Jovens armados com barras de ferro e coquetéis molotov incendiaram carros e desafiaram a polícia no leste de Paris (Hoje)
Sustentabilidade Planetária, Politica, Educação, Musica, Cultura, Arte e Etica.
11 de agosto de 2009
A violência urbana não existe só no Brasil não!!
Jovens armados com barras de ferro e coquetéis molotov incendiaram carros e desafiaram a polícia no leste de Paris (Hoje)
Mais um acidente aéreo por mau tempo na Nova Guiné!
da Folha Online
Um pequeno avião com 11 turistas e dois membros da tripulação a bordo desapareceu nesta terça no leste de Papua-Nova Guiné, quando tentava chegar ao histórico caminho de Kokoda após decolar da capital, Port Moresby.
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"Gêmea da Terra"
"Gêmea" da Terra será vista em dois anos, diz cientistaRAFAEL GARCIAenviado especial da Folha de S.Paulo ao Rio
O astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra (Suíça), diz que a ciência nunca esteve tão perto de achar um planeta "gêmeo" da Terra fora do Sistema Solar. "Temos grande chance de fazer isso nos próximos dois anos", afirma.
Mayor está hoje no Rio para falar sobre o que aprendeu desde que achou o primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) conhecido, orbitando a estrela 51 Pegasi, em 1995.
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"Arquitetura Contra o Crime" - recebi esta dica sobre segurança pública do amigo Leonardo Santos, que encontrou no site da CONFEA...muito boa matéria!
Brasília, 07 de agosto de 2009.
A casa de Peterson: preocupação com segurançaEngenheiros e arquitetos podem dar uma contribuição decisiva para a segurança pública. Isso porque observar alguns detalhes no momento de planejar intervenções no espaço urbano pode diminuir a probabilidade de ocorrência de delitos e aumentar a sensação de segurança das pessoas. Trata-se do conceito de Arquitetura Contra o Crime, usado há muitos anos em países desenvolvidos, principalmente a Inglaterra. Para verificar se o conceito era adaptável à realidade brasileira, o coronel da polícia militar do Paraná Roberson Luiz Bondaruk pesquisou casas e lojas com maior número de roubos e furtos, além de ruas e praças onde o nível de criminalidade era mais elevado e entrevistou 287 presos que cumpriam pena por crimes contra o patrimônio no Departamento Penitenciário do Paraná.
“Com apoio de psicólogas e assistentes sociais, constatamos que as estratégias da Arquitetura Contra o Crime são altamente interessantes para a segurança em nosso país”, afirmou Bondaruk. Dos presos pesquisados, 36% disseram que optam por locais onde há menor trânsito de pessoas para praticar o roubo ou o furto e 30% procuram locais onde há obstáculos que dificultam a visão de testemunhas. Outros fatores apontados pelos entrevistados como facilitadores da ação criminosa são menor trânsito de veículos; menor claridade e obstáculos a serem transpostos.
O estudo, intitulado ”A influência do espaço urbano nos índices de criminalidade”, revelou também que 71% dos criminosos entrevistados preferem assaltar casas cercadas por muros altos. “Segundo eles, o muro facilita a transposição para dentro da casa, além de permitir que se aproximem sem ser vistos e depois, estando dentro da residência, que ajam com mais tranquilidade, pois vizinhos e passantes não podem ver o que acontece”, explicou. “A visibilidade é a melhor política de segurança”.
Nem sempre é fácil convencer as pessoas desse conceito. A arquiteta e urbanista Ana Karine Batista de Souza, conselheira federal do Confea pelo estado do Piauí, procura mostrar alternativas, mas nem sempre elas são bem aceitas. “Geralmente, os moradores querem muros, de preferência o mais alto possível”, afirma. Quando não é possível demover a pessoa que vai construir da ideia de cercar a casa com muro, a arquiteta procura pelo menos evitar detalhes na construção que possam servir de escada, por exemplo. Segundo ela, há vários detalhes que podem ser observados para aumentar a sensação de segurança, como esquadrias com grades, vidros jateados (em vez de película) e um bom sistema de iluminação externa.
