21 de junho de 2013

Musa da Semana: Anamara

A Copa das Confederações continua (Japão x Itália foi o melhor jogo até agora), os protestos continuam Brasil afora (não tive tempo nem de olhar ao vivo, acho que estou trabalhando demais), a Síria e a Europa  continuam - de formas diferentes - em situação não muito confortável, o tradicional Torneio de Wimbledon (Grand Slam - Tênis) começa na segunda e minha rinite voltou com força total.
Mas hoje é sexta-feira e é dia de Musa! E voltamos ao Brasil, depois do sucesso da colombiana da semana passada.
Já falei mal o suficiente aqui do BBB mas também já elogiei bastante as gatas que aparecem por lá.
A escolhida da semana é veterana do programa. Participou de duas edições. Na primeira (a de número 10) posou para a Playboy e, na deste ano, aparece nas páginas da edição deste mês da Revista Sexy.
O nome dela é Anamara, conhecida também como Maroca. Dizem que ela fala muito e que a voz não tem um timbre tão agradável, mas quem se importa com isso?
Em tempo: parece que ela é ou já foi policial (acredito que não seja mais). Se foi mesmo, só engrandeceu a história da corporação de que fez parte, não acham?!


 









20 de junho de 2013

A cobertura da Globo (segundo P.H.A.)

GLOBO DERRUBA A GRADE. 
É O GOLPE !

Cobertura da Globo, na tevê aberta, é um incitamento à derrubada da Dilma, à força
"A Rede Globo, em tevê aberta, nesta quinta-feira, um dia depois de os prefeitos do Rio e de São Paulo reduzirem as tarifas, derrubou a grade de programação e se dedicou, sem comerciais!,  a abrasileirar o Golpe pela tevê que a Direita conseguiu, por 48 horas, contra o Chavéz, na Venezuela.
A Globo, tão boazinha, fala em democracia, não violência, paz, luta contra a corrupção e entra no Brasil inteiro com imagens ao vivo do quebra-quebra, do desmando, da falta de Governo !.
É a pseudo  – informação.
Porque a Globo não desce lá embaixo.
É do alto, do helicóptero.
O repórter fala do que vê na tevê.
Não vê o que se diz lá embaixo.
A “cobertura” não tem contexto.
Não tem outro lado.
Outra versão.
Não tem uma autoridade.
Por duas horas seguidas, a Globo não põe no ar uma única palavra de alguém, com o manto da autoridade, para jogar agua na fervura.
É pau, ao vivo.
Pau !
O desmando, a desorganização.
A saturação do caos.
Os repórteres, coitados, vítimas do gás lacrimogênio.
É o “jornalismo catástrofe”!
Invadam o Itamaraty ! Subam no Congresso. Fechem a ponte Rio-Niterói. Esculhambem o Governo !
Porque o William Bonner esta aqui, desde cedo, para dar visibilidade !
Ponham fogo que fica mais “televisivo”.
Lamentável, diz a repórter !
E tome fogo!
Lamentável.
E tome pau !
O Palácio do Planalto cercado !!!
É um Golpe.
Manjado.
Na Venezuela, deu certo, por 48 horas.
Lá não tinha Copa do Mundo que a Globo não pode permitir que dê certo – clique aqui para ler “Globo boicota e fatura com a Copa”.
Aqui tem.
De repente, o brasileiro passou a odiar futebol.
A próxima cobertura da Globo, depois de derrubar a grade de programação, é o impeachment da Dilma.
Palavra de ordem que já se viu na Avenida Paulista, ao lado de “ditadura, já !”
Viva a Democracia !
Como disse o Conversa Afiada, a Globo embolsou o Movimento do Passe Livre.
Não existe passeata de 50 mil pessoas apartidária.
Ou não dá em nada, ou derruba o Governo.
A Globo vai derrubar !"

Paulo Henrique Amorim em Conversa Afiada

"Direita x Esquerda": um diferente mapeamento do "movimento passe livre" (MPL) em São Paulo

"Os gráficos abaixo foram desenhados por um software com base nas postagens e compartilhamentos realizados no Facebook, relacionados ao movimento pela redução da tarifa. Vejam a evolução dos dias 13, 17 e 18 de junho. Reparem que o “nó” Passe Livre perdeu importância relativa e, aos poucos, começaram a ganhar forca sitios e enderecos associados a movimentos de direita.
É um indicativo de como o consevadorismo tentou se apropriar de um movimento que se iniciou com bandeiras de esquerda. O MPL sabe disso, está atento a isso. Integrantes do movimento, em conversa com blogueiros nessa quarta-feira, manifestaram preocupação com esse fato. Mas também comemoraram a grande vitória das ruas.
Veja abaixo os gráficos produzidos pelo professor Sergio Amadeu (UFABC)."

O "nó" Passe Livre São Paulo é o roxo à esquerda

Aumento dos "nós" das páginas conservadoras com mote "contra corrupção", desaparecimento do "nó" MPL.

Os maiores "nós" são do Anonymous e dos "contra corrupção", sendo impossível 
identificar o do MPL.

Fonte: Escrevinhador (Rodrigo Viana)

Humor de Quinta - Charges: Passeatas & Mobilizações










19 de junho de 2013

Ninguém tá entendendo nada

É difícil não gostar dos textos do escritor, jornalista, dramaturgo, cronista, etc., Mário Prata.
Inteligente, utiliza de ironia, irreverência e humor para tratar de qualquer assunto.
Como é o caso dessa (tentativa de) análise das passeatas do movimento passe livre (é esse mesmo o nome do movimento?).


