RJ
David Stival, professor universitário
Débora Duboc, atriz
Décio Lima, deputado federal PT/SC
Denise Paraná, jornalista
Dermeval Saviani, professor emérito da UNICAMP e pesquisador emérito do CNPq.
Dilson Marcon, deputado federal PT/RS
Dr. Rosinha, deputado federal PT/PR
Durval Ângelo, deputado estadual PT/MG e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG
Edison Munhoz, membro da executiva Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro
Edison Tessele, advogado
Edson Santos, deputado federal PT/RJ
Eduardo Fagnani, economista e professor do Instituto de Economia da Unicamp
Eduardo Suplicy, senador PT/SP
Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos
Elzira Vilela, médica
Emilia Maria Mendonça de Morais, professora aposentada da UFPB Recife – PE
Emilia Viotti da Costa, Professora Universitária – USP e Universidade de Yale (USA)
Emir Sader, sociólogo
Enio Tatto, deputado estadual PT/SP
Enzo Luis Nico Jr, geólogo
Eric Nepomuceno, escritor
Erik Bouzan, estudante de Gestão de Políticas Públicas- USP e secretário municipal da JPT
Erika Mazon, jornalista
Erminia Maricato, arquiteta e urbanista
Esther Bemerguy de Albuquerque, economista
Fábio Lau, jornalista e editor de Conexão Jornalismo
Fátima Cleide, servidora pública e ex-senadora PT/AC
Felipe Lindoso, antropólogo
Fernando Morais, jornalista e escritor
Fernando Nogueira da Costa, economista
Fernando Pacheco, economista
Gaudencio Frigotto, professor da UERJ
Geniberto Campos, médico cardiologista
Geraldo Cruz, deputado estadual PT/SP
Gerson Bittencourt, deputado estadual PT/SP
Gilberto Nahum, jornalista
Gilson Caroni Filho, professor universitário
Glauber Piva, produtor cultural
Guiomar Silva Lopes, médica e coordenadora de políticas para idosos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
Guto Pires, jornalista
Hamilton Pereira, deputado estadual PT/SP
Hélcio Antônio Silva, deputado federal PT/SP
Heloísa Fernandes, socióloga
Henrique Fontana, deputado federal PT/RS
Hersch Basbaum, escritor
Herta Vicci Pidner, professora universitária
Hildegard Angel, jornalista
Hugo Carvana, ator
Humberto Costa, senador PT/PE
Iara Bernardi, deputado federal PT/SP
Inácio Arruda, senador do PCdoB/CE
Iriny Lopes, deputada federal PT/ES
Izaias Almada, escritor e dramaturgo
Jacy Afonso – Executiva CUT Nacional
Jaime Cesar Coelho, Professor
Jean Tible, professor
Jefferson Lima, secretário Nacional de Juventude do PT
João Antonio de Moraes, presidente da Federação Única dos Petroleiros
João Batista Barbosa Silva, membro do PT/PA
João Capiberibe, ex-governador do Amapá e senador PSB/AP
João Cyrino, Conselheiro Universitário da UFG e Diretor do DCE-UFG
João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical
João Paulo Lima, deputado federal PT/PE
João Paulo Rillo – Dep Estadual PT/SP
João Paulo Soares, jornalista
João Pedro Stédile, coordenador do MST e Via Campesina Brasil
João Vicente Augusto Neves, advogado e secretário de Assuntos Jurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP
João Vicente Goulart, presidente do Instituto João Goulart
Joceli Jaison José Andrioli, coordenador nacional do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens)
José Antonio Garcia Lima, membro da executiva CUT-RJ
José Augusto Valente, engenheiro
José Ivo Vannuchi, advogado e ex-prefeito São Joaquim da Barra – SP
José Luiz Deu Roio, consultor
José Maria Rangel, presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense
José Roberto Pereira Novaes, professor UFRJ
José Zico Prado, deputado estadual PT/SP
Julia Helena Barbosa Costa Afonso, estudante
Juliana Borges da Silva, secretária Municipal de Mulheres do PT São Paulo
Juliana Cardoso, vereadora PT/SP
Júlio Turra, membro Comissão Executiva Nacional da CUT
Ladislau Dowbor, economista
Lafaiete Neves, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná
Laura Tavares, Professora
Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista e professor
Lauro César Muniz, dramaturgo
Leonardo Boff, teólogo, escritor e professor
Leopoldino Ferreira de Paula Martins, Coordenador do Sindicato dos Petroleiros/MG e diretor da FUP
Leopoldo Vieira, servidor público
Lia Ribeiro, jornalista
Ligia Chiappini Moraes Leite, profa. aposentada da FFLCH USP
Ligia Deslandes – Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro
Lilian Ribeiro, advogada
Lincoln Secco, professor titular do Departamento de História/USP
Luciana Santos, deputada federal e vice-presidenta nacional do PCdoB
Luciano D’Angelo, professor
Lucila Chebel Labaki, professora Unicamp
Lucy Barreto, produtora cultural
Luis Antonio Souza da Silva, presidente Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro
Luiz Carlos Barreto, cineasta
Luiz Carlos Barros Bettarello, médico
Luiz Carlos Gomes, físico e professor doutor da USP
Luiz Claudio Marcolino, deputado estadual PT/SP
Luiz Couto, deputado federal PT/PB
Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado
Luiz Fernando Lobo, ator e diretor
Luiz Roberto Simon do Monte, ex-vereador
Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, publicitário
Marcelo Magalhães, publicitário
Marcelo Rodrigues, membro da direção da CUT-RJ
Marcelo Santa Cruz, advogado, militante dos direitos humanos e vereador de Olinda pelo PT
Marcia Miranda, educadora popular, cofundadora e consultora do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis
Márcio Macêdo, deputado federal PT/SE
Marcio Meira, antropólogo
Marco Aurélio de Souza, deputado estadual PT/SP
Marco Aurélio Weissheimer, jornalista
Marcos Del Roio, professor da Unesp
Margarida Salomão, deputada federal PT/MG
Margret Althuon, economista
Maria Aparecida Antunes Horta, professora
Maria Aparecida da Silva Abreu, secretária nacional de Combate ao Racismo do PT
Maria Aparecida de Jesus, Chefe de gabinete do Deputato Estadual Durval Ângelo
Maria Aparecida Dellinghausen Motta
Maria Cecília Velasco e Cruz, professora doutora da UFBA
Maria Cristina Fernandes de Oliveira, contadora e assessora parlamentar
Maria da Conceição Tavares, Economista
Maria da Piedade Peixoto dos Santos
Maria do Carmo Lara, Ex-prefeita de Betim MG
Maria do Socorro Diógenes, Professora
Maria Fernanda Coelho, servidora da Caixa
Maria Fernanda Seibel, advogada
Maria Inês Nassif, jornalista
Maria José Silveira, escritora
Maria Lucia Alves Ferreira, produtora cultural
Maria Lúcia Prandi, deputada federal PT/SP e presidente do Diretório Municipal do PT de Santos/SP.
Maria Luiza de Carvalho Armando, professora aposentada da UFRGS
Maria Luiza Franco Busse, Jornalista
Maria Luiza Tonelli, advogada e professora
Maria Regina Sousa, aposentada Piauí
Maria Silvia Portela de Castro, socióloga
Marilena Chauí, filósofa
Marilia Guimarães, Presidente da Rede Internacional de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade – Capítulo Brasileiro
Marilza de Melo Foucher, jornalista e economista
Markus Sokol, membro Diretório Nacional – PT
Marlos Bessa Mendes da Rocha, Professor associado da UFJF
Michel Chebel Labaki Junior, engenheiro
Mina Nahum, aposentada
Misa Boito, membro Diretório Estadual – PT/SP
Morgana Eneile, gestora cultural e assessora parlamentar da comissão de cultura Alerj
Nelson Canesin, sociólogo
Nelson Pellegrino, deputado federal PT/BA
Osmar Prado, ator
Padre Ton, deputado federal PT/RO
Padre João, deputado federal PT/MG
Paulo Faria – Dramaturgo e Diretor de Teatro
Paulo Paim, senador PT/RS
Paulo Roberto Feldmann, economista e professor da USP
Paulo Roberto Ribeiro, jornalista
Paulo Serpa, antropólogo
Pedro Martinez, estudante de Direito
Pio Perreira dos Santos, Médico
Policarpo, deputado federal PT/DF
Regina Elza Solitrenick, médica
Regina Galdino, diretora teatral
Regina Célia Reyes Novaes, professora UFRJ
Renan Alencar, presidente da UJS
Renata Silveira Corrêa, economista
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB
Renato Simões, deputado federal PT/SP
Ricardo Abreu, secretário de Relações Internacionais do PCdoB
Ricardo Gebrim, advogado, Consulta Popular
Roberto Requião, ex-governador do Paraná e senador PMDB/PR
Rodrigo de Sousa Soares, advogado
Rogério Sottili, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo
Ronald Luiz dos Santos, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes
Roque Barbieri, deputado estadual PTB/SP
Rose Nogueira, Jornalista e defensora dos Direitos Humanos
Roseli Coelho, socióloga, professora Escola de Sociologia e Política
Rubem Murilo Leão Rego, professor livre docente da Unicamp
Rui Falcão, deputado estadual PT/SP e Presidente Nacional do PT
Samara Carvalho, bancária
Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata
Sebastião Velasco e Cruz, professor titular do Departamento de Ciência Política da Unicamp
Sérgio Magalhães Gianetto, presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro
Sergio Mamberti, ator
Sergio Muniz, documentarista
Silas Cardoso de Souza, advogado
Silvana Barolo, socióloga
Silvia Contreras, socióloga – BH/MG
Simão Pedro Chiovetti, sociólogo, deputado estadual PT/SP e Secretário Municipal de Serviços da PMSP
Solange de Souza, historiadora do CEDEM/ Unesp
Stella Bruna Santo, advogada
Suzana Guerra Albornoz, escritora e professora universitária
Syr-Daria Carvalho Mesquita, coordenadora geral da Articulação de Lésbicas – Artlés
Takao Amano, advogado e membro da Comissão da Verdade da OAB/SP
Tania Cristina Barros Aguiar
Tania Nahum, advogada
Tata Amaral, cineasta
Tatiana Oliveira, cientista política e militante da MMM-RJ
Telma de Souza, deputado estadual PT/SP
Teresinha Pinto, PT/SP
Theotonio dos Santos, economista
Thiago Barreto, secretário executivo adjunto da ABRASCO
Thiago Rogerio Kimura, estudante
Thomaz Ferreira Jensen, economista
Tito – deputado estadual PT/SP
Toni Reis, secretário de educação e ex-presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)
Tuca Moraes, atriz e produtora
Úrsula Prudente Oliveira , membro da Frente Popular de Lutas – Barra Mansa, RJ
Vagner Freitas, presidente da nacional da CUT
Valéria Moraes, economista
Valmir Assunção, deputado federal PT/BA
Vanessa Grazziotin, senadora PCdoB/AM
Venício A. de Lima, professor universitário e jornalista
Vera Claudino, secretária
Vicente Candido, deputado federal PT/SP
Vicente Paulo da Silva, deputado federal PT/SP e líder do PT na Câmara
Virgílio de Mattos, Professor MG
Virna Pereira Teixeira, professora e membro do Diretório Nacional do PT
Vitor Carvalho, membro da executiva da CUT Nacional
Vitor Quarenta, secretário geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo
Wadih Damous, advogado
Wagner Homem, Escritor
Walnice Nogueira Galvão, professora de letras/USP
Wanderley Guilherme dos Santos, professor titular de Teoria Política (aposentado) da UFRJ
Waquíria Leão Rêgo, professora Titular de Teoria Social IFCH – Unicamp
Washington Luiz Cardoso Siqueira, presidente do diretório estadual do PT-RJ
Wellington Dias, Senador PT/PI
Wesley Caçador Soares, médico
Wilma Ary, jornalista
Wolf Gauer, diretor de cinema
Zé de Abreu, ator
Zenaide Lustosa, funcionária pública federal"