A questão da iluminação inclusive é um dos tópicos mais importantes do estudo de Bondaruk. “A luz faz as pessoas se sentirem mais seguras, principalmente à noite, em função da sensação de controle visual do que ocorre à sua volta”, explica. “É preciso que as construções e as árvores estejam em harmonia com a iluminação, para não gerar sombras e locais de emboscada”. A vegetação próxima à residência, portanto, não deve ser muito densa, porque isso limita a visibilidade e pode permitir que pessoas mal intencionadas se escondam para abordar a vítima no momento em que ela estiver mais desprevenida.
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Conheça alguns erros comuns na hora de definir o projeto da moradia:
(1) Muros altos, acima da altura da cabeça de uma pessoa normal, obstruem totalmente a visão da rua e vice-versa;(2) Suporte de lixo encostado no muro, serve como degrau para transpor o muro ou andar por cima dele;(3) Portões “cegos”;(4) Muro em rampa, pode servir como acesso ao pavimento superior;(5) Arborização reduzindo a visibilidade, eliminando a visão da janela;(6) Telhado da garagem obstrui a visão do pavimento inferior e serve como rampa de acesso para o pavimento superior;(7) Sacadas encostadas na lateral. Permitem acesso caminhando por sobre o muro ou vindo por cima do telhado do vizinho;(8) Janelas do pavimento superior, desprovidas de proteção adicional, aparentemente frágeis, normalmente de alumínio, com vidros amplos e sem divisões de reforço;(9) Caixa de luz, do lado do vizinho, saliente, junto ao portão e de fácil acesso, possibilita atingir a sacada da casa ao lado, escalando o telhado da garagem ou subindo por sobre o muro até ela.
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9 de agosto de 2009
Tempestade no Oriente
Dia dos Pais
8 de agosto de 2009
7 de agosto de 2009
Mais uma agressão criminosa ao Rio Paraíba do Sul, agora a CSN!!
Novo vazamento de óleo foi registrado na tarde de quinta (6), segundo Inea.CSN elabora plano gradual de interdição e diz que instalou novas barreiras.
Do G1, no Rio
Depois de inspeção, na manhã esta sexta-feira (7), em vários setores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, incluindo a unidade de Carboquímicos, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, determinou que a empresa contrate imediatamente uma auditoria ambiental independente para as investigações sobre o vazamento que atingiu o rio Paraíba do Sul.
A empresa também está sujeita a multa diária, cujo valor será estipulado pela Secretaria, na próxima segunda-feira (10). A secretária estava acompanhada do presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins Pereira. Eles disseram ter constatado falhas, sobretudo na malha hídrica e de drenagem da CSN, além de problemas nas barreiras de contenção. Na avaliação dos dois, a siderúrgica precisa rever os sistemas de controle. “Essa inspeção reforça nossa tese de que a empresa ainda não tem controle sobre a situação”, criticou a secretária.
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PV convida Marina Silva para candidatar-se a Presidente da República em 2010...
Por Altino Machado*
A senadora Marina Silva (PT-AC) desembarca nesta sexta-feita em Rio Branco, onde nasceu, tendo de cor uma lista de amigos e companheiros que serão ouvidos para tomar a decisão que considera a mais difícil da vida dela: abandonar 30 anos de militância petista, se filiar ao PV, participar da “refundação programática do partido” e se tornar candidata a presidente da República.
Após entrevistá-la na noite desta quinta-feira, o Blog da Amazônia consultou Fábio Vaz de Lima, marido da senadora e um dos secretários mais influentes na gestão do governador do Acre Binho Marques (PT), para saber dele se Marina Silva está mesmo disposta ao desafio ou apenas vai surfar na onda de um convite que já mobiliza os verdes do mundo inteiro.
- Sou contra a saída dela do PT e já expus todas as minhas razões. Mas a maneira como tem se conduzido até aqui me dá a certeza de que a Marina já tomou uma decisão. É possível até que ofereçam para ela a presidência do PV. Sendo assim, vou acompanhá-la, pois sou capaz disso em quaisquer circunstâncias - afirmou Fábio Vaz de Lima.
