9 de novembro de 2009

Enquanto o Brasil apresenta índices absurdos de violência e corrupção, veja o que é apontado pelos Delegados Federais como fundamental para a democracia brasileira no IV Congresso Nacional da categoria:

"Carta de Fortaleza 2009


Os Delegados de Polícia Federal com o objetivo de promover o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e a defesa da dignidade da pessoa humana, após o IV Congresso Nacional da categoria, cujo tema central foi Polícia Federal e os instrumentos de combate à impunidade, manifestam as seguintes conclusões:


1. É preciso mudar a cultura jurídica de tolerância com o crime do colarinho branco, que gera um abismo social entre os criminosos que são alcançados pela Justiça e os que não são.

2. Não se pode aceitar a violência social provocada pela corrupção e pela ação de poderosos grupos políticos e econômicos, que se constituem em organizações criminosas altamente lesivas ao interesse público, como algo menos reprovável do que a violência física cometida nos grandes centros urbanos deste país por facções do crime organizado e delinquentes comuns.

3. O sistema de persecução penal requer uma reforma legislativa que prestigie o poder de requisição de dados e informações da Autoridade policial e a celeridade da investigação criminal e do processo penal com uma redução significativa de procedimentos e recursos processuais meramente protelatórios e com regras mais rígidas contra a prescrição penal.

4. A realização de investigações de forma isolada e fora do inquérito policial não acrescenta qualquer melhoria ao atual sistema de persecução criminal e causa insegurança jurídica. Pelo contrário, gera indesejável conflito entre instituições que deveriam trabalhar irmanadas. Além disso, não se pode escolher o que investigar, pois não se trata de uma decisão pessoal ou institucional, devendo-se promover a aprovação constitucional da criação do Conselho Nacional de Polícia como o instrumento para a regulação do controle externo da atividade policial.

5. É preciso fortalecer o sistema penitenciário nacional e o seu emprego como mecanismo de combate ao crime organizado, bem como o papel da Polícia Judiciária e dos demais operadores na primeira e na segunda instâncias. Como, por exemplo, diminuindo as hipóteses de foro privilegiado.

6. Não se deve interpretar o legítimo princípio da presunção da inocência de modo exagerado, tomando-o como justificativa para casos de impunidade e injustiça social.

7. A construção de uma Polícia Republicana, que atua a serviço do Estado e não de governos, só será possível com o mandato para o cargo de Diretor-Geral escolhido entre os Delegados de Polícia Federal, o respeito aos princípios basilares da hierarquia e disciplina e mediante autonomia institucional, gerencial, administrativa, orçamentária e financeira da Polícia Federal.

8. A preservação de uma investigação criminal justa, independente e isenta, pressupõe necessariamente a aprovação de uma lei orgânica com um regime de prerrogativas legais garantidoras da autonomia funcional das Autoridades de Polícia Judiciária e o seu resgate constitucional como carreira jurídica.

9. A reestruturação das carreiras da Polícia Federal com uma solução imediata para os policiais federais da terceira classe e a adoção de um plano de cargos e salários que estimule o ingresso nas carreiras policial e administrativa, bem como a permanência no cargo de seus dirigentes, criando a ambiência interna necessária ao exercício das funções de Polícia Judiciária da União.

10. Uma investigação criminal moderna implica no emprego contínuo de novas técnicas e tecnologias, na coleta de provas, bem como considerável investimento público na tramitação eletrônica, rápida, segura e compartilhada do inquérito e dos procedimentos de inteligência policial.

11. Por fim, disseminar a seletividade conforme o grau de lesividade dos ilícitos penais e a responsabilidade compartilhada entre as autoridades e instituições oficiais encarregadas de investigar e combater os ilícitos administrativos com repercussão na seara criminal, no Brasil e no exterior.

Fortaleza-CE, 6 de novembro de 2009.

ADPF – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL"
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O que pensa o Brasil sobre a presença do Estado na economia, segundo pesquisa da BBC-Brasil:

"No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia



Brasil discute participação do Estado em áreas como o petróleo pré-sal

A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.

Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.

A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de “impressionante” os resultados do país.

“Não é que as pessoas digam, sem pensar, ‘sim, queremos que o governo regulamente mais a atividade das empresas’. No Brasil existe um clamor particular em relação a isso”, disse Steven Kull, o diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington.

O percentual de brasileiros que disseram que o capitalismo “tem muitos problemas e precisamos de um novo sistema econômico” (35%) foi maior que a média mundial (23%).

Enquanto isso, apenas 8% dos brasileiros opinaram que o sistema “funciona bem e mais regulação o tornaria menos eficiente”, contra 11% na média mundial."

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8 de novembro de 2009

Fernandinha Young


A ótima (e polêmica) jornalista, escritora e apresentadora Fernanda Young disse que resolveu posar para a Playboy (edição de novembro, nas bancas terça-feira), porque chegou aos 40 e o momento máximo era esse: "depois disso as coisas começam a cair", afirmou.
Veja alguns pontos da entrevista publicada neste link:


"A escritora arrancou risadas da plateia quando disse que estava arrependida de ter posado nua. "É claro que já me arrependi de ter feito. Qualquer decisão que você toma já tem o arrependimento. É melhor lidar com o arrependimento do concreto, de ter feito, do que de não ter feito".

O marido de Fernanda, o também escritor Alexandre Machado, fez com que ela se questionasse sobre os reais motivos do ensaio. "É por vaidade? É por dinheiro? Minha motivação íntima era de fato me vingar. Sofro da síndrome da rejeição. Minha vingança é singela, é infantil. E ele acha curiosíssimo ser casado com uma coelhinha", contou ela, que completou: "Minha mãe não está nem um pouco satisfeita com a Playboy. Muito engraçado provocar minha mãe a essa altura do campeonato".

Uma das personalidades mais polêmicas da cultura contemporânea, Fernanda Young revela todas as suas tatuagens em um ensaio carregado de fetiches. Em fotos provocantes, a apresentadora revela seu lado mais ousado. O ensaio foi realizado pelo consagrado fotógrafo Bob Wolfenson em uma casa em São Paulo e conta com 20 páginas e um pôster com três dobras frente e verso.

Polêmica, Fernanda revela: “Aceitei o convite para salvar o erotismo das mãos da breguice e também por vingança pura e simples”."