A Passeata
"Tinha punk de moicano e playboy de mocassim. Patricinha de olho azul e rasta de olho vermelho. Tinha uns barbudos do PCO exigindo que se reestatize o que foi privatizado e engomados a la Tea Party sonhando com a privatização de todo o resto. Tinha quem realmente se estrepa com esses 20 centavos e neguinho que não rela a barriga numa catraca de ônibus desde os tempos da CMTC. (Neguinho, no caso, era eu). Tinha a esperança de que este seja um momento importante na história do país e a suspeita de que talvez o gás da indignação, nas próximas semanas, vá para o vinagre.
Sejamos francos, companheiros: ninguém tá entendendo nada. Nem a imprensa nem os políticos nem os manifestantes, muito menos este que vos escreve e vem, humilde ou pretensiosamente, expor sua perplexidade e ignorância.
Anteontem, depois da passeata, assisti ao "Roda Viva" com Nina Capello e Lucas Monteiro de Oliveira, integrantes do Movimento Passe Livre. Ficou claro que, embora inteligentes e bem articulados, eles tampouco compreendem onde é que foram amarrar seus burros. "Vocês começaram com uma canoa e tão aí com uma arca de Noé", observou o coronel José Vicente. Os dois insistiram que não, o que há é um canoão, e as mais de 200 mil pessoas que saíram às ruas no Brasil, segunda-feira, lutavam por transporte público mais barato e eficiente. A posição dos ativistas de não se colocarem como os catalisadores de todas as angústias nacionais e seguirem batendo na tecla do transporte só os enobrece --mas estarão certos na percepção?
Duzentas mil pessoas de esquerda, de direita, de Nike e de coturno por causa da tarifa?
"Por que você tá aqui no protesto?", perguntou a repórter do "TV Folha" a uma garota na manifestação do dia 11: "Olha, eu não consigo imaginar uma razão para não estar aqui, na verdade", foi sua resposta. Corrupção, impunidade, a PEC 37, o aumento dos homicídios, os gastos com os estádios para a Copa, nosso IDH, a qualidade das escolas e hospitais públicos são todos excelentes motivos para que se saia às ruas e se tente melhorar o país --mas já o eram duas semanas atrás: por que não havia passeatas? Será porque a chegada do PT ao poder anestesiou os movimentos sociais, dificultando a percepção de que o Brasil vem melhorando, melhorando, melhorando e... continua péssimo? Ou será porque agora o Facebook e o Twitter facilitam a comunicação?
Se as dúvidas sobre as motivações --que brotam do solo minimamente sondável do presente-- já são grandes, o que dizer sobre o futuro do movimento? Marchará ou murchará? Caso cresça: conseguirá abaixar a tarifa? E, no longo prazo, terá alguma relevância? Mais ainda: adianta ir às ruas, fazer barulho? Ou a própria passeata extingue o impulso de revolta que a criou e voltamos todos para o mundinho idêntico de todos os dias, com a sensação apaziguadora de que "fiz a minha parte"?
Não tenho a menor ideia, estou mais confuso que o Datena diante da enquete, mas num país injusto como o nosso, em que a única certeza parecia ser a de que, aconteça o que acontecer, o Sarney estará sempre no poder, as dúvidas dos últimos dias são muitíssimo bem-vindas."

Antonio Prata é escritor. Publicou livros de contos e crônicas, entre eles "Meio Intelectual, Meio de Esquerda" (editora 34). Escreve às quartas na versão impressa de "Cotidiano".

18 de junho de 2013

Dirceu: Claro que a direita sempre vai procurar tirar proveito e manipular as manifestações a favor de seus objetivos

"Protestar contra a repressão – não vamos apagar essa demanda, como fez a mesma mídia que pediu repressão histericamente dois dias antes em editoriais, incluindo todos os três jornalões dos barões da mídia –, por melhores condições de vida, transporte melhor e mais barato.
Os atos mostraram sua natureza democrática, pluralista e aberta, espontânea em parte, organizada pelas redes por centenas de grupos de jovens que protestam contra os gastos na Copa e mais recursos para a educação.
Houve ainda setores políticos protestando contra governos, sejam os de Sérgio Cabral, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad ou Dilma Rousseff. Mas é importante ressaltar que foram poucos e pontuais os protestos contra o governo Dilma, ao contrário do que gostaria a direita e certa mídia. Até mesmo nas reportagens dos jornalões isso fica claro.
Mesmo assim, o editorial da Folha de S.Paulo de hoje recorre à manipulação da direita ao dizer que os brasileiros estão "aflitos" com a situação econômica do país e com a "incapacidade" do Estado de apresentar soluções. Tenta fazer uma associação que não encontra eco na realidade.
Não é à toa que uma das razões dos protestos é a própria cobertura da mídia sobre as manifestações. Volto a dizer: a mesma mídia que clamou por repressão contra os manifestantes.
A imensa maioria dos participantes era e é de jovens protestando e nos dizendo claramente que é hora de avançar nas reformas e nas mudanças, começando pela forma de governar e fazer política.
Claro que a direita sempre vai procurar tirar proveito e manipular as manifestações a favor de seus objetivos, mas a retomada das ruas deve ser comemorada e deve nos servir de exemplo. Fizemos mal em sair das ruas. E precisamos ouvir a voz das ruas e da juventude que luta.
A mobilização é nosso DNA, ao lado da negociação, do diálogo e da democracia, principalmente a participativa. Nunca devemos esquecer ou abandonar nossa origem democrática e popular, o nosso objetivo de continuar mudando o Brasil."
José Dirceu em seu Blog

As consoladoras mensagens cotidianas

Faz algum tempo que não postamos aqui um texto do grande Leonardo Boff.
Segue um que 'garimpei' no blog dele.
Bom de ler a qualquer momento.