Antes da entrevista, Marina Silva fez questão de ponderar que tem procurado “ser o máximo econômica possível” por conta do momento de uma decisão vital em sua trajetória, mas não economizou palavras para defender a necessidade de compromissos com a utopia na política:
- Eu me mobilizo pelo avivamento da utopia para a economia do século XXI. É esse trânsito que precisa ser feito e que não existe em lugar nenhum, precisa ser criado para algo diferente.
- Não estou fazendo cálculos. Se eu ficasse fazendo cálculo de tempo em programa eleitoral, jamais teria sido candidata. Você sabe que já fui candidata com um tempo de um minuto, que tinha que ser dividido com o Chico Mendes. Trinta segundos para ele e trinta segundos para mim. Tínhamos que nos apresentar ao vivo. Isso não tem nada pragmático. Prefiro continuar acreditando que o sonho remove montanhas. Foi isso que fizemos em 30 anos. Removemos algumas montanhas, mas não removemos outras porque não nos expusemos com a radicalidade necessária.
- Não vou me iludir achando que alguém que lida com temas considerados secundários ou de minorias, possa colocar em risco uma candidatura que tem todo o peso e respaldo que tem a candidatura da ministra Dilma. Eu estaria sendo pretensiosa se eu embarcasse nessa avaliação.-
Todas as pessoas que estão sabendo disso e que me conhecem, sabem que não se trata de um processo fácil. Mas a história se faz por homens e mulheres que se dispõem a transformá-la. Essa transformação não prescinde a contribuição do sujeito. Neste momento estou vivendo uma dupla situação: a do sujeito que precisa se colocar e, ao mesmo tempo, do agente que sabe que as mudanças não acontecem única e exclusivamente pela ação dos indivíduos.
A seguir, a entrevista de 23 minutos, por telefone, após uma palestra de Marina Silva num evento da CUT em São Paulo:
O que a senhora considera essencial, quais salvaguardas julga necessárias para que possa aceitar ser candidata a presidente da República pelo PV?
Não estou colocando as coisas em termos de candidata. O que me motiva a fazer essa discussão são os desafios e questionamentos que venho fazendo ao longo de alguns anos de que o Brasil está maduro para assumir os desafios da sustentabilidade em todas as suas dimensões como algo estratégico para o país. Como ele pode dar esse passo, fazer esse trânsito, é isso que tem me mobilizado. Tanto é que toda a minha gestão no governo Lula foi levantando essa questão, isto é, da política ambiental como centro das políticas.
Mas o PV a convidou para ser candidata a presidente da República.
Logicamente, a questão que o PV me colocou, o convite que me faz, me deixa honrada, mas o que está me mobilizando são projetos, idéias, sem estar ancorada em cálculos de pesquisas de opinião. Não estou sendo movida por uma questão meramente eleitoral. Ouvi o PV no contexto daquilo que os seus dirigentes e militantes estão falando, que consiste em organizar, em outubro, um processo de refundação programática do partido, onde sairia da lógica do processo de fundação, que veio da Europa, de partido verde tradicional, para a idéia de um partido que colocaria no centro de suas questões estratégicas o desenvolvimento sustentável. A minha reflexão é no sentido de que essa questão não é algo que vai ser resolvida por um partido que possa homogeneizar a sociedade para fazer essa mudança. Não é isso. É algo que demanda um debate na sociedade e que todos os partidos têm que assumir essa questão como estratégica. Eu me mobilizo para o avivamento da utopia para a economia do século XXI. É esse trânsito que precisa ser feito e que não existe em lugar nenhum, precisa ser criado para algo diferente.
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Abbey Road
Neste ano de 2009 estamos comemorando 40 anos de muitas coisas boas em música, que tiveram lançamento em 1969. O disco "Abbey Road" dos Beatles é uma delas. Famoso álbum não só pelas músicas ("Something", por exemplo), mas também pela capa que se tornou ao longo das décadas uma referência de design, foto e peça de coleção. A histórica fotografia dos 4 gênios atravessando a famosa avenida londrina onde até hoje fica seu estúdio, é uma das principais referências da mundo pop. Nosso Blog participa dessas comemorações."Londres - Dezenas de fãs se aglomeram todos os dias em uma das faixas de pedestres mais famosas do mundo, em frente aos estúdios da Abbey Road em Londres, para tirar a lendária foto dos Beatles atravessando a rua de mesmo nome, há 40 anos.