A Copa das Copas, segundo os estrangeiros (ou: Caos na Copa?)

Ué, não era pra gente passar vergonha na Copa????

Para parte da imprensa estrangeira, Copa é a melhor dos últimos tempos
'New York Times' fez um vídeo poético sobre a torcida, mostrando toda a nação diante da TV em diversos lugares do Brasil no momento do primeiro gol de Neymar. Mídia tradicional insiste em politizar o evento
Por Helena Sthephanowitz na Rede Brasil Atual
"O canal Eurosport do Yahoo diz: "Com apenas quatro dias, Copa no Brasil já caminha para ser a melhor de todos os tempos". A matéria elogia o alto número de gols, nenhum empate até agora, as estrelas das respectivas equipes estão se consagrando, as surpresas da Espanha goleada pela Holanda, e do Uruguai sofrer uma derrota para a Costa Rica, mas além disso tudo ainda passa a ideia da expressão "Se você não curtir uma Copa no Brasil ou é ruim da cabeça ou doente do pé" em um versão inglesa de dizer isto:
"Esqueça os campos de futebol das escolas públicas na Inglaterra, o Brasil é o lar espiritual real deste esporte. (...) Se você não pode se animar com a Copa do Mundo no Brasil você precisa verificar seu pulso".
No mesmo canal, em matéria sobre o primeiro jogo do Brasil, compara as desigualdades do Brasil à "Bela e a Fera", e faz uma metáfora com o gol contra de Marcelo aos protestos contra a conquista da Copa. A virada do jogo com a vitória brasileiro por 3 x 1 é comparada à mudança de ânimos da população após a Copa começar, ficando quase todos favoráveis.
O jornal New York Times fez um vídeo poético sobre a torcida, mostrando toda a nação diante da TV em diversos lugares do Brasil no momento do primeiro gol de Neymar. Desde militares acompanhando o jogo, passando por um abrigo de idosos, torcedores assistindo nos bares, praias, na fronteira, em Oiapoque etc.
Chefes de Estado ou de governo também comparecem ao Brasil. Além da presença na abertura da Copa de diversos presidentes latino-americanos, Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, mescla contatos de trabalho com assistir à primeira partida da seleção de seu país em Salvador. O mesmo faz o vice-presidente estadunidense Joe Biden.
Enquanto isso, a imprensa oligárquica e tradicional brasileira continua em sua bipolaridade, preservando seus interesses comerciais na cobertura da Copa, mas sempre procurando depreciar o evento por motivos político-eleitorais. O problema é que está cada vez mais difícil sustentar o complexo de vira-latas que querem propagar.
Do jeito que a coisa está indo, a "Copa das Copas" deixará de ser um slogan institucional para consolidar-se como um fato, pelo menos nas mentes do povo brasileiro, dos visitantes estrangeiros e da mídia estrangeira."

