25 de janeiro de 2012

Um Botox para chamar de seu


A primeira vez que ouvi falar de botox ele não tinha esse nome. Nem citaram "toxina botulínica". Muito menos Clostridum Botulinum, a bactéria.


Aconteceu nos anos 70 (sempre anos 70?). A trágica história foi a de uma família que sucumbiu quase toda, envenenada, por conta de um alimento enlatado infectado. O nome: Botulismo. 


Não me lembro se eram salsichas ou pêssegos. Nem sei se a Clostridum se desenvolve em um doce, talvez precise de proteína mas o que ficou em minha memória foi o pêssego em calda. 


A partir disso nunca mais comprei nenhum enlatado com sinal de estufamento ou mesmo amassado. Aliás, enlatados não são alimentos muitos saudáveis, como todos sabem. Mas nessa época de facilidades...


O fato é que, passados quase 40 anos, a mesma toxina é hoje sucesso absoluto nas clínicas de estética. Que evolução, hein Botulinum? Devido a alguns exageros de beldades da TV e cinema na década passada não simpatizei com a novidade: ficaram com os rostos inexpressivos.


Mas agora as coisas estão mais controladas e baratas. Exageros ficaram para trás (mas nem por todas...) e os preços caíram de R$ 1.500,00 para R$ 500,00 a aplicação.


As atenções: quem não se relaciona bem com suas rugas e sinais de expressão tem que repetir a cada seis meses e deve ser aplicado somente por especialistas realmente qualificados entre dermatologistas e cirurgiões plásticos.


Quanto a mim, aos 52 anos, não penso em Botox. Ou melhor, penso sim. Mas é naquela lata estufada...

Um comentário:

Alice in Wonderland disse...

Também não preocupo com isso mas é tentador!