7 de novembro de 2009

A Profecia Celestina: Uma Viagem Literária e Musical

Na década de 1990, dentre boas publicações, uma se destacou por buscar uma fórmula inusitada. Trata-se do livro “A Profecia Celestina”, escrito por um pesquisador chamado James Redfield. Eu li o livro, achei muito interessante e passei a imaginar um modo de incluir uma resenha sobre ele no jornal que publiquei entre os anos de 1995 e 2000.
Acontece que o jornal era especializado em música e faltava um motivo que eu pudesse me apegar para justificar a inclusão de um comentário literário. Exatamente quando eu estava nessa busca, parecendo que vindo dos céus, caiu em minhas mãos um CD maravilhoso cujo músico tinha feito uma versão musical de um livro chamado... “The Celestine Prophecy”! Quase não acreditei.
Toda essa introdução é para informar que coloco logo a seguir aqui em nosso Blog a íntegra da matéria que fiz sobre o livro e sobre o citado disco. Resolvi fazer isso por dois motivos: o lançamento do filme “2012” (que não tem nada a ver com o livro, mas a fonte temática é a mesma: profecias dos povos pré-colombianos da América do Sul) e a reunião mundial sobre o clima que vai acontecer em dezembro em Copenhagen, na Dinamarca (COP 15). Explico: enquanto os dirigentes das nações (e não estou falando necessariamente de Presidentes e Primeiros-Ministros) não mudarem a mentalidade “lucrativa” e não evoluírem, a coisa não vai pra frente... É sobre isto que tratam as profecias descritas no livro. Vejam essa citação que coloquei na matéria: (...) Carlos Cardoso Aveline afirma que "James Redfield propõe mecanismos para o surgimento prático de uma cultura global que reformule todo o processo civilizatório a partir de um novo sentimento de amor, livre de egoísmo, que já brota do coração de cada ser humano atento à vida" (Revista Planeta, edição 284, pág. 34, maio/96).
Ao final do artigo inclui dois temas do citado disco para que vocês tenham uma noção do tipo de música desenvolvida. Essa é a vantagem da Internet. No jornal eu só comentei o livro e o CD, mas não dava para incluir trechos das músicas. Espero que gostem... Em tempo (ia me esquecendo): existe um DVD (nas locadoras) que mostra uma versão em filme desse livro. A trilha sonora é outra e o filme é bem inferior ao livro, mas pode ser uma opção para quem quiser conhecer um pouco mais da história.

James Redfield e Christopher Franke
Qualquer pessoa razoavelmente informada sobre música dos anos 70 sabe da importância de Christopher Franke. Sua entrada no TANGERINE DREAM em 1971 foi um dos elementos responsáveis pela decolagem da banda rumo a uma produção de incrível qualidade técnica e de uma criatividade acima da média. Na época, com 18 anos, ele estava vivenciando uma série de experiências musicais que começaram no Conservatório Musical de Berlim, onde estudou música clássica e composição e continuaram com a iniciação em técnicas de estúdio pelo músico suíço de vanguarda Thomas Kessler.
Essas atividades encontrariam uma base sólida no trabalho desenvolvido por ele e alguns amigos na Escola de Música Eletrônica de Berlim. Influenciado por John Cage e Karl-Heinz Stockhausen e por mestres modernos da pintura, notadamente os surrealistas Salvador Dalí e Joan Miró e pelo pai do abstracionismo, o russo Vassíli Kandinsky (das idéias desses artistas ele buscava criar uma versão musical), acabaria tendo o primeiro contato com o Rock Progressivo através do grupo AGITATION FREE (mas não chegou a gravar nada com a banda).
Apesar de tão jovem, seus conhecimentos - aliado a uma espécie de alquimia que ocorreu com a união de três ´feras´ (ele e mais os incríveis Edgar Froese e Peter Baumann) - acabaram por criar o som característico do TD, cheio de sintetizadores, sequenciadores, etc.
Permanecendo na banda por 18 anos, ele registraria os seguintes discos: Alpha Centauri (1971), Zeit (1972), Atem (1973), Green Desert (1973), Phaedra (1974), Rubicon (1975), Ricochet (ao vivo, 1975), Stratosfear (1976), Encore (ao vivo, 1977), Sorcerer (trilha sonora, 1977), Cyclone (1978), Force Majeure (1979), Tangram (1980), Exit (1981), Pergamon (1981), Thief (trilha sonora, 1981), White Eagle (1982), Logos (ao vivo, 1982), Hyperborea (1983), Risky Business (trilha sonora, 1983), Poland (ao vivo, 1984), Wavelength (trilha sonora, 1984), Firestarter (trilha sonora, 1984), Flashpoint (trilha sonora, 1984), Le Parc (1985), Heartbrakers (trilha sonora, 1985), Underwater Sunlight (1986), Legend (trilha sonora, 1986), Tyger (1987), Near Dark (trilha sonora, 1987), 3 O’Clock High (trilha sonora, 1987), Shy People (trilha sonora, 1987) e Live Miles (ao vivo, 1988).
No ano de 1976 ele criaria o seu primeiro estúdio em Berlim; muitos dos discos do TANGERINE DREAM seriam gravados ali. Em 1990, dois anos após ter se desligado da banda, criaria o seu segundo estúdio em Los Angeles, Estados Unidos, cujo objetivo principal era fazer trilhas sonoras para filmes de Holywood. Para isso fundou também a Berlin Symphonic Film Orchestra, unindo desta forma música eletrônica e acústica.
Viriam então os seguintes álbuns: Pacific Coast Highway (1991), The London Concert (ao vivo, 1992), Universal Soldier (trilha sonora, 1992), New Music For Films, Vol. 1 (coletânea com trilhas sonoras não editadas anteriormente, 1992), Klemania (1993), Raven (trilha sonora, 1994), Enchanted Nature (coletânea com alguma coisa inédita, 1995), Babylon 5 (trilha sonora, 1995), Tenchi Muyo, In Love (trilha sonora, 1996) e The Celestine Prophecy, A Musical Voyage (1996). Sobre este trabalho mais recente é que vamos falar agora.