Reações estranhas (e suas respostas) ao feito do cientista brasileiro Miguel Nicolelis

Embora a FIFA (ou quem está por trás) não tenha dado o merecido destaque na abertura da Copa (ficaram menos de 10 segundo no ar), o feito do cientista brasileiro Miguel Nicolelis tem sido festejado por especialistas no mundo todo. Nem tanto no Brasil, como era de se esperar...
Por aqui, pelo contrário, tem gente querendo diminuir a importância só porque tudo teve o apoio do governo Lula. E era para todos nós nos orgulharmos...
Vejam o post do Miguel do Rosário em seu blog, sobre respostas dadas por Nicolelis a Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, dois conhecidos por sua aversão ao PT (provavelmente também a qualquer outro partido de esquerda que venha conquistar o Poder Executivo).

A chinelada de Nicolelis em Mainardi
Por Miguel do Rosário em seu blog O Cafezinho

"Os gurus da turminha reaça não estão num bom momento. Depois de dar umas chineladas morais em Reinaldo Azevedo, o maior cientista brasileiro vivo, Miguel Nicolelis, agora as distribuiu para Diogo Mainardi.

Importante: as chineladas de Nicolelis foram apenas em legítima defesa. Ele estava quieto em seu canto, e foi atacado covardemente pela turma do protofascismo tupiniquim."

Abaixo, a chinelada em Mainardi:


Para lembrar, a chinelada recente do cientista em Reinaldo:


15 de junho de 2014

O Desabafo de José Trajano da ESPN Brasil



"E eis que José Trajano, da ESPN Brasil, viralizou.

Um vídeo em que ele cita quatro colunistas que instigam ódio circula freneticamente pela internet nestes dias.

Ele enxergou, com razão, uma relação espiritual entre os que xingaram Dilma no estádio e os colunistas que mencionou.

Trajano falou de Demetrio Magnolli, Augusto Nunes, Mainardi e Reinaldo Azevedo, mas poderia falar de muitos outros.

Outro dia li uma expressão do Nobel de Economia Paul Krugman e pensei exatamente no tipo de jornalista da pequena lista de Trajano.

São os “sicários da plutocracia”. São pagos, às vezes muito bem pagos, apenas para defender os interesses de seus patrões.

Os Marinhos, ou os Frias, ou os Civitas, ou os Mesquitas, não podem, eles mesmos, assinar artigos em defesa de suas próprias causas. Então contratam pessoas como as de que Trajano trata.

Muitos leitores, em sua ingenuidade desumana, vêem alguma coragem nos “sicários da plutocracia”.

É o oposto. Ao se alinhar aos poderosos – aqueles que fizeram o Brasil ser um dos campeões mundiais da desigualdade – eles têm toda a proteção que o dinheiro é capaz de oferecer.

Não correm risco de ficar sem emprego, por exemplo. Podem cometer erros grosseiros de avaliação, de prognóstico, de estilo, do que for.

Mesmo assim, estarão seguros porque cumprem o papel de voz dos que podem muito.

Vi em Trajano um desabafo, uma explosão, e entendo por duas razões.

Primeiro, Trajano sempre foi explosivo, temperamental. É um traço seu desde sempre, bem como a paixão pelo Ameriquinha.

Depois, Trajano ecoou um sentimento que representa o espírito do tempo.

Há um cansaço generalizado, uma irritação crescente com os “sicários da plutocracia”. Não apenas pela soberba vazia, pela arrogância de quem sabe que terá microfone em qualquer circunstância, não apenas pela vilania constante.

Mas pela compreensão de que eles representam um obstáculo brutal ao avanço social brasileiro.

Eles estão na linha de frente da resistência a um Brasil menos desigual.

Eles surgem em circunstâncias especiais. Seu papel é minar, perante a opinião pública, administrações populares.

O maior da espécie, Carlos Lacerda, se notabilizou ao levar GV ao suicídio e Jango à deposição.

Eles sumiram nas décadas que se seguiram ao Golpe de 64, por serem desnecessários. O Estado – com os incríveis privilégios e mamatas à base de dinheiro público — estava ocupado pela plutocracia. Já não tinham serventia.

Voltaram quando Lula ganhou, a despeito de todas as concessões petistas fixadas na Carta aos Brasileiros.

Voltaram com o PT, assim como voltariam com qualquer outros partido que representasse ameaça às vantagens de séculos, como livre acesso aos cofres do BNDES e outras coisas do gênero.

Neste sentido, é bom entender que não é algo contra o PT e sim contra o risco, real ou imaginário, do fim das regalias.

Você pode identificar claramente o processo de retorno dos sicários.

O primeiro deles foi Diogo Mainardi, na Veja. Logo depois, também na Veja, mas na internet, apareceu Reinaldo Azevedo.

Não eram conhecidos na elite dos jornalistas, mas ganharam um espaço privilegiado porque se dispuseram a fazer a propaganda, disfarçada de jornalismo, das causas de quem quer que o Brasil continue do jeito que sempre foi.

Aos poucos foram chegando outros, e hoje são muitos.

É um processo curioso: quanto menos votos têm os representantes da plutocracia, mais colunistas da direita vão aparecendo. É como se houvesse a esperança de, uma hora, aparecer um novo Lacerda e resolver o problema.

Mas a sociedade brasileira está cansada de tanta desigualdade, e é difícil acreditar que as lorotas dos sicários vão ter algum resultado parecido com o que houve em 54 ou 64.

O Brasil merece ser uma sociedade nórdica, escandinava, em que ninguém seja melhor ou pior que ninguém por causa do dinheiro, e na qual não haja os abismos de opulência e de miséria.