Campo de Tulipas na Holanda


As consoladoras mensagens cotidianas

"Por mais que estudemos e pesquisemos, buscando decifrar os mistérios da vida e vislumbrar os desígnios do Criador, na verdade, somos guiados por poucas mensagens que costumamos colocar sob o vidro de nossa escrivaninha ou dependuramos à frente de nossa mesa de trabalho. Elas são sempre lidas e relidas e possuem uma força secreta de nos tirar da opacidade natural do dia-a-dia. Outras vezes, são fotografias de entes queridos, de pais, de filhos e filhas que amamos e que nos aliviam no trabalho geralmente fastidiante e até penoso.

Assim vi há dias na mesa do diretor de um banco uma frase que tirou da Imitação de Cristo, um livro que há mais de 800 anos ilumina tantas pessoas:”Ó Luz eterna, superior a toda luz criada, lançai do alto um raio que penetre o íntimo de meu coração. Purificai, alegrai, iluminai e vivificai o meu espírito com todas as suas potências para que a Vós se una em transportes de pura alegria”. Disse-me que, durante o dia, reza com frequência esta oração, entre negociações,  cálculos de taxas e de porcentagens de juros nos empréstimos.

Eu, de minha parte, possuo dependuradas à frente de minha escrivaninha, onde passo muitas horas pesquisando e escrevendo, vários cartões com mensagens que nunca deixam de me consolar e inspirar.

Em primeiro lugar, uma imagem, tirada da famosa Sagrada Face de Jesus, mas retrabalhada com traços fortes.  O rosto é desfigurado, com sangue escorrendo pela testa e os cabelos desgrenhados pela tortura. Os olhos são profundos, cheios de enternecimento e com uma força tal que nos obriga a desviar o olhar. Parece que nos penetra na alma e nos faz sentir todos os padecimentos da humandiade sofredora na qual Ele está encarnado e sofrendo conosco, como diria Pascal, até o fim do mundo.

Ao lado, uma foto de uma irmã querida, segurando ao colo, num gesto da Magna Mater, o filhinho pequeno, irmã arrancada da vida, aos trinta e tres anos, por um enfarte fulminante. Ai há tanta ternura e serenidade que custa conter as lágrimas. Por que uma flor foi quebrada quando ainda não acabara de desabrochar? Por que? A resposta não vem de nenhum lugar. Apenas uma fé que crê para além de todas as razoabilidades, sustenta o tormento desta pergunta.

Logo acima, presa ao braço da lâmpada, uma mensagem em alemão que encontrei quando ainda fazia meus estudos no estrangeiro e que me inspira durante toda essa fatigante existência:”Eu passarei uma única vez por esta vida. Se eu puder mostrar alguma gentileza ou proporcionar alguma coisa boa a quem está ao meu lado, então quero fazê-lo já, não quero nem protelá-lo nem negligenciá-lo, pois eu nunca mais passarei novamente por este caminho”. Aqui se diz uma verdade pura, simples e sábia.

Viajo muito por muitos meios e por muitos caminhos. Nunca se está livre de riscos. Quantos não são aqueles que partem e nunca chegam. E ai leio num cartão à minha frente a frase tirada do Salmo 91,11:”Deus ordenou a seus anjos que te protejam, pelos caminhos que tomares”. Não é consolodar poder ler esta mensagem como se tivesse sido escrita diretamente para você, um pouco antes de partir para uma viagem qualquer, sem poder saber se voltará são e salvo ?

Mais consolador é ainda este outro cartão, colocado num vaso cheio de canetas, no qual Deus pelo profeta Isaias me sussurra ao ouvido: ”Não temas; eu te chamei pelo nome; tu és meu”(43,1). Como temer? Já não me pertenço. Pertenço a Alguém maior que conhece meu nome e me chama e me diz: “tu és meu”. A alma serena, as angústias da humana existência se acalmam, apenas ressoa a palavra bem-aventurada: ”tu és meu”.

Aqui há algo que antecipa a eternidade quando Deus nos revela nosso verdadeiro nome. Segundo o Apocalipse, somente Deus e a pessoa  conhecem esse nome e ninguém mais. Ai seguramente Deus repetirá: ”tu és meu”; e a pessoa retrucará: “eu sou teu”. Essa comunhão do eu e do tu se prolongará pela eternidade afora, numa fusão sem distância nem limites pelos séculos dos séculos, sem fim.

Não serão, por acaso, coisas singelas como essas que orientam nossa vida e nos trazem alguma luz no meio de tanta penumbra e de questões sem  resposta?"

 Leonardo Boff é autor de "Experimentar Deus: a transparência de todas as coisas", Vozes 2011.        

17 de junho de 2013

As manifestações de hoje

Algumas observações sobre o dia de hoje que nem acompanhei tanto, pois estava trabalhando (sim, tinha gente trabalhando. A maioria).
Passam das 23 horas e as manifestações continuam no Rio e em São Paulo.
Invadiram o Palácio Tiradentes (Assembléia Legislativa do Rio) e tem policial ferido lá dentro. Parece que estão tentando tocar fogo no prédio. Essa violência acaba por fazer com que a credibilidade diminua.
Já no Palácio Bandeirantes em São Paulo a coisa que estava calma começa a complicar.
Os repórteres da Globo não estão usando aquele cubo de identificação por precaução pois gritaram palavras de ordem contra a emissora. A emissora andou se 'justificando' ontem.
Fico pensando se isso fosse nos EUA. Quem chegaria perto do Congresso ou da Casa Branca? Não sobraria um para contar a história.
Vi bandeiras do PSTU, PCO, PCdoB e PSol nas manifestações. Então vale os partidos políticos participar?   Não demora aparece bandeira do DEMo!
Bem, pode ser manifestação controlada estrategicamente por extrema esquerda e a galera nem se dá conta disso (ou não?). Se for esse o caso realmente não tenho mais idade pra isso. Me incluam fora dessa. Vou dormir que amanhã acordo cedo para trabalhar. Com ou sem manifestação.

