25 de julho de 2010

The Beats

Estava saindo de um Shopping da Zona Sul do Rio – mais precisamente o Rio Sul, onde tinha assistido um filme – quando olhei de relance pela janela do carro as atrações da casa de shows Canecão, que fica logo ali na saída do Shopping, em Botafogo.

Achei que estava vendo coisas, mas como não dava pra parar o carro para conferir, segui o caminho pensando o que significava aquilo. Esclarecendo: eu vi as fotos de Paul, John, Ringo e George em um grande outdoor que anunciava o retorno dos Beatles e a sua primeira apresentação no Brasil.

Eu havia assistido um filme 3D e tinha saído meio tonto do filme, o que poderia explicar uma possível alucinação que trazia de volta não só a maior banda de Rock da história como ressuscitava John e George, que já deixaram essa existência.

Fiquei com isso na cabeça e resolvi pesquisar o que estaria em cartaz por aqueles dias no Canecão. É claro que tratava-se de uma banda cover. “A melhor banda Beatle do mundo” apregoava o anuncio. Para quem não sabe, banda cover toca apenas o repertório de um grupo, procurando imitar os trejeitos do palco, timbres vocais e até mesmo o visual, buscando atender as expectativas dos fãs. No caso desses “The Beats” na foto que eu vi eles realmente são parecidos com o grupo. E o título que conseguiram foi na Inglaterra mesmo. Mas eles são da Argentina e atuam desde 1987.

Possível alucinação à parte e sem nostalgia musical, lembrei-me que essas bandas sempre existiram, como distração de músicos amadores e atração em pequenos espaços. A diferença é que agora elas chegaram aos palcos principais. Existem apresentações programadas até mesmo para os melhores espaços em Nova York. Além dos Beatles, dezenas de bandas são devidamente “homenageadas” como Bee Gees, Carpenters, Abba, Jackson Five, Led Zeppelin, etc.

A conclusão que chego é que esse modismo que atende não apenas os nostálgicos de grupos que já não mais existem, mas também a novos fãs, é devido ao pouco ou nenhum surgimento de novos nomes de peso que possam ser considerados verdadeiramente como “ídolos musicais”. Esse tempo já passou, hoje o que manda é a velocidade, rapidez, descartabilidade. Mas fatos como bandas cover alçadas à condição de principal atração demonstra que há no ar uma certa necessidade de consistência e permanência. E não é só na música...

No vídeo abaixo, The Beatles (os originais), pedindo socorro.

Agora, a citada banda cover:

Suíça, Japão e Brasil

Depois de mais de 20 anos minha esposa reencontrou uma amiga que atualmente mora na Suíça. Ela trouxe a filha de 16 anos que nasceu lá, mas fala português por influência da mãe (além dos quatro outros idiomas 'oficiais' do país: francês, alemão, italiano e inglês – sem contar os dialetos).

Boa conversadeira, ela me contou que anda preocupada com a Suíça e, de resto, com a Europa. Não só por causa da economia.

A questão é que, por um lado se tornaram dependentes dos trabalhos realizados pelos imigrantes (serviços considerados menos nobres) e por outro continuam (uma parcela da população) extremamente resistentes à presença de estrangeiros procedentes de países africanos, latinos e árabes. Percebe-se um ar xenófobo por parte dos mais tradicionalistas.

Mas o que eu destacaria é a sensação percebida pela adolescente, que estava admirada com o tipo de relacionamento entre as pessoas no Brasil. Refiro-me ao tratamento mais caloroso, mesmo entre pessoas que não se conhecem de longa data. Não é bem um repertório suíço. E ela estava gostando, embora em um primeiro momento assustada.

Aliás vi uma reportagem que mostrava uma aula especial de uma universidade japonesa para alunos de Relações Internacionais. O objetivo: ensinar o cumprimento brasileiro dos dois beijinhos no rosto. Engraçado de ver como as meninas e os rapazes ficavam ‘perdidos’ com essa simples ação de demonstração de afeto.

Para o bem ou para o mal (acho que mais para o bem), o nosso país ainda vai dar muita lição de vida para o mundo.

24 de julho de 2010

Charlie e o Diabo

Neste retorno às atividades no Blog, não poderia faltar... música!
Ultimamente tenho ouvido muito Country Rock, anos 60 e 70.
Bufallo Springfield, Poco, Crosby Stills Nash & Young, Marshall Tucker Band, etc.
Achei no You Tube esse video recente que mostra a grande Charlie Daniels Band, já com seu lider mais velhinho, mas mantendo o pique.
Aqui ele apresenta seu grande clássico "The Devil Went Down To Georgia".
Muito legal!

Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera

Esse é o título de um filme que há algum tempo estou devendo comentário sobre ele aqui.

Outro filme que vi recentemente em DVD e que recomendo (e que não será ainda desta vez que vou fazer uma resenha) é “A Partida”, Oscar 2009 de melhor filme estrangeiro.

Só escolhi o título desse post por conta de uma observação que venho fazendo há alguns meses. Parece que, conforme previsto, extremos climáticos serão cada vez mais comuns e em épocas inesperadas.

Outono e Inverno não costumam ser no Brasil épocas de grandes variações e surpresas no clima, mas temos tido nos últimos meses ressacas violentas, geadas onde normalmente não ocorrem, tempestades tropicais em áreas onde não aconteciam, etc. É só acompanhar o noticiário (vejam, por exemplo o caso do vendaval em Gramado e Canela). Na semana passada, por exemplo, em plena BR 101 enfrentei um temporal totalmente absurdo para um mês de julho.