Os sicários aos quais Trajano se referiu simbolizam o oposto de tudo que escrevi acima.

Desta vez, ao contrário de 54 e 64, não triunfarão – até porque a internet deu voz a quem não tinha e retirou a exclusividade monopolística e predadora dos que favelizaram o Brasil enquando acumulavam fortunas extraordinárias."
Por Paulo Nogueira do DCM

Geração Canguru

Acho que isso não é novidade para boa parte das famílias brasileiras (parece que mundiais), por isso resolvi reproduzir aqui parte deste excelente artigo.
Se desejarem ler o restante (e vale a pena), o link está no final.
Adivinhem quem é a mãe e quem é a filha (sem levar em conta a idade)

A geração canguru
O ninho está cheio… mas eles não querem sair

A psicoterapeuta paulista Tereza Kawall examina o fenômeno da assim chamada “geração canguru”: aquela formada por jovens que, apesar de formados e prontos para se lançar no mundo, preferem permanecer na casa paterna adiando sine die a sua declaração de independência

"O fenômeno já é preocupante nos países desenvolvidos da Europa, e vem aumentando gradativamente no Brasil, notadamente na região sudeste, sobretudo nas famílias de alta renda. Em 2013, foi publicado pelo IBGE um estudo apontando essa tendência de comportamento na qual jovens na faixa etária entre 25 a 35 anos, podendo chegar até os 40, relutam em sair da casa de seus pais. Uma combinação de vários fatores marca esse fenômeno.  Em 2000, 20% dos jovens viviam com seus pais; em 2012 esse percentual subiu para 24%, sendo que 60% dele é constituído por homens.

A respeito, diz Wasmalia Bivar, presidente do IBGE: “A geração canguru é um fenômeno mundial, não necessariamente por falta de condições dos filhos saírem de casa, mas por livre escolha tanto deles quanto dos pais. Preferem fazer graduação, mestrado ou doutorado permanecendo na casa paterna, retardam a formação de uma nova família e também buscam mais comodidade”.

Cangurus
Sair da casa dos pais, conquistar seu próprio espaço e autonomia, abrir as asas e alçar voo rumo à liberdade e a auto-realização – tudo aquilo que seria o movimento natural de uma pessoa jovem -, vem perdendo força e sendo postergado ad infinitum pelos integrantes da “geração canguru”. Eles são jovens na faixa etária entre 25 a 35 anos que relutam em sair da casa de seus pais, configurando uma situação de eternos adolescentes que parecem não ter interesse em chegar à vida adulta.

Parte desses jovens que recusam se lançar no mundo de forma mais independente estão desempregados e sem perspectivas favoráveis de encontrar trabalho. Mas muitos já estão formados, diplomados e com profissão definida. Alguns já têm seu próprio negócio e desfrutam, potencialmente, de independência financeira. Outros, ainda, estão empregados e recebendo os seus salários. Mas todos esperam o “momento oportuno” ou “a pessoa certa” para se casar e ter, finalmente, sua própria casa.

As combinações desse xadrez sociológico são inúmeras, mas existe, em todos os casos, um fator comum: a resistência em perder a proteção e a segurança  do “lar doce lar” que mamãe e papai oferecem. Embalados por facilidades, conforto, proteção financeira e/ou emocional, essa  geração parece não estar disposta a enfrentar e assumir os riscos e responsabilidades da vida adulta.

Como sabemos todos, na vida real não existem “scripts” perfeitos, roteiros planos e lineares, irretocáveis, sem desvios. Cada indivíduo fará a sua rota de forma particular, de acordo com a sua natureza, seus recursos internos e externos, com suas motivações pessoais  ou a falta delas. É inegável, no entanto, que existem fases e ciclos que são mais adequados ou indicados  para certas atividades ou funções a serem exercidas. Tais fases podem ser ligadas à procriação, podem ser intelectuais, sentimentais, criativas, profissionais, espirituais. Não por acaso nossa existência é marcada por ciclos. Queiramos ou não, tudo o que nasce, cresce e se desenvolve, depois decai e chega ao seu fim. O que essa síndrome da geração canguru está sinalizando em nosso caótico aqui e agora?"

Por: Tereza Kawall.
Blog: www.blissnow.com.br
E-mail: tekav@uol.com.br

Leiam o restante em: Vortex Mundi - Homem e Planeta em Mutação

14 de junho de 2014

Denise Young


Denise Young é americana.
Pelo que sei só lançou dois discos até momento.
É pianista, compositora e faz também vocalizações em algumas de suas músicas.
Melodias que soam reflexivas e relaxantes.
Recomendo seus CDs para aqueles momentos em que necessitamos dar uma parada geral para recarregar as energias.





William Shakespeare – Soneto 19: Beleza

"Tempo voraz, corta as garras do leão,
E faze a terra devorar sua doce prole;
Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre,
E queima a eterna fênix em seu sangue
."
William Shakespeare – Soneto 19

O italiano Rino Stefano Tagliafierro teve um boa idéia (e capacidade para realizar): unir pinturas clássicas de todas as épocas (imagino que até o Século XIX) e ir contando a história, do Paraíso ao Apocalipse, da passagem do tempo, das ações humanas...
Uniu arte acadêmica com a tecnologia, aplicando suaves movimentos às obras.
Passagens lindas, sensuais, polêmicas, assustadoras.
É bom frisar que nem as pinturas, nem as histórias que elas contam foram criadas pelo produtor do excelente video.
É a história da arte acompanhando o desenrolar da evolução(?) humana.



Para quem quiser algo mais leve, o mesmo Soneto 19 de Shakeaspeare (desta vez completo) em forma de canção



Quem é essa turma do vai tomar no c…

Por Renato Rovai, em seu blog:

"O Brasil é um país complexo e muito difícil de explicar, mas a sua elite não. Ela é previsível e está sempre no mesmo lugar. As elites do mundo não costumam ser muito diferentes, mas a brasileira é das piores.

Não à toa o Brasil foi o último país do planeta a acabar com a escravidão, não à toa somos um dos poucos países que só agora está vivendo um ciclo democrático de três décadas. Todos os outros nossos períodos de democracia duraram menos do que isso.

E todas as ditaduras e a escravidão longínqua que tivemos são obras da nossa elite. Que se julga o Brasil. Que se acha a dona do país. Que é altamente corrupta, mas que faz de conta que o que lhe move na política é a defesa do interesse público.

Os que xingaram Dilma na tarde de ontem de maneira patife e abjeta são os netos e bisnetos daqueles que torturam negros nas senzalas. São os filhos daqueles que apoiaram a tortura na ditadura militar. São os mesmos que há pouco fizeram de tudo para que não fosse aprovada a legislação da empregada doméstica e que nos seus almoços de domingo regados a champanhe francês e a vinho italiano sobem na mesa para gritar contra o Bolsa Família.