As Profecias
Em 1993 seria editada nos Estados Unidos a primeira edição do romance The Celestine Prophecy (´A Profecia ’, Brasil, Editora Objetiva, 289 páginas, atualmente na 61a edição), do escritor James Redfield. No ano seguinte, ele se converteria no maior fenômeno de vendas dos últimos tempos. A história é bem interessante. Trata da descoberta nas selvas do Peru de um manuscrito escrito em aramaico, datado de cerca de 600 a.C. (possivelmente de autoria dos maias), que traria importantes revelações para a humanidade. O documento é dividido em nove partes, denominadas visões e a sua descoberta se dá aos poucos, realizada por cientistas, religiosos e buscadores da verdade. A narração é feita por um personagem que entra quase acidentalmente na história e através dele vamos vivendo uma série de aventuras, cheias de perigos e suspense uma vez que, embrenhado no interior peruano, ele se vê perseguido por autoridades daquele país, que incitados pela igreja - que vê no documento uma ameaça a toda estrutura montada durante séculos - planejam destruir todo e qualquer resquício do manuscrito. Mas o sucesso da obra se deve menos pelo romance de aventura e suspense e mais por suas profecias, que contém todo um mapeamento das transformações que estão começando a ocorrer nos parâmetros que regem a forma de pensar e - consequentemente as atitudes - do homem.
Sobre isto, Carlos Cardoso Aveline escreve: "James Redfield propõe mecanismos para o surgimento prático de uma cultura global que reformule todo o processo civilizatório a partir de um novo sentimento de amor, livre de egoísmo, que já brota do coração de cada ser humano atento à vida" (revista Planeta, edição 284, pág. 34, maio/96). Podemos acompanhar o desenrolar da tese através de cada uma das visões.
A primeira chama a atenção sobre os palpites, intuições e coincidências que ocorrem a todo momento em nossa vida. A idéia é que essas ocorrências são guiadas por uma força (a princípio) inexplicável, e destinam-se a transformar as nossas vidas. A consciência disso é a Primeira Visão. A Segunda Visão coloca as previsões do Manuscrito em um contexto amplo, plausível e inevitável quando vê a evolução do pensamento humano sob uma perspectiva histórica. O objetivo é compreender o que aconteceu até agora no mundo, despertando uma visão do futuro. A reconstituição dos últimos 1000 anos mostra então um homem em busca de respostas científicas para dúvidas existenciais - após ter perdido a segurança espiritual por volta do século 14 - e como não as conseguiu imediatamente, tratou de substituir a busca de respostas por uma segurança secular, econômica.
A Segunda Visão desperta a preocupação para a questão primordial: ´O que está por trás da vida neste planeta? Por que estamos aqui na verdade?´ A Terceira Visão aborda a questão da Energia que significou um retorno ao esotérico propiciado pela ciência a partir das descobertas da física quântica e do trabalho desenvolvido por Einsten, mostrando que ´o que percebemos como matéria sólida é em sua maior parte espaço vazio percorrido por um padrão de energia´. No quantum revelam-se padrões de energias cada vez menores, até as partículas mais elementares cujo simples ato de observação pode alterar o comportamento.
A idéia defendida na Terceira Visão é a possibilidade de interagirmos com todos os elementos do universo, moldando-o de acordo com nossas intenções e expectativas, ou seja, somos capazes de transmitir e captar formas energéticas que alterariam tudo ao nosso redor e até nós mesmos, pois também somos energia pura. Pelos conceitos que conhecemos de energia é normal supor que haja uma fonte maior gerando o princípio de tudo. A tese defendida no livro é que existe, só que o ser humano se desligou dela e a única porta que ficou aberta para captação de energia é a que flui entre as pessoas.
A Quarta Visão mostra que todos os conflitos humanos provém da necessidade de se roubar energia para se sentir bem: ´Nós, humanos, procuramos ser mais espertos e controlar uns aos outros não só por causa de alguma meta tangível que estejamos tentando alcançar no mundo externo, mas por causa de um estímulo psicológico que recebemos. É por isso que se vêem tantos conflitos no mundo, tanto em nível individual quanto de nações´. É a disputa pelo poder onde a dominação de uns pelos outros é a tentativa de se apoderar das mentes para roubar energia. Este roubo pode se dar em uma simples conversa, onde se tenta prevalecer uma opinião: o vencedor da discussão se energiza e o perdedor se enfraquece. O importante no atual estágio é ter a consciência disso, para que comecemos a nos livrar desta disputa e possamos então receber energia de outra fonte.
Após uma experiência mística em uma montanha o narrador é iniciado na compreensão da Quinta Visão: o universo pode nos suprir desta necessidade de energia; é o grande salto que se pode dar em uma escala evolutiva. Com isso todos os conflitos humanos, insuflados pelo ego, acabam e podemos entrar em uma outra esfera.
A Sexta Visão mostra a necessidade de nos livrarmos dos ´dramas de controle´ inconscientes criados em nossa vida familiar, durante a infância, para ´roubar´ energia: existem então o ´intimidador´, o ´interrogador´, o ´indiferente´, etc. A Sétima Visão mostra a necessidade de estar alerta aos sinais do universo e a Oitava um novo caminho na ética interpessoal: da educação dos filhos ao relacionamento com o sexo oposto. A Nona mostra o nosso destino final em uma revelação impressionante, envolvendo vibrações energéticas, transcendência, transubstanciação, travessia espiritual, de onde viemos para onde iremos, etc. Para entender do processo é indispensável ler o livro (o que nós dissemos até aqui é apenas um resumo muito deficiente) até mesmo para aproveitar melhor a música que comentamos a seguir.

Chris Franke e a Profecia Celestina
Com a proposta que o livro tem, é realmente um desafio criar uma obra musical que lhe sirva de trilha sonora e que ao mesmo tempo seja independente. Acreditamos que tenha existido uma grande cooperação entre o autor do livro e o compositor, para que se chegasse a um resultado realmente louvável. Os caminhos musicais que se abrem para o desenvolvimento de um tema como este são quase infinitos e a grande questão é achar o melhor. Com sua extensa formação Chris percebeu que ao relator os acontecimentos em um selva peruana, James Redfield quis fazer uma ponte entre sociedades ancestrais e a sociedade do futuro que ele propõe. Nada mais correto então que tomar como base a música étnica e a partir daí desenrolar a trama musical, incluindo aos poucos, elementos sinfônicos, ora com características mais acústicas, ora eletrônicas. Evitando se limitar à utilização da música folclórica apenas da região abrangida pelo romance (no caso a andina) ele faz uma interligação dos diversos conceitos estéticos (e religiosos) de vários povos ao redor da terra.
Esta tarefa grandiosa contou com o auxilio de um etnomusicólogo, o conhecido percussionista Alex Acuña. Outro convidado especial é o músico Paul Horn que comparece tocando Flauta Nativa Indígena e Flauta Chinesa. A preocupação de manter um clima puro nas composições fez com que Chris Franke convidasse uma série de músicos (com seus instrumentos originais) e cantores de diversas nações, assim temos: Sanbona e Flautas Peruanas, Flautas Japonesas, Flautas de Pan e de Bambu, Harpas Irlandesa e Celta, Metaphone, Violino Chinês, Didgeridoo, Glas Harmonium, Percussão Peruana e Africana, Vozes Tibetanas, Vozes Celtas, Vozes Africanas, Vozes dos Cânticos Guturais de Tribo Aborígene de Taiwan, etc. Além da Berlin Symphonic Film Orchestra e dos sintetizadores de Chris, é claro. O clima das músicas é sempre agradável, às vezes rítmico, às vezes contemplativo, mas com uma vivacidade que não permite que a coisa resvale para a monotonia.