Bate uma preocupação com relação aos próximos anos, sobretudo no verão. E não é só no Brasil. China vive uma série seguida de enchentes, a Europa dá sinais de aquecimento além do normal, etc.

Tomara que seja apenas uma coisa “cíclica” e não um destino inexorável. Enquanto isso, vamos assistindo os filmes...

E se alguém ficou curioso sobre o filme título do post, ‘pesquei’ uma sinopse do site Adoro Cinema. Realmente vale a pena. Quando tiver tempo prometo escrever sobre “A Partida”.

“Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e de seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão, em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito.”

Anima Mundi 2010

Termina amanhã no Rio de Janeiro a edição 2010 do Festival Anima Mundi, um dos maiores encontros de animação do mundo.
Sempre apostando nas inovações tecnológicas, mas sem abrir mão da tradição e criatividade, o festival é uma mostra internacional do que de melhor vem sendo feito nesse vasto campo artístico e publicitário.
Apresento abaixo o clip oficial do evento - que tem patrocínio da Petrobras, entre outros - e um desenho premiado (The Animator, que conta a história da criação do homem e da mulher) em uma edição anterior do festival.




Musa da Semana

Cacau Show é uma franquia de lojas de chocolate.
Chocolate é uma delícia, ainda mais no inverno.
Cacau é também o nome da gata que homenageamos esta semana.
Um show.
Ela é procedente do BBB10.
Que é um programa considerado 'cerebral' por alguns antropólogos, sociólogos e psicólogos.
Acho que é por ser digno de estudos. Mas não me perguntem que cérebro.
A nossa seção "Musas", que é um sucesso, também é bem intelectual. Uma seção "cabeça".
Mas não me perguntem...







22 de julho de 2010

Frio Polar no Cone Sul


Termômetros chegaram a marcar -15ºC no país andino
Áreas rurais são as que mais sofrem no Chile; No Paraguai, ao menos 2.000 cabeças de gado morreram

A Petrobras, o Japão e o Etanol

Para quem não sabe a Petrobras antes de fechar vários negócios na área de beneficiamento de cana-de-açúcar, diga-se etanol, em São Paulo e no Centro-Oeste, tentou várias investidas junto à região Norte-Fluminense no Rio de Janeiro, mais precisamente na região de Campos dos Goytacazes. Entretanto, infelizmente, nenhuma das oportunidades conseguiu convercer as lideranças empresariais locais sobre o futuro promissor do negócio, sobre a determinação do Japão no mercado de biocombustíveis e sobre a urgência na modernização do parque industrial canavieiro fluminense...

Uma pena, mais uma vez a região norte-fluminense deixou para trás uma oportunidade ímpar!

"O ministro de Meio Ambiente do Japão, Sakihito Ozawa, visitou a sede da Petrobras nesta segunda-feira (19/7). Durante o encontro, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou as ações da Companhia na área de biocombustíveis.

Gabrielli ressaltou que a Petrobras tem investido no aumento da capacidade de produção e da logística de transporte do etanol tanto para o mercado interno como para exportação seguindo os quesitos de sustentabilidade. “Além de nos associarmos a grandes produtores de etanol preocupados com sustentabilidade social e ambiental, estamos construindo alcooldutos para aumentar nossa competitividade no mercado internacional”, afirmou.

A importância do projeto Sodegura – parceria Brazil-Japan Ethanol Corporation (BJE) com o Ministério de Meio Ambiente do Japão – para demonstrar a viabilidade técnica e econômica da utilização do E3 (3% de etanol na gasolina) na região metropolitana de Tóquio, também foi reforçada pelo presidente Gabrielli. O ministro Ozawa ressaltou a importância que tem a Nansei Sekiyu e BJE no plano de demonstração e uso de etanol em todo Japão.

O ministro demonstrou interesse nas iniciativas da Petrobras voltadas para o etanol e elogiou a Usina Vertente, pertencente ao Grupo Guarani, do qual a Petrobras Biocombustível tem participação. Segundo Sakihito Ozawa, o Japão tem meta de aumentar mistura de etanol na gasolina até 2020. “O governo japonês estuda aumentar a taxa de 3% de etanol para até 10%, no futuro”, disse o ministro."

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Mudança é sempre muito bom!

Da mesma forma que limpeza de armário faz bem à saúde dos dormitórios e seus frequentadores, acredito também que mudanças em lay-out de Blog's faz muito bem aos olhos e demais sentidos dos frequentadores e dos colaboradores.

É com este espírito que estamos inaugurando um período de mudanças no design, aproveitando algumas sugestões do próprio site de configuração do "Blogger".

Sintam-se em casa para opinar. 

As Musas do Marcos...

Bem, meus amigos e amigas do Blog, esta não é exatamente uma matéria que costumo postar por aqui, mas o Marquinhos Cardozo está de férias e me ligou pedindo encarecidamente para registrar apenas uma brevíssima amostra do que está por vir nas próximas semanas para os fãs das "Musas":

Cleo Pires fechou contrato com a Playboy para edição especial de 35 anos (Agosto 2010)!

21 de julho de 2010

E por falar em estrelas, vejam o que disse hoje à Record o responsável pelos 7,6 de crescimento do Brasil em 2010!

Algumas opiniões sobre o vice de Serra...