Essa elite que xingou Dilma daquela maneira no Itaquerão sempre envergonhou o país. E ontem só aprontou mais uma. Não foi um ponto fora da curva no processo histórico. E também não foi nada inocente.

Aécio Neves mais do que todos os outros candidatos que o PSDB já teve simboliza esse elite. É o típico bon-vivant, que nunca trabalhou na vida, que surfou até os 20 anos no Rio de Janeiro e que depois foi brincar de motocross até os 25 anos na montanhas de Minas Gerais, para só depois entrar na política e ir defender os interesses da família e de seu segmento social.

Ontem, Aécio deu uma entrevista ao Globo onde atiçava seu eleitorado a sitiar a presidenta da República. E ao mesmo tempo milhares de panfletos eram distribuídos na entrada do Itaquerão associando o PT à corrupção. Pra criar o clima do ataque à presidenta.

O mesmo Aécio que botou a polícia do Rio para invadir a casa de pessoas que ele suspeita estarem criticando-o na Internet. O mesmo Aécio que silenciou a imprensa de Minas Gerais e colocou-a de joelhos para os seus projetos pessoais.

Quem xingou Dilma não foi nem um punhado de inocentes e nem a massa ignara. Foi o pedaço do Brasil que odeia o brasileiro.

Para este pedaço do Brasil que é a cara de Aécio, tanto faz se o presidente é Dilma, Lula, José ou Maria. O que eles não aceitam e que o país não seja apenas um lugar para eles exercerem sua sanha dominadora.

E por isso que o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, as políticas de cotas, a legislação da empregada doméstica e alguns outros programas sociais são tão abominados por essa gente. Eles querem que o povo morra de fome. Querem que o povo vá tomar naquele lugar. O xingamento não é para a presidenta. É para o Brasil que a elegeu. Porque na democracia desses patifes, o voto deles teria que valer mais do que o do sertanejo ou da mulher que luta pela sobrevivência dela e dos filhos nas periferias das grandes cidades.

Os netos e bisnetos dos escravistas e os filhos dos que apoiaram a tortura na ditadura. É esse Brasil que nos envergonha do ponto de vista histórico que nos envergonhou ontem xingando uma presidenta legítima, uma chefe de Estado que tem atuado dentro dos limites da Constituição.

Esse Brasil precisa ser derrotado mais uma vez. Porque se o projeto petista tem seus limites e poderia ser muito melhor, o desses caras é o que há de mais asqueroso. É o vai tomar no cu."

13 de junho de 2014

Menino do Rio

Charge: Os "Não vai ter Copa" presentes na abertura da Copa

Charge publicada na Suíça.
A galera endinheirada que detonou a realização da Copa no Brasil estava lá na abertura.
Segundo Tarso Cabral, "coxinhas" viraram piada internacional.
Bem, é disso que eles devem gostar, ser "internacional".


E tem mais essa do Duke (os que não puderam ir ao estádio...):


A Resposta de Dilma aos Xingamentos



Sobre as vaias e xingamentos contra Dilma ontem na abertura da Copa



Xingar Dilma Roussef foi grosseria indesculpável
Por Josias de Souza
"Quando Ronaldo disse estar “envergonhado” com os desacertos da organização da Copa, Dilma Rousseff reagiu à moda de Nelson Rodrigues: “Tenho certeza que nosso país fará a Copa das Copas. Tenho certeza da nossa capacidade, tenho certeza do que fizemos. Tenho orgulho das nossas realizações. Não temos por que nos envergonhar. Não temos complexo de vira-latas.”

Nesta quinta-feira, Dilma submeteu seu orgulho a teste na tribuna de honra do Itaquerão. Dali, assistiu à partida inaugural da Copa do Mundo. Dessa vez, tentou blindar-se no silêncio. Absteve-se de discursar. Não funcionou. Como queria a presidente, a torcida exorcizou o vira-latismo. Mas, desamarrando suas inibições, incorporou um pitbull.

Ao entoar o hino nacional, ao ovacionar os jogadores, a arquibancada tomou-se de um patriotismo inatural. Contudo, rosnou com agressividade inaudita ao dirigir-se a Dilma. Fez isso uma, duas, três, quatro vezes. Diferentemente do envelope de uma carta ou do e-mail, a vaia não tem nome e endereço. Pode soar inespecífica. Como no instante em que o serviço de som anunciou os nomes de Dilma e de Joseph Blatter.

Até aí, poder-se-ia alegar que o destinatário da hostilidade era o cacique da Fifa, não Dilma. A coreografia estimulava a versão. Blatter levantou-se. Dilma manteve-se sentada. O diabo é que o torcedor, salivando de raiva, tratou de dar nome aos bois. Foi assim no coro entoado nas pegadas da cerimônia de abertura da Copa.

“Ei, Dilma, vai tomar no c…'', rosnava um pedaço da multidão. “Ei, Fifa, vai tomar no c…”, gania outra ala. Quando Dilma foi exibida no telão do estádio vibrando com o segundo gol do Brasil, arrostou, solitariamente, uma segunda onda de xingamentos. Após a comemoração do terceiro gol, ela ouviu um derradeiro urro: ‘Ei, Dilma, etc…”
O que fizeram com Dilma Rousseff no Itaquerão foi indesculpável. Vamos e venhamos: ela não era nem culpada de estar ali. Com as vaias da Copa das Confederações ainda não cicatrizadas, Dilma teria ficado no Palácio da Alvorada se pudesse. Foi ao alçapão do Corinthians porque o protocolo a escalou.

Vaiar autoridade em estádio é parte do espetáculo. Numa arena futebolística, dizia o mesmo Nelson Rodrigues, vaia-se até minuto de silêncio. Porém, ao evoluir do apupo para o palavrão, a classe média presente ao Itaquerão exorbitou. Mais do que uma pose momentânea, o presidente da República é uma faixa. Xingá-la significa ofender a instituição.

Quando o xingamento é transmitido em rede mundial, adquire uma pungência hedionda. No limite, o que a torcida fez na tarde desta quinta-feira foi informar ao planeta que o Brasil está deixando de ter uma noção qualquer de civilidade.

Quando o fenômeno atinge uma platéia como a do Itaquerão, com grana para pagar os ingressos escorchantes da Fifa, a deterioração roça as fronteiras do paroxismo. Evaporam-se os últimos vestígios de institucionalidade.

A sociedade tem os seus abismos, que convém não mexer nem açular. Dilma não se deu conta disso. E vive a cutucar os demônios que o brasileiro traz enterrados na alma. Fez isso pela penúltima vez no pronunciamento levado ao ar na noite da véspera. Muita gente achava que ela merecia uma reprimenda sonora. Mas a humilhação do xingamento transpassou a figura da presidente, atingindo a própria Presidência.