Mas agora, neste dia 8 de agosto, os nostálgicos do Fab Four vão lotar a emblemática rua para celebrar o 40º aniversário da foto, capa do último disco gravado e considerado o mais importante da banda, também chamado "Abbey Road".
O ritual se repete a cada dia neste cruzamento, perto de St John's Wood, no noroeste de Londres. Centenas de turistas se fotografam fazendo os mesmos gestos: em fila indiana, olhar fixos para frente, pernas espaçadas.
Fora o fato de as faixas brancas estarem desgastadas, o cenário quase não mudou. "É um dos raros endereços não alterados da história dos Beatles, onde podemos ter uma ideia do que aconteceu naquela época", explica um fã californiano.
Popular na época, o bairro se tornou uma área residencial afastada de Londres, cheia de propriedades de milhões de libras. "É muita gente que vem aqui, gente demais para alguns motoristas que buzinam e gritam palavras nada gentis em inglês", conta Paul, vendo os turistas demorarem na posa para tirar a foto na faixa de pedestres.
Quinze metros mais longe, no número 3 de Abbey Road, o estúdio de gravação é a segunda etapa da peregrinação. Além dos Beatles, Fred Aster, Glenn Miller, os Pink Floyd, o Oasis e o U2 já gravaram lá. Mas as milhares de assinaturas e grafites do muro da entrada são dedicados aos Beatles."
Chicken Ala Carte
É agora!
Data '123456789' será comemorada às 12h34m56s, dia 7, mês 8, ano final 9. Internautas criam grupos e publicam fotos para marcar a data. Outro assim só daqui há 100 anos!
A WWF lança os efeitos do consumo na Alemanha: "água virtual"...
Brasil e a exportação de ‘água virtual’
Por Nádia Pontes, para o Deutshe Welle
Estudo do WWF afirma que o Brasil gasta 5,7 bilhões de metros cúbicos anuais de água na produção de mercadorias que serão consumidas na Alemanha, principalmente café, soja e carne.
A reportagem é de Nádia Pontes, e publicada pelo sítio Deutsche Welle, 4/8.
A Alemanha consome por ano 159,5 bilhões de metros cúbicos de água, o equivalente a três vezes o volume do Lago de Constança. O número foi apresentado nesta segunda-feira (03/08) pelo WWF, organização mundial ambientalista.
Segundo o estudo, cada cidadão alemão consome em média 5.288 litros por dia do recurso natural, o que corresponde ao volume de 25 banheiras cheias. Para chegar a esse número, o estudo do WWF levou em consideração o consumo direto e também o indireto, como, por exemplo, a água usada no cultivo de alimentos e nos processos industriais.
Segundo a organização, cada pessoa na Alemanha consome em média 124 litros de água por dia pelo uso direto, ao abrir a torneira. A quantidade de água consumida por uma pessoa, empresa ou país é o que os ambientalistas chamam de pegada aquática.
Água virtual importada
O estudo do WWF aponta que aproximadamente metade da água consumida pela Alemanha é importada, ou seja, foi utilizada em outros países no processo de produção de mercadorias compradas pela Alemanha. É o que a organização chama de água virtual.
A agricultura é o setor que mais consome água: 117,6 quilômetros cúbicos - 73% do total anual. Mais da metade é importada: a maior parte da água virtual está nos produtos agrícolas importados do Brasil (5,7 bilhões de metros cúbicos, utilizados principalmente na produção de café, soja e carne), da Costa do Marfim (4,2 bilhões) e da França (3,5 bilhões).
Só o consumo anual de café e cacau na Alemanha, por exemplo, requer 20 quilômetros cúbicos de água virtual. As carnes de vaca e de porco importadas também têm essa característica, além de sementes oleaginosas, como oliva, palma e algodão.
Na segunda posição no ranking de consumo de água na Alemanha está a indústria, com 36,4 bilhões de metros cúbicos por ano. O uso doméstico, que é de 5,5 bilhões de metros cúbicos, vem em terceiro.“O consumo de água não é algo ruim, mas faz parte de uma atividade natural”, explica Martin Geiger, do WWF. O ambientalista alerta, entretanto, que é preciso prestar atenção na quantidade e nas condições em que o recurso é retirado na natureza.