A decepção dos urubus

Início da Copa é derrota dos fracassomaníacos
"A despeito de uma capa de Veja, que previa que os estádios ficariam prontos apenas em 2038, a Copa das Confederações começou no sábado com uma grande festa em Brasília; pesquisa Datafolha, feita para o Ministério dos Esportes, revela que 77% dos brasileiros são favoráveis à realização do Mundial de 2014 no Brasil e 67% apostam que o evento será um grande sucesso, deixando como legado positivo as grandes obras de infraestrutura."

"Para os brasileiros, a Copa do Mundo de 2014 já é um grande sucesso. Uma pesquisa Datafolha, feita para o Ministério dos Esportes, já foi entregue ao ministro Aldo Rebelo, com os seguintes resultados:
1) 77% dos brasileiros defendem a realização do Mundial no Brasil.
2) 67% acreditam que o evento será um grande sucesso, comprovando a capacidade de realização dos brasileiros.
3) 54% creem que o grande legado positivo será a entrega de grandes obras de infraestrutura.
Além disso, 67% dos entrevistados apostam que o Brasil levantará a taça, no Maracanã, em 2014.
Esta pesquisa, que entrevistou nada menos que 10.336 pessoas em 17 capitais, será repetida regularmente para aferir o humor dos brasileiros em relação ao andamento das obras e dos preparativos para o Mundial.
Esta imagem contrasta frontalmente com uma capa recente de Veja, que previu que as arenas ficariam prontas apenas em 2038. Todos os seis estádios da Copa das Confederações foram entregues e aprovados pela Fifa - os demais estão perto da conclusão.
Além disso, aeroportos importantes, como os de Guarulhos e Brasília, passam por melhorias. Galeão e Confins serão concedidos à iniciativa privada ainda neste ano.
O que se vê, na pesquisa Datafolha, é que os brasileiros estão bem mais felizes com a Copa do que seria possível deduzir a partir do relato de jornais e revistas."
Fonte: 247

A voz das ruas (e do Facebook)

 "...também seria recomendável não outorgar, de forma alguma, às elites brasileiras uma capacidade de mobilização que ela não possui...".
 


Reproduzimos a seguir interessante análise dessas manifestações 'facebookianas', by Mark Zuckerberg (o Facebook, não o artigo).

Sobre o que dizem as ruas
"Seria recomendável aos dirigentes políticos do campo progressista afastar o risco de reproduzir aqui os erros da esquerda espanhola que, inicialmente, criminalizou o 15-M e terminou falando sozinha nas últimas eleições. Também seria recomendável não outorgar, de forma alguma, às elites brasileiras uma capacidade de mobilização que ela não possui. Refutar a ideia de que os jovens estão nas ruas em função da mídia ou de qualquer tipo de conspiração das “elites” é o primeiro passo para não cair em um erro elementar. "
Por Vinicius Wu (*)