Quem deseja impor a Dilma um castigo que vá além da vaia, tem à disposição um instrumento bem mais eficaz do que a língua. Basta acionar, no silêncio solitário da cabine de votação, o dedo indicador. O gesto é simples. Mas a pata de um pitbull não é capaz de executá-lo."
Fonte: Blog do Josias

Discurso que Dilma Rousseff poderia ter feito na abertura da Copa após receber vaias

Por Paulo Leite

   "Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento de ter tirado milhões de brasileiros da miséria;

    Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento pelos menores níveis de desemprego de nossa história e o maior em empregos formais;

    Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento a mais acelerada diminuição da desigualdade social de nosso país;

    Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento ao fato de levar médicos a milhões de brasileiros que os viam pela primeira vez;

    Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento ao fato de levar milhares de brasileiros pobres à Universidade através de programas como Prouni e Sisu;

    Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento a liberação de moradia a milhões de brasileiros com o Minha Casa Minha Vida;

    Fico feliz pelas vaias, em reconhecimento ao aumento da renda dos mais pobres em relação aos mais ricos.

    Enfim, fico feliz pelas vaias devido a diversas ações que tomamos para tirar o poder que vocês, que aqui estão, em relação a 99% da população brasileira e, claro, entendo seu recalque.

    Só não me perdoem, claro, por não ter politizado o brasileiro médio e ter criado corvos que, acriticamente, endossam os desejos do 1% mais rico sem perceber.

Obs: fictício... mas poderia ser verdade."

Vaias e xingamentos contra Dilma vieram da área VIP com ingressos a R$ 990 e cortesias para artistas globais
"Vergonha!
Sabe de onde iniciaram as vaias e xingamentos contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) no jogo Brasil e Croácia na abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians?
Da área VIP do estádio, composta basicamente por quem pagou R$ 990,00 nos ingressos.
(...)
É esse tipo de gente que desrespeita uma senhora ao lado de sua filha, e que não aceita a redução das desigualdades sociais no Brasil nos últimos 10 anos.
Em tempo: Juca Kfouri na ESPN informou que os trabalhadores presentes na Arena Corinthians disseram que não gostaram das ofensas contra Dilma vindas dos endinheirados."
Fonte: Blog do Tarso

Musa da Semana: Sasha Grey

Havia dito que no período da Copa do Mundo não teríamos a seção Musa da Semana.
Continua valendo.
Mas... homenageando o sucesso da Copa, resolvemos fazer mais uma comemoração.
Mas qual escolher?
Ok, o certo seria uma brasileira, mas fomos por outro caminho.
Li que o maior número de turistas estrangeiros que chegaram para assistir a Copa vieram dos Estados Unidos.
Então, para dar as boas vindas a eles, optamos por uma americana que é quase um mito da cultura Pop atual e que nunca apareceu aqui em nossas 'páginas'.
Trata-se da Sasha Grey.
Nunca ouviu falar? Pois então mais um motivo para destacarmos a moça.
Ela tem atualmente 26 anos. Nasceu em Sacramento no ano de 1988.
Que profissão exerce? De alguns anos para cá tornou-se escritora, DJ, musicista, produtora, modelo, cineasta, fotógrafa, etc.
Com essas credenciais todas, está mais para uma nerd do que Musa da Semana, não acham?
Calma.
Bem, ela é muito bonita. E aos 18 anos iniciou-se em uma profissão que fez dela um furacão de sucesso que durou até os 25 anos, quando abandonou essa promissora carreira.
Qual profissão? Atriz de filmes pornô!
Mas agora, além das outras profissões citadas, dedica-se a ser uma atriz "normal", de seriados e filmes para todas as idades (este ano devem sair uns três filmes tendo ela como protagonista).
Foi difícil selecionar algumas fotos dela para o blog. Não podíamos mostrar as cenas hot de seus filmes adultos, mas também não tem graça colocá-la aqui totalmente vestida.
Mas conseguimos um meio termo. Somos bons nisso.
Com um visual desse começando o dia, dá para encarar uma sexta-feira 13 com tranquilidade.
E continuamos com a Copa!












12 de junho de 2014

Brasil 3 x 1 Croácia. Estréia Espetacular!

Copa, o que esperar dela: "Você não constrói um país com espírito derrotista"


O que esperamos da Copa

Por Paulo Nogueira do Diário do Centro do Mundo

"E a Copa está aí, sob uma monumental, descarada torcida contra daquele grupo pequeno e poderoso que, ao longo dos tempos, fez o Brasil ser um campeão mundial da iniquidade e hoje continua empenhado para que nada mude.

O DCM não respeita esse grupo por ver nele um formidável obstáculo ao avanço do Brasil rumo ao que chamamos de “sociedade escandinava” – libertária, feliz, igualitária.

Respeitamos, no entanto, aqueles que se opuseram à Copa por razões humanitárias e sociais. Foram eles que deram voz aos removidos para as obras da Copa, um contingente de desvalidos que o governo calcula em 25 000 pessoas.

O DCM estende sua completa solidariedade a cada um dos removidos – brasileiros infelizmente ainda hoje invisíveis, ignorados e desprezados.

Lembramos também, com compunção, cada um dos operários mortos nas obras que permitirão a festa que começa hoje.

Tudo isso colocado, o DCM agora está de chuteiras.

Sabemos que o dinheiro corrompeu o futebol, sabemos que a Fifa é um antro de espertalhões, sabemos que a CBF é um horror.

Mas sabemos também que milhões de brasileiros – sobretudo os mais humildes – viverão momentos de extraordinária emoção neste mês de Copa.

É, com todos os defeitos que o dinheiro em excesso trouxe, uma festa popular, democrática, na qual os mais humildes não são segregados como de hábito.

Uma vitória do Brasil pode contribuir para mitigar o espírito de vira-latas tão alimentado, por razões escusas, pelos interessados na manutenção de um país bom apenas para uma pequena fração cheia de mamatas e privilégios.

As vítimas primordiais desse bombardeio anti-Brasil são aqueles inocentes úteis que enchem a internet com comentários nos quais dizem ter vergonha do país, ao qual se referem com expressões como Banânia.

Eles aprendem estes auto-insultos com jornalistas que são, para usar uma expressão do Nobel de Economia Paul Krugman, os “sicários da plutocracia” – aquele exército de colunistas pagos para defender os interesses do 1%.

Você não constrói um país com este tipo de espírito derrotista. Você, para avançar, precisa antes de tudo acreditar que pode avançar.

A Copa pode ajudar a fortalecer a fé do brasileiro em si mesmo, e em sua capacidade de construir uma sociedade mais justa do que esta que temos, na qual o Estado tem sido babá da plutocracia.

Por tudo isso, o DCM torce para que esta seja uma grande Copa, repleta de lances espetaculares que fascinem os brasileiros – e honrem, lembremos ainda uma vez, os removidos e os operários mortos."

Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


Todos os detalhes da abertura da Copa do Mundo hoje!

