27 de abril de 2011

A Declaração de Sanya, o BRICS e o Ex-Ministro Celso Amorim... conheça um pouco mais...

Por falta quase absoluta de tempo não postei nada sobre este importantíssimo momento da visita da Presidenta Dilma à China.
Várias questões fundamentais da democracia global, dos mercados, da segurança, etc, foram tratadas por lá e ainda um grande encontro, das nações que formam o BRICS, gerou uma declaração que entrou para a história: Declaração de Sanya, um documento que simboliza a forte aliança formada entre Rússia, Brasil, China, India e Africa do Sul, exatamente neste momento de tantas transformações, incertezas e desconfianças no cenário geo-político planetário... abaixo segue um pequeno trecho, mas que merece sua atenção e ser lido na íntegra no link: AQUI


"Reunião de Líderes do BRICS Sanya, China, 14 de abril de 2011


1. Nós, os Chefes de Estado e de Governo da República Federativa do Brasil, da Federação Russa, da República da Índia, da República Popular da China e da República da África do Sul, reunimo-nos em Sanya, Hainan, na China, para a Reunião dos Líderes do BRICS em 14 de abril de 2011.
2. Os Chefes de Estado e de Governo do Brasil, Rússia, Índia e China expressam sua satisfação com o ingresso da África do Sul no BRICS, e registram sua expectativa de reforçar o diálogo e a cooperação com a África do Sul no âmbito do Fórum.
3. É o forte desejo comum por paz, segurança, desenvolvimento e cooperação que uniu os países do BRICS, com uma população de cerca 3 bilhões de cidadãos de diferentes continentes. O BRICS visa a contribuir para o desenvolvimento da humanidade e para o estabelecimento de um mundo mais justo e equânime.
4. O século XXI deve ser marcado pela paz, harmonia, cooperação e desenvolvimento científico. Sob o tema “Visão Ampla, Prosperidade Compartilhada”, conduzimos discussões francas e aprofundadas, alcançando abrangente consenso sobre o fortalecimento da cooperação no BRICS, bem como sobre a promoção da coordenação em questões internacionais e regionais de interesse comum.
5. Constatamos que o BRICS e outros países emergentes têm desempenhado importante papel, ao contribuir de maneira significativa para a paz mundial, a segurança e a estabilidade, ao impulsionar o crescimento econômico global, ao reforçar o multilateralismo e ao promover maior democratização das relações internacionais."

Hoje o Ministro Celso Amorim resolve, num breve artigo, nos brindar com uma aula preciosa sobre o BRICS e nos alertar sobre o seu papel no cenário internacional...imperdível para você que precisa conhecer um pouco mais deste Brasil que cresce veloz:

"Celso Amorim

Os líderes (no caso do Brasil, a líder) dos cinco países emergentes que, com a adesão da África do Sul, hoje compõem os BRICS reuniram-se em Sanya, na China, em 14 de abril último. A entrada da África do Sul é bem-vinda por trazer a África para esse grupo, cuja crescente importância no cenário internacional já não é mais contestada. Evidentemente, os pessimistas profissionais continuam a apontar diferenças de interesses entre os membros dos BRICS, traduzindo, em verdade, seu desconforto com a criação desse grande espaço de cooperação entre países até há pouco considerados subdesenvolvidos.

O mundo assiste à ascensão dos BRICS com um misto de esperança (de dividir encargos) e temor (de compartilhar decisões). Com o surgimento dos BRICS, chega ao fim a época em que -duas ou três potências ocidentais, membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, podiam reunir-se numa sala e sair de lá falando em nome da “comunidade internacional”.

Tive oportunidade de participar dos primeiros movimentos que deram origem ao nascimento dos BRIC (então sem o “S”). Ou para usar uma terminologia que tomo emprestada da filosofia, da passagem dos BRIC de uma realidade “em si”, identificada pelo analista de mercado Jim O’Neill, para uma realidade “para si”. Foram necessários quatro ou cinco anos para que esses países assumissem sua identidade como grupo. O primeiro passo nesse sentido foi o convite do ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, para que os chanceleres dos quatro países se reunissem à margem da Assembleia Geral da ONU. Foi um encontro pouco estruturado. Interação mesmo, se é que houve, ficou restrita ao ministro russo e a mim. LEIA MAIS     

Um comentário:

MC disse...

Aproveitando o post, vale a pena citar o que estão chamando de "inferno astral da oposição". Já se fala na fusão do PSDB e DEM para não ficar tão claro o esvaziamento desses partidos.

O PSDB deixou a míngua os outros estados, concentrando forças em São Paulo e agora brigam entre si exatamente ali.

O DEM perdeu força no Nordeste e não conseguiu se recompor em lugar nenhum.

Os dois estão perdendo filiados para o PSD do Kassab.

A preocupação é com as eleições do ano que vem. Acho que ninguém quer ser oposição à Dilma...