"A forma menos adequada de buscarmos a compreensão de um fenômeno social complexo é a simplificação. Não encontraremos uma única motivação para os recentes protestos que se espalharam pelas principais cidades do país, se o procurarmos. Temos questões mais gerais e universais ao lado de outros muitos temas locais e setoriais. Há aspectos que aproximam os manifestantes de São Paulo aos do Rio e de Porto alegre e, outros tantos, que os distanciam.
O papel da internet e das redes sociais é central e, em geral, os políticos e formadores de opinião não o tem compreendido minimamente. Buscar algum grau de compreensão do atual fenômeno, a partir do ponto de vista de uma esquerda que se coloca diante do dificílimo desafio de governar transformando, é o objetivo desse breve artigo.
O que se pode dizer preliminarmente é que estamos diante de uma expressão política do novo Brasil. A revolução democrática, levada a termo pelos governos Lula, redefiniu a estrutura de classes da sociedade brasileira, incluiu milhões de brasileiros à sociedade de consumo e possibilitou a emergência de novas expressões culturais e políticas. Mas o inédito processo de inclusão social e econômica ainda é imperfeito, inconcluso e contraditório. As dinâmicas políticas decorrentes do processo massivo de inclusão social em curso ainda são imprevisíveis, mas algumas pistas são visíveis e exigem da esquerda brasileira uma reflexão mais adensada.
As conquistas sociais dos últimos anos vieram acompanhadas da despolitização da política, de uma onda conservadora que constrange o Congresso Nacional e paralisa os partidos de esquerda, distanciando, ainda mais, a juventude da política tradicional. Lembremos que, recentemente, tivemos manifestações espontâneas, em todo o país, contra a indicação de Marcos Feliciano à Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional. Na oportunidade, nenhum manifestante propunha o fechamento do Congresso ou a criminalização dos políticos. E o que fez nosso Parlamento enquanto Instituição? Nada. Esperou solenemente o movimento se dispersar. Frente à onda conservadora que estimula a homofobia, o racismo e a violência sexista, o que têm feito os partidos políticos? Os ruralistas de sempre se organizam no Congresso Nacional para anular os direitos dos indígenas e o que dizem nossos parlamentares progressistas?
Os dez anos de governo de esquerda no país nos deixam um legado de grandes conquistas, entretanto, há incerteza e imprecisão quanto aos próximos passos. Demandas históricas não atendidas carecem de respostas mais amplas. Além disso, novas questões sempre se impõem num cenário de conquistas sociais e políticas. Pois, se é verdade que os governos do PT incluíram milhões e possibilitaram acesso a inúmeros serviços antes inacessíveis, também é verdade que temos, em diversas áreas, serviços de baixa qualidade e, fundamentalmente, caros.
O transporte nas grandes cidades é um drama cotidiano para milhões de brasileiros. Temos pleno emprego em diversas regiões metropolitanas do país e, no entanto, ainda temos um oceano de precariedade e informalidade. E aqueles que ingressaram na sociedade de consumo nos últimos anos, legitimamente, querem mais: anseiam por cultura, lazer, mais e melhores serviços, educação de qualidade, saúde, segurança e transportes. São os efeitos colaterais de toda experiência exitosa de redução das desigualdades sociais e econômicas.
Evidentemente, há ainda o afastamento e o desencantamento com a política e os políticos. A denominada “crise da representação” não é um conceito acadêmico abstrato. O déficit de democracia e de legitimidade das Instituições políticas colocam em xeque a capacidade dos atuais representantes em absorver e compreender as novas dinâmicas sociais e políticas que se expressam nas ruas do país. Nossa jovem democracia corre o risco de caducar precocemente, caso não tenhamos êxito em ressignificá-la e reaproximá-la dos setores sociais mais dinâmicos.
Essas seriam algumas das questões mais gerais que aproximam os movimentos do Sul, sudeste e nordeste. Mas há ainda temas locais que incidem sobre dinâmicas especificas e mobilizam pessoas a partir de questões mais sensíveis a partir de sua vivência concreta nos territórios.
O Rio de Janeiro, por exemplo, se tornou uma das cidades mais caras do mundo. Há uma reorganização em grande escala do espaço urbano e há setores sociais que se sentem completamente alheios (e marginalizados) ao processo de “modernização” da cidade. Em São Paulo, temos uma polícia orientada para o uso desmedido e desproporcional da força e da violência – e isso não diz respeito somente aos dias de protestos. Também há ali um tipo de violência estrutural contra homossexuais e mulheres sem que o Poder Público organize qualquer resposta mais contundente. Poderíamos estender a lista.
Por fim, cumpre registrar que seria recomendável aos dirigentes políticos do campo progressista afastar o risco de reproduzir aqui os erros da esquerda espanhola que, inicialmente, criminalizou o 15-M e terminou falando sozinha nas últimas eleições. Também seria recomendável não outorgar, de forma alguma, às elites brasileiras uma capacidade de mobilização que ela não possui e jamais possuirá. Refutar a ideia de que os jovens estão nas ruas em função da mídia ou de qualquer tipo de conspiração das “elites” é o primeiro passo para não cair em um erro elementar que seria bloquear qualquer possibilidade de dialogo com esses novos movimentos.
Melhor acreditar que é possível extrair do atual momento elementos para a renovação da agenda da esquerda brasileira e reforçar os laços que unem os governos progressistas da América Latina a todas as lutas contra as diversas formas de privatização da vida. É hora de reforçarmos nossa capacidade de dialogo, de escuta, e ouvir a voz nada rouca das ruas – a mesma que nossos adversários sempre buscaram silenciar. Estamos diante de uma oportunidade singular para renovarmos nossos discursos e nossas práticas, projetando o próximo passo da Revolução Democrática no Brasil com base na força sempre renovadora das mobilizações da juventude."
(*) Secretário-geral do governo do Estado do Rio Grande do Sul
Fonte: Carta Maior

Quem vaiou Dilma?

Foi a elite quem vaiou a presidenta Dilma
por Tarso Cabral Violin
"Na abertura da Copa das Confederações, em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff (PT) foi vaiada por uma elite.

Não. Não por uma elite cultural. Foi vaiada por pessoas endinheiradas que ao invés de conhecer o mundo gostam mesmo de ir uma vez por ano à Disney. Não conhecem os belos museus brasileiros mas fazem questão de visitar o Metropolitan em Nova York. Gostam mesmo é de um bom sertanejo universitário.

Não. Não por uma elite intelectual. Foi vaiada por quem gosta mesmo é de ver TV, de preferência a Globo, e se faz alguma leitura é da Veja ou de algum livro de auto-ajuda.

A elite que vaiou Dilma é a elite econômica. Uma elite que não aceita a redução das desigualdades econômicas e sociais ocorridas nos últimos 10 anos. Não aceita a possibilidade do filho do pobre estudar na mesma escola ou universidade de seu filho. Sonega impostos mas reclama das altos valores dos tributos. Reclama da corrupção mas corrompe policiais. Reclama do “custo Brasil” mas não paga os direitos trabalhistas de seus trabalhadores ou não respeita as leis ambientais. Adora falar mal do Brasil. Uma elite que não aceita um Partidos dos Trabalhadores no poder há mais de 10 anos no Brasil.

Foi a mesma elite que vaiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007.

O governo Dilma tem falhas sim. Está realizando algumas privatizações, não pressionou pela criação da Lei dos Meios de Comunicações, é tímido na reforma agrária, não abre diálogo com os movimentos sociais, aplica o gerencialismo-neoliberal em algumas áreas da Administração Pública, faz acordo e escolhe ministro de partidos como o PSD, um câncer na política.

O pior é escutar de um jornalista da CBN (rádio da Globo) que a verdadeira pesquisa é a escutada no Estádio Mané Garrincha, e não das pesquisas que dão mais de 60% de aprovação à presidenta. O povo não estava no estádio, mas sim uma elite que pagou caro nos ingressos ou ganhou o ingresso das mãos de grandes empresas patrocinadoras. Mas é bom ver todo o veneno destilado nas redes sociais de pessoas que são da mesma elite econômica citada.

Ainda bem que estamos em uma Democracia, e quem decide o futuro da nação é o povo, e não essa elite mesquinha e conservadora.