Cada música conta uma parte do livro e tem uma introdução temática escrita no encarte pelo próprio James Redfield, que chega a comentar cada uma delas, como vemos por exemplo em ´Jensen - O Ladrão de Energia´: ´Quando o Narrador se encontra em Chula, um primitivo vilarejo existente em nosso mundo moderno, o som característico de uma cobra o alerta de que ele está prestes a encontrar um inimigo, um ladrão de energia conhecido como Robert Jensen. Jensen planeja descobrir a Nona Revelação e usar esta descoberta para controlar e restringir o Manuscrito. Em ´Jensen - The Energy Thief´, os tons orgiásticos de uma guitarra e os acordes de uma bass marimba mostram pessoas e lugares de ética questionável.
Um lamento vocal adverte para o perigo com que o Narrador se defronta em Chula, que é também representado por Jensen, seu morador. A advertência continua através da percussão e de guitarras ciganas, enquanto o Narrador é conduzido de volta à relativa segurança da floresta por vozes africanas´. O CD ´The Celestine Prophecy - A Musical Voyage´ foi lançado em 1996 pela Priority Records e editado no Brasil pela Virgin com o encarte traduzido. Leia o livro ao som do disco. Recomendação segura do Jornal Metamúsica.
M.C.O.




6 de novembro de 2009

Deu no Conversa Afiada: "Filha do petroleiro tem orgulho da resistência do pai"


"O Conversa Afiada reproduz abaixo o e-mail enviado por Patrícia Deiró Alves, filha do petroleiro aposentado Antônio Deiró, autor de depoimento sobre a resistência dos petroleiros durante o governo FHC.

patricia deiro alves


Esse é o pai de quem tanto me orgulho!!
Nunca vi uma pessoa vestir uma camisa de uma empresa tão bem quanto você!!
Valeu a pena a ausência em alguns natais e ano novo.
Você estava lutando pelo nosso futuro e de suas netas.
Nós te amamos!!
Família Alves"
 
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Parece incrível, mas é verdade, segundo o Paulo Henrique Amorim: o Delegado Protógenes foi demitido da Polícia Federal!!


"Enquanto participava do Congresso do PCdoB em São Paulo, o ínclito delegado Protógenes Queiroz recebeu a informação de que foi demitido da Polícia Federal num processo administrativo sumário.


A causa: ter participado de um comício em Poços de Caldas, de que não participou.

A Polícia Federal não descobre o áudio do grampo.
Não inidicia os empreiteiros da Andréa Michael.

E iniciou vários processos para punir Protógenes Queiroz judicialmente .

Daniel Dantas está solto.

Viva o Brasil

Paulo Henrique Amorim"

VEJA AQUI

5 de novembro de 2009

Copenhagen, Dezembro de 2009

Estão dizendo que a conferência de Copenhagen já se anuncia como uma derrota, pior do que Kioto. Os grande poluidores não estão querendo se comprometer com metas ambiciosas de redução das emissões, incluindo os prazos. Nós daqui do Blog acreditamos que uma luz aparecerá, mas precisamos pressionar. Continuaremos fazendo a contagem regressiva para a reunião mundial de dezembro, na Dinamarca, em parceria com diversos Blogs mundo afora.



"O contador é um lembrete de que chega o dia de os líderes mundiais tomarem atitudes certas para controlar o aquecimento global. É a mensagem do movimento Tictactictac, aliança entre ONGs, sindicatos, grupos religiosos e pessoas como você que lutam por um mundo justo e sustentável."

4 de novembro de 2009

Ainda Lévi-Strauss

De Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil, América do Sul, mais uma homenagem (dessa vez musical) ao grande Lévi-Strauss. Trata-se de sons das altas florestas (Perú, Brasil) com um tempero das sociedades tecnológicas modernas. Uma música dançante para registrar a passagem por aqui do antropólogo que trouxe uma nova forma de pensar sobre assuntos ainda tão atuais (vejam postagem abaixo).

Aos 100 anos morre um dos maiores pensadores do nosso tempo, o antropólogo Lévi-Strauss



Nos meus momentos de maior busca filosófica e introspecção para consolidar visões e afirmar convicções sobre o mundo e a realidade humana, as leituras de ensaios e artigos do Claude Lévi-Strauss eram (e ainda são) como um elixir sagrado, tamanha grandeza de suas colocações. Este antropólogo, crítico da visão ocidental de dominação, realizou importantes registros sobre os povos indígenas brasileiros, de tal forma que hoje as leituras de seu feito são como uma obrigação acadêmica, para todos que desejarem conhecer melhor a complexa realidade tropical do povo brasileiro.



É com pesar que o blog registra esta perda! Mas um homem que vive 100 anos e deixa uma obra tão magnífica merece ser celebrado com enorme felicidade, mais ainda pelo legado que este gigante da antropologia mundial nos deixou a respeito da tropicalidade e dos povos indígenas brasileiros.

 
 
Na década de 30 este antropólogo se embrenhou pelo Brasil e no final produziu o livro: Tristes Trópicos, que mereceu enorme destaque literário... vale conferir. Destaco abaixo um artigo recentemente publicado sobre este grande pensador e seu livro:
 

 "'Tristes Trópicos': um dos principais livros do século XX


(AFP) – Há 18 horas


PARIS, França — Em 1954, a editora francesa Plon encomendou a um jovem especialista em populacões esquimós e lapônias, Jean Malaurie, que criasse uma coleção etnográfica intitulada "Terra Humana".