"Por Mauro Santayana


O candidato à Vice-Presidência que arranjaram para José Serra voltou a dizer o que não deve, nem poderá provar, ao acusar o PT e, por extensão, sua candidata, de ligações com as Farc e o narcotráfico. De nada valem as explicações ambíguas do próprio Serra. Indio da Costa já demonstrou que não pode exercer a Presidência da República por um minuto sequer." 
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Temos andado nas estrelas...nos perdoem...

"Astrônomos encontram a estrela de maior massa do universo"



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17 de julho de 2010

O Discurso de Steve Jobs (Apple) na Universidade de Stanford ou 'Como Viver Antes de Você Morrer'

Deixo para vocês este discurso que é bem conhecido, mas vale a pena ver de novo.
Foi em 2005. Quem nunca viu, preste atenção na terceira história que aparece na segunda parte.
Sobre a frase "Stay Hungry, Stay Foolish", a tradução pode ser "Fique Faminto, Fique Idiota".
Dois bons esclarecimentos:
"A primeira parte significa que se você quiser mesmo seguir seu próprio caminho, investir em suas aspirações, não deve se importar em passar dificuldades, mas gostar disso, sentir-se enobrecido por isso, fazer de suas privações uma fonte de orgulho e auto-estima.
“Fique bobo” significa que ao decidir por sua intuição, certamente você vai sair fora do caminho seguro e confortável e tomar uma estrada arriscada e muito incerta. É como entrar num túnel sem saber se tem saída. Ao tomar tais decisões, você parecerá um tolo tanto para os outros como para si mesmo. Sentirá que está fazendo besteira. Mas se prosseguir seguindo a sua intuição, manter a mente aguçada, se inspirar na perspectiva de um trabalho bem feito, você acabará sendo recompensado. Afinal, as pessoas apreciam um trabalho bem feito, e não importanto o que diga as tendências do mercado, isto é o que realmente importa." (Helio Pereiriano)
Outro:
"Mantenha-se faminto por coisas novas, mantenha-se certo de sua ignorância. Continue ávido por aprender, continue ingênuo e humilde para procurar. Tenha fome de vida, sede de descobrir. Stay hungry, stay foolish."(Rodolfo Araújo)



16 de julho de 2010

Música Outra Vez: Alta Fidelidade

Acidentalmente me deparei hoje com uma música cujo título me chamou atenção: “Some Hearts Are Diamonds” ou “Alguns Corações São Diamantes”. Não precisa nem fazer a análise da letra da canção. Só essa frase já dá pra fazer muitas divagações a respeito de pessoas, sentimentos, relações... o que no fundo é o que importa na vida, não é mesmo? Precisamos do outro, da família, dos amigos, da sociedade, de nos vermos refletidos no próximo...

Mas não é sobre isso que pensei em escrever agora. Só citei a música porque achei ela quando estava gravando mais um dos meus CDs. Essa história de gravar coletâneas me persegue desde a época das antigas fitas cassetes. Acho melhor explicar para as novas gerações o que é uma fita cassete. Era uma caixinha que continha uma fita onde eram registradas as músicas. 30 minutos de cada lado. Sim, era necessário virar a fita, lado A e lado B, iguais aos LPs. A não ser que você possuísse um toca-fitas ou tape-deck auto-reverse. As fitas eram de cromo, mas depois começaram a surgir as de melhor qualidade como as de ferro-cromo. Não, não vou explicar o que são LPs, tape-decks, etc.

No começo íamos às lojas de disco com a nossa lista que anotávamos a partir dos programas de radio. Como elas tinham todos os LPs, cobravam para gravar, além do preço da fita. Não era uma coisa oficial, pois era ilegal, mas todas faziam isso.

Quando as coisa melhoraram financeiramente para o meu lado eu comprei minha própria aparelhagem de som: Pré-Amplificador, Amplificador, Equalizador, Tape-Deck, Sintonizador, Toca-Discos... Aí comecei eu mesmo a gravar minhas seleções.

Só que eu não gravava só para mim. Ao contrário, meu maior prazer era fazer seleções para amigos e amigas que assim poderiam usufruir do prazer que eu tinha em ouvir aquelas músicas. Acho que no fundo eu queria que todo mundo gostasse de música da mesma forma que eu, que tivessem o mesmo prazer.

O detalhe é que não raras vezes minhas gravações eram personalizadas: aquela seleção para aquela pessoa. Talvez um psicólogo por vias tortas eu tentava descobrir que músicas poderiam fazer bem para aquela pessoa naquele momento.

Eu achava que essa era uma mania minha, muito rara entre as pessoas e admirada pelos amigos que recebiam as fitas, que sempre ficavam agradecidos. Só recentemente vi que não era tão rara assim. O romance parcialmente auto-biográfico do inglês Nick Hornby “Alta Fidelidade” (1995) conta a história de um sujeito que é dono de uma loja de discos e tem a mania de fazer seleções musicais. Só que ele usa critérios diferentes dos meus. Ao invés de tentar adivinhar e homenagear o outro ele divide suas seleções tematicamente: “as cinco melhores músicas para cada situação”: quando for abandonado por um amor, para ouvir em um funeral, as melhores primeiras músicas do lado A, etc.