Ah, já ia esquecendo: na vitória do Brasil sobre o Japão por 3 a 0 o nome do jogo foi o corintiano Paulinho, com gol ainda do Jô, que aprendeu a jogar futebol no Corinthians."
Fonte: Blog do Tarso

16 de junho de 2013

O irascível acalmado pela linda musa e sua música


O irascível (insuportável para muitos) e genial guitarrista Richie Blackmore depois de abandonar o lendário Deep Purple fundou outro fantástico grupo de hard-rock, o Rainbow.
Mas a idade foi chegando, ele se acalmando...
Para surpresa de muitos ele nutria uma simpatia pelo folk e música renascentista desde jovem.
Eis que conhece uma linda cantora e violinista especializada em música celta: Candice Night.
Pois ele se casou com ela e fundaram juntos o Blackmore´s Night, que não tem nada a ver com rock pesado (quer dizer, nem tanto...).
E lá se vão mais de 15 anos sem confusões!

Política em um domingo de futebol?

Política no domingo? E em plena Copa das Confederações? Fala sério!
Sem muito tempo para o blog, com muitas demandas a resolver (que não são do blog), mas com muitos acontecimentos políticos ao mesmo tempo, resolvi fazer pequeno apanhado de algumas análises de outros colegas blogueiros.
Vamos lá.

Elitizaram os estádios e Dilma é vaiada por público que não é de futebol nem vota no PT
"Ao se submeter às pressões da FIFA e elitizar os novos estádios ─ agora batizados de Arenas, o que não deixa de ser justo, afinal, por ironia do destino, ou do desatino, no caso, ARENA era o partido de apoio à ditadura militar, que tinha como base social as nossas agora denominadas elites, pois não é de bom tom o uso do tradicional mas mais agressivo e marxista "classe dominante" ─, o governo está colhendo o que plantou, resultado: a presidente Dilma foi vaiada pelo público presente ao jogo de abertura da Copa das Confederações entre as seleções da Rede Globo, ex-Seleção Brasileira, e a do Japão. Querem saber: Bem feito! Quem se mistura com porcos, farelo come.
Para resumir: não vi, grosso modo, um negro ou "pobre" no Estádio Nacional Mané Garrincha, todos brancos, "bem-nascidos" e mal-educados, como é característico de nossa... "elite". E ainda batizaram o estádio, homenagem mais que justa, diga-se de passagem, exatamente com o nome do jogador mais amado por nosso povo: Mané Garrincha, A Alegria do Povo ─ povo que hoje não pode mais frequentar o estádio que leva seu nome. Triste."
No Interrogações

Se liga Dilma: a mídia é o partido da oposição
Emir Sader
"As manchetes da mídia buscam criar um clima de crise (a palavra mais proferida pela mídia, junto com a de caos), visando desgastar a imagem do governo, artificialmente, a partir de dificuldades reais. Para aumentar a dimensão do problema, o governo revela não ter uma politica de comunicações para desmentir as diárias falácias que a mídia lança. A proximidade da campanha eleitoral aumentará a guerra no plano das comunicações. Não basta o governo governar bem. É preciso democratizar os canais de comunicação, ouvir e falar o tempo todo.

Dilma buscou uma relação de boa convivência com a mídia privada. Afirmou que preferia uma imprensa barulhenta que uma imprensa calada, como na ditadura. Fez acenos para uma convivência pacifica.

A mídia fez que aceitou, cobrando como preço o distanciamento do Lula. Quando a mídia percebeu que a ligação entre os dois é inquebrantável, retomou um clima de guerra contra ela e seu governo.

As manchetes da mídia buscam criar um clima de crise (a palavra mais proferida pela mídia, junto com a de caos), visando desgastar a imagem do governo, artificialmente, a partir de dificuldades reais. A própria Dilma faz uma resenha dessas manipulações, recordando o caos energético, como modelo de manipulação, cujas previsões se revelaram totalmente falsas.

As manipulações em torno do suposto descontrole inflacionário. Adeptos do governo que levou a inflação no Brasil à casa dos 4 dígitos, querem aparecer como os defensores da estabilidade monetária.

Buscam igualmente passar a ideia de que não temos o governo competente que se impôs pela sua eficiência, mas uma presidenta supostamente incapaz de enfrentar os problemas do Brasil.

Para aumentar a dimensão do problema, o governo revela não ter uma politica de comunicações – é a politica da não politica -, para desmentir as diárias falácias que a mídia lança contra o governo. Para transmitir a posições do governo. Para abrir os espaços indispensáveis, para que a Dilma e todo o governo, possa falar e ouvir constantemente o povo.

Toda vez que a Dilma fala, os resultados são muito positivos, confirmando que o governo tem o que dizer, faltam canais de comunicação. Além de que não se conhecem porta-vozes que estejam, constantemente, falando ao povo o que o governo tem a dizer.

A proximidade da campanha eleitoral aumentará a guerra no plano das comunicações. Não basta o governo governar bem. É preciso expandir, democratizar os canais de comunicação, ouvir e falar o tempo todo.