Malaurie, então, pediu a Claude Lévi-Strauss um relato de suas viagens. Em quatro meses, o antropólogo terminou seu manuscrito, baseado na viagem que fizera ao Brasil nos anos 30. Na ocasião, ele havia iniciado um projeto de romance, do qual aproveitou o título: "Tristes trópicos".

"Eu tinha uma bolsa cheia que tinha vontade de esvaziar", contou. E o que ele colocou disto na obra não foi apenas seu conhecimento, mas também sua alma: esta é a diferença entre um relato erudito, mesmo de alto nível, e uma obra de arte..."

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2 de novembro de 2009

Mobilização Mundial pelo novo Tratado Climático...



No último dia 24 de outubro ocorreu uma mobilização mudial pelo novo tratado do clima que será firmado neste mes em Copenhague, veja o breve filme e tente contribuir acompanhando o site http://www.350.org/

Melancholy Man

Até que eu tento não colocar muita coisa aqui no Blog sobre música, mas sempre tem algum tema musical que serve como complemento a alguma postagem. Quando publiquei o post que está aí embaixo, o inconsciente me levou até o grupo inglês Moody Blues, cujas composições refletiam questionamentos existenciais. A sonoridade dessa banda também é bem peculiar, tida por alguns como extremamente melancólica. Acho que, além das letras, o timbre do inconfundível Mellotron, as vocalizações e o tipo de caminho melódico, contribuíam para esse clima extremamente maduro para um grupo de Rock. Selecionei a canção “Melancholy Man” do álbum “A Question Of Balance” para vocês ouvirem. Boa semana!

Uma reflexão

Cheguei um pouco mais cedo da pequena viagem de feriado para poder ir ao cemitério fazer as devidas homenagens de recordação aos nossos, que já se foram. Aí me lembrei de um artigo da Martha Medeiros que diz que continuamos vivos enquanto existir alguém que se lembre de nós, depois de partirmos. Esse seria o período de existência (pelo menos nessa terra...). Aliás ontem ela nos brindou com outro ótimo artigo falando de... morte. Mas dessa vez com outra abordagem. O título é “A Morte Como Consolo”, onde ela diz: “tenho pensado na morte como recurso para desencanar dos problemas. Daqui a 40 anos eu não vou estar mais aqui. Então pra que me preocupar? Diante da morte, tudo é bobagem". O que me remete a um interessante livro chamado “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer” de Sogyal Rinpoche (Editora Palas Athena, 530 páginas). Nele vemos que lembrar que não somos imortais pode nos ajudar a viver melhor. Reproduzo aqui no Blog, logo abaixo, o artigo da Martha. Vale a pena ler ressaltando, no entanto, que trata-se de um texto destinado preferencialmente a quem tem mais de 40 anos. Se você tem menos que isso, vá direto ao último parágrafo.

A morte como consolo

“Assim como qualquer mortal, eu também esquento a cabeça com questões de difícil praticidade. Teorizar é moleza, mas como agir do mesmo modo que essas supermulheres que a gente vê nas revistas e jornais, sempre bem resolvidas? Você acha que eu sei? Sei nada.

Eu também me desgasto com assuntos mundanos, aqueles que nos atormentam dia e noite: sinto ciúmes, me constranjo ao negar convites, às vezes me acho severa demais com minhas filhas, às vezes severa de menos, não consigo ser tão solícita quanto gostaria, me sinto desatualizada em relação a tanta coisa, não sei direito a direção para a qual conduzir minha vida, enfim, coisinhas que nos roubam algumas horas preciosas de sono.

Como eu não faço terapia e não posso perder nem um minuto precioso de sono, já que normalmente durmo pouco, resolvi procurar um método pessoal para relativizar meus pequenos grilos cotidianos. E encontrei um que pode parecer macabro, mas está funcionando.

Quando estou muito preocupada com alguma coisa, penso: eu vou morrer.

Óbvio que vou morrer, todo mundo sabe que vai morrer um dia, mas a gente evita pensar nesse assunto desagradável. No entanto, tenho pensado na morte não como uma tragédia, mas como um recurso para desencanar dos problemas, e então a morte se torna, u-lá-lá, um paliativo: daqui a 40 anos, mais ou menos, eu não vou estar mais aqui. O que são 40 anos? Um flash. Todas as minhas preocupações desaparecerão. Nada do que eu sinto ou penso permanecerá, ao menos não para mim mesma — o que as pessoas lembrarem de mim será de responsabilidade delas.

Eu vou evaporar. Sumir. Escafeder-me.

Então pra que me preocupar com bobagem? Diante da morte, tudo é bobagem. Recapitulando os exemplos dados no segundo parágrafo: ciúmes? Ouvi bem: ciúmes? De quem, pra quê, se todos irão pra baixo da terra e ninguém sobreviverá pra cantar vitória? Aproveite os momentos que você tem hoje — hoje! — para desfrutar seus prazeres e não pense em perdas e ganhos, isso não existe, é pura ilusão.

Os filhos nos amam, mas fatalmente reclamarão de nós um dia, não importa o quão bacana fomos com eles. Ser 100% solícita é coisa pra Madre Teresa. Atualização pode ser importante para o trabalho, mas nem sempre para nosso bem-estar. E, finalmente, seja qual for a direção que você der à sua vida, o que importa é que ela seja satisfatória hoje (repito a palavra mágica: hoje!), porque daqui a pouco você e suas preocupações virarão poeira. Até Ivete Sangalo vai virar poeira.

Importantíssimo (me descuidei, deveria ter colocado esse último parágrafo lá no início, mas já que vou morrer, dane-se): se você tem menos de 40 anos, desconsidere todas as linhas desta crônica. Leve seu nascimento a sério. Antes dos 40, ninguém vai morrer. Essa é a ordem natural do pensamento humano. Pague seus impostos, preocupe-se com a direção que sua vida está tomando, morra de ciúmes, dê-se o direito de todas as cenas passionais e irracionais que incrementam seu script: não se entregue ao fatalismo. Honre o primeiro ato dessa encenação chamada vida. Porém, depois dos 40, apenas divirta-se e não perca tempo se preocupando com bobagens. Vai dar em nada.”

(por Martha Medeiros, Revista O Globo, pág. 32, 1º/nov/2009)

Algumas fotos dos 50 Anos...com direito a bolo personalizado, alguns dos bons amigos e familiares...