Vale a pena ler esse livro que já virou filme (em 2006), peça de teatro (“A Vida é Cheia de Som e Fúria”)
e musical. O sucesso se deve ao confessionário existente sobre as fraquezas e inseguranças masculinas (epa! Esse hábito meu tem a ver com alguma insegurança? Um psicólogo por favor!). Sobre esse livro o crítico Alexandre Petillo escreveu: “Está tudo lá sobre o mundo masculino: as inseguranças, as encanações sobre sexo, o medo do compromisso, às canalhices, traições e, enfim, paixões arrebatadoras. Se existe alguém, homem, fã de música pop, habitante de algum país civilizado, que não leu esse livro, enterre sua cabeça num buraco. Alta Fidelidade é de longe a obra literária mais comentada de todos os tempo no mundo pop.” Um breve resumo: “O livro narra a história do dono de uma loja de música à beira da falência que apenas vende discos em vinil. Azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música pop, os caminhos da vida terminam por levá-lo a analisar suas escolhas e prioridades, fazendo com que alcance a maioridade.”

Também o cronista Arthur Dapieve (que escreve às sextas no jornal “O Globo”) ao comentar esse livro falou que possuía a mesma mania de gravar seleções musicais. Bom saber que não estava sozinho...

Embora esteja falando no passado, conforme disse antes, isso me “persegue” até hoje. Não mais com as fitas, mas agora com os CDs. Mas infelizmente acho que no momento isso está chegando ao fim da linha. Com o advento dos arquivos em MP3 o máximo que posso fazer é transferir para o pen drive, celular ou Ipod milhares de músicas que tenho no computador. A era dos suportes musicais com cerca de 1 hora de duração está acabando.

Mas por enquanto sigo insistindo. Meu mais recente “projeto” se deve a uma coleção que apareceu no início dos anos 80 e que me lembrei agora. Eram fitas cassetes (depois saiu em CD) de uma gravadora cujo título era “On The Road: 100 Quilômetros de Música”. Explicando melhor, grava-se 60 minutos de música para ouvir viajando no carro. Provavelmente vou fazer por tema: Clássico, Jazz, Blues, MPB, Pop, Rock, New Age... Eventualmente posso misturar temas diferentes. Enfim, uma FM personalizada. Essa coleção vou fazer para mim, mas quem sabe grave algumas cópias para amigos que parecem estar cada dia mais distante, conforme o tempo vai passando. Pena...

Como curiosidade, enquanto escrevia essa linhas, ouvi algumas músicas dos seguintes discos: Rod Stewart (“The Great American Songbook”, anos 2000), Paul Desmond (“Feeling Blue”, 1969), Banda de Pau e Corda (“Redenção”, 1974), Glee (“The Music”, Vol. 2, 2010), “The Best Piano Classics Ever” (2005), Jazzamor (“Travel”, 2006), Triumvirat (“Pompei”, 1976), Beto Guedes (“Amor de Indio”, 1978), Blind Boys of Alabama (“Duets”, 2009), Elomar (“Das Barrancas do Rio Gavião”, 1973).

Bem, acho que já ocupei suficientemente vocês com minhas intervenções. Vou ficando por aqui. Nas próximas semanas vou tirar férias do trabalho e me deslocarei um pouco, saindo da rotina e do ambiente caseiro com notebook (e definitivamente não pretendo levar notebook, só livros, CDs e DVDs). Talvez não consiga postar muita coisa aqui ou talvez não deva. Espero que o grande amigo e dono do Blog Luiz Felipe Muniz tenha algum tempinho livre, isso se ele não tiver desistido...

Como não posso ofertar a todos os meus CDs, coloco abaixo uma seleção musical escolhida no You Tube (eta mania!). Por causa do Dia Mundial do Rock eu já havia postado vídeos do estilo mais abaixo. Assim, escolhi outros gêneros desta vez.

Bom fim de semana (que pede um bom vinho por causa do frio)!

“Chão de Giz”, escuto essa música há mais de 30 anos:

O lendário O Terço original que se reuniu para relembrar clássicos como “Criaturas da Noite” (Flavio Venturini, Sergio Hinds, Sergio Magrão, participação de Marcus Viana do Sagrado Coração da Terra).

Nunca pensei que fosse gostar disso. Mas gosto. Não é difícil explicar. Se música é sempre mensagem, não pode haver mensagem positiva mais explícita do que essa. Bela canção.

Não sei se vocês vão gostar disso. Jalan Jalan é um grupo japonês que faz música baseada nos sons das ilhas da Indonésia, principalmente Bali e Java, utilizando sobretudo um instrumento chamado gamelão (que pode ser comparado com o vibrafone e xilofone). É música calma, para relaxar, usando sons ancestrais. É para viajar para a Indonésia e para dentro de si.



Do mesmo grupo, o tema do do filme "Dragon Hunters".

15 de julho de 2010

Cinquentões & Cinquentonas

Segundo o nosso amigo Aurélio um dos significados de crônica é o seguinte: "texto jornalístico redigido de forma livre e pessoal, e que tem como temas fatos ou ideias da atualidade, de teor artístico, político, esportivo, etc., ou simplesmente relativos à vida cotidiana".
Eventualmente tento fazer algo parecido aqui no Blog.

Acho que o segredo de uma boa crônica é a observação dos detalhes e opinar sobre esses detalhes de uma forma inusitada, que torne agradável a leitura e ao mesmo tempo remeta o leitor para os próprios acontecimentos de seu cotidiano.
Um dos melhores do Brasil na atualidade é o Luis Fernando Verissimo. Outro que eu gosto muito é o jornalista e escritor paulista Mario Prata.
É dele a deliciosa crônica que reproduzimos a seguir, publicada originalmente no jornal "O Estado de São Paulo" por volta do ano 2000. Chama-se "Cinquentões". Leiam e verifiquem se concordam com a visão cheia de bom humor desse grande observador.
Vocês podem ler muitas coisas dele no seguinte link:
Mario Prata.
A foto que escolhi para ilustrar esse post é de Marlon Brando junto com Maria Schneider na histórica atuação de ambos no avançadíssimo (para a época, 1972) "Last Tango In Paris".

