11 de agosto de 2009

Novo Museu da Imagem e do Som em Copacabana resgata os apaixonados por esta joia da Zona Sul do Rio!

Novo museu terá projeto inspirado em Burle Marx
Cruzeiro On Line

Inspirado nas formas criadas pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) para o calçadão da orla, o projeto arquitetônico do escritório de Nova York Diller Scofidio + Renfro foi o escolhido para abrigar a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana. A decisão dos jurados, que analisaram outros seis projetos (quatro de escritórios brasileiros), foi anunciada hoje pelo governador Sérgio Cabral Filho. Em discurso, ele contou que onze anos atrás foi a Bilbao "exclusivamente" para visitar o Guggenheim. "Imagina isso na Avenida Atlântica?" Cabral prometeu "acabar com o cheiro insuportável" naquele trecho da praia e "pacificar até o fim do ano" o Morro do Cantagalo.
"O edifício é melódico, extremamente musical", disse o crítico de arte Paulo Herkenhoff, um dos jurados. "Apesar de ser a cidade naturalmente maravilhosa, os cariocas sempre se sentiram responsáveis por agregar algo. O Rio é uma cidade onde o homem se sente responsável por responder à natureza. Creio que esse seja um momento capital desse processo de interação", completou Herkenhoff, que foi curador da 24.ª Bienal de São Paulo.
A atual diretora do MIS, Rosa Maria Araujo, disse que foi "conquistada" pela ideia dos americanos de "transformar e subir" a calçada de Burle Marx. Além da "grande inspiração" na obra do paisagista, Elizabeth Diller citou, durante a apresentação após o resultado, sua admiração pelo Manifesto Antropofágico e pelo Tropicalismo. "O lugar (a orla de Copacabana) é tão rico que sentimos que tínhamos de pegar um pouco emprestado", disse ela. A arquiteta conta que pretendeu projetar algo "poroso, aberto", que deixasse qualquer um à vontade para entrar, fugindo da "muralha" de prédios da Avenida Atlântica. O escritório foi responsável por belos projetos, como o Institute of Contemporary Art (ICA), nos EUA, e a Blur Building, na Suíça.
Ela e Ricardo Scofidio vieram ao Brasil pela primeira vez na semana passada, para a apresentação final aos jurados. Scofidio disse que eles ficaram apaixonados pela cidade. "Esse projeto é muito importante para nós. Acreditamos nessa conexão de uma instituição pública com a cidade." Além das salas de exposições permanentes e temporárias, o prédio terá um café e um cinema ao ar livre no terraço, um restaurante panorâmico no terceiro piso, um piano bar no segundo ("quiçá uma boate", disse a secretária de Cultura, Adriana Rattes), além do auditório no subsolo, que também pode ser visto do térreo. A estrutura permite observar a praia a partir de vários pontos. Grandes rampas com jardins suspensos, definidas como uma extensão do calçadão, "convidam" os pedestres a percorrer um "museu vivo".
HELP
O projeto do MIS do Rio está orçado em R$ 65 milhões, dos quais R$ 13 milhões já foram depositados em juízo para a desapropriação do terreno de 1.600 metros quadrados ocupado desde a década de 1980 pela discoteca Help. O valor da indenização foi questionado na Justiça, mas o governo espera uma solução nos próximos dois meses. As obras levariam dois anos e meio, após a demolição. O governo se comprometeu a bancar R$ 50 milhões e mais R$ 15 milhões seriam captados na iniciativa privada. O projeto é uma parceria do governo com a Fundação Roberto Marinho, responsável pelo Museu da Língua Portuguesa e o do Futebol, em São Paulo.(AE)

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Um comentário:

Marcos Oliveira disse...

Boa notícia Felipe. Vi as fotos do projeto e parece ser muito legal mesmo. O prédio e a boite Help já estavam destoando há muito da Av. Atlântica. O mais importante é que não vai surgir ali mais um daqueles prédios imensos...