Felipe e Marcos Cardozo, os blogueiros

31 de outubro de 2009

Pholhas em Atafona

A década de 70, entre tantas outras coisas, nos deu clássicos da canção romântica, que faziam a festa dos casais que gostavam de dançar "música lenta" juntinhos (acho que isso não existe mais...).
Dentre as bandas que fizeram muito sucesso nesse estilo, uma se destacava de forma bem peculiar: Pholhas, que era uma banda brasileira que cantava em inglês.
Tiveram uma trajetória única, começando pelo Rock Progressivo, depois música pop e finalmente MPB.
30 anos depois, mantendo a mesma competência, o grupo continua na ativa, realizando shows pelo Brasil afora, matando a saudade dos fãs que tiveram em algum momento da vida as canções do grupo como fundo musical.
A Prefeitura de São joão da Barra teve uma iniciativa legal ao fazer um festival de primavera trazendo a cada domingo um nome para se apresentar no Balneário de Atafona. E amanhã é exatamente o dias 'dos' Pholhas.
Sempre quis assisti-los ao vivo, mas ainda não será desta vez porque estou seguindo para o meu refúgio litorâneo (que não é SJB).
Mas, para quem for ficar por aqui, fica a dica do Blog. Não percam, sobretudo os antigos admiradores do grupo.
Incorporei ao Blog logo abaixo videos com dois clássicos românticos inesquecíveis, mais uma tradução. Bom feriadão!
"She Made Me Cry":



There's a Pholhas show at Pelourinho, Brazil, singing the song "Forever":



Agora a tradução de "Forever":


30 de outubro de 2009

Feliz Aniversário!

É hoje! Esclarecendo o mistério da postagem do Uriah Heep logo abaixo, o segredo é desvendado: quem faz 50 anos neste 30 de outubro de 2009 é o dono do Blog. Nosso amigo Luiz Felipe Muniz! Parabéns camarada! Fique tranquilo, a vida começa aos 50! Também completei meio século este ano. Nossa geração acabou com a histórica divisão “antes e depois dos 50”. Não existe andropausa! Ou, se existir, é lá pelos 80. Ainda temos três décadas de qualidade de vida. Podem dizer que não é muito, mas garanto que não é pouca coisa. Aproveite pois este dia e os próximos decênios, sempre contribuindo com sua parte para a melhoria deste pequeno planeta azul. Continuemos nossa jornada. A vida nos reserva coisas boas. E, como diria o Uriah Heep... Happy Birthday, Magician!

28 de outubro de 2009

The Magician's Birthday

Esta semana é especial. Tem um grande amigo que vai completar 50 anos na sexta, dia 30 de outubro. Meio século de existência! Uma data muito legal. Amanhã ou depois eu digo quem é.
Pensando nessa comemoração, como sempre faço, associei a data e a pessoa a alguma coisa ligada à música.
Então vejamos... Acho o aniversariante uma espécie de "mago": uma personalidade da Renascença capaz de atuar em áreas técnicas e humanas ao mesmo tempo.
Inspeciona equipamentos, monta ações judiciais, atua como educador ambiental com os conhecimentos em Psicopedagogia que adquiriu em Pós-Graduação, ajudou a criar e dirigiu durante anos a mais antiga organização ambiental do Norte-Fluminense com a base que tem em Direito Ambiental, é oficialmente capacitado em Terapias Alternativas, etc. etc.
OK, já falei que amanhã ou depois digo quem é...
Mas é por isso tudo que o associei ao termo "mago". E não tem jeito, quando penso nesse termo não é do Paulo Coelho que eu me lembro e sim do Uriah Heep.
Acho que vocês não conhecem. É um personagem de Charles Dickens (ou será Mark Twain? Não me lembro). Não importa. Na verdade estou me referindo a um grupo musical inglês bem antigo. Eles gravaram um álbum clássico chamado "The Magician's Birthday". Viram a relação com a data e o aniversariante? Eu adoro esse disco (acho que é de 1974) e inseri aqui uma música da banda, só que de um disco anterior, cujo nome é... "The Wizard"!!! O Mago, O Bruxo, o Xamã... Em homenagem ao amigo, aí está!


27 de outubro de 2009

Menos dinheiro do Pré-Sal para produtores

"O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) propõe em seu relatório sobre o projeto que altera o marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal menos recursos para os estados e municípios produtores. O deputado apresentou o parecer sobre o projeto na noite desta terça-feira (27). Como houve pedido de vistas, a votação do relatório deve acontecer na próxima semana."
Leia aqui a íntegra dessa notícia.

Amy turbinada

Melhor cantora e compositora em atividade (em minha opinião), mas com uma personalidade digamos... "difícil", Amy Winehouse sempre encontra tempo - entre suas internações e prisões - para gravar discos excelentes e realizar shows fantásticos. Mas não é só isso: ela gastou US$ 50 mil para dar uma "turbinada" nos seios. O resultado ficou bom, como podem verificar nesta foto registrada ontem quando ela saia de um restaurante. De vez em quando ela dá um soco na cara desses fotógrafos. Aí eles chamam a polícia. A polícia vem, encontra drogas e prende ela. Depois liberam para tratamento psiquiátrico. Aí ela compõe músicas incríveis e tudo recomeça... Tem gente que não gosta dela. Eu gosto. Desde que ela não me dê um um soco!

Novos Conceitos Arquitetônicos

Um dos melhores programas produzidos na TV brasileira é o "Cidades e Soluções", apresentado pelo jornalista André Trigueiro.
Pesquisando propostas inovadoras para melhorar os ambientes urbanos e, consequentemente, a qualidade de vida dos seus habitantes, o programa traz a cada edição um assunto que visa o bem estar de todos, mas mantendo o foco na sustentabilidade, nas críticas questões ambientais.
Na edição que incorporamos aqui, um conceito desconhecido pela maioria, chamado "Retrofit". Vejam e entenderão.

"O Retrofit é a prática arquitetônica que se insere na agenda do desenvolvimento sustentável. O processo envolve mudar o interior para adequá-lo ao projeto, sem mexer na estrutura externa."

25 de outubro de 2009

Coisa Fina

Com todo o respeito, essa é só para quem tem gosto bem apurado, sofisticado. Nenhum preconceito contra quem não gosta de um classic jazz revisitado com tintas modernas, que é o que faz a maravilhosa Melody Gardot, nesta "Baby I'm A Fool"...

A Foto do Fim de Semana

E, para encerrar o fim de semana e nos prepararmos para mais uma que se inicia, olhemos para o espaço infinito...