Para o WWF, leis de responsabilidade sobre o uso da água deveriam ser criadas. Assim, cada país poderia verificar o quanto de água foi consumida nos produtos na hora de negociar a importação. Este recurso poderia, consequentemente, ajudar a Alemanha a reduzir a sua pegada aquática.
Origem do conceito
O conceito “água virtual” foi criado em 1990 pelo cientista inglês John Anthony Allan. O termo leva em consideração o volume de água utilizado, o quanto do recurso evapora ou fica poluído nos processos de produção.
A confecção de um par de sapatos de couro, por exemplo, consome 8 mil litros de água. A produção de um hambúrguer, 2,4 mil litros. O cultivo de algodão suficiente para fabricar uma camiseta consome 4 mil litros do recurso. Cada quilograma de açúcar contém, aproximadamente 1,5 mil litros de água virtual.
O termo “pegada aquática” partiu do conceito água virtual e pode ser usado tanto para indivíduos como para empresas e países.
(Envolverde/IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
6 de agosto de 2009
500 anos da imagem feminina na Arte
Corpo
5 de agosto de 2009
A briga no Senado: 2010
"Eu não votei no senador Ali Kamel"
Atualizado em 05 de agosto de 2009 às 10:28 Publicado em 04 de agosto de 2009 às 20:14
por Luiz Carlos Azenha
"Maravilhosa a polêmica que envolve o Senado brasileiro.
O elenco é portentoso. Artur Virgílio, Pedro Simon, José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor de Melo...
Vivemos uma época em que os políticos se transformaram em despachantes de luxo. Vide a CPI feita sob encomenda para atender aos interesses do banqueiro Daniel Dantas.
Quem influencia mais a política agrícola/agrária do Brasil: a Marina Silva ou a Monsanto? Quem faz as leis do setor de comunicação: a Globo ou o Mercadante?
Se assim é, se o sistema político brasileiro não dá conta de ser verdadeiramente democrático e de atender às demandas de todos os setores da população, enquanto na calada da noite atende a todos os grandes interesses dos conglomerados econômicos, que pelo menos não nos neguem o circo.
Sim, o pão talvez viesse se fosse convocada uma Assembléia Nacional Constituinte que resultasse na extinção do Senado*.
Mas a coragem nunca fez parte do cardápio político brasileiro. Quando a esquerda ascende ao poder rapidamente espera que esqueçam o que ela prometeu, do mesmo jeitinho que o ex-presidente FHC pediu que esquecessem o que ele escreveu. FHC, aliás, que andou nos advertindo contra "aventureiros", da esquerda ou da direita, que poderiam empalmar o poder no rastro do "escândalo" do Senado.
Vai esperar sentado.
O Senado brasileiro não é hoje nem melhor, nem pior do que antes. É um corpo extremamente conservador da política brasileira. Por mim poderia, sim, ser extinto.
Mas, se não é, que sirva de circo.
Aviso logo que, nesse caso específico, torço para os bandidos.
Impagável ver Collor, Renan e Simon se pegando no plenário. Não há ingênuos naquele lugar, como voces bem sabem. É a antecipação da campanha eleitoral. A turma do Serra tentando enfraquecer a turma da Dilma. As duas turmas se merecem.
E eu torço para os bandidos dos dois lados. Sim, porque nesse enredo novelesco-televisivo -- hoje um dos senadores da oposição disse dramaticamente aos jornalistas viver "num calvário" -- os mocinhos são aqueles que a campanha de José Serra encarregou de "estimular" a massa: Ali Kamel, Otavinho e os editores de Veja, aqueles que plantaram uma serpente no Congresso.
São os assessores, por assim dizer, "imagéticos" da "crise do Senado".
São os encarregados de mobilizar a opinião pública com o objetivo de derrubar Sarney.
Além de interditar os debates necessários, que a sociedade brasileira precisa fazer -- sobre o pré-sal, por exemplo --, os "assessores" querem pautar a opinião pública, o Congresso e o Planalto sem terem obtido um voto sequer para isso.
É por isso que fico com Sarney, Agripino Maia, Renan Calheiros e tudo o mais que o Senado nos reserva.