Natureza, dança, futebol e ciência: conheça detalhes da cerimônia de abertura da Copa

Espetáculo começa às 15h15 e a bola rola para Brasil e Croácia a partir de 17h em São Paulo. Antes do apito, o mundo poderá ver um pontapé inicial simbólico, dado por um paciente paraplégico, na demonstração do projeto Andar de Novo

"As expectativas dos apreciadores do futebol giram em torno da partida marcada para 17h de 12 de junho, entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo. Mas, antes do apito inicial, um grande espetáculo promete emocionar os cerca de 61 mil fãs que estarão no estádio, além dos milhões – ou bilhões - que acompanharão a cerimônia de abertura da Copa do Mundo da FIFA 2014 pela televisão.
Os torcedores podem chegar cedo: os portões serão abertos às 13h e o show começará às 15h15. Dançarinos, capoeiristas, ginastas, entre outros artistas farão uma apresentação de cerca de 25 minutos. Mais de 600 bailarinos entrarão em campo antes dos jogadores para mostrar a diversidade do país anfitrião, comandados pela belga Daphné Cornez, diretora artística do show.
A cerimônia é uma homenagem a três “tesouros” brasileiros : a natureza, as pessoas e o futebol. Cada um deles será representado artisticamente por personagens e adereços. O elemento principal do espetáculo é uma “bola viva”, com mais de 90 mil clusters com 7 mil nits de luminosidade, e que se movimenta durante o show, dividido em quatro atos:
Ato 1: Natureza: maravilhas minerais e vegetais
Ato 2: Pessoas: alegria de viver, diversidade e paixão pela música e pela dança
Ato 3: Futebol: uma verdadeira arte brasileira
Ato final: apresentação da música oficial “We Are One” pelo rapper Pitbull, pela cantora Claudia Leitte e pelo Olodum
Entre os participantes da cerimônia, estarão cerca de 60 atletas de ginástica acrobática e de trampolim que estão se preparando desde março para a apresentação. “Eu nunca fiz nada parecido e estou treinando para fazer bonito. Tudo está sendo divertido e foi ótimo conhecer novas pessoas. Estamos bem preparados e tenho certeza de que será emocionante”, comentou Marcela Guadagne, de 15 anos.

Preparação
Um ensaio técnico foi realizado no domingo (8.06) no palco do espetáculo. Mas a grandiosidade do show não perdeu de vista a preocupação com o campo: os componentes da cenografia foram testados antecipadamente com o a companhamento de um especialista em gramados.
Os organizadores estimam que cada minuto do show representará 20 horas de preparação artística. Até o momento da cerimônia, serão 84 horas de ensaio, sendo que cada hora ensaiando requer outras seis de preparação. Outro cuidado foi o desenvolvimento de vocabulário artístico: para isso, 150 horas de workshop foram realizadas desde março. Compor a trilha sonora também foi um trabalho longo: durou dois meses e meio.
Por trás do figurino, estão 15 costureiras, 120 mil metros de tecido, 50 mil metros de linhas, outras 50 mil pedrarias e cristais, 300 metros de zíper e 606 adereços, para que a emoção da abertura do Mundial comece bem antes do começo da partida.
Andar de Novo
Antes de a Brazuca ser disputada por brasileiros e croatas, um pontapé inicial simbólico, porém histórico, será realizado na Arena Corinthians. Um pacientes paraplégico, movimentando uma veste robótica controlada pela atividade cerebral (exoesqueleto), irá se levantar de uma cadeira de rodas, caminhar por cerca de 25 metros no campo e dar o primeiro chute da Copa. O exoesqueleto foi apelidado pelos pesquisadores de Exo BRA-Santos Dumont.

Será uma demonstração do projeto Andar de Novo, um consórcio formado por 156 cientistas, engenheiros e técnicos de universidades e institutos de pesquisa distribuídos pelo mundo. O coordenador do projeto é brasileiro: o neurocientista Miguel Nicolelis, que divulgou recentemente em uma rede social a realização de um dos úlimos passos do trabalho. “Exo BRA-Santos Dumont 1, controlado por um dos nossos voluntários, completou com total sucesso testes no gramado onde será realizada a abertura da Copa do Mundo”, disse Nicolelis, em 3 de junho."

Para o espetáculo, para a demonstração científica, para a bola rolar: é hoje!"

Fonte: Portal da Copa

Humor de Quinta: O Dia dos Namorados e a Abertura da Copa


11 de junho de 2014

A turma do “quanto pior, melhor” está ficando para trás, para o bem do Brasil

O time do "quanto pior, melhor"

Por Wagner Gomes

"As mudanças que o Brasil vem experimentando desde 2003, quando o ex-presidente Lula assumiu seu primeiro mandato, são irreversíveis. Mas parte da elite brasileira tão acostumada a privilégios e desmandos autoritários não engole que o país tenha certa movimentação social e que cada vez mais pessoas possam desfrutar de condições básicas de vida.

São quase 12 anos de mudanças que o Brasil jamais experimentou. E mesmo defendendo avanços para a classe trabalhadora, é inegável que o Brasil de 2014 não é o mesmo de 2002, onde predominava o desemprego e o privilégio dos mais ricos, estes saudosos desse passado onde podiam tudo.

Nesses anos a classe trabalhadora foi à luta e conquistou significativos avanços no combate à pobreza e à concentração de renda. Óbvio que queremos mais, muito mais para extirpar de nosso seio esse foco social que privilegia poucos com tanta riqueza e os que a produzem veem apenas a pontinha do iceberg da distribuição de renda.

A contenda que a mídia comercial promove em relação à Copa do Mundo 2014 se insere nesse contexto de luta de classes. Desde o dia em que a Fifa escolheu o Brasil para sediar o campeonato, onde vencemos Espanha e Estados Unidos na disputa, a mídia nativa já começou a destilar ódio e preconceito contra o nosso povo.

Não se encontra na mídia nenhuma palavra enaltecendo as qualidades dos trabalhadores brasileiros para a organização da Copa, como se fôssemos totalmente incapazes. Entretanto, as pautas se resumem em atrasos de obras, em custos supostamente exorbitantes, como se os investimentos da Copa fossem todos feitos pelo Governo Brasileiro e a Copa não fosse nos deixar nenhum legado.

A mídia corporativa jogou no time dos adversários, contra os interesses pátrios e principalmente contra a classe trabalhadora que ama o futebol e quer ver a nossa seleção hexacampeã do mundo. Futebol para isso temos de sobra e a construção das obras, seja em relação aos 12 estádios das cidades-sede, seja as de infraestrutura para melhorar a mobilidade urbana não tem acontecido de maneira diferente de outros países que já sediaram o megaevento.

Somam-se em coro aos barões da mídia e à oposição direitista ao governo Dilma, setores oportunistas de uma parcela da esquerda que, para aproveitar algumas bandeiras legítimas em favor de mais educação e mais saúde, misturam alhos com bugalhos e difundem os interesses burgueses contra a nação brasileira.