"Foto obtida pelo telescópio espacial Hubble mostra a "bagunça" que a explosão de uma estrela provoca. A imagem mostra a Nebulosa do Caranguejo, aglomerado de remanescentes de uma supernova de mil anos. Em seu centro há um pulsar, uma estrela de nêutrons com massa semelhante ao Sol mas com as dimensões de uma pequena cidade. Este 'miolo' da Nebulosa do Caranguejo tem uma rotação de aproximadamente 30 giros por segundo. (NASA, ESA, J. Hester, A. Loll-ASU; Davide De Martin, Skyfactory)"

Besouro

Finalmente uma boa produção cinematográfica nacional que aborda um pouco da história da Capoeira, com toda a sua ação, significados culturais e sociais, misticismo, etc. Trata-se da história real do lendário capoeirista baiano que viveu nos anos 20. Deve estrear em breve.




24 de outubro de 2009

Viver a Vida

Como diria o Artur Xexeo, colunista do Globo, eu não acompanho mais novela, mas dou uma olhadinha de vez em quando. A atual das nove ("Viver a Vida") tem um destaque especial: o visual de Buzios. Mas não vou falar daquela bela terrinha agora.
Essa postagem é para chamar a atenção sobre a trilha-sonora.
Disco de novela sempre foi um referencial sobre as novidades do mundo da música Pop e da MPB. No entanto, nos últimos tempos, acho que por causa da pouca produção de coisas boas, o que víamos eram regravações de temas antigos, com roupagem nova. Ou simplesmente colocavam os temas originais, de décadas passadas. Mesmo em "Viver a Vida" vemos que o tema de abertura é "Sei lá (a vida tem sempre razão)" com Tom Jobim, Miúcha e Chico Buarque. Obra-prima, mas... cadê as novidades?
Bem desta vez a Som Livre surpreendeu ao lançar um segundo disco com temas internacionais, sob o título "Viver a Vida - Lounge".
Mas o que esse CD tem de diferente? Resposta: uma seleção eclética de World Music, Folk Celta, Pop Cool, New Bossa, etc.
Causa espanto ter em um mesmo disco lançado no Brasil faixas de artistas poucos conhecidos mas ótimos como Living Theatre, 3-11 Porter, Loreena Mckennit, Paul Schwartz, Sarah Brightman, etc.
Vale a pena adquirir essa ótima seleção que deve estar abrilhantando as cenas da novela que já tem Búzios como fundo visual privilegiado.
Incorporei ao Blog, logo abaixo, dois videos com duas dessas faixas. Acho que vão gostar...
E bom fim de semana a todos!



O video aí de cima é com a fantástica canadense Loreena Mckennit.
A seguir um video com a música "Surround Me With Your Love" (traduzida) do grupo cult 3-11 Porter. Parece que é o tema do personagem Marcos (meu xará...) e da bela Helena (Taís Araújo).



23 de outubro de 2009

Pixar

Acho que todos já viram aquela introdução das ótimas animações da empresa Pixar (que foi adquirida pela Disney). Pois olhem só essa engraçada animação que é uma paródia à boa idéia do estúdio. Eles criminalizaram a ação da luminária ao pisar na letra I. Vejam o resultado...

22 de outubro de 2009

Deu no JB um Mauro Santayana sempre atento e oportuno: crentes ou cidadãos?!

O crente e o cidadão

22/10/2009 - 23:23
Enviado por: Mauro Santayana

Por Mauro Santayana

Qualquer que seja a ideia que façamos de Deus, ou dos deuses, ela se subordina à inteligência e aos sentimentos de cada ser humano. A teologia, tanto nas confissões cristãs, como nas demais manifestações de fé, é uma construção histórica, sob a influência dos poderes terrenos. Foram esses poderes terrenos que levaram os sacerdotes judeus a opor-se a Cristo. O panteísmo patrocinava a liberdade investigadora dos gregos, mas Sócrates foi condenado à cicuta sob a acusação de desobedecer aos deuses e, assim, às leis da cidade. O cristianismo, ao legitimar o poder de Constantino, impôs alguns dogmas que retardaram o desenvolvimento da ciência e mantiveram, durante toda a Idade Média, os pobres submetidos à opressão dos nobres. Em todo esse período, a nobreza, associada à Igreja, alternava a repressão mais violenta com atos de presumida piedade, a fim de manter a estagnação social.


O historiador polonês Bronislaw Geremek, de origem judia convertido ao catolicismo, e com forte presença política em seu país, publicou fascinante estudo sobre o tema, com o título de A piedade e a forca. Quando os pobres se rebelavam, a forca funcionava – quando não se acendiam as fogueiras. Sempre foi assim, mesmo antes que a Igreja Católica se tornasse o centro ocidental do poder. Como se sabe, bem antes que Cristo subisse as trilhas do Calvário, Crassius levantou 6 mil cruzes ao longo da Via Appia e nelas pendurou os prisioneiros remanescentes da rebelião de Spartacus.


Os protestantes não foram diferentes dos católicos na intransigência religiosa, como dos cristãos não se diferenciaram muito os muçulmanos, em alguns momentos de sua história. O confronto entre xiitas e sunitas – pelas mesmas vielas de Bagdá onde hoje continuam matando-se – mostra que cada um faz de Deus o escudo que lhe convém.

LEIA MAIS AQUI

Fotos de uma grande alegria da família: formatura da Fernanda Muniz de Souza Rangel, sobrinha querida!




Parabéns, galera da FISIOTERAPIA -UFRJ/2009

Mais uma mobilização global pelo sucesso do encontro pelo Clima em Copenhague


Pessoal, é o seguinte:


Sábado dia 24 de outubro é o dia de ação global da 350. Saiba mais e participe no link:


Encontre um evento!
http://www.350.org/pt/action-list

Mês passado os eventos da Hora de Acordar inundaram as linhas telefônicas dos nossos governantes. Este sábado acontecerá uma nova mobilização global pelo clima para mostrar aos governantes o fôlego, poder e clareza do movimento climático global.

http://www.avaaz.org/po/350_map

O Brasil, a Felicidade e a Rio-2016


Recebi o texto abaixo e achei muito interessante. Foi publicado em um jornal de Madri, Espanha. Não consegui o link do original para colocar aqui. Mas o artigo traz o nome do autor e o tradutor. Ainda inflados pela conquista, ficamos orgulhosos com a alma brasileira...