Cinquentões
"– Não, não se fazem mais velhos como antigamente.
– É verdade. Não se fazem.
– Veja você. Você está com 54. Lembra quando você era jovem, 54 era um velhinho, não era?
– Avô, avô...
– Então. E as mulheres de 54?
– Bisavós, bisavós...
– Não exagera. Avós, também. Aliás, mulher de 40 já tava velhinha. Todas de preto. Iam à igreja. A mãe da gente tinha 40, né? Era uma santa, né? Imagina se fazia os que as de 40 fazem hoje...
– Onde é que você quer chegar?
– É que a nossa geração mudou tudo. Mudou até a velhice. A gente é de uma turma que rompeu com tudo. Esse negócio de Beatles, Rolling Stone, pílula, tropicalismo, isso fez mudar tudo.
– Prossiga.
– É que a gente mudou os velhos que a gente ia ser. Veja a sua roupa. Você está vestido igual a um cara de 20, 30 anos. Você não está de terno e gravata como os cinqüentões de antigamente.
– Você está é justificando a nossa velhice.
– Que velhice, cara! Você hoje faz tudo que um cara de 20 faz.
– Mais ou menos, mais ou menos.
– A nível comportamental...
– A nível, cara?
– Desculpa, mas comportalmente falando, ficou tudo igual. O cara de hoje, com 50, não se comporta mais como um cara de 50 dos anos 50. Nivelou, entendeu?
– Explica melhor.
– As meninas também. As nossas amigas de 40, por exemplo.
– Melhor não citar nomes.
– É que hoje elas fazem coisas que a gente não poderia imaginar que a mãe da gente fizesse com a idade delas. Estão todas aí, inteiraças. Liberadas, está entendendo? Mandando ver. E nós também. Fora que tem o Viagra que – dizem, dizem – vai segurar mais pra frente.
– Você já usou?
– O quê?
– Viagra.
– O que é isso cara? Ouvi falar, ouvi falar. Mesmo porque não se conhece ninguém no mundo que assuma que já tomou. Parece que existe um acordo lá entre eles. Ninguém conta. É de lei. Mas não desvia o assunto. Eu não estou falando no desempenho sexual. Estou falando de cabeça. Nivelou tudo. E, pra sorte nossa, nivelou por baixo. Veja a roupa do seu filho. Igual à sua. Antigamente um cara de 23 se vestia completamente diferente de um cara de 53. Ou você alguma vez viu o seu pai de tênis? (nem de pênis) Acho que até para jogar tênis ele devia jogar de sapato.
– Se a gente então não está velho, vai ficar velho quando?
– Pois é aí que eu quero chegar. Não existe mais a velhice. Nos anos 60 a gente fez tanta zorra que, sem querer, garantimos o nosso futuro sem velhice. Pode escrever aí. Não existe mais velhice.
– Ficamos imortais?
– Quase. Antigamente o sujeito começava a morrer mais cedo. Ficava uns 10, 15 anos morrendo. Agora não, ela vai ficar até os 80, 90. Daí ele fica doente e morre logo. Acabou a agonia. Pensa bem: a gente está com 50. Temos mais uns 30 pela frente. Firmes. É isso, cara: não existe mais a velhice. E fomos nós que detonamos com ela.
– Mas tem o cabelo branco, as rugas, a barriguinha...
– Detalhes, cara, detalhes. O cabelo branco, a ruga e a barriguinha hoje em dia são encarados como charme. Mesmo porque os cabelos não ficam mais tão brancos como nos nossos pais. E as rugas também. Os velhos estão cada vez com menos rugas. E pra barriguinha estão aí as academias. Tem as fórmulas.
– E isso vale também para as mulheres, né?
– Principalmente. Eu estava falando nas nossas amigas de 40. Pega as de 50. Tudo com corpinho de 30. Cabeça de 20. Tão até melhores do que nós, cara.
– Peraí, a sua namorada não tem nem 30.
– E isso me preocupa. Tem cabeça de 50. De 50 das antigas. O que serve para a nossa geração, não serve para a nova geração. Resumindo: não existe velhice para a nossa geração. A gente batalhou isso. Agora essa nova geração que vem aí vai envelhecer. Se ela quiser continuar a ser como a gente, vai acabar sendo igual aos nossos pais, como diria o grande Belchior.
– Eu não estou entendendo aonde é que você quer chegar.
– Quero chegar nos 90. Me passa o uísque. Me passa o fumo. Me passa o Viagra. Me passa a saudade que eu tenho dos meus 20 anos. Me passa a vida a limpo. E mete os Beatles aí na radiovitrola. Help, please. "

Fifa World Cup 2014

No mês de maio (ou junho, não lembro bem) nós divulgamos aqui o desenho do troféu da Copa de 2014. Tinha vazado na Internet, bem antes do lançamento oficial, feito agora no final da Copa da África.
Na época achamos bem fraquinha. Leitores concordaram que o design poderia ser bem melhor.
Até agora não endendi bem aquela simbologia, mas o desenho está sendo sacaneado mundo afora, sobretudo depois da justa eliminação do Brasil pela Holanda.
O troféu está sendo chamado de Face Palm (algo como "mão na cara", em uma tradução livre e humorística).
Vejam por exemplo esse teoria de como se formou a taça, feita - ao que parece - lá pelas bandas da Malásia.
Outras estão rodando a Internet como a comparação com o médium Chico Xavier, quando fazia suas psicografias.
É para rir mesmo...
Clique na imagem para poder ler as legendas.