Se liga, Dilma! Seja um pouco mais bolada na vida real. Vai ser bom pro governo. E povo vai gostar!"
No Carta Maior

Dilma e Haddad sofrem na pele as dificuldades de não serem políticos natos, como um Lula, um Brizola
"Política não é para qualquer um. Você não acorda um belo dia e diz "vou ser prefeito de São Paulo" ou "presidente do Brasil".
Mas, às vezes, você é acordado por alguém com essa proposta. E, mesmo não sendo um político nato, daqueles que nasceram pra isso, você coloca o ego na mesa, dá dois beijinhos nele e pensa "por que não"?
Aí está a merda.
Se for eleito e tudo correr bem, segundo os ditames de seu tutor, você navega tranquilamente, toca a administração, e "vida que segue".
Mas, se dá uma merda... se há um imprevisto que dependa do faro político, da percepção do momento, de para onde estão indo as nuvens (para o político e dono do falecido Banco Nacional Magalhães Pinto a política se movimenta como as nuvens, numa hora de um jeito, em outra, de outro), nessa hora o sujeito percebe que ele não é o comandante do navio político e procura uma bússola para tirá-lo da enrascada.
Enquanto isso, o povo espera.
É o que me parece estar acontecendo com a presidenta Dilma e com o prefeito Haddad. Na hora do samba no pé, eles não estão sabendo falar com o povão que os elegeu.
No desfile das Escolas de Samba do Rio isso dá perda de pontos em vários quesitos...
Na política, pode dar merda..."
No Blog do Mello

A Geração Facebook e a nova classe trabalhadora chegaram às ruas do Brasil!
Por Marcos Doniseti
(...) "Esta é a 'Geração Facebook' chegando às ruas do Brasil, se manifestando, apresentando as suas demandas, desejos, ambições, o que é algo muito saudável sob o aspecto da construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática e na qual todos possam trabalhar, estudar, se divertir, se informar e viver dignamente. 

Mas vejam que mesmo isso somente foi possível em função das inegáveis melhorias econômicas e sociais e da ampliação muito forte do acesso à Internet que tivemos nos últimos anos no Brasil e pelos quais os governos Lula e Dilma tem uma grande responsabilidade. 

Inclusive porque foram os seus governos que baratearam o preço do computador, reduzindo os impostos cobrados sobre o mesmo (vide link abaixo), aumentaram o poder de compra dos salários (que aumentaram cerca de 30% em termos reais desde 2003), reduziram o custo do crédito (a oferta de crédito na economia passou de 22% do PIB, em 2002, para 53,9% do PIB em Março deste ano; eu comprei o meu atual notebook, e o anterior também, em 12 suaves prestações mensais que não pesaram no meu salário) e os juros para o consumidor também tiveram uma queda sensível. O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou em 19 milhões entre 2003-2012, enquanto a taxa de desemprego atual é a menor da história. E o poder de compra do salário mínimo atingiu o seu maior nível desde 1979. 

Entendo que sem a ascensão de 50 milhões de brasileiros em termos econômicos e sociais, durante o período 2003-2012 (governos Lula e Dilma), nada disso estaria acontecendo e esta Geração Facebook sequer existiria ou seria tão reduzida, uma  pequena elite, que a sua atuação teria pouco ou virtualmente nenhum impacto sobre a sociedade brasileira. 

Não vejo como negar que essa Geração Facebook, que também incluir milhões de jovens das periferias das grandes e médias cidades brasileiras, em especial, seja criação das políticas de distribuição de renda e pró-crescimento econômico adotadas pelos governos Lula e Dilma. 

Sakamoto faz isso em seu artigo, mas penso que, neste aspecto, ele está inteiramente equivocado. 

Assim, não existiria uma 'Geração Facebook' no Brasil sem o acesso facilitado para a aquisição do computador, seja porque os preços dele diminuíram ou porque os salários tiveram um significativo aumento no seu poder de compra, o desemprego diminuiu fortemente desde 2004, os juros ao consumidor baixaram de maneira significativa (embora ainda sejam muitos elevados) e a oferta de crédito mais do que dobrou no país de 2003 até hoje.  

E essa população (jovens, em grande parte) passou a ter maior poder de compra e a se informar melhor pela Internet (onde as fontes de informação são infinitamente mais diversificadas do que as oferecidas pela Grande Mídia tradicional), trocando idéias, informações e opiniões. 

E isso levou a que tivessem a oportunidade de criar novas formas de mobilização e de organização, permitindo que se manifestassem de uma maneira não-tradicional, por fora das organizações tradicionais da sociedade civil (partidos políticos, igrejas, sindicatos, etc), pois estas, de certa maneira, já tem os seus donos, sejam líderes políticos tradicionais ou movimentos sociais organizados e estabelecidos já há muito tempo. 

E agora essa 'Geração Facebook' está indo às ruas para cobrar o atendimentos a velhas e tradicionais demandas (educação, saúde, transporte coletivo de qualidade, entre outros) bem como a novas (respeito à diversidade de comportamento, liberdade e autonomia individual)." (...)

15 de junho de 2013

Cusco: Ancient Journeys


O grupo alemão Cusco, álbum "Ancient Journeys", na íntegra.



01 - Da Gama .02 - Conquistadors. 03 - Land of the Midnight Sun .04 - Tigris & Euphrates. 05 - Byzantium. 06 - The Journeys of Marco Polo. 07 - The Horsemen of Bulgar. 08 - Kublai Khan. 09 - The Crusades.

14 de junho de 2013

Anuvida & Nik Tyndall: Para um fim de semana tranquilo e com saúde...

Musa da Semana: Sofia Jaramillo

Não pensem que é fácil escolher a musa da semana (tudo bem, é agradável...).
E também é complicado escolher as melhores fotos disponíveis.
Às vezes somos óbvios, eventualmente surpreendemos.
Mais vestidas ou menos vestidas?
Brasileira ou estrangeira?
Famosa ou desconhecida por aqui?
A fonte é sempre a própria Internet com pesquisas em sites, blogs, portais e do nosso próprio conhecimento sobre assunto tão interessante. E haja tempo. E dúvida.
Esta eu confesso que não conhecia. A reconheci por uma foto com o corpo pintado com o uniforme da seleção brasileira de futebol. Tinha sido uma antiga série feita para... não me lembro!
Bem, daí a escolha foi natural. Não só pela beleza da moça como também a oportunidade pela abertura amanhã da Copa das Confederações.
Ela é uma latino-americana. Loura. Colombiana. Hummm... Surpreendente.
Completa 25 anos no próximo dia 22 e nasceu na cidade de Cáli.
É atriz e modelo. Gosta muito de futebol. Não sei para que time torce na Colômbia, mas faz questão de dizer que é apaixonada pelo Manchester United da Inglaterra.
Com vocês, a bela Sofia Jaramillo.
Em tempo e como curiosidade: se listarmos os dez posts mais acessados de forma direta ao longo desses anos aqui no blog, não dá outra, pelo menos sete são de Musas da Semana, sendo campeã absoluta a Luana Piovani, com cerca de 46.000 acessos!
Também fazem muito sucesso posts como "Modas, usos & costumes: tatuagens em regiões íntimas femininas".