14/10/2009
O que explica Rio-2016 ? A vocação inata do Brasil para a felicidade


Juan Arias
O fato de o Rio de Janeiro ter ganhado a disputa para hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, deixando para trás cidades de grande prestígio como Madri, Chicago e Tóquio, já foi analisado de todas as formas. Tudo foi dito. Que a América do Sul já merecia uma Olimpíada. E é verdade. Que o Brasil é hoje a potência econômica emergente da região. Também é verdade, assim como que boa parte da vitória se deveu à enorme popularidade mundial do carismático ex-metalúrgico e hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E com ele a atuação do deus do futebol, Pelé, e do mago carioca Paulo Coelho, que soube ganhar a simpatia das mulheres dos delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI), as quais convidou para jantar em um restaurante em Copenhague, em um clima de felicidade brasileira. Ou terão sido só as imagens das belezas únicas da mágica cidade carioca? Também, mas não só.

Existe outro elemento pouco destacado, que é a vocação inata do Brasil e dos brasileiros para a felicidade, que acaba se irradiando internacionalmente, contagiando o mundo.

Se houvesse sido feita uma pesquisa nacional, teria aparecido que nesse dia 100% dos brasileiros se sentiram felizes quando o presidente do COI abriu o envelope e apareceu Rio de Janeiro como vencedora da competição para realizar os Jogos Olímpicos de 2016. Os brasileiros, que gozam de uma formidável coesão nacional, estão sempre abertos para acolher qualquer motivo para ser felizes. E abrigar os jogos lhes causou orgulho e felicidade. E não escondem isso - outra característica do brasileiro.

Em minha primeira entrevista com a atriz de cinema e teatro Fernanda Montenegro, quando cheguei ao Brasil, há dez anos, ela me disse algo que nunca esqueci e que mais tarde pude tocar com a mão: "A diferença entre um europeu e um brasileiro é que o brasileiro não se envergonha de dizer que é feliz, e o europeu, sim".

Qualquer um que passa pelo Brasil, por turismo ou trabalho, sente-se rapidamente capturado pela cordialidade, a exuberância afetiva, o acolhimento alegre de sua gente, do norte ao sul do país. "É que com os brasileiros não se pode brigar, porque sorriem até quando você fica nervoso", me disse um correspondente argentino. É verdade. A vocação do brasileiro é mais para a paz, a amizade, o entendimento mútuo, o desejo de agradar, do que para a guerra ou a disputa. E então, o que acontece com a violência que mata no Brasil mais que em outros países? Não é uma violência brasileira, mas produzida pelo câncer do tráfico de drogas.

A melhor arma do brasileiro continua sendo o sorriso. O catedrático de estética da Universidade do Rio Isaías Latuf foi indagado em plena na rua em Buenos Aires se era brasileiro. "Como percebeu?", ele perguntou. E a resposta foi: "Por seu sorriso".

Segundo uma pesquisa realizada em 2008 em 120 países pelo Instituto Gallup e apresentado pela Fundação Getúlio Vargas, a felicidade do brasileiro é superior a seu PIB. O jovem brasileiro aparece com uma avaliação da felicidade superior à média mundial. O estudo revela que os jovens brasileiros entre 15 e 29 anos apresentam maior esperança de ser felizes nos próximos cinco anos do que os jovens do resto do mundo. E essa esperança de felicidade alcança 9,29%.

Os psicólogos tentaram analisar esses dados. Como é possível que os jovens de um país que aparece somente no 52º lugar no índice mundial de renda se sintam os mais felizes do planeta? O psicólogo Dionisio Benaszewski atribui isso ao fato de que, segundo a mesma pesquisa, os jovens brasileiros valorizam mais a felicidade do que o trabalho ou o dinheiro. Se há algo que de fato eu constatei no Brasil é que a maioria dos cidadãos, até os mais pobres, não vivem para trabalhar; trabalham para viver e para viver felizes. É quase impossível conseguir que alguém queira trabalhar em um domingo, mesmo ganhando o dobro. Costumam dizer: "Ah, não, domingo não dá".

Segundo Benaszewski, existe outro elemento gerador de felicidade no Brasil, que é causado pelas boas relações existentes entre membros da família e entre vizinhos. Aqui a rede de solidariedade, sobretudo entre os mais pobres, é formidável. Um exemplo disso são as favelas do Rio, que entre elas se chamam de "comunidades". E o são. O elemento afeto nas relações e o afã por ajudar-se mutuamente nas adversidades, ou de desfrutar os momentos felizes, são proverbiais.

Costuma-se dizer que os brasileiros sabem tirar felicidade até das pedras. Eles a buscam na alegria e na tristeza. No dia em que o Rio ganhou como sede dos Jogos Olímpicos, um casal de jovens brasileiros entrevistado em Madri por um repórter do programa de Iñaki Gabilondo disse algo mais ou menos assim: "Não fiquem tristes. Venham para o Rio, que é uma cidade maravilhosa, que se sentirão felizes". Pensei que, se tivesse sido o contrário, se Madri tivesse ganhado e o Rio, perdido, a jovem também teria se consolado de alguma forma, dizendo que estava feliz na maravilhosa cidade de Madri.

Assim são os brasileiros. São mergulhadores no mar da felicidade e, como não escondem isso, acabam contagiando os outros. Sem dúvida esse contágio também teve a ver na hora da votação em Copenhague.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

21 de outubro de 2009

Lua Nova

Adolescentes, tremei! Chega em novembro ao Brasil o filme "Lua Nova", baseado no segundo livro da milionária série "Crepúsculo" da escritora (e professora) americana Stephenie Meyer.
"A série de Meyer fervilha com a atração das paixões proibidas somadas ao tempero inebriante do sobrenatural" (The New York Times). Eu acho a série legal...

Verão carioca

Gostei do material de propaganda do verão carioca 2010 lançado hoje pela Riotur.


"A Secretaria Especial de Turismo (Riotur) divulgou nesta quarta-feira (21) uma logomarca criada para representar o verão carioca de 2010. A marca reúne as cores azul, verde, amarelo e laranja, representando o mar, o sol e a natureza do Rio."

“Nossa ideia é fazer com que a programação de verão seja cada vez mais intensa. Por isso, estamos criando uma marca, uma identidade para o verão carioca, transformando todo o verão do Rio de Janeiro num grande evento, criando um produto”, disse o secretário especial de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.