14 de julho de 2010

Aposentadorias, Fundos e o Golfo do México

Interessante este artigo do respeitado tabloide francês "Le Monde Diplomatique".

Em 20 de abril passado, nem os investidores chineses nem os aposentados britânicos suspeitavam que a maré negra ao largo da Louisiana os atingiria tão depressa. No local, 11 operários de uma plataforma petrolífera perderam a vida; os pescadores da baía de Saint Louis, seu instrumento de trabalho; a população do golfo do México, a qualidade do meio ambiente e os pelicanos pardos. Em locais muito mais distantes das áreas afetadas, as autoridades de Pequim e os aposentados britânicos foram vitimados por outro tipo de prejuízo: em dois meses, as ações da BP perderam 48% do seu valor. A paixão dos fundos soberanos chineses - assim como os do Kuait e de Cingapura - pelas companhias petroleiras ocidentais deverá esfriar sensivelmente (1)...

O caso dos aposentados britânicos apresenta um interesse particular no momento em que, pressionados pelos mercados financeiros, os Estados euro peus estão `reformando` (ou, melhor dizendo, amputando) seus sistemas de proteção social. Isso porque a redução contínua do reembolso das despesas com saúde e do montante das aposentadorias, pelos governos, precipitou um bom número de assalariados nos braços das seguradoras privadas ou dos fundos de pensão. No Reino Unido, como poderiam tais fundos não ser atraídos pelos 8,4 bilhões de euros anuais de dividendos da BP? Portanto, a empresa petroleira que reina no topo da London Stock Exchange chegou ao ponto de garantir, por si só, a sexta parte da sua renda.

A renda paga aos aposentados britânicos era tão mais confortável que a BP reduzia seus custos - negligenciando, quando necessário, as medidas de segurança. Entretanto, uma vez que os Estados Unidos não são nem uma zona de não direito nem um pequeno país cujo presidente se movimenta como uma marionete antes de ceder diante de uma multinacional, eles podem se defender contra a destruição da sua flora e da sua orla: a cada barril de petróleo (159 litros) que vaza no mar, o poluidor incorre numa multa de US$ 4.300. Isso equivale a dizer que um vazamento de óleo que poderia ser 17 vezes maior que aquele derramado pelo navio Exxon-Valdez no Alasca, em 1989, tem tudo para deixar arrependidos os acionistas da BP em relação às pequenas economias efetuadas pela companhia para maximizar seus lucros.

Impelidos pelo regime de aposentadoria por capitalização, os assalariados de Londres ou de Manchester entrelaçaram a prosperidade da sua velhice ao destino do seu fundo de pensão. Eles veem forçosamente com maus olhos as medidas de cobrança americanas, que reduzem o valor em Bolsa da BP e que já contribuíram para deteriorar sensivelmente sua cotação junto às agências de notação. Quando o presidente Barack Obama comunicou que a empresa petroleira pagaria todas as consequências da sua negligência, o antigo ministro trabalhista, Tom Watson, se disse preocupado com ‘uma crise séria para milhões de aposen tados no Reino Unido’.

Prender numa armadilha os ‘milhões’ de assalariados em busca de segurança, após toda uma existência de trabalho, e transformá-las em aves de rapina robotizadas que investem suas esperanças em sintonia com os dirigentes da BP, em detrimento dos anseios dos pescadores da Louisiana: no fundo, esta é a verdade desse sistema. Crise após crise, ele deixa expostas as solidariedades equivocadas. graças às quais ele ainda se mantém de pé.

Serge Halimi é diretor de redação de Le Monde Diplomatique (França).

1 Segundo a agência Bloomberg, a Noruega, o Kuait, a China e Cingapura teriam perdido 3,4 bi lhões de libras (4,1 bilhões de euros) desde o inicio da maré negra na Louisiana.

Fonte: Le Monde Diplomatique

O Humor Ácido do Dr. Pepper

A alegria da festa julina entre muitos amigos, amigas e intensa chuva!



 
Mesmo na falta de tempo, encontramos algum para, na convergência dos bons, promovermos abertamente a alegria da vida e da pluralidade.
Pois é assim mesmo que vemos eu, a Cris, os grandes amigos(as) Tarcísio, Cira, Paulo, Jane, Deta, Gilmar e tantos outros próximos a nós que, ano após ano, compartilhamos em Balança Rangel deste momento mágico de encontros, de obras no arraiá, músicas, danças e comes e bebes típicos para a ocasião...
Neste ano tivemos uma novidade muito bem-vinda: a chuva! Muita chuva...perdi o flash de minha máquina por conta disso, mas ficará pra sempre em nossas memórias e em nossas boas recordações a quadrilha improvisada numa chuva intensa, muita lama, na meia-noite daquele dia 10 de Julho de 2010.
Muito felizes ficamos pela forte presença mesmo em dia atípico com tanta chuva! Ano que vem tem mais!

Por Que Fazemos O Que Fazemos?