Eu não votei no Ali Kamel.
* Frase alterada para dirimir dúvidas. Não estou pregando o fechamento do Congresso, mas considerando a idéia de um sistema unicameral, que dispensaria o Senado."
4 de agosto de 2009
Programação Musical de Hoje: Sagrado Coração da Terra
Educação: Professores Milionários?
3 de agosto de 2009
E...para não perder o hábito...
Galactica x Asilomar (California, 2009)

Na década de 1970 foi produzida uma série de ficção científica denominada Battlestar Galactica. Recentemente essa série foi refilmada e exibida até o início deste ano, durante quatro temporadas. Estou assistindo agora (em DVD) essa nova edição da série. Ela foi considerada a terceira série mais inteligente dos últimos tempos e a mais influente do gênero nos últimos 25 anos. O tema central é básico, mas o desenvolvimento impressiona, além dos bons efeitos visuais para uma produção de TV. Sinopse: humanos habitantes dos 12 planetas colônias desenvolveram andróides chamados Cylons. Eles se rebelaram e praticamente destruíram a raça humana. Os sobreviventes vagueiam pelo espaço (fugindo dos Cylons) tentando achar a 13ª colônia perdida: o planeta Terra. Enquanto isso, conflitos políticos, raciais, sexuais, existenciais, etc. fazem com que a história prenda a atenção ao longo das dezenas de episódios. Resolvi fazer esse breve relato porque coincidentemente esta semana foi noticiado um encontro técnico/científico dos maiores especialistas mundiais em Inteligência Artificial que aconteceu nos Estados Unidos, mas precisamente em Asilomar, California. Como foi um encontro fechado, eles agora estão fazendo um relatório do que foi discutido e as conclusões deverão ser publicadas até o final deste ano. Mas alguma coisa já foi adiantada. A principal preocupação é com o desenvolvimento do que os cientistas chamam de “pesadelo futurista”: há uma necessidade urgente de se limitar a tecnologia, pois estão em jogo diversos fatores sociais, desde a garantia de emprego até a segurança física das pessoas. Várias tecnologias estão sendo desenvolvidas e preocupam: sistemas médicos experimentais que interagem com os pacientes para simular empatia, vírus de computador que desafiam as técnicas de extermínio, robôs capazes de matar de forma autômata, sistemas de A.I. que podem cair nas mãos de criminosos gerando perigos difícil de mensurar, máquinas que podem projetar outras máquinas, etc. O detalhe importante é que esse encontro não reuniu sonhadores futuristas e sim grandes especialistas da Microsoft, Sun Microsystems, além de cientistas ligados a governos. Mas há experts com outra visão: “as máquinas inteligentes trarão grandes avanços para o aumento da expectativa de vida e a prosperidade em geral” diz o Dr. Raymond Kurzwell. Veremos... Enquanto isso, recomendo “Battlestar Gallactica”.
Em debate: os grandes jornais tem relevância hoje?
"A atual conjuntura política, marcada pela crise no Senado Federal e pelas suspeitas em relação à administração da Petrobras, recoloca em pauta uma velha questão sobre o alcance e a influência dos jornalões da grande mídia: a Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo e O Globo: merecem eles a importância que a elite política e os "intelectuais" lhes atribuem na formação da opinião pública brasileira, vis à vis, por exemplo, a televisão e/ou a internet?
Há alguns anos, muito antes da expansão da internet, venho insistindo que não. Não merecer a importância que se atribui a eles não significa que devam ser ignorados. Absolutamente. Significa, ao contrário, não se atribuir a eles uma relevância nacional que, se algum dia tiveram, não têm mais.
(...) Há evidencias de que, na seleção das matérias a serem noticiadas, predominam as referências implícitas ao grupo de colegas e às fontes em relação às referências implícitas ao próprio público, isto é, às audiências e/ou aos leitores. Isto significa que, enquanto o público em geral é pouco conhecido pelos jornalistas, o contexto profissional-organizativo-burocrático imediato exerce uma influência decisiva na seleção do que vai ser noticiado. Vale dizer, a origem principal das expectativas, orientações e valores profissionais dos jornalistas não é o "público" para o qual eles e elas deveriam escrever, mas o "grupo de referência" constituído, sobretudo, por colegas e fontes.