13 de junho de 2013

Eleições de 2014: Fabricando Crises Diariamente ou "Final Fantasy VII"

Fiz post esta semana sobre essa onda que a oposição e sobretudo o chamado PIG (uma espécie de partido da imprensa que há décadas faz o papel de porta-voz dos seus próprios interesses - termo criado pelo PHA) estão fazendo sobre assustadoras crises que o país vive no momento e que não tem nada de realidade, só de exagero. Em que pese crises mundiais, como na Europa.
Essas crises anunciadas diariamente estão mais para aquele jogo "Final Fantasy" (já transformado em filme), que em sua edição VII tem um "núcleo crise".
Ontem Dilma falou sobre isso: "inflação e contas públicas sob controle".
Mas as coisas não vão ficar por ai. Vão piorar e sabe-se lá o que vão fazer, afinal, 2014 está chegando...
Excelente o artigo do Renato Rabelo que destrincha o tema.


Fábrica de crises
RENATO RABELO

"Alguém acha que o sistema de oposição no Brasil e seus amplos aparelhos na mídia e no próprio Estado iria assistir de camarote o governo quebrando paradigmas, entre eles os da própria política monetária? Iria ficar de braços cruzados vendo a presidenta da República — em cadeia nacional de TV e rádio – vir a público anunciar amplas reduções nas tarifas de energia e nos preços dos produtos da cesta básica, demonstrando como a oposição quase destruiu o país enquanto esteve à frente do governo? O status quo determinado por uma base material assentada na troca da inflação pela dívida pública seria ameaçado sem reação, sem aguçar contradições?
Seria uma ilusão política imperdoável imaginar o contrário. Simplesmente pelo fato de o poder estabelecido estar utilizando a seu favor a própria institucionalidade criada por ele mesmo, notadamente a chamada troca do longo prazo pelo curto prazo. Estabilidade monetária como política de Estado e combate à inflação via juros como modus operandi. O círculo oposicionista joga pesado com os desequilíbrios criados pelo início de transição para uma política monetária desenvolvimentista e expansionista.
Uma transição desta envergadura, para obter êxito, deve contar com o médio e longo prazo diante das trepidações causadas por uma expansão da demanda e pelo escancaramento de um perverso modelo voltado ao consumo de alguns em detrimento das necessidades das mais amplas massas populares. A solução pela amplificação dos investimentos produtivos e de viabilização de novas cadeias produtivas é o instrumento de harmonia – no médio e longo prazo – entre oferta e demanda.
A inflação é a contradição inerente ao processo de aprofundamento da mudança de modelo. Mudança tal que se expressou em campanhas oposicionistas contra a Petrobras, a Eletrobrás e o “aumento do intervencionismo estatal”. A demanda por alimentos e seu respectivo encarecimento é a base objetiva para a criação de crises numa trama que se reproduz como uma cadeia produtiva industrial capaz de engendrar um clima em que a nossa moeda passe a ser vítima de um ataque especulativo.
A divulgação de opiniões das famigeradas “agências de risco”, inflação em alta, é a história se repetindo como tragédia e como farsa. O mesmo enredo das vésperas das eleições de 2002. A mesma farsa como condição objetiva para a volta ao programa econômico neoliberal, com os nomes indicados por eles e, se possível, com taxa de juros chegando a dois dígitos e remunerando o passe daqueles que creem terem sido ungidos pelos céus ao poder em nosso país. Eles tentam fabricar a crise e dão a solução à moda de seus próprios interesses. É assim que as coisas funcionam no raciocínio do sistema de oposição.
O Brasil vive com força o florescer de uma grande contradição entre o governo — nucleado por forças democráticas e militantes pelo desenvolvimento – e a oposição das forças conservadoras e retrógradas, que detêm boa parte do domínio financeiro e econômico e que de fato utiliza amplamente de seus poderosos instrumentos, desde o poder da mídia em formar opinião e criar crises até um judiciário que se comporta como um instrumento conservador de manutenção do atual estado de coisas. Publicam manchetes desonestas em que a capa da publicação sublinha em negrito a “queda de popularidade de Dilma” enquanto o conteúdo da matéria nega o próprio título. Não dão a mesma atenção a pesquisas de intenção onde a verdadeira popularidade da presidenta é explicitada sob forma de vitória em primeiro turno – quase acachapante – contra qualquer candidato, em qualquer cenário.
A popularidade da presidenta tira o sono deles. Porém, nosso campo político demanda por meios eficazes de enfrentamento desta campanha antinacional e perversa. O momento é de aprofundar mudanças e não estancá-las ao ponto da apostasia, da regressão e mesmo da capitulação diante de chantagens. Utilizam-se da economia para nos proscrever, nos desmoralizar. Utilizemo-nos de nossa capacidade política. Temos um país a ganhar e um futuro a construir."
Fonte: Blog do Renato

Humor de Quinta: Charges bem atuais

Selecionei algumas charges e montagens variadas (ok, eventualmente infames) para este humor de quinta (feira ou categoria?).
É para rir porque a sexta tá chegando...