Selecionei para esta quarta-feira uma ótima palestra do Psicólogo e Escritor Tony Robbins onde ele discute com a plateia as "forças invisíveis" que motivam as ações de cada um.
Ele faz indagações curiosas como o porque de dar amor, educação, dinheiro não significa necessariamente formar pessoas realizadas.
Por outro lado cita pessoas que sofreram dor e diversas formas de abusos e se trasformaram em seres positivos que contribuem para a sociedade.
Afinal, o que faz diferença na vida das pessoas? Basicamente as emoções podem direcionar as ações, causando mudanças na forma de ser.
Enfim ele aborda diversos aspectos tentando responder a pergunta "Por Que Fazemos O Que Fazemos?"
Vale a pena assistir. Tem aproximadamente 20 minutos de duração.
Não esqueçam de clicar em "View Subtitles" e optar por "Portuguese".

13 de julho de 2010

Dia Mundial do Rock

Hoje é o Dia Mundial do Rock.
E não foi nenhum fã, músico ou jornalista que criou essa data. Foi a ONU.
E foi porque exatamente há 25 anos (13 de julho de 1985) que aconteceu um grande evento, com shows nos EUA e Inglaterra, cujo objetivo era arrecadar dinheiro para combater a fome na África.
Assim, hoje comemora-se também Bodas de Prata da data. Mas não do Rock, que já passou dos 60 anos, já que surgiu na década de 1950.
Infelizmente não tenho tempo de contar aqui como surgiu, mas pode-se dizer que na época diversos fatores propiciaram um amálgama de estilos diferentes como o Blues, Country, Twist, etc., que junto com questões sociais desaguaram no que viria ser a essência do Rock'n Roll.
Um amigo editor de uma revista disse que gostar, ter paixão por música e, especialmente rock, era não somente um hobbie, mas um estilo de vida, uma garantia de nunca se sentir sozinho em nenhum momento da vida.
Já decretaram "a morte" do rock diversas vezes. Quase todo mundo que falou isso já morreu e o rock continua aí. É eterno, como a música clássica, a música romântica ou o samba.
É eterno porque sempre vai mexer com aguns tipos de emoções, mesmo que seja durante apenas uma fase da vida das pessoas.
Mas para alguns fãs e muitos artistas é para a vida toda.
Curioso é que, ao estarmos em 2010, presenciamos a chegada do Rock na "terceira idade". Muitas bandas e artistas continuam na estrada, mesmo aos 65 anos, vide o caso emblemático dos Rolling Stones.
Mais uma prova que Rock é vida e não somente adolescencia. Aliás, no momento que escrevo, meu filho adolescente está tocando guitarra e eu vou ter que ir lá falar com ele para dar um tempo por causa do horário! Ou seja, continuo com o Rock mesmo aos 51 anos, mas estou com 51 e não dá para escapar... Em outros tempos eu faria o contrário: "aumenta que isso aí é Rock'n Roll!"

O grupo canadense Rush: Desde os anos 1970 na estrada. Vem no Brasil em outubro. Tratados como deuses pelos fãs.



O guitarrista e cantor Peter Frampton, na estrada desde a década de 1960 com o grupo Humble Pie e depois em carreira solo. Vem ao Brasil em setembro. O visual não é mesmo, mas a qualidade sim.

12 de julho de 2010

Indicação Literária do Blog: Bumbum & Arte

A editora alemã Taschen é a mais importante do mundo no que se refere à arte.
Suas publicações são especializadas em pintura, fotografia, escultura, arquitetura, etc.
Mais do que apenas falar sobre o assunto proposto, os próprios livros são obras de arte, com acabamento diferenciado (e preço idem: podem chegar a US$ 1.000!).
Normalmente em tamanho grande, papel especial, cores deslumbrantes, os books da Taschen são sonho de consumo para todos que gostam de artes & livros.
Mas é uma editora polêmica também, pois publica assuntos que teoricamente nada tem a ver com a arte. Quer dizer, mais ou menos. Se fotografia é arte, o objeto da fotografia pode ser um mero detalhe. Acho.
Convenhamos também que o corpo humano é a maior obra de arte de todas. Uns mais outros menos, é verdade.
Estou dando toda essa volta de apresentação da Taschen para dizer que eles vão lançar esse mês um luxuoso livro sobre... bundas! E um dos destaques é a "Mulher Melancia". Eu nem sou muito fã dela não, pois acho aquele derriere desproporcional ao resto do corpo, mas...
E também não gosto muito dessas nomenclaturas de frutas para as modelos. A mais nova é a "Mulher Jabuticaba". Sabem por que? "É 'roxinha' e vive agarrada no pau". Difícil, né?
Voltando ao livro, ele tem mais dois destaques: as americanas Coco e Buffie.
São dezenas de fotos, de épocas diferentes, muitas anônimas. Se não não for muito caro (deve custar aqui umas 150 pratas) eu vou comprar (como objeto de pesquisa jornalística, OK?)
Além das fotos há ensaios e descrição histórica da bunda como objeto antropológico e sociológico de estudo. Tudo muito sério e intelectual. Afinal ninguém vai comprar um livro desse só pra ficar vendo bunda, certo?
O título é "O Grande Livro da Bunda" e é da mesma coleção que já publicou "O Grande Livro dos Peitos" (bom), "O Grande Livro das Pernas (bom) e "O Grande Livro do Pênis" (não vi).
Tão pensando que eu tô falando mentira? Confiram em: "The Big Butt Book"!