(...)Parece correto afirmar, portanto, que os jornalões e seus jornalistas funcionam dentro de uma circularidade restrita a camadas específicas da elite política e "intelectual" brasileira. Nada mais do que isso.
Registre-se que a supervalorização indevida do poder dos jornalões, muitas vezes, provoca uma avaliação equivocada de qual realmente é a "opinião pública" majoritária no país e, consequentemente, pode conduzir a equívocos importantes, inclusive na formulação de políticas públicas por parte de setores do poder público.
Resta saber qual o poder concreto que esta elite política e "intelectual" exerce na vida política nacional. Nos processos eleitorais, se a eleição presidencial de 2006 servir como exemplo, as diversas "esferas públicas" que coexistem e funcionam na sociedade brasileira, fora do alcance dos jornalões, revelaram uma relativa autonomia."
2 de agosto de 2009
Philip Glass
The Book Is On The Table: A Arte de Viajar

Nas últimas semanas, de breves férias e muitas demandas para resolver entre Campos, Rio das Ostras e Rio de Janeiro, aproveitei para ler uns livros que estavam na fila de espera há bom tempo. Depois de concluir a leitura de “Eric Clapton: A Autobiografia” (já comentado aqui), comecei a ler dois ao mesmo tempo: “A Ciência Médica de House” de Andrew Holtz, Editora Best Seller (vou comentar em breve) e “A Arte de Viajar”. Este último é de autoria do jovem (39 anos) filósofo suíço Alain de Botton e foi publicado no Brasil pela Editora Rocco. Morando em Londres onde é professor universitário, Botton nos presenteia com mais uma obra interessante depois de “As Consolações da Filosofia”, “A Necessidade de Status”, “Como Proust Pode Mudar Sua Vida” e muitas outras criações que tentam analisar o nosso tempo e consequentemente as atribulações humanas atuais. Longe de ser apenas um guia de viagens, de Botton nos coloca frente a frente com questionamentos que muitas vezes não nos fazemos conscientemente, mas que estão lá, martelando no (sub)(in)consciente. Para ficar mais claro, vejam esse pequeno trecho do livro: “Nossa capacidade de extrair felicidade de objetos estéticos ou bem materiais na realidade parece depender, em termos cruciais, da prévia satisfação de uma faixa mais importante de necessidades emocionais ou psicológicas, entre as quais a necessidade de compreensão, de amor, expressão e respeito (...). Estamos tristes em casa e culpamos o clima e a feiúra dos prédios, mas na ilha tropical que estamos (a passeio) descobrimos que o estado dos céus e a aparência das moradias não podem jamais, por si sós, garantir nossa alegria nem nos condenar à aflição” (página 34). Em resumo, o filósofo nos fala que viajar é ótimo para trazer bem estar e felicidade, mas não esqueçam (o paradoxo) de que com a nova paisagem estará você também: “parece que somos mais capazes de habitar um lugar (n.r.: na imaginação) quando não nos defrontamos com o desafio adicional de ter de estar lá” (n.r.: a realidade da viagem, com suas possíveis decepções e a presença do próprio ‘ser’). Recomendo a leitura, para quem gosta (e pode) viajar ou não.
1 de agosto de 2009
Nosso herói de hoje
Foreigner: para lembrar no fim de semana
Da série “Melhores Capas”

O Journey é uma banda americana criada em 1974 e que recebeu o rótulo de “Arena Rock” que era um estilo que buscava atender todo mundo: tanto aos adeptos do Rock Básico, como a grande parcela que acompanhava a música Pop, não deixando de lado os exigentes fãs de Rock Progressivo e Hard Rock. É um som típico daquelas trilhas sonoras de comerciais de cigarro que fizeram sucesso na década de 1980. Também chamado “Stadium Rock” por ser ideal para tocar em grandes concertos, em estádios. O Journey continua na ativa até hoje. Me chamavam atenção suas capas (LPs) do início da carreira que eventualmente traziam um belo escaravelho colorido ou dourado como destaque (citação subliminar aos Be(a)tles?). Para ilustrar escolhi “Departure” de 2000.
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