Mas a Copa está aí. Inconteste. E a nossa torcida é, como sempre foi, para o Brasil vencer e desta vez não é para trazer o caneco, mas para mantê-lo aqui na nossa casa para o nosso país, comemorando a vitória nas ruas e nas praças onde sempre estivemos e sempre estaremos defendendo os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, lutando por um país mais justo e igual.

A turma do “quanto pior, melhor” está ficando para trás, para o bem do Brasil."


* Wagner Gomes é metroviários e secretário-geral licenciado da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Fonte: Blog do Miro


A Copa das Copas: alguns comerciais muito legais


Nosso blog não tem fins lucrativos. Pelo contrário, eu e o Luiz Felipe gastamos nosso tempo (e "tempo é dinheiro"), na dedicação a este espaço.
Mas em época de Copa do Mundo vale a pena abrir algumas exceções e mostrar alguns comerciais bem legais que estão sendo veiculados por muitas empresas e também pelo Governo Federal.
De certa forma traduzem aquilo que só esta semana comecei a ver nas ruas: o amor à seleção e ao país, coisa que andava meio sumida por conta da mídia insistir que somos o pior país do mundo, ao manejar notícias negativas e não mostrar como avançamos em muitas áreas antes abandonadas.
A Copa do Mundo faz isso: nos mostra para o mundo no evento mais acompanhado em todo planeta.
Vamos portanto entrar no clima e mostrar que povo acolhedor somos e como amamos este país!















10 de junho de 2014

Dilma: Brasil venceu obstáculos e está preparado para a Copa, dentro e fora do campo



"Em pronunciamento à nação, nesta terça-feira (10), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o Brasil venceu os principais obstáculos rumo à Copa do Mundo 2014 e está preparado para a competição, a partir desta quinta-feira (12). Ela comparou a organização do Mundial com uma partida de futebol, na qual resultado e celebração final valem o esforço, além de esclarecer detalhes sobre período de preparação do país para o evento, enfatizando objetivos alcançados.

“Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios. Os estádios estão aí, prontos. Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos. Praticamente, dobramos a capacidade dos nossos aeroportos. Chegaram a dizer que iria haver racionamento de energia. Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela. Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!”, exclamou.

Além das grandes obras físicas e da infraestrutura, Dilma destacou a entrega de sistema de segurança capaz de proteger e garantir direito de brasileiros e visitantes que querem assistir ã Copa. O pronunciamento dela também citou moderno sistema de comunicação e transmissão nas 12 cidades-sede, e reiterou que o Mundial apressou obras e serviços previstos antes no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e avançados sistemas de transporte público. Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros. Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios, não voltarão na mala dos turistas. Ficarão aqui, beneficiando a todos nós. Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida”, comentou.

Investimentos em saúde e educação são 212 vezes maior que o dos estádios

Sobre críticas de que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados em saúde e educação, Dilma disse que escuta e respeita essas opiniões, mas que se trata de um falso dilema. Ela apresentou a somatória dos orçamentos nas duas áreas, no mesmo período quando começaram as obras dos estádios. De 2010 até 2013, os recursos para as arenas chegaram a R$ 8 bilhões, contra R$ 1,7 trilhão em educação e saúde: um valor 212 vezes maior.

“Vale lembrar, ainda, que os orçamentos da saúde e da educação estão entre os que mais cresceram no meu governo. É preciso olhar os dois lados da moeda. A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país. É fator de desenvolvimento econômico e social. Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos”, ressaltou.

A presidenta também reforçou que as contas da Copa estão sendo analisadas, detalhadamente, pelos órgãos de fiscalização. Ela frisou que responsáveis por irregularidades, devidamente comprovadas, serão punidos com rigor.

Evolução do Brasil de 1950 para o de 2014

Dilma apresentou resultados do país para afirmar, no pronunciamento, que o Brasil desta Copa é muito diferente do país de 1950, que recebeu o primeiro Mundial.

“Hoje, somos a 7ª economia do planeta e líderes, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio. Nos últimos anos, nosso país promoveu um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, de aumento do nível de emprego e de inclusão social. Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria”, analisou.

A presidenta exaltou ainda a democracia brasileira, a qual classificou como jovem, dinâmica e pujante, embora tenha passado, há poucas décadas por uma ditadura. Segundo ela, desfrutamos de absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas, que nos respaldam para garantir a liberdade de manifestação e coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie.

Copa Sem Racismo

Logo no início do pronunciamento, Dilma falou da satisfação e da alegria de sediar a maior Copa da história, em que pelo menos três bilhões de pessoas ficarão fascinadas pela arte das 32 melhores seleções de futebol do planeta. Em nome do povo brasileiro, ela saudou a todos que estão chegando para a Copa pela paz e contra o racismo.

“A Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito. A Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento. Em todos os países, sempre fomos muito bem recebidos. Vamos retribuir, agora, a generosidade com que sempre fomos tratados, recebendo calorosamente quem nos visita. (…) Amigos de todo o mundo: cheguem em paz! O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês”, afirmou.

A presidenta finalizou o discurso com vibrante mensagem de apoio ã Seleção Brasileira, a qual classificou como “poderoso patrimônio do povo brasileiro”. Para ela, o time Canarinho representa a nacionalidade, acima de governo, de partidos, e de interesses de qualquer grupo. E considerou que o Brasil precisa retribuir aos desportistas tudo o que eles têm feito pelo povo e pelo país."
Fonte: Blog do Planalto


E o alemães, quem diria, entraram no clima do(a) Bahia

Isso é que é o mais legal da Copa (fora o Brasil ser campeão é claro).
O 'problema' é eles gostarem demais, arranjarem umas baianas, e fincarem moradia definitiva em solo tupiniquim...



"Schweinsteiger e Neuer vestem camisa e cantam hino do Bahia em preparação da Alemanha"

A realidade do país hoje que a mídia não mostra: o que deve ser comparado com outros países e com o passado

 
Disputas ideológicas à parte, é necessário que se restabeleça a verdade.
O que é preciso saber para se poder comparar com a realidade atual de outros países (a Europa tem quase 20 milhões de desempregados, por exemplo; não se recuperou ainda da crise neoliberal que a afetou há alguns anos) e com o passado do nosso país?
Muita coisa precisa ser melhorada é óbvio. E vai ser assim por um bom tempo. Mas estamos muito longe de ser este país "vira-latas" que estrategicamente tentam nos impingir.
No vídeo de 1 minuto, uma lista da posição do Brasil no cenário internacional e o que isso significa para os brasileiros (emprego e renda, por exemplo).



Protestos nos estádios?

Precisa disso?
Dentro dos estádios na Copa do Mundo?
Vai ajudar a seleção?
Vai ajudar o país?
Ou será apenas campanha eleitoral gratuita fora do horário obrigatório?
Sem contar que o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Um tiro no pé. Se a justiça liberar vão aparecer faixas que gente poderosa não vai querer mostrar...