Eleições 2010: os pontos positivos e negativos de cada candidato

Aqui no Blog não temos especialistas em análise política mas, como todo cidadão brasileiro, podemos opinar. Aliás, parece que cada brasileiro, além de técnico da seleção é também analista político.
A legislação eleitoral não proibiu os Blogs de participar do processo com opiniões e até mesmo fazendo campanha de uma forma explícita. Deve haver algumas restrições, mas não sei quais seriam.
É que eu estava fazendo uma análise deste momento que marca o início da campanha eleitoral e cheguei a algumas conclusões, ainda que muito prematuras porque a briga pra valer vai começar mesmo quando iniciar o horário político na TV e acontecerem os primeiro debates.
De qualquer forma seguem algumas observações bem pessoais sobre a campanha de cada candidato, focando aspectos positivos e negativos. Não sei se concordarão, mas com certeza teriam algumas coisas a acrescentar.

Dilma Roussef:
Pontos Positivos: o principal é que ela tem o melhor cabo eleitoral do mundo na atualidade, o Presidente Lula. Embora ainda existam dúvidas com relação ao total de votos que Lula pode transferir, sabendo utilizar isso com certeza vai se tornar praticamente imbativel.
Outro ponto é que finalmente ela começou a trabalhar a imagem dela, modificando alguns pontos que faziam ele parecer arrogante.
Pontos Negativos: já existe um objetivo no comando da campanha de blindá-la contra ela mesma. É que de vez em quando ela fala certas coisas um pouco infelizes o que dá combustível para a oposição. O desafio serão os debates, pois aí ela terá de se virar sozinha. Capacidade pra isso ela tem. Veremos.

José Serra:
Pontos Positivos: Por sua experiência em secretarias, ministérios e no cargo executivo de governador do mais importante estado do país vai obviamente explorar isso a seu favor. Também conta com larga experiência na batalha que é uma campanha como essa.
Pontos Negativos: Vai ter trabalho em dois pontos.
O primeiro é se livrar de uma herança maldita do
FHC que acabou contribuindopara eleger e reeleger o Lula.
O segundo é trabalhar o carisma. Se a
Dilma deixa a desejar nesse aspecto, o Serra não fica atrás.
Nesse quesito, empate em 0 x 0.


Marina Silva:
Pontos Positivos: Possui carisma, sabe se dirigir muito bem ao povão, devido às suas origens. Transmite sinceridade em suas propostas. Pode influenciar definitivamente nos resultados tanto do primeiro como no segundo turno, caso consiga crescer nas pesquisas.
Pontos Negativos: Vai ter que provar que vai muito além de seus conhecimentos em meio-ambiente. Aliás vai ter que provar também que não é uma ecologista radical. Vai precisar de apoio no que se refere a fato de estar em um partido pequeno.

No mais é aguardar o andamento da campanha. Acompanharemos daqui.

11 de julho de 2010

Cuidado! 2014 é Ano Que Vem.

Depois de 1 mês terminou hoje a Copa do Mundo da África do Sul, com a vitória da Espanha (mais uma vez o polvo alemão acertou; cada época tem o Nostradamus que merece...).
Acompanhar a Copa é sempre vivenciar um pouco da história, pois nenhuma das 18 Copas que existiram até hoje foram esquecidas e são sempre relembradas a cada 4 anos.
E é sobre esse intervalo de quatro anos que eu gostaria de falar.
Na semana passada, revirando um dos meus e-mails descobri acidentalmente uma mensagem que eu havia enviado para alguns amigos há muito tempo.
Já era para ter sido deletada, mas não sei bem porque estava ali. Ela continha um desses arquivos com uma música bem tranquila e uma mensagem interessante.
A ideia central da mensagem era a necessidade de prestar atenção nas coisas da vida e não deixar o tempo "escapar". O problema que se repete é que a mente não registra mais os momentos vividos e o motivo é que ao ficarmos presos a uma rotina diária veloz não existe como o cérebro guardar no "HD" cada instante.
Trocando em miúdos, trabalho, estudos, obrigações, contas, responsabilidades... Todo dia a mesma coisa, tudo rápido.
O nome da apresentação era "Dance Lentamente": aproveite a música, porque um dia ela vai acabar.
Aproveite prestando atenção na música, aproveite com movimentos lentos, no compasso da canção, prestando atenção no movimento do seu corpo.
Ou seja, preste atenção em sua vida, porque ela está passando. Viva momentos tranquilos e construa boas emoções.
Ocorre que eu descobri a referida nota com esse arquivo e resolvi passar outra vez para os amigos, uma vez que fazia aproximadamente 1 ano que eu havia enviado, um bom tempo.
Mas... surpresa! Olhei a data de envio e levei um susto. Eu não havia enviado há 1 ano e sim em abril de 2006! Quatro anos tinham se passado e eu achei que era só um!
Ou seja, não aprendi a lição ou não pude aplicar, sei lá. Foi uma comprovação da veracidade do relato no arquivo.
A vida passa cada vez mais rápido porque estamos cada vez mais velozes, sem tempo de fazer algo diferente, mesmo que esse diferente seja parar um pouco e sentir a própria existência e refletir sobre isso.
A nota era de um pouco antes da Copa de 2006 na Alemanha.
Hoje terminou a Copa de 2010.
A próxima Copa será em 2014 no Brasil (mais especial ainda) e com certeza estaremos todos juntos mais uma vez torcendo muito.
Só muita atenção com a rotina e velocidade de sua vida, porque senão pode dar a impressão que não se passaram quatro anos e sim apenas um. Arranje um jeito de seu "HD" registrar seus momentos.
Bem, eu vou tentar...
Parabéns à Espanha! Parabéns à África do Sul!
Até 2014 no Brasil e... Boa semana a todos!